Overdrive & Dark End
34 Capítulo 5- Sorte
Na saída de sua mansão, Abel cortou a cabeça de um homem fora. O sangue que rolava no chão, era prazeroso olhar para ele. O homem estava levando cartas para Connery, e outros traidores. Abel levou a cabeça do homem e a pendurou num gancho na parede. Então, sentou no sofá, e começou a ler em voz alta. Era uma manhã animada.
Abel: Vejamos... ‘’Tem uma carruagem levando novos soldados, que vieram da região norte da cidade. Espero que eles sejam úteis, e... Não importa... Alguns Verraters querem se juntar a nossa causa, e vão fornecer armas e armaduras. Além disso, em uma das cartas, está o mapa completo de túneis e atalhos da cidade. ’’ Abel procurou a carta com o mapa, ao achar, jogou ela na fogueira. Depois ele continuou lendo. Abel: ’’ Espero que o vampiro seja útil... Fora que, o irmão da garotinha desaparecida... ’’ Abel deu uma pausa, e logo continuou a ler. Ele começou a tremer enquanto lia, mas se acalmou e continuou. Abel: ‘’O irmão da garotinha desaparecida... Está com a gente, querendo a cabeça de Abel. ’’ Abel largou a carta no chão, e ficou parado por dois minutos. Abel pensou que o irmão da garota podia ser um perigo, afinal, muitas pessoas fazem de tudo para salvar a família. Abel: DENOS! Denos foi até Abel imediatamente, como sempre fazia. Deixar Abel zangado era uma coisa que ninguém gostava de fazer. Denos: O que foi? Abel: Eu quero informações... Quero saber quantas pessoas nessa cidade possuem irmãs mais novas. Alguma pergunta? Denos: Nenhuma. Abel: Ótimo, então vá embora. Denos tinha ideia de tudo que estava acontecendo, e a razão de Abel pedir isso. Também sabia como conseguir as informações. Mas, não falou nada, apenas seguiu as ordens de seu chefe. Não queria perder tempo com uma conversa repetitiva, e chata. ------------------=-------------------------- Schatten acordou, estava em um quarto de hospital, com Jack, e dois estranhos ao seu lado. Um deles era Yang, que Schatten já sabia quem era, mas não o conhecia direito. O outro usava roupas um pouco escuras, e aparentava meio velho. A sala era toda pintada de azul, mas as paredes pareciam ser bem velhas. Schatten: Quem são eles? Jack: Um deles é Yang, acho que você já conhece, e o outro é Terry, líder do grupo. Schatten: Que grupo? Terry: Nós somos os Caçadores, acolhemos as pessoas perdidas nesse inferno. Schatten: Vocês têm uma base, fortaleza, ou algo assim? Terry: Uma cidade... Estamos em Nerk Schatten começou a rir, mas não muito alto. Ele parecia estar sendo bem cuidado, então achou que combinava com a situação. Os outros estranharam, no começo, mas era bom ver ele alegre. Schatten: Nomit, Noline, Nerk, Neverwinter... Engraçado como todas começam com N. Jack: É Everwinter. Schatten: Eu sei, mas é engraçado mesmo assim... Schatten não conseguia nem falar direito, só o fato de estar deitado em uma cama já era bom demais. Terry deu um sorriso pequeno, parecia ter achado Schatten simpático. Schatten: Aliás... Estou curado? Terry: Aparentemente você foi envenenado, por algo que comeu, provavelmente. O efeito do veneno era lento, e você teve sorte de ainda estar vivo. Mas, está tudo bem. Schatten: Quando vou poder sair daqui? Terry: Hoje, mas primeiro vamos deixar você dormir mais um pouco. Schatten: Está bem. ------------=-------------------------- Daniel conversava com Rewly no meio da praça. Daniel sentia que finalmente teria um trabalho para fazer, ao menos o jeito que Rewly falava só indicava isso. Primeiro os dois contaram piadas, depois as coisas foram ficando mais sérias. O horário era de almoço, então muitos iam comer em lanchonetes, ou ficavam na casa, mas a praça estava quase vazia. Rewly: Vou mandar você fazer um trabalho. Finalmente Rewly tinha tocado na razão da conversa. Agora, só faltava saber qual era o trabalho. Daniel: Continue. Rewly: Você vai queimar uma plantação dos Caçadores, e matar qualquer um que encontrar no caminho. Hacov vai liderar você e o resto do grupo. Daniel: A tarefa vai ser feita em grupo? E Hacov vai liderar? Rewly: Eu sei que vocês não se dão muito bem, mas... Siga as ordens dele, só isso. Sei que ele é chato, e todo mundo dessa cidade já pensou em matar ele, mas mesmo assim... Tente ser profissional. Daniel: Vou queimar a plantação usando lava? Rewly: Isso depende de Hacov, no entanto, acredito que não. Se a lava sair de controle, todos estão ferrados... Mas, ele vai levar gasolina, fósforos, até alguns lança-chamas, se for preciso. A gente podia roubar a plantação, mas demoraria muito, e logo chegariam reforços. Daniel: Ao menos pode dizer onde fica a plantação? Rewly: Fora da cidade deles, numa fazenda. O fazendeiro pediu proteção, e eles ajudaram, em troca de suprimentos. Hacov vai explicar o resto. Eles vão sair quando começar a anoitecer, então esteja nos portões da cidade nesse horário. Daniel: Pode deixar.
