Overdrive & Dark End
35 Capítulo 6- Noite
Crystal acordou, estava acorrentada em uma cela escura, e com cheiro ruim. Olhou para os lados, e reparou que estava sem uma mão, com várias bandagens no lugar dela. Em seguida, Larry apareceu, usando suas roupas femininas, e com a máscara cobrindo seu rosto.
Crystal: Eu... Eu vi vocês cortando minhas duas mãos. Larry: Aquilo foi só impressão sua, nós fizemos um pequeno corte em ambas, mas você perdeu só uma. Crystal: Seu monstro... Larry: Eu sou um monstro? Eu sou um monstro? Você aparece na minha casa, mata um monte de homens meus, e depois eu sou o monstro? Está bem que todos eles são verdadeiros loucos, digo, alguns gostavam de crianças, outros me serviam apenas pra fazer companhia, mas mesmo assim... Nós éramos como uma família, porcaria! Crystal não se intimidava, ficava olhando para Larry com frieza, sem expressar medo ou ódio. Larry gostava de conversar, era divertido. Ainda assim, Crystal não sabia o que podia acontecer com ela, e esse era seu medo. Larry: Espere um minuto... Você teve a coragem de vir até aqui, e matar todas aquelas pessoas... Você é incrível, acaba com qualquer um. Na verdade, espere, eu te respeito por isso! Tanto que você é minha convidada, poucos recebem esse privilégio. Sobre sua mão... Isso é tipo aquele negócio, capita... Não importa, é só um preço bem justo pra estar entre as pessoas mais legais desse mundo! No entanto, você quebrou uma regra, que pena, pois eu gosto de você... Nesse lugar, não pode ter nenhuma pessoa mais bonita que eu! Larry tirou a máscara, e mostrou seu rosto. Era deformado, cheio de queimaduras, Larry não tinha nem o olho esquerdo. Uma coisa horrível de se ver, que assustaria qualquer criancinha sem dificuldades. Crystal: Eu vou te matar... Larry: Vai? Então tudo bem, eu respeito sua decisão. Larry entregou uma pistola para Crystal, e fez com que ela apontasse em sua cabeça. Crystal puxou o gatilho, mas não saiu nenhum tiro. Larry: Estava descarregada... Sinto muito não ter realizado seu desejo... Vou pedir para tirarem você daqui, e te mandarem para outro lugar, com mais luxo e classe! Mesmo assim, vamos tentar com outra. Larry deu outra pistola para Crystal, que não sabia o que fazer. Larry continuava provocando, e aquele jeito dele era estranho. Larry: Vamos começar lentamente... Larry a fez mirar em sua perna, e continuava falando para Crystal atirar. Ela puxou o gatilho, e dessa vez saiu uma bala de verdade, indo direto na perna de Larry. Larry: Isso é fantástico! Eu te adoro, garota... Como você se chama? Crystal: Eu me chamo Crystal, imbecil. Logo chegaram os guardas de Larry, assim que ouviram o tiro. Larry: Essa garota é incrível, ela tem coragem, ao contrário de vocês, seus idiotas! O que ela fez na minha perna foi incrível, coisa que nenhum de vocês faria. Eu morreria feliz, agora mesmo! No entanto, me levem a enfermaria, mesmo sendo uma pena ter que tratar de um tiro tão único como esse! Crystal ficou parada, apenas esperando a próxima ação de Larry. Larry: Aliás, ela tem que ver os nossos quartos de luxo. Crystal achava Larry estranho, e imprevisível, não sabia o que esperar dele. Ela só sentia medo, não importava o quanto tentasse esconder. ----------------------=----------------------------------Semanas depois, na cidade Verrand, dominada por Verraters, e onde também se localiza o grupo