Overdrive & Dark End

13 Capítulo 12-Monstruosidade


Notas iniciais
Falas escritas em script
Asteriscos representam pensamentos ou ações dos personagens

No meio da madrugada, Ned deixou todos os Verraters em Everwinter acordado. Primeiro de tudo, serviu um banquete delicioso, com carne de frango, espigas de milho, e salada de tomate. Após isso, deixou todos eles treinarem por uma hora, já que essa noite seria impossível eles dormirem, desde que ninguém sofra o destino do descanso eterno, como Ned costuma chamar a morte, algumas vezes. Os prisioneiros continuavam gritando e protestando, coisa que Ned já se acostumou e procura ignorar. Até ria quando eles gritavam Morte ao cozinheiro gordo. A noite estava extremamente escura, e as tochas que estavam em volta de todo o castelo de Everwinter faziam o mesmo ficar cada vez mais chamativo.

Ned: Engraçado...
Denos: O que é engraçado, Ned?
Ned: Até hoje eu não entendo quem é esse cozinheiro gordo.

Denos começou a rir também, mesmo sabendo que os prisioneiros ao gritarem isso, queriam Ned morto. Já Ned se recusa a acreditar nisso, pois acha que está magro e em forma. Alguns Verraters no lugar de treinarem, eles estavam festejando, com as sobras de comida e muito vinho. Apesar de toda a frieza e maldade de Ned, ele não era extremamente autoritário, e dava liberdade aos seus soldados para fazerem o que quiser em Everwinter.

Denos: Ned, já bolou algo para o ataque?
Ned: Logo você vai ver...
Denos: Pode me contar algo que planeja?
Ned: Sim, vou fazer uma luz refletir nessa sua armadura colorida, e assim cegarei todos os prisioneiros. Aliás, recebi uma carta de Abel quando começou a anoitecer. Os Leones vão vir atrás da gente, cedo ou tarde, e precisamos reforçar a segurança desse lugar... Pode demorar, mas eles estão extremamente furiosos. Abel está em Noline se recuperando, o filho do Fido é mais perigoso do que parece, e amputou a mão dele. Você sabe que depois de Abel perder a prisão, essa e a fortaleza dele são as melhores bases dos Verraters, não? Ele vai enviar alguns novos soldados para cá, e talvez fazer uma nova visita.
Denos: Mas os Leones não estão desorganizados depois do que aconteceu em Noline?
Ned: Vai por mim, não subestime seus inimigos...
Denos: Do que está falando?
Ned: O simples fato de duvidar do seu oponente, achar que o mesmo será fácil de vencer, te deixa despreparado, tolo, e arrogante... Muitos homens morrem não por causa das espadas ou lanças, mas sim por sua arrogância. Trate o mais fraco dos inimigos como se fosse o homem mais perigoso que existe, e nunca duvide dele.
Denos: Seria a mesma coisa que perder tempo, soldados bons acabam morrendo acidentalmente.
Ned: Se os homens acabam morrendo para o inimigo mais fraco, eles não são bons o bastante. Olhe só para o que vai acontecer nessa madrugada... Os soldados daqui sabem o perigo que estão correndo... Esses prisioneiros aqui de fora podem parecer inofensivos, desnutridos, sem armas, e doentes, mas ao atravessar os muros, tudo muda, você não sabe do que eles são capazes.
Denos: O que você quer dizer?
Ned: Nós não sabemos do que eles são capazes, e eles não sabem o que a gente pode fazer. Eu não conheço as habilidades deles, e eles não sabem nada das nossas.
Denos: Faltam vinte minutos...
Ned: Escutem eles gritando a morte desse cozinheiro gordo, Denos... Os prisioneiros acham que isso nos faz ter medo deles...
Denos: Como assim?

Primeiro de tudo, foi ordenado que todos os Verraters saíssem do castelo. Por fim Ned mandou todos gritarem VAMOS ACABAR COM A FOME NO MUNDO, MORTE AS PESSOAS FAMINTAS!. Os gritos ficavam cada vez mais altos, e muito insuportáveis.

Ned: Acham que isso é pouco?