Daniel saiu da praça e foi até a lanchonete de Margaret. O lugar estava movimentado, e ela tinha muito trabalho a fazer. Ela serviu outras pessoas por primeiro, e depois ele. Margaret: O que vai querer? *Dando um leve sorriso* Daniel: Vinho. Margaret agia de uma maneira diferente com Daniel, sorrindo, e certas vezes até flertando com ele. Daniel não entendia, e deixava isso passar. Margaret: Não vai querer nada para comer? Daniel: Não estou com fome... Digamos que comer antes da violência me deixa com estômago embrulhado. Margaret: Como assim? Daniel: Eu te explico depois... Margaret: Tudo bem. Daniel tomou o vinho, e esperou Margaret servir todos na lanchonete. Passaram duas horas, e ela conseguiu um tempo de intervalo. Ela foi até Daniel, que esperava do lado de fora da lanchonete. Margaret: Como vai meu bêbado favorito? Daniel: Bebendo, dormindo, e agora matando. Margaret: Sério, o que é esse negócio de matar? Daniel: Um trabalho que Rewly me deu... Vou queimar uma plantação interia dos Caçadores, e matar qualquer que aparecer na frente, além disso, Hacov vai ser o líder... Margaret: Mate Hacov, se puder. *rindo* Pra ser sincera, eu não entendo todo esse negócio de dizer que os Caçadores são ruins, e tudo mais. Mas, se é necessário matar alguns deles... Então mate, mas, aposto que logo você vai descobrir algumas coisas ruins desse lugar... Que nem eu sei quais são. Daniel: Sério? Margaret: Eles poderiam ao menos pegar a plantação, não é? Daniel: Segundo Rewly, iria demorar muito, e logo os reforços chegariam. Margaret: Nesse caso... Eu não sei o que dizer, mas um guerreiro bêbado não ajuda em nada. Daniel: Erro meu. Margaret: Bem que vocês podiam caçar, no caminho... Daniel: Isso depende de Hacov. Margaret: Tudo depende dele... Mas, sério, a gente tá precisando de carne, e é urgente. Rewly deixa uma carne estranha guardada, em um local que só quem tem autorização pode entrar. Daniel: São de bichos que foram afetados pela destruição do mundo, segundo ele. Margaret: Eu nunca vou comer aquilo. Daniel: Eu experimentei... Até que é bem gostoso. Margaret: Vai morrer em uma semana. Daniel: O sabor compensa. Daniel começou a rir, como ele fazia com qualquer piada. Um mundo depressivo e destruído precisava ser engraçado. Daniel: Tenho que ir, eu preciso preparar a escopeta e espada para a luta. Margaret: Como assim? Daniel: Ver se não tem nada de errado com elas, tirar um pouco da poeira... Faz tempo que não uso elas, devem estar amarelas de tanta poeira. Esse lugar pode ter seus defeitos, assim como Hacov e o resto, mas tenho que estar preparado para voltar a cortar cabeças. Margaret: Muita gente odiaria fazer isso. Daniel: Eu não gosto, mas é nisso que eu sou bom. Margaret: Não estava falando de você. Daniel: Ainda bem. -------------------=------------------------ Schatten conversava com Azarok, alguns dias antes do ataque em Everwinter. Estavam em uma biblioteca vazia e escura. Planos de batalha, estratégias de infiltração, tudo estava sendo discutido. Mas, o que chamava a atenção é que enquanto conversavam, Azarok queimava alguns livros. Azarok: Esses estavam quase destruídos, tenho que dar espaço na prateleira... Schatten: Não podia ser mais sutil? Queimar os livros na mão, e tudo mais, é seguro... Mas, e se sair do controle? Azarok: Não pensei por esse lado... Mas, qual é a importância? Eu vou morrer mesmo... Schatten: O que disse? Azarok: Eu vou morrer antes dessa guerra acabar, eu sei disso. Schatten: Não diga uma coisa dessas. Azarok: Deixa eu te explicar uma coisa, Schatten... A gente pode vencer essa guerra, mas a não ser que Abel acabe morrendo, ele vai me perseguir até eu morrer... Só por eu ter tirado a mão dele. Quer saber de uma coisa? Eu tenho medo, e desconfiança... Não sei o que vai acontecer. Schatten: Eu não sei o que... Azarok: Se quer uma dica? Nunca fique fora de controle, mantenha a cabeça no lugar. Essa é a diferença entre você e ele. Schatten: Pode deixar. Azarok: Afinal, eu sou apenas mais um, no meio de tantos lideres envolvidos em guerras e batalhas... Schatten: Não posso discordar com isso... Mas, existem os vencedores e