Overdrive & Dark End
32 Capítulo 3-Esperança
Daniel acordou, não sabia onde estava, ou o que tinha acontecido. Estava em uma sala, deitado numa cama de hospital, sem ninguém por perto. Ele saiu da cama, e começou a caminhar pelo lugar. Tudo estava tão quieto e vazio, até ser surpreendido ao escutar as vozes de Hacov e Rewly. Daniel segurou a respiração, e invocou uma bola de lava. Conforme escutava os dois se aproximando, ele se preparava para jogar a bola. Mas, Rewly já estava com a arma apontada para ele, no exato momento em que ia atacar.
Rewly: Não tem necessidade de violência... Daniel: O que vocês querem? Rewly: Paz... Rewly e Hacov deixaram suas armas no chão, e se afastaram um pouco mais de Daniel. Daniel: O que é isso? Rewly: Confundiu a gente com um inimigo... Garoto. Aliás, sou Sam Rewly Daniel: Daniel Constantine. E foi seu amigo que me atacou. Rewly: Ele sente muito por isso... Não era a intenção, ele confundiu você com um inimigo. Hacov: Isso é verdade. A gente só estava caçando. Rewly: Eu vou explicar tudo depois... Logo você vai entender. Daniel: Onde estão minhas armas? Rewly: Comigo... Eu te levo até minha casa, daí pode pegar as suas coisas e ir embora, se quiser. Você é um estranho, então... O povo não iria se sentir seguro. Daniel: Povo? Rewly notou que Daniel não sabia de nada, sobre ele, e nem dos Defensores. Logo, achou que seria bom apresentar Daniel a sua comunidade. Rewly: Por onde posso começar... Daniel: Explique a razão de eu ser um prisioneiro... Se eu posso pegar as minhas coisas e sair daqui. Rewly: Prisioneiro? Você é um convidado... Se quiser me acompanhar... Aliás, Hacov, cuide do hospital. Daniel acompanhou Rewly até a saída, e se surpreendeu no momento em que abriu a porta. Era dia, e naquela rua se encontrava pessoas passeando, crianças brincando, e tudo mais. Ao dar uma olhada no outro lado da rua, também viu alguns garotos andando de uniformes, indo para o que parecia ser uma escola. Rewly: Gostaria de te apresentar as Terras da Esperança. Daniel: ... Daniel estava impressionado com aquilo, parecia Noline antes dos Verraters atacarem. Aparentemente era um lugar onde as pessoas podiam viver em paz, e com segurança. Rewly: Tem mais coisas para você ver. Daniel passou por apartamentos organizados de maneira perfeita, lanchonetes, onde se comia de graça, açougues, locais onde se guardavam brinquedos, farmácias, colégios, e por fim, os muros da cidade. Daniel não se surpreendia assim fazia tempos. Daniel: Como as pessoas não passam fome, se a comida é de graça? Aqui tem racionamento? Rewly: Só quando é necessário... Para que racionar? É melhor deixar que o povo coma aquilo que quiser. Nós caçamos, plantamos e tudo mais. A única coisa que racionamos é a água. Daniel: Não tem ninguém que queira tomar aquilo que vocês possuem? Rewly: Os Caçadores... Essa é a razão de Hacov ter desconfiado de você, Daniel... A gente tá em guerra com eles, mas por pura defesa. Daniel: Então, vocês têm soldados, certo? Rewly: Alguns... Mas a maioria aqui gosta de se defender por conta própria, mesmo que não sejam forçadas. Daniel: Entendi. Rewly: Alguns inclusive caçam, mas só de dia... Ao anoitecer, ninguém sai da cidade. Daniel: Mas o que vocês estavam fazendo de madrugada? Rewly: Aquilo era uma ocasião especial. Daniel: Entendi... Rewly: O que temos aqui é especial... E não vamos largar, não importa o que custe. Daniel: ... Os dois caminharam mais um pouco, e logo viram outros estudantes indo para o colégio. Inclusive uma garota morena, ela tinha quinze anos, pela aparência, e tinha uma barriga enorme, era óbvio que estava grávida. Rewly viu que Daniel olhava para ela, logo começou a falar sobre isso. Rewly: Ela é minha filha... Sherry