Os Verraters gritaram algo diferente dessa vez, muito mais ofensivo, seguindo as ordens de Ned VAMOS ACABAR COM O SOFRIMENTO DAS CRIANÇAS, MORTE AS MÃES FAMINTAS. Dentro da prisão, as mães estavam chorando de desespero, e agonia, os prisioneiros pararam de gritar, e apenas se escutavam os choros, apesar de serem extremamente baixos.

Ned: Desistiram? Tolos.

Para finalizar Ned mandou todos os Verraters gritarem MÃES, NÃO CHOREM, OS SEUS FILHOS VÃO ESTAR BEM COM OS VERRATERS.

Ned: Vamos começar...

Ned: Atiradores, fiquem perto dos portões e procurem dar cobertura para os outros. O resto que peguem suas espadas e matem todos os prisioneiros que encontrarem na sua frente até eu dizer que devem parar. Vocês vão saber o momento certo de abrirem os portões, eu garanto...

Ned pegou um machado, e subiu nos muros, os prisioneiros pararam de gritar para prestarem atenção nele. As casinhas dos prisioneiros estavam destruídas, arrancaram as tábuas para usarem como armas, e as mães deixavam suas crianças escondidas em montes de feno.

Ned: Qual é o homem que vocês querem morto?

Ned perdeu o equilíbrio nos muros e caiu dentro da prisão, com sorte, não teve nenhuma parte de seu corpo quebrada, um monte de feno aliviou a sua queda. Os prisioneiros se aproximavam lentamente de Ned, cercando ele por todos os lados. Eles pararam, exceto um canibal furioso que caminhava lentamente na direção de Ned.

Canibal: Pior comida que eu devo experimentar, mas é por um bem maior...

O canibal falava com um tom sádico, e os prisioneiros nem se importavam, adoravam o que estavam vendo. Ned se levantou, pegou o machado, e matou o canibal cortando sua testa, no momento em que ele pulou na direção de Ned.

Ned: Idiotas.

Os prisioneiros começaram a olhar Ned de um jeito mais psicopata, e se aproximavam cada vez mais deles. Os Verraters restantes abriram o portão, e entraram na prisão. Após isso, os prisioneiros começaram ficar cada vez mais loucos e partiram para cima dos Verraters. Ned viu que estava sozinho, e começou a correr pelos cantos da prisão.

Ned: Não acredito que caíram em um truque tão tosco...

Ned continuou correndo, até chegar nos fundos da prisão. Quatro prisioneiros apareceram, e um segurou Ned pelas costas, enquanto outros dois pelos braços, por fim o último começava a estrangular ele. Ned tentava escapar, mas não conseguia. Tinha largado seu machado no chão, o prisioneiro parou de estrangular ele, e pegou seu machado. Por fim, os outros três fizeram Ned ficar agachado, para o outro decepar a cabeça dele com o machado. No momento da execução, um Verrater apareceu, decepando a cabeça de dois prisioneiros, e ficando sua lança na barriga de outro. Ned conseguiu escapar, e espancou o último que restou até ele morrer.

Ned: A situação está sobre controle?
Verrater: Mais ou menos... Assim que você caiu, Denos assumiu o comando do ataque... Os prisioneiros estão longe do portão, por sorte. Mas eles são muitos, e atacam em grupos. E eles estão tomando nossas armas.
Ned: Está bem...

Ned foi correndo até o portão da prisão, onde os Verraters estavam em grande vantagem. Preferindo chegar lá pelos cantos novamente, pois no centro da prisão era onde a batalha estava mais violenta. Denos estava no meio da luta, ajudando os outros Verraters no combate. Ned passou despercebido na luta, e estava chegando perto do portão sem problemas. O foco dos prisioneiros não era mais matar Ned, e sim derrotar os Verraters. Ambos, Ned e o outro Verrater continuaram correndo, até o Verrater ser atingido por um tiro no meio de sua testa. O atirador foi morto por Denos logo em seguida. Enquanto Ned continuava correndo, seis prisioneiros cercaram ele, ao tentar atacar, um deles o derrubou com uma rasteira. Todos bem parecidos, carecas, com os dentes todos quebrados e podres, mesmo assim, tinham um pouco de força. Outro dos prisioneiros pegou o machado de Ned, e com toda sua força decepou sua perna direita. Todos os prisioneiros que cercam Ned falavam de um modo doentio. Enquanto Ned estava agoniando e quase chorando de dor.