rebelde de Connery, as coisas começaram a ficar movimentadas. Era noite, e Kizuato tinha começado uma caçada. Ao mesmo tempo, a Contra-Verrater festejava, em um tipo de base subterrânea. Kizuato: Tudo bem, vamos começar... Kizuato estava em cima de uma casa pequena de madeira, enquanto olhava um dos Verraters políticos andando. Ele era careca e tinha um bigode grande, além de usar terno e gravata. Fora isso, seis soldados Verraters estavam ao seu redor. Kizuato: É hora de fazer alguma coisa... Kizuato pegou o arco, e atirou duas flechas no pescoço de dois Verraters. Em seguida se teleportou até o chão, e decepou a cabeça de outros dois. Os que sobraram ficaram na frente do político, com suas espadas preparadas. Kizuato se teleportou novamente até o telhado, e acertou duas flechas nas cabeças dos dois que sobraram. Após isso, voltou ao chão, e se aproximou lentamente do Verrater político, que estava parado e tremendo. Kizuato: Eu vou deixar você ir... Mas, diga aos seus amigos para nunca mexerem com a Contra-Verrater! O político saiu correndo, e Kizuato ficou parado. Alguns minutos depois, Kizuato se teleportou na frente dele, e o parou. Kizuato: Era brincadeira. Kizuato decepou a cabeça dele, e deixou caída no chão, para qualquer um ver. Kizuato: Como eu sentia falta disso! ------------------------=-------------------------------- Enquanto isso, Connery fazia um discurso para os outros membros de seu movimento, no meio da festa. Era o momento em que começariam a agir, e mostrar que tinham importância.
Connery: Nessa noite nosso movimento vai ser notável, eles não vão saber quem nós somos, mas nos temerão. Hoje os Verraters estão levando um verdadeiro golpe... Como? Eu gostaria de saber, mas uma coisa por vez, e é assim que nós vamos prosperar... ----------------------------=--------------------------- Kizuato continuava caminhando lentamente pelas ruas, e bateu na porta de uma casa. Um garoto atendeu, estranhando a aparência de Kizuato. O garoto tinha cabelos ruivos, e era cheio de espinhas, além ser muito magro. Garoto: Quem é você? Kizuato: Um velho amigo. Preciso falar com seu pai. O pai do garoto, que estava jantando com a família, apareceu, ele não conhecia Kizuato, então foi bem rude. O garoto voltou para a cozinha, e continuou jantando. O pai dele era um político Verrater, tinha problemas de obesidade, e era loiro. Um dos políticos mais jovens da cidade. Político: Saia daqui, idiota! Kizuato: Não sabe nem dizer um olá... Kizuato pegou a espada, e a fincou no estômago do Verrater. Depois, deixou o lugar vagarosamente. -------------------------=------------------------------------ Connery: ... Abel deve se preparar, pois cedo ou tarde, a cabeça dele vai ser lentamente cortada por qualquer um de nós... Essa praga chamada Verrater vai ser extinta, e vamos acabar com ela por inteira... Cinco Verraters estão morrendo agora mesmo, isso eu garanto... --------------------------=--------------------------------- Kizuato foi até um discurso político, onde estavam dois Verraters no palanque, também cercados por seguranças. Uma multidão enorme também era outro obstáculo, então ele tinha que ser rápido. Kizuato: Porcaria... Kizuato se transformou em um lobo, enquanto estava em cima de outra casa pequena, só que de tijolos. Todos ficaram assustados quando o viram, mas ele avançou diretamente até o Verrater, e