Rewly... Daniel: Ela está grávida? Rewly: Sim. Daniel: Ao menos sabe quem é o pai? Rewly: Está falando com ele... Daniel tomou um susto na hora, e começou a olhar para Rewly de um jeito estranho. Rewly: Brincadeira... O pai é um açougueiro por aí... Daniel logo ficou mais tranquilo, era uma piada estranha, mas mesmo assim, deixou passar. Piadas daquele tipo estavam em todos os cantos. Daniel: Sempre odiei açougueiros... Em Noline, tinha uma gangue deles, os caras matavam qualquer um. Rewly: O cara fugiu... E não sei para onde foi. Rewly levou Daniel para um apartamento, e deu as chaves para ele. Ele viu que Daniel parecia ter gostado do lugar, então, ele poderia ficar lá. Rewly: Você precisa descansar... Tome um banho, relaxe... A água é quente, mas racionada... Então, não demore no banho. Se quiser ir embora, pode ir... Vou te dar as tuas coisas, e cada um segue seu caminho. Mas, você pode dar uma olhada de novo no lugar... Fale com o pessoal, se decidir ficar aqui, e lutar ao nosso lado. Daniel: Pode deixar. Rewly: Fale comigo hoje, ao anoitecer. Vou estar em uma praça, você vai encontrar, acredite.
-----------------------------------=------------------------------------ Hacov deitou no sofá da casa de seu amigo, Shupert. Ele estava pintando as paredes da casa, queria deixar ela mais bonita. Shupert era magro, careca, e vestia sempre roupas escuras. Muitos acham que ele é louco, ou estranho, já que não costuma falar muito. Ele tem uma preocupação com a organização, e pode se perceber isso em toda sua casa, onde nada está fora de ordem. Hacov: Sorte que essa casa não é tão feia quanto você... Ao menos ela tem salvação. Shupert: Cada um nasce desse jeito por algum motivo... O meu... Eu não sei. Hacov: Serve para assustar os inimigos... E as criancinhas. Shupert: Droga, você está certo... Aliás, quem é aquele cara novo? Vi ele andando com Rewly faz pouco tempo. Hacov: Daniel... Ele é novo, a gente o achou perdido na floresta. Não sei se vai ficar aqui por muito tempo. Shupert: Você sabe que ninguém sai daqui. Hacov: Quem iria querer fazer isso? Shupert: Só um louco. Hacov: Falando nisso... Não seria melhor tirar todos os móveis antes de pintar? Shupert: Onde está o desafio? Caso fizesse isso. Hacov: Não sei... Só é... Estranho. Shupert: É um costume. Apenas isso. Hacov: Você está certo... Bem... Acho que vou até a prisão. -------------------------------=-------------------------------------- Rewly ficou um bom tempo na mansão, esperando sua filha voltar do colégio. Algumas horas depois, quando ela voltou, os dois passaram um tempo juntos, conversando na cozinha. Não tinha muita coisa para fazer, então tudo ficava meio monótono. Sherry: Terminei meu namoro com o cara que você não gostava... Rewly: Excelente... Espere a criança nascer, daí você pode se aventurar um pouco. Sherry: Faltam só alguns meses, eu acho. Rewly: Ele vai ser um guerreiro, igual ao avô. Sherry: A gente podia tipo... Matar ele enquanto está aqui dentro. Rewly: Já disse que não... Mas que... Rewly ia falar um palavrão, mas Sherry interrompeu, ela tinha o costume de sempre fazer isso. Ela não gostava desse linguajar, achava muito bruto. Sherry: Pai, cuidado com o que fala... Se for assim, ele vai ser rude igual ao avô. Rewly: Não vai ser ruim... Mas, está bem, quando você se formar, e for uma mulher bem influente, pode expulsar seu pai da formatura, pois... A boca dele é igual à de um porco. Sherry: É o que farei. Os dois riram, em seguida, Rewly pegou um pacote de salgadinhos vencido, e começou a comer. Era uma das poucas coisas que tinha para comer, então, devia aproveitar. A conversa continuou normalmente. Rewly: Se for sair hoje, pode pegar algumas carnes, ou legumes... Fazendo