perdedores. Azarok: Com certeza, a diferença é que os perdedores morrem, e os vencedores... Eu não sei. Schatten: Os perdedores morrem, ou são presos. Azarok: Mortos, fora do jogo, guerra, e tudo mais. Certas vezes louvado como um herói, ou odiado por todos, virando vilão. Mas, nunca se sabe quando uma guerra acaba... Ou, quando uma nova começa, pode ser com as mesmas pessoas da anterior, mas diferentes, e mais experientes. Você é inteligente, Schatten, nunca perca a cabeça, nos dois sentidos.Schatten acordou, Terry levava-o para fora numa cadeira de rodas. Ele não sabia o significado daquela lembrança, se era um sonho, ou não. Schatten: Tenho que admitir... Você me levando... É meio assustador. Schatten se levantou, e já conseguia andar, ainda que fosse um pouco devagar. Logo então, Schatten e Terry se aproximavam da saída do hospital. Schatten: Onde está o Jack, e aquela coisa feia? Terry: Eu não sei. Terry abriu a porta do hospital, e apresentou Schatten a Nerk. A cidade não era muito bonita, mas tinha muralhas, e pessoas defendendo. Além disso, conforme caminhavam, Schatten viu diversas fábricas, de armas em sua maioria. Fora isso, tinha escolas, parques, lanchonetes, e tudo mais. As ruas não eram tão movimentadas, mas muita gente morava lá. Schatten: Como isso é possível? Terry: Muito trabalho, garoto. Schatten: Esse lugar é... Perfeito. Terry: E perigoso, lá fora, do outro lado, existem os Defensores, grupos pequenos, e entre outros que querem roubar aquilo que é nosso. A gente monitora as regiões da floresta, caso alguma pessoa que viva lá permitir, é claro, e em troca da segurança, eles dão comida, e suprimentos. Eu sei que sabe lutar, então, pode nos ajudar. Schatten: Também sou bom em estratégia... Liderei um exército que quase acabou com Abel Verrater, formados por antigos Leones. Terry: Bom saber... Vai ficar aqui? Schatten: Acho que sim... Terry: Ótimo, se for tão bom em estratégia como diz, pode participar de reuniões, caso fique. Mas, não estranhe se o povo desconfiar de você. Schatten: Não vou estranhar. Terry: Eu acho que podemos nos dar bem... Nós temos melhor vigilância, melhores armas, e tudo mais. No entanto, o número maior de soldados são os dos Defensores. Schatten: Já tentou negociar, e fazer um acordo de paz? Terry: Se fosse assim tão fácil... Schatten: Então arrisque, e negocie com os outros grupos pequenos... Os bandidos que queriam me matar. Ofereça algo que não podem ter. Se forem perigosos, você pode simplesmente matar todos eles. Terry: Fora isso, o grupo de Larry Feitel, e os Verraters também são problemas... Schatten: Uma coisa de cada vez. O que você tenta fazer para tentar atingir eles? Terry: Roubar suprimentos, e coisas do tipo. Schatten: Pode funcionar, mas... Tente esperar, organizar todas as coisas, e daí... Quando tiver uma chance, ataque com tudo, acabe com todos eles. Eu estudei num colégio de magia, e tinha um velho amigo, que adorava jogar em cassinos. Certas vezes ele apostava tudo, e ganhava, outras vezes, esperava, e depois jogava... Eu sei que tudo isso depende de sorte, mas... Era uma tática interessante, eu acho. Terry: Você é inteligente, garoto. Terry olhava para Schatten e via alguém genial, uma grande ajuda. Cada vez mais ele se simpatizava pelo garoto, mesmo podendo estar errado sobre o mesmo. Mas, mesmo assim, o mesmo parecia ser uma boa pessoa. Schatten: Mas tente negociar com os grupos pequenos, até mesmo veja se eles não podem fazer o trabalho de roubar suprimentos, e tudo mais. Terry: Como você foi perder a guerra? Schatten: Um dos meus soldados ia dar o golpe final em Abel, mas errou, até onde eu sei. Técnica e estratégia, também dependem da sorte e do azar. --------------------=---------------------------------- Começava a anoitecer, e Abel estava parado, sentando num sofá, e sem fazer nada. Dominar o mundo era bom, mas também podia ser muito tedioso. Deixou a sua ‘’filha’’ dentro do seu quarto, e deixou as empregadas tirarem um descanso, coisa rara de se acontecer. Depois de alguns minutos, Denos apareceu, com as novidades. Denos: A gente identificou todas as pessoas com irmãs mais novas.