arrancou parte do pescoço dele. Os Verraters tentaram impedir, mas ele era rápido demais, e sumiu, logo depois. --------------------=--------------------------------- Connery: Para acabar, é uma grande honra acolher um novo membro de nosso grupo. Ele é jovem, e tem habilidade usando uma besta. Ele teve sua irmã sequestrada por Abel, logo, o seu ódio pelos Verraters é pessoal. Ele é Johnny Mike! Johnny apareceu ao lado de Connery, não disse nada, era bem tímido. Aquele era o fim do discurso de Connery, que deu as boas vindas para Johnny. Só faltava esperar o retorno de Kizuato para poderem festejar de verdade. ----------------=-------------------------------------------- O último político Verrater da lista de Kizuato estava sentado ao lado de um chafariz, junto de seu namorado. Ambos um pouco velhos, gordos, e loiros. Alguns diziam que eram até irmãos. O Verrater vestia um terno e gravata, já que ia para o discurso político, enquanto seu namorado usava roupas normais. Kizuato: Ele gosta do que eu gosto... Mas não gosta do que eu também gosto... É uma pena ter que acabar assim. Kizuato foi até o namorado dele, e decepou sua perna. Em seguida, pegou o Verrater pelos cabelos, e começou a afogar ele no chafariz. Vendo que demoraria demais, Kizuato o espancou até a morte. -------------------------------=----------------------------------- Margaret: Eu te amo! Margaret disse aquelas palavras para Daniel em sua lanchonete, no meio da noite. Com o passar dos tempos era óbvio que os dois sentiam algo pelo outro, e não podiam esconder isso. Ela o beijou rapidamente, e ele ainda estava sem ação. Daniel: Eu... Também... Mas, não sei nem o que dizer quanto a isso. Margaret: Você é tímido, garoto. Daniel estava fazia dias assim, ainda com remorso pelo que fez naquela fazenda. Ainda não entendia a razão de tudo aquilo, e era difícil falar com alguém. Daniel: Quer dormir lá em casa? Margaret: Claro... Mas, me diga a razão desse silêncio. É desconfortável, e estranho. Daniel: Você estava certa, os Defensores são horríveis, eu acho... Naquele dia na fazenda, o grupo inteiro atacou os Caçadores, a gente matou todos eles, da pior maneira possível. Aquilo não parecia um movimento de defesa ou ataque, mas sim pura diversão para eles. Adoravam ver o fogo queimando igual a doentes mentais. Era horrível, eu não consigo entender a razão de estarmos aqui. Margaret: Se for sobre Hacov, eu digo novamente que o odeio. Mas, acho que é difícil achar um lugar mais seguro. Eu sei que Rewly não é confiável nesse aspecto, mas... Fale com ele amanhã, e tente resolver isso. E acima de tudo, fique esperto nas reações dele. Daniel: Pode deixar. Margaret: Mas, e se esse lugar for lotado de pessoas desse tipo... O que vai fazer? Daniel: Pegar a escopeta, e acabar com todos eles, um de cada vez. Acabar com esse lugar cheio dessa falsa esperança. Margaret: E se for mentira? Daniel: Vou ficar quieto e viver normalmente... Mas, tem como isso ser mentira? Margaret: Converse com Rewly, e ache outro ponto horrível e desumano desse lugar... Acho que aí sim você vai ter uma razão para acabar com tudo isso. Mas, e depois, o que nós vamos fazer? Daniel: Procurar um lugar melhor... Nós não estaríamos tão perdidos como aqui dentro. Margaret: Bom argumento. Daniel: Mas é estranho, Rewly não parece ser uma pessoa ruim, o problema é de quem está ao seu