o favor. Sherry: Os seus companheiros e companheiras vão vir aqui hoje? Rewly: A festa vai ser amanhã... Eu acho. Sherry: Você é muito sortudo de ter todos aqueles homens. Rewly: E mulheres... Todos precisam de atenção, não importa o gênero. Sherry: A regra é só eu não tocar neles. Rewly: E eles não tocarem em você, pois... Você sabe o que aconteceu com o último. Alguém começou a bater na porta de Rewly, e ele atendeu imediatamente. Só podia bater na porta de Rewly se fosse por negócios, ou caso alguém seja convidado. Caso contrário, era proibido perturbar a privacidade dele. Rewly atendeu, e era Hacov que estava batendo. Rewly: Por um acaso você foi convidado? Hacov: Um dos prisioneiros disse que quer conversar... E agora. Rewly: Sério? Rewly voltou para dentro da casa, pegou sua metralhadora, e avisou Sherry que ia sair. Quando as pessoas na rua enxergavam Rewly de metralhadora, elas mostravam respeito, e medo, ao mesmo tempo. Aquela arma era a prova que ninguém de lá podia ferrar com ele. Era algo estranho, mas que fazia sentido. ----------------------=--------------------------------- Daniel comia uma carne de frango numa lanchonete. Ela era deliciosa, mesmo que o sabor fosse um pouco diferente. A comida era excelente, e o local lotava todos os dias. Daniel achava a atendente bonita, era ruiva, e magra. Os dentes eram meio amarelados, mas nada que tirasse a beleza dela. Ela usava um vestido vermelho e branco, não era muito longo, e nem curto. Já que precisava falar com o pessoal da cidade, resolveu puxar conversa com ela. Saiu da mesa, e foi até um banco perto dela. Daniel: Qual é seu nome? Atendente: Eu me chamo Margaret... Você é novo? Daniel: Sim... Rewly me trouxe até aqui. Margaret: Mas, você só está de visita, ou vai ficar? Daniel: Não sei... Esse lugar parece ser bem seguro. Como ele faz tudo isso? Margaret: É estranho... Todo mundo sabe se virar sozinho, mas também precisam da ajuda dele. É aquela liberdade, eu acho... Que faz com que todos fiquem confortáveis. De serem independentes, mas lutando por um bem maior. Eu não sei explicar. Todo mundo tem uma função importante aqui, é melhor escolher a sua. Daniel: Eu luto bem, quase acabei com Hacov quando ele me encontrou. Margaret: Bem feito para ele, arrogante infeliz. Pior soldado de Rewly... Aliás, qual é seu nome? Daniel: Sou Daniel Constantine. Margaret: Sério? Que bom te conhecer Daniel, se for ficar, venha aqui quando quiser. Daniel: Pode deixar... Vou olhar os outros lugares. Vejo você por aí. Os dois deram um aperto de mão, e Daniel foi embora, fazendo uma nova amiga. Ela parecia ser simpática, e inteligente. O lugar aparentava ter muita gente legal, então Daniel se convencia de que ele era perfeito. -----------------------------------------=----------------------------------------- Rewly e Hacov andavam nos corredores da prisão, que era dividida em duas partes. A primeira parte, mais limpa e bem cuidada, é onde ficam os prisioneiros que seriam interrogados, ou importantes. A segunda parte, onde muitos nem pensam em entrar, estavam os piores prisioneiros do lugar, que viviam trancados, apenas esperando a hora da morte. Rewly e Hacov nem entraram lá, só foram até a cela de Sam, que foi preso por tentar roubar suprimentos da cidade. Rewly: Olha quem está falando... Rewly pegou a arma, e apontou para Sam, que ficou quieto. Resolveu não reagir, pois estava ferrado, então esperou Rewly dar a permissão para falar. Rewly: Está vendo essa arma? Ela é quem vai julgar você, se deve morrer, ou não. Apenas se confesse. Diga tudo que sabe, e fale a verdade, pois não gosto de mentiras. Sam começou a falar, respirou fundo primeiro, e se acalmou. Aquele poderia ser o seu último dia da sua breve