Prisioneiros: Isso está só começando, cozinheiro gordo!

Ned suava cada vez mais, de nervosismo, agonia, os outros Verraters, os que estavam nos portões não conseguiam ver ele, e os que estavam lutando não podiam largar a luta para salvar ele. Os prisioneiros seguravam Ned, e o fizeram mostrar o seu dedo do meio, na mão direita.

Prisioneiro: Esse vai doer menos...

O prisioneiro novamente pegou o machado de Ned e decepou o dedo do meio dele. Denos, ao lado de dois Verrater apareceram para salvar Ned, e mataram todos os prisioneiros, fincando suas espadas nas costas em três deles, enquanto os outros foram fuzilados por atiradores, que estavam bem longe dali.

Denos: Porcaria! Vamos, precisamos levar ele para um lugar seguro! DROGA!

Ned tentava responder Denos, mas não conseguia, gritava cada vez mais alto de tanta dor, que passavam despercebidos em meio de tantos gritos naquela luta. Denos e outro Verrater começaram a carregar Ned pelos ombros, correndo até o portão. Os outros Verraters que estavam lá ficaram chocados, e um soldado da equipe médica de Everwinter acompanhou Denos desesperado para tratar de Ned. Ao parar um pouco de agoniar de dor, ainda consciente, Ned deu uma última ordem.

Ned: Reagrupem...

Os Verraters começavam a gritar para os que estavam na luta para se reagruparem. O número de prisioneiros tinha diminuído bastante, e todos voltaram para perto do portão. Em seguida, os atiradores fuzilavam todos os prisioneiros que tentavam se aproximar do portão. Quando restaram poucos prisioneiros, eles começaram a correr pelos fundos, e se renderam. Por fim, os Verraters voltaram para o castelo e fecharam o portão para tratar de Ned, que estava inconsciente.
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Amanheceu, e Ilere rapidamente saiu da pousada, e foi procurar Luderick. Não conseguia olhar para a cara das pessoas sorrindo como se as coisas estivessem normais, e que estavam longe de perigo, mesmo depois dos eventos que ocorreram anteriormente. Ainda assim, Ilere se questionava se ela poderia ir longe demais, estava determinada e agoniada ao mesmo tempo. Ela encontrou Luderick, carregando um lobo morto nas costas, aparentemente depois de caçar.

Ilere: Luderick!
Luderick: O que você quer minha amiga?
Ilere: Sabe, eu andei vasculhando as matas faz algum tempo, e... Digamos que eu encontrei a base dos nossos inimigos.
Luderick: Como assim?
Ilere: Eles não estão exatamente bem organizados, armados e fortes...
Luderick: E o que quer que eu faça?
Ilere: Organize um ataque no lugar onde eles moram.
Luderick: Isso não vai ser possível...
Ilere: O motivo?
Luderick: Isso não é como um jogo de tabuleiro, Ilere... E nem tem como mandar bêbados para o campo de batalha.
Ilere: Engraçado, vocês tem jogos de tabuleiro? Eu adorava jogar. E, como você arranja bebidas alcoólicas aqui, nesse fim de mundo? Ou, como você produz? Aliás, quando você conseguiu essa arma de fogo, Luderick?
Luderick: Você pergunta demais...
Ilere: Será que é pelo fato de Abel Verrater fornecer tudo isso? É claro, você não pode brigar com aqueles homens pelo simples fato de que sem eles, você não tem nada para manter medo em seu povo, e além de tudo, a bebida entre outras mordomias deixa os homens idiotas o bastante para não enxergarem melhor a situação. VOCÊ É UMA MENTIRA, LUDERICK!

Todos da vila ouviram isso, e começaram a ficar em volta de Luderick e Ilere. Boa parte das pessoas do vilarejo gritava MENTIROSA, QUEIME NO INFERNO POR ISSO.

Luderick: Eu recomendaria que você calasse a boca, Ilere.
Ilere: Eu não me arrependo de nada do que eu disse...