redor. A filha dele também não parece ser ruim. Margaret: Manter as aparências é importante... -----------=----------------- A festa ainda continuava depois do discurso de Connery, e estava mais animada. Kizuato apareceu depois de fazer o trabalho. Primeiro de tudo, ele foi conversar com Connery. Ele notou que a decoração do lugar era cheia de cores, apesar das paredes serem escuras. E, ele tinha chegado bem na hora que começava a bebedeira. Connery: Está tudo feito? Kizuato: Com certeza. Algo que despertou a curiosidade, é que um lobo atacou no discurso Verrater. Outro estava andando quando ele e seus seguranças morreram, e por aí vai... Connery: Conte os detalhes amanhã. Kizuato: Pode deixar... Mas, e agora? O que faremos? Connery: Lá fora, aqueles grupos de Caçadores, Defensores, e tudo mais... Podemos tentar algo com eles, além de recrutar mais pessoas aqui na cidade. Kizuato: Interessante... Mas, vai precisar que eu faça mais alguma coisa? Connery: Acabe com qualquer Verrater que encontrar, e só isso. Eles não vão te ver de dia, então, faça com que tenham medo do escuro. Kizuato: Adorei. Connery: Agora, apenas aproveite a festa. Kizuato: Pode deixar. Connery: Também vou falar com uma garota, filho de pescador. Ela estava interessada no artefato que Abel possui. Kizuato: Esses Verraters vão ter muito medo da gente.Muitas pessoas estavam bêbadas, a música não era muito alta, já que podia chamar a atenção. Kizuato se aproximou de uma mulher, usava vestido vermelho, e tinha o cabelo negro. Kizuato: Mas que bela dama nós temos aqui... Qual é seu nome? Milla: Eu me chamo Milla Doter... Você é o cara que matou todos aqueles Verraters, não é? Kizuato: Vampiro. Milla: Eu sempre quis ver as presas de um... Ou até mesmo me transformar em uma. Kizuato: Eu não transformo ninguém, odeio ver gente tendo a mesma vantagem minha. Digo, posso não andar no Sol, mas... Ser imortal, e tudo mais... Eu não quero ver ninguém tendo o mesmo poder que eu. Aliás, nem te conheço. Milla: Somos aliados... E, por qual razão veio falar comigo? Kizuato: Você é bonita, e eu queria me divertir. Milla: Sério? Ouvi boatos que você gostava de... Kizuato: De ambos, se for pra corrigir o que disseram. Milla: Sério? Tudo bem... Kizuato: E então? Milla: Isso é perfeitamente... Normal. Kizuato: Ainda bem. Milla: Se quiser se divertir, pode contar comigo. Sempre achei vampiros interessantes... Kizuato: Você está meio bêbada agora mesmo, e não sabe o que faz, mas... É uma festa. Milla: Você se importa com isso? Kizuato: Moralidade, minha amiga. Milla: Então agora somos amigos? Kizuato: Não tem nada que prove o contrário. Kizuato nem sabia o que estava dizendo, era um monte de coisas idiotas sem sentido, mas não conseguia controlar. Suas cantadas eram péssimas, mas despertava o interesse em qualquer pessoa ao falar que era um vampiro. -------------------------------=---------------------------------- Ao amanhecer, Schatten treinava alguns espadachins inexperientes, em Nerk. Ele já tinha melhorado, e Terry resolveu incluir ele nos assuntos de guerra. Alguns ainda desconfiavam dele e de Jack, mas eram poucos, e nem chegavam a serem pessoas ruins. Era normal ter tamanha desconfiança com novatos. Os Caçadores ainda tentavam achar uma maneira de reagir quanto ao ataque na fazenda. Na hora do almoço, Terry apareceu e chamou Schatten para uma conversa.
