Overdrive & Dark End

33 Capítulo 4-Aliados e amigos


Schatten: Cuidado!

Jack e Schatten estavam sendo perseguidos por uma gangue desconhecida. O local em que os dois estavam parecia ser uma vila fantasma, logo eles se escondiam em alguns prédios para um rápido descanso. As dores que Schatten sentia ainda eram grandes, e ele não podia lutar. A gangue parecia ser bem grande, e tinha quase vinte homens perseguindo os dois. Todos armados com armas de fogo poderosas, e espadas que pareciam novas. Schatten e Jack ficaram escondidos em uma casa, evitando olhar na janela ou qualquer coisa assim. Eles seriam encontrados a qualquer momento, mas precisavam pensar em um plano para escapar. Estava começando a escurecer, então as coisas só podiam piorar.

Schatten: Por qual motivo eles estão fazendo isso?

Jack: Loucos... Provavelmente querem nos roubar, e capturar. Tem medo de tortura, estupro, mutilação ou coisa assim?

Schatten: Eu já fui mutilado... Mas, tenho medo das outras duas.

Jack: Que bom, pois eu também tenho medo disso. E não quero que isso aconteça com a gente. Eles parecem estar bem espalhados pelo local, então... Você vai ter que ficar aí.

Schatten: Vai lá...

Jack abriu a porta da casa, mas um bandido já estava esperando ele, com a metralhadora carregada e apontada para o primeiro idiota que abrisse a porta. Jack tinha a impressão de que isso podia acontecer, então já tinha preparado seu machado. O bandido só conseguiu acertar um tiro no estômago, pois ao mesmo tempo, sua cabeça já tinha sido decepada.

Jack: Previsível...

Outro bandido apareceu, e tentou atacar Jack pelas costas, mas sua barriga foi partida ao meio antes de executar o plano. Jack foi andando pelos locais, matando qualquer um que via pela frente. Em minutos, o lugar estava cheio de cadáveres decapitados, e era quase impossível andar por lá sem pisar em um. No entanto, ao checar se as ruas estavam limpas, um dos bandidos que sobraram tentou atacar Jack, que nem usou o machado, e espancou brutalmente o inimigo, até ele morrer. Enquanto fazia isso, outro membro da gangue apareceu, e apontou uma escopeta na sua cabeça.

Bandido: Surpresa, filho da...

Antes que o bandido pudesse terminar a frase, e atirar, ele foi atingido por uma foice na cabeça, que lentamente cortava sua testa verticalmente. A criatura que carregava a foice parecia monstruosa, mas sabia falar e pensar como qualquer outro. A cor da criatura era escura, e suas asas assustavam qualquer um pelo seu tamanho.

Jack: Quem é você?

Criatura: Sou Yang Tsuki. Vi que está com problemas, e também sei da situação de seu amigo.

Jack: E o que você faz aqui, exatamente?

Yang: Estava vendo se tinha algo de errado nessa região, tem sofrido muitos ataques atualmente. Eu sei que eu sou um estranho, e entendo que deve desconfiar de mim, mas posso ajudar vocês dois.

Jack: Como você pode fazer isso?

Yang: Eu conheço um lugar em que os Caçadores vivem e grupo do qual faço parte. Podemos curar seu amigo. Essas pessoas aí são apenas grupos pequenos de bandidos, e maníacos, geralmente vivem nessas regiões e roubam os suprimentos que foram deixados para trás.

Jack: Alguma outra razão para confiar em você?

Yang: Você tem alguma outra escolha? Caso seu amigo continue assim, ele morre. Além disso, qualquer um poderia ter matado seu amigo enquanto você arrancava cabeças, então...

Jack: Que diferença faz... Morrer ou não... Está bem, vamos lá. Mas se me ferrar, eu corto tua cabeça, entendido?

Yang: Vai ser um prazer ver você tentar.

Jack: O que disse?

Yang: Nada. Mas, eu posso garantir que você não massacrou todos esses homens... Ao menos eu matei uma boa parte deles. Mas, isso não importa... Aparentemente, reforços vão chegar logo.