existência, ou ele escaparia da morte. De qualquer forma, ele não tinha nada a perder. Sam: Eu era apenas um soldado de Terry, ele confiava muito em mim, mas... Eu não sabia de quase nada sobre os planos dele, só fazia aquilo que ele mandava. A única coisa que sei é... Ele planeja atacar em breve, para tomar aquilo que é dele. Terry construiu alguns muros, mas... São bem fracos, e a plantação na comunidade dele é enorme, daria para queimar, e muito. O exército dele está só aumentando, então... Rewly: Falando ‘’dele’’ no lugar de ‘’nosso’’? Aposto que não está mentindo. Vai passar a noite aqui, amanhã você pode morrer, ou ficar livre... Estou sendo sincero. ------------------------------=------------------------------ Daniel se encontrou com Rewly na praça da cidade. Os bancos estavam meio velhos, mas era o melhor que podiam ter. Mesmo assim, ao anoitecer, as tochas que estavam em todos os cantos iluminavam a cidade, e ela ficava mais linda do que realmente é. Fora isso, dava para ver algumas árvores, que ainda estavam crescendo. No meio disso tudo, os dois se sentaram num banco, e começaram a conversar. Rewly: Você fica ou sai? Daniel: Eu só quero perguntar uma coisa. Rewly: Pergunte. Daniel: O que você acha de Abel Verrater? Rewly: Eu acho que ele é um homem morto... Se é que me entende. Daniel: Então eu vou ficar. Aquilo era tudo que Daniel queria ouvir, um lugar seguro, com muitas pessoas, e armas. Seria o suficiente para no futuro tentar matar Abel, coisa que ele desejava fazia muito tempo. Por enquanto, só tinha que aproveitar o conforto da cidade. Rewly: Por que perguntou isso? Daniel: Amanhã eu te explico... Preciso dormir agora. Rewly: Está bem... Boa noite. Amanhã eu passo no teu apartamento, e a gente conversa. Quero saber mais sobre você, Daniel. Daniel: E você vai saber, eu garanto. ------------------------------=--------------------------------------------
Na manhã seguinte, Rewly já batia na porta do apartamento de Daniel. Tinha acabado de amanhecer, e muita gente já estava acordada. Daniel deixou Rewly entrar, e ambos comeram um sanduíche. Daniel: Tenho que admitir... O horário que vocês acordam... É meio assustador. Rewly: É mais produtivo. Daniel: O que você quer? Rewly: Primeiro... Vamos para uma lanchonete. Daniel acompanhou Rewly até uma lanchonete. A cidade não era tão grande, então se perder parecia algo quase impossível. O que impressionava Daniel era o fato de que todos acordavam cedo, e trabalhavam com tanta energia e disposição. Os dois se sentaram em uma mesa perto da janela, e comeram dois cachorros quentes. Rewly: De onde você é Daniel? Conte mais sobre seu passado. Daniel: Eu era de Noline, e tinha um amigo chamado Psycho, nós dois tínhamos contas para acertar com Abel, então... A gente costumava atacar alguns Verraters de lá. Com o tempo, a gente conheceu Azarok Leone, e nos juntamos a ele nessa guerra. Rewly: Leone? Continue. Daniel: Quando os Verraters tomaram Noline, a gente ficou sem exército, ou coisa assim. Era só Azarok, eu, e mais algumas pessoas. Todos nós ficamos tão próximos que formamos uma espécie de vínculo, como de irmãos. Azarok recuperou o exército, e os Leones voltaram para a guerra... Eu ajudei todos eles em muitas batalhas, e a gente até chegou a atacar o ‘’conforto’’ de Abel, mesmo sem Azarok. Rewly: Ele morreu, não é? Daniel: Óbvio... No fim, teve uma batalha aérea entre os Verraters e ‘’Salvadores’’, um grupo formado com os Leones que restaram. Abel venceu e... Acabei parando sozinho nesse mundo, Psycho morreu na explosão, além de eu ter me separado das outras pessoas. Rewly: Muito tenso... Eu já ouvi falar dos Leones, mas nunca gostei deles, sempre achei arrogantes, e criminosos que se fingiam de