Schatten: O que foi? Terry: Eu andei pensando, e conversei com outras pessoas sobre isso... Depois daquele ataque na fazenda, talvez você devesse negociar com os mesmos bandidos que queriam te matar. Do mesmo jeito que sugeriu. Schatten: Excelente. Terry: Consiga o que tiver de melhor, só não vou mandar muitas pessoas com você. Schatten: Tudo bem, eu acredito que não vai ser preciso. Terry: Jack não vai poder ir junto, pois arrumei um trabalho para ele. Schatten: Tudo bem. Terry: Mas, tem algumas pessoas que ainda desconfiam de você... Então, não posso te deixar sem vigia. Schatten: Entendo. Terry: Quero te apresentar a Laura Ytori. Laura apareceu, era morena, e usava um arco. Aparentava ser bem desconfiada, mas Schatten dependia dela, de certa forma. Ela chegava a ser bem direta com os outros. Laura: Nem preciso dizer nada... Eu vou te proteger caso algo de errado aconteça. Também posso acabar com tua vida caso tente ferrar a gente. Schatten: Pode deixar. Eu faria o mesmo caso fosse líder. Terry: Que bom. Aliás, quero te mostrar uma coisa. Terry levou Schatten e Laura até seus aposentos. Ao chegarem lá, eles se sentaram na cozinha, e esperavam ele trazer uma cartolina, onde tinha o desenho de um mapa, e informações sobre o mundo. Terry: Laura já sabe de tudo isso, então eu vou mostrar principalmente para você, Schatten. Quando entrou na região, viu uma grande linha branca, certo? Nós a usamos para separar nosso território do resto, e os Defensores fazem o mesmo. É difícil dizer geograficamente onde nós estamos, mas... Digamos que nós estamos num lado, e os Defensores em outro. O centro não é dominado por ninguém, e é aquela desordem que você viu. A nossa frente estão os Intocáveis de Larry Feitel. E em seguida, Noline, com o Paredão, e os Verraters. Isso é só para você ter uma ideia, Schatten, e nem é algo completamente preciso. A gangue que você vai encontrar só fala com outros grupos em privacidade, num rancho velho e abandonado. Laura sabe onde fica, e ela vai dizer onde é. Nem sei a razão de eu ter explicado tudo isso, mas... Podia acabar esquecendo. Agora vão, e espero que voltem logo. Schatten: Pode deixar. -----------------------=--------------------------------- Crystal não sabia quanto tempo tinha se passado ou onde estava. Seus olhos foram vendados, e ela ouvia o motor de um carro. Suas mãos estavam amarradas, mas podia sentir que tinha mais alguém com ela. Depois de alguns minutos, o carro parecia ter parado, e os Intocáveis a jogaram para fora. Crystal: O que é isso? Larry: É hora de fazer uma limpeza, só isso. Larry tirou as vendas de Crystal, e ela viu que estava num lugar deserto. Outra pessoa também estava largada, era um jovem branco e pálido. Larry: Esse é Albert Jupiter, Crystal. Ele vai te fazer companhia nesse fim de mundo. Vocês se perguntam... Qual é o motivo de nós soltarmos vocês? Eu também não sei, mas nós três somos iguais... Nós três temos os mesmos inimigos. Eu sei quem você é Crystal, e quem te contratou, além de ter um vasto conhecimento sobre o passado de Albert. Bem, eu nem sei a razão de eu estar dizendo isso. Mas, vocês badernaram na minha casa, então eu tive que expulsar ambos. O que vai acontecer agora? Eu não sei. Larry desamarrou ambos, enquanto dois guardas apontavam suas armas para as cabeças de Crystal e Albert. Larry: Dizem que vocês estão perto do lar de um dragão. Larry e seus homens saíram, e foram para longe. Crystal olhou ao redor, e viu umas montanhas por perto. Lugares onde dragões costumavam viver. Crystal: Espero que eles ainda estejam descansando. Albert: Qual a razão de tudo isso? Eu era um Verrater que foi usado como cobaia por Abel, ele me transformou num ciborgue. Acho que ele quer ver minha vingança contra Abel sendo completada. Crystal: Eu fui enviada para matar Terry, Sam Rewly, e ele... Albert: Quem te enviou? Crystal: Isso importa? Se você me ajudar a acabar com eles, eu te ajudo na vingança contra Abel, depois de receber meu pagamento, é claro. Albert: Eu nem te conheço... Mas, se