Jack: Está bem.

Yang: A gente tem que ir andando, eu não aguento vocês dois. Além disso, todos nós estaríamos mais expostos desse jeito. O caminho é longo, mas seu amigo aguenta. Apenas carregue ele...

Jack: Tudo bem.

Alguma coisa não parecia certa naquela criatura. Jack fez o que ele disse, mas ainda estava desconfiado. Mesmo assim, ele podia estar errado, então tinha que arriscar, pois a vida de Schatten estava em risco.

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Daniel chegou para jantar na casa de Rewly. Cumprimentou todo mundo, inclusive as três pessoas ‘’queridas’’ de Rewly, além de sua filha, e sentou numa cadeira. Tinha muita carne na mesa, ele reconheceu a de frango e porco, mas tinha uma que Daniel não sabia qual era. Fora isso, tinha saladas, e arroz, só faltava feijão.

Daniel: Que carne é essa?

Daniel apontou o dedo para a carne estranha, que ele nunca tinha visto antes. Ao mesmo tempo, o amante de Rewly começou a se servir.

Rewly: É a mesma carne que qualquer um come... Só que com o mundo destruído, alguns animais passaram por... Transformações. Mas, pode comer, não é venenosa.

Daniel pegou um pouco da carne, e comeu. Ela tinha um gosto estranho, mas não era ruim. Rewly ficou com medo de ele notar a ‘’estranheza’’ da carne, mas deixou passar.

Daniel: É diferente... Mas, não é ruim.

Eles continuaram comendo, um tempo depois, Sherry tentou puxar conversa.

Sherry: Então, Daniel... Você vai ficar por aqui?

Daniel: Sim... Seu pai vai me ajudar em algumas coisas, e pretendo retribuir o favor.

Rewly: Tem um clube de caça por perto, bem... Vai demorar pra você ser aceito nele, mas... Se quiser, depois de uns meses você pode tentar. Sabe usar um rifle?

Daniel: Sim, mas prefiro escopetas...

Rewly: Ótimo. Depois de alguns meses, as pessoas vão começar a gostar de você.

O jantar acabou, e as duas amantes de Rewly lavavam a louça. Sherry limpava a mesa, enquanto o amante de Rewly ia embora sem fazer nada. Daniel ficou sentado por mais um tempo, para conversar com Rewly.

Daniel: E então?

Rewly: Espere só um minuto...

Rewly foi até seu quarto, e trouxe a escopeta e espada de Daniel. Entregou para ele, e ainda conversou mais um pouco.

Rewly: Pode ficar com elas...

Daniel: O que tem dentro do quarto, que não deixa ninguém entrar?

Rewly: Vejamos... Muita poeira, pornografia doentia, restos humanos, um cheiro horrível, e sala secreta para tortura...

Daniel: Eu não ficaria surpreso.

Rewly: Na verdade, é mentira, tirando a parte da poeira. Não limpo esse lugar faz meses.

Daniel: Eu tenho alergia a muitas coisas, então vou ficar longe. E, eu acho que vou para casa.

Rewly: Ótimo. Amanhã não tenho nenhum trabalho ou nada para fazer por mim. Mesmo assim, se precisar de algo para ocupar sua cabeça, procure na cidade. Em breve, eu provavelmente vou precisar de sua ajuda.

Daniel: Pode deixar. E obrigado pela comida.

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Ao amanhecer, Connery e Kizuato ainda estavam viajando. Já que Kizuato era um vampiro, ele precisava viajar de um jeito diferente. No meio daquela estrada deserta, onde se olhasse para os lados não veria nada além de muita terra seca, dois Verraters pararam o carro. Ambos vestiam armaduras acinzentadas, e carregavam escopetas. Eles só mostravam rosto, e usando capacete.

Verrater (1): Pare!

Connery saiu do carro, e deixou suas pistolas no carro. Mas, ficou com as foices escondidas.

Connery: Qual é o problema, amigo? Os negócios com Abel foram ótimos.

Verrater (2): É só uma medida de segurança... Precisamos saber o que você leva na bagagem.

Connery: Não me lembro de Abel fazer isso...