Abel: Sério? Isso devia ser impossível, seu idiota. Denos: Adoro o seu senso de humor. Abel: Pare de puxar o saco, e fale o que você descobriu. Denos: Eu não vou dizer os números, pois não consegui decorar, obviamente. Mas, eu mandei alguns guardas da cidade saírem investigar, e o irmão daquela garota já saiu da cidade. Vamos atrás dele? Abel: Não... Mas, como conseguiu a informação? Denos: Um barman me contou. Abel: Então fique de olho nele... E, é só isso que queria de você. Irônico, que antes eu iria mandar você matar todos eles. ----------------=--------------------------------- Anoiteceu, e o grupo de Hacov estava pronto para atacar. Deixaram os veículos um pouco afastados da fazenda, para não levantarem suspeitas. O plano era simplesmente de atacar todos que aparecessem na frente, ao mesmo tempo Shupert queimaria todas as plantações usando um lança-chamas. Eram mais ou menos dez Defensores, incluindo Daniel. Eles estavam escondidos atrás de uma mata pequena, prontos para começarem o ataque. Tirando Hacov, todos eles estavam armados com armas de fogo, metralhadoras, rifles de assalto, escopetas, ou pistolas, tinham também facas ou espadas, caso tivesse combate corporal. Hacov: Entenderam o plano, certo? Vocês vão ficar perto de Shupert, para dar cobertura a ele, enquanto eu e mais alguém vamos entrar na casa do fazendeiro e acabar com todos lá dentro. A fazenda era pequena, tinha cercas e uma plantação de tomate, mas faltavam animais. Uma casa não muito grande era vigiada por Caçadores, que ficavam em cima dos telhados. Hacov: Comecem! Um dos Defensores fuzilou os dois Caçadores nos telhados. Em seguida, Shupert apareceu, e começou a queimar toda a plantação. Gritos ecoaram por toda a fazenda, e os Caçadores saíam para acabar com tudo aquilo. Daniel: Mas que... Hacov: Daniel, você vem comigo, para dentro da casa! O restante dos Defensores protegiam Shupert, e algumas vezes procuravam algo para se protegerem dos tiros. Naquele conflito, alguns Caçadores escondidos, fuzilavam qualquer inimigo que encontrassem no caminho, mas em seguida tinham a garganta cortada por Defensores loucos. O banho de sangue era como qualquer outro, cadáveres para todo o lado, cabeças decepadas, e corpos fuzilados. Aquilo não era estranho, mas para Daniel, alguma coisa estava errada. Daniel: ... Daniel e Hacov corriam para dentro da casa, acabando com os Caçadores que tentavam impedir eles. Um deles tentou atacar Daniel com uma espada, que conseguiu defender, em seguida, Hacov partiu o Caçador ao meio. Quando olhava para trás, Daniel percebia que tinha algo de errado com aquelas pessoas, pareciam loucos, inclusive eles riam de cada morte, ou cabeça cortada. A matança parecia não ter propósito algum, era apenas diversão para eles. Daniel: Isso já não é o suficiente? Shupert já tinha queimado a plantação toda, o fogo parecia uma beleza, para os olhos dele. Alguns Caçadores tentavam atacar Shupert, mas o mesmo só os queimava, sentindo algo incrível por causa daquilo. Hacov: Temos que fazer uma limpa, antes... Daniel e Hacov entraram na casa. Um Caçador tentou dar uma facada em Daniel, mas ele cortou a testa do sujeito para fora. Depois disso, pegou a escopeta, e acertou dois tiros no estômago de outro, armado com uma pistola, e que tentou atirar em Hacov. Hacov: Você não é tão idiota... Daniel: É o que todos pensam. Daniel e Hacov subiram as escadas, e foram em todos os quartos, matando qualquer Caçador que aparecesse. Depois de alguns minutos, todo aquele lugar estava infestado de cadáveres mutilados. Para acabar, também foram no banheiro, onde o velho dono da fazenda