for para nós sairmos daqui, temos nos ajudar. Crystal: Com certeza. ----------------=------------------------ Schatten e Laura chegaram até o rancho, depois de horas viajando. Antes de tudo, foram revistados, e tiveram que deixar suas armas no chão. Em seguida, um cara os levou para dentro do celeiro. Encontraram uma garota jovem, e com cabelos brancos ou prateados, não dava para saber direito. Ela se chamava Marie Mistgrove, tinha até o nome dela escrito numa mesa. Marie: Terry já me avisou que algumas iriam fazer uma visita. O que vocês querem? Schatten: Precisamos da ajuda de vocês, ou melhor, armamentos, soldados e suprimentos. Marie: E por qual razão nós poderíamos confiar em vocês? Schatten: Por qual razão eu confiaria em vocês? Marie: O que disse? Schatten: Sua gangue me atacou, e quase morri por sua culpa. Marie: Então foi você quem matou todos os meus homens? Schatten: Não exatamente, mas... Essa não é a questão. Marie: Não é mesmo... Por qual razão eu confiaria em vocês? Para que iria apostar nos Caçadores? Schatten: Primeiro de tudo, por fim nós teríamos paz. Nós não iríamos invadir seu território, daríamos até suporte a ele, mesmo sendo pequeno. E mais da metade de tudo que os Defensores possuírem. Marie: Eu não quero saber do suporte... Os Defensores acabaram com a fazenda de um velho que vocês protegiam, aliás. Por qual razão nós não teríamos esses problemas. Schatten: Pois ambos os grupos sabem lutar. Marie: Bom argumento. Schatten: Fora isso, os Defensores já estão atrás de vocês. Droga, todo grupo de sobreviventes devem estar atrás de vocês. Podemos acabar com todos eles, em troca do suporte. Marie: Concordo. Schatten: Podemos chegar a um acordo? Schatten parecia estar convencendo Marie, mas tinha medo do que podia resultar. Laura ficou quieta, apenas observava. Não fazia cara feia, estava atrás de Schatten, caso algo desse errado. Marie: Podemos. Schatten: Ótimo. Marie: Só que com uma condição. Schatten: E qual é? Marie: Nós cuidamos dos nossos, entendeu o que eu disse? Podemos ajudar vocês nessa guerra, e só isso. Schatten: Excelente. Marie: Aliás, quais são os nomes de vocês? Schatten: Eu sou Schatten, e ela é Laura. Marie: Schatten, eu já ouvi falar desse nome antes... Schatten: Com certeza. Marie: Aliás, teu ponto de vista é interessante, garoto. Mas, eu não sou a líder. Você vai falar tudo que disse aqui para nosso líder. Ele é jovem, e sabe lidar com esses assuntos. Algum problema com isso? Schatten: Não. Marie: Ótimo, então vamos. ----------------=------------------------------- Ao anoitecer, Daniel tentava falar com Rewly, mas não o achava em lugar nenhum. Sua última tentativa foi procurar no açougue, lugar onde Hacov tinha acabado de sair. Daniel: Hacov, você sabe onde Rewly está? Hacov: Saia da minha frente, garoto. Daniel ignorou Hacov, e entrou no açougue. O açougueiro estava anotando alguma coisa no caderno, e logo atendeu Daniel. Açougueiro: Posso ajudar? Daniel: Você viu Rewly em algum lugar? Açougueiro: Ele passou por aqui hoje, parecia estar muito ocupado. Mas agora, acho que está na casa, festejando. Daniel: Aliás, quero algumas coxas de frango. Açougueiro: Eu já trago, só vou até o banheiro e já volto. Daniel: Pode deixar. Assim que o açougueiro foi até o banheiro, Daniel olhou o que ele estava anotando no caderno. Daniel: Mas o que é... ‘’20 carnes humanas acabaram de chegar’’. Era isso que estava escrito naquele caderno. Daniel entrou nos fundos do açougue, e ficou chocado com o que viu. Daniel: Mas que... Um pouco difícil de reconhecer, mas pelo formato das carnes, ficava óbvio que aquilo tudo era de humanos. Daniel deu mais uma olhada no resto do lugar, e viu alguns cadáveres humanos. Ao olhar para trás, viu o açougueiro, segurando uma faca, e furioso. Daniel: ... O açougueiro avançou com tudo na direção de Daniel, que tomou a faca dele, e cortou a sua garganta. Ele deixou o corpo caído no chão, sem nem tentar esconder. Daniel: Rewly...
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