Verrater (2): A gente pegou muitos contrabandistas nos últimos tempos, então Abel viu que era um problema sério. Mas, é só para segurança, não precisa ter medo. A não ser que seja um contrabandista, o que é muito improvável.

Connery: Tudo bem, se for por precaução. Mesmo que seja estranho suspeitar de um cara simpático como eu.

Verrater (1): A gente também gostaria de olhar todo o carro, se você deixar.

Connery: É claro.

Os Verraters olharam em todo o carro, de chamativo, apenas o material de costura no banco de trás, mas mesmo assim, não era perigoso. Fora isso, eles também acharam as duas pistolas.

Verrater (1): Nunca matou ninguém com elas?

Connery: Eu matei... Vocês dois sabem como são essas estradas.

Verrater (2): Então, apenas se mantenha na linha, e não terá problemas. Agora, só falta olhar o porta-malas.

Connery: Ótimo, podem olhar.

Connery entregou as chaves para eles, e acompanhou os dois com calma. Quando os Verraters encostaram a mão no carro, ele deu um aviso.

Connery: Só cuidado com o vampiro.

Connery pegou as duas foices, e fincou na cabeça de ambos. Em seguida, pegou as foices, olhou ao seu redor, e levou os corpos para o carro. Também pegou um pano, limpou o sangue dos dois Verraters, que se espalhou por toda a rua.

Kizuato: Agora... Só ir um pouco mais longe, e mostrar a esses Verraters como se costura. Além de entrar em guerra com Abel, é claro.

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Daniel conversava com Margaret na praça. Era uma das únicas amigas que ele tinha no momento, então, decidiu aproveitar o tempo livre. Algumas vezes algumas crianças passavam, indo para a escola, enquanto tudo continuava movimentado.

Margaret: Sorte que eu posso aproveitar esse tempo de folga.

Daniel: É mesmo...

Margaret: Daniel, você pretende fazer alguma coisa por aqui? Um trabalho.

Daniel: Caçar, talvez... Dizem que tem um clube por perto.

Margaret: Pode ser uma boa... Mesmo assim, eu já vou adiantar que mais da metade das pessoas por aqui são idiotas. Por isso, tenho poucos amigos.

Daniel: Por que vive aqui, então?

Margaret: Pois se saísse daqui, provavelmente seria morta por assaltantes na estrada, uma hora depois.

Daniel: Bom argumento.

Margaret: Mas aposto que existem comunidades melhores ou maiores...

Daniel: Eu não sei... Acabei de chegar.

Margaret: Logo você vai descobrir... Você pode ter sorte por ser homem, mas aqui, uma mulher fica no meio de pervertidos, porcos, e idiotas.

Daniel: E por qual razão eu não seria assim?

Margaret: Não sei... Você é jovem, não deve ter muita coisa para se vangloriar, e provavelmente não deve beber feito um louco. Além de ser estrangeiro.

Daniel: Eu quase enfiei uma bala em Abel Verrater.

Margaret: No entanto, ele ainda está vivo, devia sentir vergonha.

Daniel: Já é muita coisa. Se eu não tivesse errado a bala, o mundo estaria a salvo.

Margaret: Mas, você errou.

Daniel: Não me diga...

Margaret: Se você for analisar, o foi destruído por sua causa.

Daniel: Eu me orgulho de ser parte da história. Margaret, Rewly não fez nada de horrível com você? Bem, não exatamente horrível, mas fui jantar na casa dele, e...

Margaret: Está falando das garotas e garotos dele? Ele já tentou, mas não força ninguém a fazer aquilo. É pura diversão para todos, eu acho.

Daniel: Bom saber.

Margaret: Esse é um bom lugar para se viver, Daniel, mas logo você descobre os pontos fracos.

Daniel: Sei como é... Os Leones eram a mesma coisa, grupo unido, honrado, mas que o líder era bom, mesmo tendo uns momentos de loucura. O resto do grupo era feito de pessoas boas, mas com problemas sérios... Hoje em dia nem quero imaginar como eles estão. Andar ao lado de um tigre fumante e violento não era nada bom, especialmente quando começava a fumar no carro. Com Azarok era a mesma coisa.