Hedork saiu do seu bar para tentar ajudar Ilere, correndo no meio da multidão que cerca, para atacar Luderick.

Hedork: Ela não está falando nenhuma mentira, seu desgraçado!

Luderick acerta um tiro na cabeça de Hedork, e em seguida começa a rir.

Luderick: É isso o que acontece quando tenta esconder a verdade, Ilere.
Ilere: Sério?

Ilere invocou dois esqueletos, que agarraram Luderick, tanto por trás quanto na frente. Um dos homens que serviam Luderick tentou acertar uma flecha em Ilere em cima do telhado do bar de Hedork, mas Emily o matou antes de sequer apontar a flecha para Ilere.

Luderick: O que você vai fazer? Me matar?
Ilere: Não vai querer saber...
Luderick: Então, vai em frente, me mate!
Ilee: Calado!
Luderick: Não, você não pode fazer isso, Ilere... Não se pode matar um deus... Além de tudo, você não mata, Ilere, não importa o que aconteça, nem que seja preciso salvar sua mãe e pai, a morte é algo nojento para você... Digo, esse mundo é nojento... A maioria das pessoas que vivem nesse planeta são psicopatas assassinos, precisam matar para sobreviver, mas você não... Você tem princípios... Sabe muito bem que eu TENHO que morrer, eu preciso estar morto, mas é algo que não pode fazer...
Ilere: Você não sabe de nada!
Luderick: Então prove, olhe para todas essas pessoas e mostre a elas que eu sou um mero mortal e mentiroso, como você, e os outros...

Daewnron correu no meio da multidão, extremamente furioso, olhando para Luderick com tanta raiva que se ele olhasse em um espelho, seria irreconhecível.

Daewnron: Eu faço...
Luderick: E você, quem é?
Daewnron: Não importa...

Daewnron pegou a arma de fogo do Luderick, e entregou para Ilere.

Daewron: Se afaste!
Luderick: O que você vai fazer garoto?
Daewnron: Resolver as coisas como meu antigo povo fazia... E obviamente, vou te dar uma segunda chance, já que não sou covarde... Agora mesmo, o seu futuro está em sua espada...

Ilere foi para o meio da multidão e soltou Luderick.

Luderick: Então podemos começar...

Luderick pegou sua espada e se movia para os lados lentamente. Daewnron ficou parado, até correr na direção de Luderick para atacar. Luderick defendeu o golpe e depois socou e empurrou Daewnron para a multidão, que o empurrou de volta para a luta.

Luderick: Só isso? Esperava mais de você!
Daewnron: Apenas um soco e a luta já foi vencida? Idiota.

Daewnron parte para cima de Luderick novamente para atacar. Dessa vez, ele chutou Luderick na barriga, e em seguida tentou fazer um corte vertical com sua espada, que foi defendido. Luderick deu alguns passos para trás, e chutou a cara de Daewron quando ele tentou atacar, com o mesmo caindo no chão.

Luderick: Você me decepcionou...

Daewnron rolou para o lado esquerdo quando Luderick tentou fincar a espada em sua barriga, e se levantou.

Daewnron: Você quem me decepciona...

Aproveitando a guarda aberta de Luderick, Daewnron decepou o braço direito dele. Luderick começou a gritar de dor, e se ajoelhou no chão.

Daewnron: E agora para provar que ele é um mero mortal...

Daewron perfurou a testa de Luderick, que morreu chorando por piedade.

Os habitantes da vila ficaram chocados, pois estavam errados, mas não conseguiam acreditar nisso. Ilere voltou para sua pousada e ficou ali pensando. Os habitantes do vilarejo então cospem no corpo de Luderick, e começam a gritar ILERE, ILERE. E respeitam o pedido de Ilere para não ser perturbada. Emily aparece, querendo ver se Luderick não tinha nada de interessante guardado, e achou um mapa de toda a floresta, indicando a localização da vila e uma saída para a mesma.
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Ao anoitecer, o grupo de Azarok foi na festa que seu tio pediu para eles irem no seu lugar, todos foram, exceto Psycho, que saiu conhecer a cidade, e achar um lugar bom para comer, já que não gostava da comida de John. Azarok pegou um dos carros de seu tio emprestado, e deixou todas as armas no banco de trás, além disso, todos pegaram trajes elegantes emprestados de John. A festa era de inauguração de um novo hotel em Free Paradise, e figuras importantes de Nomit estavam lá. A decoração era chique, cortinas vermelhas em todos os cantos, as mesas azuis, e o piso completamente branco. A comida era variada, pães de queijo, coxinhas, carne de porco assada, salada de alfaces, tomate e de beterraba, além de claro, o vinho para beber.