bonzinhos. Daniel: Azarok passava dos limites de vez em quando, mas... Nada que fosse tão horrível. Já sobre Fido, o pai dele... Eu não sei de quase nada sobre ele. Rewly: Então, qual é a razão de seu ódio por Abe... Rewly foi interrompido por duas mulheres, bonitas, uma loira e outra morena, que usavam roupas curtas. Elas pareciam ser amantes de Rewly, o que ficava claro quando ele beijou as duas. Em seguida, um homem jovem, e que não parecia ser muito forte, passava a mão nos ombros de Rewly, ele estava sem camisa, além de ter o cabelo bem curto. Aquilo era estranho. Rewly: A festa é hoje ao anoitecer. O homem sorriu para Rewly, e logo foi embora. Daniel ficou meio confuso com tudo aquilo. Rewly tentou voltar ao assunto, mas a cara estranha de Daniel o impedia. Rewly: Tem um problema com aquilo? Daniel: Só é estranho... Ter tanto ‘’carinho’’ desse jeito... Rewly: Eu gosto de ambos... Daniel: Eu não ligo se você gosta das duas coisas, é só... Ter tantos amantes, digo isso para ambos os gêneros... Não é meio incorreto? Rewly: O que tem de errado? Daniel, você sabe que essas pessoas passaram por muitas coisas, não tem nada de errado com o amor, em que todos estão unidos, ou... Sei lá... As garotas não acham isso errado, e muita gente faz a mesma coisa. É melhor deixar de ser tão tradicional. Olhe, eu sei pela cor da tua pele que você era daquele povo, os Guerreiros Magma. Eles eram os mesmos que liberavam casamento entre irmãos e irmãs, para ‘’fortalecer a união’’. Ninguém está escondendo nada, então não tem nenhum problema. Daniel: Entendo... Rewly: Mas, ninguém vai forçar você a fazer isso. Aliás, quantos anos você tem? Daniel: Dezesseis ou dezessete. Rewly: A atendente de uma lanchonete por aqui tem dezoito, caso se interesse... Daniel: Acho que conheço. Rewly: Só fique longe da minha filha. Daniel: Nem pensei em chegar perto dela... Rewly: No mais, era isso, só queria te conhecer melhor. Aliás, pode jantar na minha mansão hoje, é algo que faço quando tem gente nova por aqui. Daniel: Seria um prazer. Rewly: Daí a gente discute sobre o que você pode fazer para essa comunidade. Além de te dar as suas armas de volta, coisa que tinha me esquecido de fazer. Daniel: Ótimo. --------------------------=-----------------------------------Estava quase anoitecendo, enquanto Sherry começava a preparar o jantar. Rewly ficava sentado em uma cadeira, no quarto, vendo sua amante loira dormir. A outra ajudava Sherry a preparar uma salada, enquanto o amante de Rewly tomava um banho. Rewly foi até a cozinha para falar com sua filha. Rewly: Hoje temos um convidado especial... Não faça nada de engraçado. Sherry: Pode deixar. Sherry estava cortando uns tomates enquanto Rewly falava. Ela ouvia isso toda hora, e logo se acostumou. Até que ele mudou de assunto. Rewly: Eu me lembro de quando eu ajudava sua falecida avó a fazer comida. Ela preparava os legumes, e eu a carne. Sempre tinha a mania de deixar o frango vivo até o dia em que a gente fosse comer ele, nada de comprar em mercados ou coisa do tipo. Daí era só lavar, e cozinhar ou fritar. Eu sempre dizia que ajudava a conservar o sabor. Sherry: Aliás, é melhor a gente já ir preparando a carne... Rewly: É verdade! Temos apenas algumas horas até o convidado chegar. Rewly foi até o seu quarto e abriu o armário. Ele estava quebrado, mas servia muito bem para as necessidades de Rewly. Ele olhou por um minuto para o que tinha dentro, parecia sentir um prazer enorme. Em seguida, ele pegou Sam, que estava preso lá dentro, e trouxe para a cozinha. Sherry: Você prepara a carne, ou quer que eu faça isso? Rewly: Vai demorar muito, então deixa comigo. Já que não temos muito tempo...
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