Margaret: Sempre teve muita polêmica em relação aos Leones, ao menos enquanto Fido estava vivo. Devia ter gente boa lá.

Daniel: E tinha. Mas, nada é perfeito.

Margaret: Eu acho estranho, tipo, Abel é malvado, mas será que todos os Verraters também são? Alguns podem ser só filhos de escravos procurando por comida.

Daniel: Eu não sei... Mas, eles são inimigos, no campo de batalha é difícil existir pessoas boas ou ruins. Apenas aliados, amigos, e inimigos.

Margaret: Qual é a diferença entre aliados e amigos, no campo de batalha?

Daniel: Os aliados lutam ao seu lado, mas não se importam para você, pouco importa quem vive ou morre, e só ficam preocupados com a batalha. Os amigos... Eles fazem tudo que um aliado não faz, se for para resumir. As batalhas são bem mais complexas que ‘’um grupo contra outro’’. Eu lembro que na batalha pelo tesouro dos Verraters, a gente lutava contra os Verraters, e uns espadachins. Até aí, nada demais... No entanto, os espadachins eram liderados pela irmã do melhor amigo de Azarok. Ambos lutaram contra o outro no meio da batalha, mas não gostavam daquilo, dava para ver. No meio desse conflito, a namorada de Azarok acabou morrendo, algumas horas depois de ambos falarem o que sentiam pelo outro. Depois da batalha, um aliado de Abel fez uma embosca para a gente, e fez o melhor amigo de Azarok matar a própria irmã. A guerra é algo bem complexo, imprevisível, violento, e você não sabe quem morre ou vive... No entanto, também é pura sobrevivência, se o cara que eu mirei é bom ou ruim, não importa, pois ele pode me matar... É uma coisa horrível, mas... Não posso fazer nada, lutar é como se fosse parte de mim... Não sei se posso fazer outra coisa...

Margaret: Muitos guerreiros também dizem isso...

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Abel estava deitado no sofá de sua sala, olhando para a bela decoração. As cabeças de pessoas penduradas na parede era uma coisa bonita, e perfeita, para ele, além do chão vermelho. De repente alguém começou a bater na porta, e ele atendeu.

Abel: O que está fazendo aqui?

O homem usava roupas acinzentadas, e um chapéu preto. Além disso, carregava uma maleta. Abel preparou sua lâmina, caso tivesse algo de errado.

Abel: Quem é você?

Homem: Sou só um vendedor de qualquer coisa que precisar. Meu chefe sempre costuma a dar ferros de passar roupa para você, então queria te mostrar um novo.

Abel: Ótimo... Só não demore muito. Pode entrar, quero que me mostre o que tem de tão espetacular nesse ferro.

Abel levou o vendedor até a lavanderia, onde tinha muitas roupas sujas e esparramadas no chão. O vendedor ligou o ferro, e começou a falar.

Vendedor: Bem como pode ver...

O vendedor olhou para um monte de roupas infantis no chão. Aquilo tinha chamado sua atenção, já que só escutava rumores sobre Abel ter uma criança prisioneira.

Vendedor: Não sabia que tinha uma criança, Abel.

Abel: Não é da sua conta... Mas, agora que a mencionou...

Abel pegou o ferro, e esfregou no rosto do vendedor. Fez isso por dois minutos, e em seguida fincou uma lâmina em seu peito, mesmo que já estivesse morto. Denos apareceu, com péssimas notícias.

Abel: O que foi agora?

Denos: Aparentemente Connery matou aqueles dois homens... Os que você mandou...

Abel: Eu sei quais são. De qualquer forma, avise os Verraters da cidade para ficarem de olho em Connery, aquele miserável...

Denos: No mais, sem notícias da Crystal ultimamente.

Abel: Tudo bem.

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Anoiteceu, e Connery estava apenas a alguns minutos de chegar na cidade. Avisou Kizuato que ele podia sair do porta-malas, feito isso, os dois começaram a conversar.

Connery: Vou deixar o carro escondido, daí falo para alguém vir buscar.