Schatten: Caras, me perdoem, mas essa noite to com uma tremenda vontade de beber até desmaiar.
Azarok: Por favor, não exagere, Schatten, por favor... Mas eu tenho vontade também... Esse lugar tá tão bom que eu odeio pensar que amanhã a gente vai voltar para a estrada.
Lince: Azarok, eu acho que isso é o que mais se parece com as coisas que vimos em Noline faz muito tempo. Qual foi a última vez que você teve a oportunidade de beber feito um louco?
Azarok: Alguns meses atrás, quando eu estava em casa e depois do funeral do meu pai.
Lince: Que profundo.
Daniel: Vou pegar um pão de queijo...

O tempo passava, e a comida aos poucos acabava, e mais da metade das pessoas na festa estavam quase bêbadas. O grupo de Azarok era um dos poucos que estavam sóbrios.

Azarok: Interessante...
Daniel: O que?
Azarok: Mais da metade das pessoas aqui nem sequer falaram com a gente, digo somos importantes, não?
Daniel: Deve ser pela fama do seu tio...
Azarok: O que?
Daniel: Digo, a fama de alguém que não limpa a casa direito, e anda por aí fedendo não deve causar boa impressão.
Azarok: Isso é um fato...
Schatten: Tem uma garota ali, na janela. Tinha visto ela conversando com alguns caras, incluindo o dono desse hotel, tenta falar com ela, para ver se é alguém importante, e veja se pode conseguir uma conversa com o chefe disso tudo.

Azarok foi até a garota para conversar com ela. Ela vestia um grande vestido azul, além de ser loira.

Azarok: Quem é você? Digo, pergunto isso pois você é uma das poucas sóbrias aqui, é claro...
Kay: Acho que você deve ter ouvido falar desse nome, eu sou Kay Verrater... Engraçado, eu te conheço?
Azarok: Eu sou... Aza... Azamonet Relúdio.
Kay: Nome estranho...
Azarok: Eu venho de outro continente de Nomit...
Kay: Engraçado, nunca conheci um estrangeiro.
Azarok: Atualmente, esse lugar inteiro deve ter sido feito por estrangeiros...
Kay: Sua família trabalha em que?
Azarok: Em informática...
Kay: Conte mais...
Azarok: Depois, me deu vontade de ir no banheiro agora.
Kay: Está bem.

Azarok chama Schatten e Lince para contar algo para eles no banheiro. Era difícil suportar o fedor e as péssimas condições de lá, mas era um lugar vazio, e isso já servia. Não encontraram Daniel, que estava comendo o que tinha sobrado de comida.

Azarok: Aquela garota, Kay, é filha do Abel...
Schatten: Eu já ouvi falar dela na prisão... Nunca tinha visto ela, mas os caras da prisão falavam que era bonitinha...
Lince: O que a gente faz?
Schatten: Acho que sair daqui seria a melhor opção...
Lince: Mas e ela?
Azarok: Matar aqui não seria algo bem visto, e traria muitos problemas...
Lince: Como assim?
Azarok: Nós que estamos ferrados, não os Verraters, ela tem seguranças por aqui.

Os três saíram do banheiro, e acharam Daniel em uma das mesas, só chamaram ele, e caminhavam até a saída discretamente. O organizador do evento foi correndo até Azarok.

Organizador: SENHOR LEONE!

Kay: O que?
Azarok: Cuidado!
Kay: Water Wave!

O organizador do evento se joga para o lado, e fica agachado.

Azarok: Fire Wave!

As duas ondas, de fogo e água se colidem, e uma grande fumaça se espalha pelo local. O grupo de Azarok corre até a porta de saída, e começam a descer as escadas, já que o elevador estava quebrado. Os Verraters corriam atrás deles.