estava escondido, sentado na privada. Ele era careca, parecia ter uns oitenta anos, e usava um pijama amarelo. Hacov: É o que acontece quando você abriga criminosos! Daniel: Não o mate, Hacov. Fazendeiro: Por favor, faço o que você quiser! Quer minha plantação? Não existe razão para toda essa violência... Hacov: Você está certo... Vamos deixar você descansar. Hacov enfiou sua espada na perna do velho, não foi muito fundo, mas ainda assim, impediria o mesmo de andar. Os dois saíram da casa, e se juntaram ao resto do grupo. Daniel não se sentia bem, ou confortável com aquilo, parecia que eles faziam por puro prazer, apesar do objetivo. Toda a plantação tinha sido queimada, então a única coisa que podiam fazer era voltar para a cidade. Hacov: Shupert, eu quero que queime a casa! Daniel não sabia a o motivo de precisarem fazer isso. Na verdade aquilo tinha sido tão confuso, e estranho que ele estava até perdido. Podiam até saquear o lugar, mas a queima parecia tão desnecessária. Hacov: Vamos embora, antes que mais deles apareçam! O grupo voltou para a cidade quando já era madrugada. A cidade estava quieta, e todos foram para seus lares. Enquanto ia para seu apartamento, ele viu Sherry, a filha de Rewly, saindo de uma casa. Daniel foi até ela, para conversar um pouco. Daniel: Perigoso andar na rua essas horas. Sherry: Sou a filha do chefe desse lugar, ninguém tocaria em mim. Daniel: Mas, sério... Nesse horário, não estão todos dormindo essas horas? Sherry: Sim. Daniel: Não que seja da minha conta, mas... Por que não dorme na sua casa? Rewly ronca muito, ou algo assim? Sherry: Ele está fazendo... As festas dele, disse que era pra eu dormir na casa do meu namorado. Mas, ele também é um idiota, então, vou ver se a festa acabou. Daniel: Nunca pensei que Rewly faria algo assim. Sherry: Você ainda é novo aqui, Daniel... Esse lugar é mais imprevisível do que imagina. --------------------------=-------------------------------------- Crystal andava sozinha, em lugares que ela nem conhecia. Ela estava perto de uma antiga fábrica, não dava para ver nenhuma pessoa por perto. Uma neblina forte estava em toda a área. Crystal: Porcaria... De repente, colocou a mão em seu ombro, e deu uma forte risada. Dava para perceber que era um homem, mas era difícil ver a aparência dele. O homem pegou uma faca, e imediatamente Crystal atirou em sua perna. Em seguida, tomou a faca do homem, e cortou a garganta dele. A neblina tinha passado, e Crystal viu mais deles se aproximando. Ela se protegeu atrás de uma carroça abandonada, cinco homens foram mortos, todos com tiros no pescoço, sem errar nenhum. Após isso, foi surpreendida por outro, armado com uma espada, e que tentou acertar um golpe em sua garganta. Crystal se esquivou, atirou no estômago do homem, tomou a espada, e por fim, enfiou ela na boca dele. Crystal: Eu nunca vi nenhum grupo parecido com eles... Crystal foi surpreendida, novamente, por dois homens que a pegaram, enquanto se escondiam nos arredores. Em seguida, um dos homens cortou as duas mãos de Crystal, e a forçaram ficar de joelhos. Depois de alguns minutos, apareceu alguém, não dava para saber se era homem ou mulher, pois usava roupas femininas, mas o corpo era masculino, além disso, uma máscara cobria seu rosto. Depois de um tempo, Crystal o reconheceu, pelos rumores, era Larry Feitel. Larry: Temos uma convidada aqui... Vocês realmente não sabem receber as pessoas, bando de idiotas. Ela é forte... E bem difícil de surpreender... Eu fiquei mais surpreso quando conseguimos pegar ela. Levem nossa amiga para dentro.
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