Kizuato: Está bem

Connery: Vai gostar daqui... Especialmente de fazer aquelas coisas com Verraters, as quais eu nem quero imaginar.

Kizuato: Diga que não escutou aquilo...

Connery: Não.

Kizuato: Mas eu não fiz nada demais. Acho que se você estivesse lá, adoraria.

Connery: Eu gosto de qualquer coisa, menos daquilo.

Kizuato: Sério, digo... Posso ter passado um pouco dos limites ao deixar um monte de ratos em cima dele, além das inúmeras ameaças de tortura, mas... Consegui o que queria.

Connery: E o que é?

Kizuato: Um ponto fraco de Abel, ele falou quando fiz o coitado olhar os cadáveres de seus antigos companheiros. Mudando de assunto... Você acha que eu fiz aquelas coisas com ele? Ele não parecia ser feio, mas não sou tão louco assim. Ao menos não chego a imitar meu tio.

Connery: Só foi... Meio estranho

Connery deu uma risada rápida, e voltou para o carro, junto de Kizuato. Aquela piada tinha sido meio tensa, mas dava para deixar passar.

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Jack carregava Schatten nos seus braços, e Yang caminhava na sua frente. Eles ainda estavam na floresta, mas Yang disse que logo sairiam. Schatten gritava, mesmo assim, ainda aguentava. Tinha algo estranho no Yang, mas com o tempo, Jack viu que ele não parecia ser perigoso. Se não achassem o lugar, provavelmente não sobreviveriam até o fim da noite.

Jack: Então, Yang... Você tem algum familiar por perto?

Yang: Tenho uma irmã, mas ela está bem longe.

Jack: Irmãos...

Yang: Mas, os Caçadores são uma família.

Jack: Eu tenho Schatten como um irmão, e só... O resto do velho grupo, todos estão longe, ou mortos. É curioso, você formar uma família entre amigos...

Yang: Mas, daí vem uma guerra, e acaba com todos eles.

Jack: Essa é a pior parte.

Yang: Mas, e você? Morreria por eles?

Jack: Talvez... Mesmo assim, geralmente, eles fazem isso por você.

Yang: Trocaria de lugar com eles?

Jack: Provavelmente, se eles fossem melhores do que eu na guerra.

Yang: Mas, além da guerra? Morreria para salvar uma pessoa? Acabaria com todos os dias de sua vida, em paz, e daria para outra pessoa?

Jack: É melhor deixar as coisas tomarem seu rumo. Talvez eu me sacrificasse, ou não. Mas, e você? O que faria?

Yang: Iria me manter vivo, e salvaria a outra pessoa. Pensar positivo, essa é a resposta. A morte vai chegar, e isso é inevitável, mas é só você e seus amigos evitarem ela. Ou, talvez eu esteja errado, então, é só fazer a coisa certa. Não importa qual seja.

Jack: Acho que está certo...

Yang: Caso contrário... Por qual motivo nós deveríamos salvar a vida desse rapaz? Ele só faz a gente perder tempo. Pelo simples fato de ser o certo a se fazer.

Jack: ...

Yang parecia ser alguém mais confiável, naquela conversa. Schatten parecia estar a salvo, caso chegassem até os Caçadores.

Yang: Mas, eu não posso morrer, então... Para mim, essas decisões de vida ou morte são até simples.

Jack: O que disse?

Yang: Logo você vai entender...

Jack: Mudando de assunto... Como você não sabe onde mora?

Yang: Essa floresta é bem grande, e eu saio poucas vezes. Poderia voar, mas nos tornaríamos alvos... Então, no chão é mais seguro.

Jack: Daqueles bandidos?

Yang: Não só daqueles, mas de outros.

Os dois andaram mais um pouco, e encontraram a base dos Caçadores. Jack ficou alegre ao ver os muros do lugar, além da patrulha. Não dava para saber como era por dentro, mas ele não sentia uma possível sensação de segurança fazia tempos. Se aquilo podia ser uma emboscada, não importava mais. Eles não conseguiriam aguentar aquela selva por mais tempo.