Schatten: Não sabia que tinham convidado a gente para uma sauna... Dark Spike!

A estaca de osso lançada por Schatten acerta o peito de um dos Verraters.

Kay: Rain!

Kay invoca uma chuva extremamente forte em Free Paradise, para ver se consegue alguma vantagem caso o grupo de Azarok saia do prédio. Os Verraters não eram muitos, e Kay estava logo atrás deles. O grupo de Azarok saiu do prédio em uma chuva extremamente forte, o que atrapalhava e muito.

Daniel: Inferno!

Daniel fez com que dentro do hotel tivesse um calor de 60 graus, quase que impossível de suportar, mas os Verraters já estavam quase saindo de lá. Azarok e os outros entraram no carro, e já estavam prontos para partir. Daniel pegou sua escopeta que estava no banco de trás, caso tivesse uma perseguição.

Lince: Eu dirijo.

Schatten, que estava querendo dirigir, trocou de lugar com Lince, e rapidamente saíram dali.

Lince: Icestorm!

Naquela área, a chuva parou e deu lugar a uma tempestade de neve em que só Lince conseguia enxergar, despistando de vez os Verraters.
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Psycho volta para a casa de John depois de ter lanchado, não encontrou Flauspinne brincando com as teias de aranha o que era estranho. Foi até o banheiro, e deixou seu capacete ali. Se olhou no espelho e era difícil de encarar aquele rosto horrível, cheio de cicatrizes de cortes e queimaduras, além do nariz decepado, nem mesmo os seus longos cabelos ruivos tiravam a impressão de parecer uma monstruosidade. Ele deixou o capacete ali, e resolveu ver se sua espada estava onde ele tinha deixado, no quarto de hóspedes de John. Ao abrir a porta, encontrou John morto, sem os olhos, as orelhas e a língua, ao lado de uma mensagem escrita Olhe para trás, seu tolo. Ao olhar para trás, Larry começou a sufocar Psycho, e estava usando o seu capacete. Em seguida, Larry pegou um facão que John usava, e cortou uma das orelhas de Psycho, que gritava de dor.

Larry: Isso está só começando!

Psycho tentava reagir, mas a dor era enorme, e não conseguia fazer nada, a não ser gritar. Larry então olhou para a cara de Psycho e começou a espancar ele, quebrando a maioria de seus dentes.

Larry: Já não está aguentando seu idiota? Sabe, quem já é feio pode ficar ainda mais...

Larry então pegou novamente o facão e enfiou no olho esquerdo de Psycho, deixando ele cego. Azarok e os outros voltaram da festa, e ao Larry ouvir barulhos, ele parou de torturar Psycho e correu até os fundos, onde ele ia parar em uma floresta. O grupo ficou chocado ao ver Psycho naquelas condições e rapidamente tentaram ajudar.

Lince: Eu posso parar o sangramento e evitar que algo pior aconteça, mas recuperar as partes do corpo perdida, isso não será possível, Psycho... Sinto muito. White Wind!

O sangramento de Psycho parou, e as feridas foram fechadas, mas ele ainda se sentia péssimo, psicologicamente.

Azarok: O que aconteceu com seu capacete?
Psycho: Larry levou.

Azarok olhou para os fundos, e não viu Larry em lugar algum. Depois, foi até o quarto de hóspede e viu seu tio morto.

Azarok: Não temos tempo para o enterro... Vamos embora. Ao menos agora a gente tem um carro.
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Ao anoitecer, diversas Pragas Ambulantes caminhavam, eram muitos e estavam todos juntos para atacar a Salvação. Daewnron ao ver eles chegando até o vilarejo, correu até a pousada de Ilere para alertar. Ilere estava quieta, sem falar nada.

Daewnron: Eu sei que não quer ninguém te incomodando, mas... Os outros, as pragas, eles estão vindo...
Ilere: O que?
Daewnron: Precisamos fazer alguma coisa e rápido! Não temos para onde fugir!

Ilere saiu da pousada desesperada, sem saber o que fazer, conforme o grupo inimigo estava cada vez mais perto do vilarejo.