Overdrive & Dark End

14 Capítulo 13-Hino do orgulho


Notas iniciais
Falas escritas em script
Asteriscos representam ações ou pensamentos de personagens

Ilere corria pelo vilarejo feito uma louca, e gritando para todos os moradores sobre o ataque. Os moradores ficaram surpresos, sem saber o que fazer, até Daewnron falar para pegarem o que pudessem e usarem como arma, e que todos ficassem preparados. Centenas de inimigos cercavam toda a vila, sem lugar para fugir, apenas lutar. Eles andavam lentamente até o lugar, mas em grande número e todos juntos. Emily achou Ilere antes de eles chegarem.

Emily: O que essas pessoas vão fazer, Ilere?
Ilere: Como assim? Eu simplesmente não sei...
Emily: Sabe de uma coisa... No meio de todo esse caos, caso a gente sobreviva, nós precisamos continuar.
Ilere: O que quer dizer?
Emily: Quero dizer que...

Daewnron gritava cada vez mais desesperado, e ainda dizendo que os animais presos estavam em risco, além disso, disse que os inimigos estavam se aproximando do vilarejo em poucos segundos.

Ilere: Droga, eu me esqueci da Elly!
Emily: Sempre odiei os gritos desse idiota!

As Pragas Ambulantes chegaram no vilarejo, e em seguida correram na direção de todos os moradores que viam, apenas para matar. Não usavam facas, ou nenhum outro tipo de arma, apenas algumas pequenas estacas feitas de madeira. Seu rosto era horroroso, pareciam deformado, ou carecas, tinham alguns cabeludos e barbudos demais, com dentes quebrados, usavam apenas a roupa de baixo, que eram tangas feitas de trapos e tecidos velhos. Ilere invocou alguns Golems de pedra para ver se conseguiam mais um tempo de vida, mas eles eram muitos, e não foi o suficiente para conter. Devido a falta de armamentos na vila, as pessoas se viravam com o que tinham para lutar, garrafas cerveja, cadeiras entre outros utensílios domésticos. Algumas mães para defender seus filhos atacavam sem piedade, espancando as Pragas, e até mordendo as mesmas para defesa própria. O caos se espalhava por toda a vila, a desvantagem numérica era enorme, e naquela batalha não existia regras, armas, ou algo para lutar, só importava a própria sobrevivência. Ilere e Emily estavam próximas uma da outra, enquanto Emily atacava sem piedade com sua foice, Ilere preferia usar magias de vento para jogar os inimigos longe dela, e desacordar os mesmos. Daewnron estava sozinho, cercado de oponentes, matando todos eles sem dó, decepando cabeças, perfurando os corpos deles, em poucos minutos toda sua face e roupas estavam cobertas de sangue.

Emily: Dark Cloud!

Uma névoa roxa é invocada em um lugar com muitos inimigos, e em seguida, todos eles são envenenados. Ilere continuava invocando mais Golems para lutar, mas simplesmente não adiantava, as Pragas apareciam cada vez mais, estava ficando impossível de sobreviver. Não dava para saber quantos moradores do vilarejo ainda estavam vivos, naquela situação em que todos estavam cercados, ninguém se preocupava com os outros. A maioria das mulheres protegiam seus filhos dentro de suas casas, e se por um acaso alguém entrasse lá para atacar, elas lutavam brutalmente podendo fazer qualquer coisa, mesmo se acabassem mortas. Daewnron lutava contra diversos deles sozinhos, acabou não aguentando tantos inimigos assim, e eles o derrubaram no chão, começando a espancar ele. Um homem apareceu para salvar Daewnron, socando e chutando todos os que prendiam ele, até o mesmo ser solto. O homem então começou a ser espancado por todos eles, quando Daewnron pegou sua espada e matou todos, o homem estava sangrando, não aguentando levantar, e com uma respiração pesada. Daewron então foi para os cantos da floresta com um pouquinho de arrependimento. O número de Pragas diminui bastante, com corpos mortos espalhados por todo o chão, e no interior das casas, todas com móveis quebrados. Ilere então foi correndo até onde os animais estavam presos, e viu que os inimigos já tinham entrado nos muros que deixavam os bichos presos. Quando subiu no muro, todos os que tentaram entrar lá foram queimados por uma Elly em chamas. Ilere então usou uma bola de fogo para destruir o muro, e libertar todos os animais que estavam ali. Ao voltar para o vilarejo, o povo estava em agonia, aflição, mais da metade que viviam ali estavam mortos, inclusive crianças. Emily foi correndo até Ilere desesperada, trazendo péssimas notícias aparentemente.

Emily: Ilere!
Ilere: O que foi?
Emily: Tem mais deles vindo... Não há nenhuma saída, se tentássemos fugir, não duraríamos muito, aparentemente as pessoas vão ter que lutar. Daewnron falou que o número deles era menor, mas estavam mais organizados, alguns usando arcos, além de estacas feitas de madeira.
Ilere: Porcaria...
Emily: Eles não são tantos como antes, mas ainda estamos em grave desvantagem numérica. Estão todos marchando juntos, lentamente para cá... Não tem para onde fugir, mas ganhamos uma vantagem com cerca de vinte minutos... Não temos saída!
Ilere: Então... O que fazemos?
Emily: Eu não sei... Daewnron quer que a gente lute, mas as pessoas estão sofrendo e agoniadas, Ilere... E quantos aqui já tocaram em uma arma na vida?
Ilere: Essa vila... Abel fez os Verraters tomarem esse lugar com um propósito, assim como foi por causa dele que esses idiotas estão nos atacando, e o Luderick manipulou todos aqui... Alguns podem até não ter tocado em uma arma na vida, mas... Essa floresta foi feita para encurralar seus inimigos, e vindo da natureza desse mundo, a maioria aqui sabe lutar muito bem, acredito eu...
Emily: Nós precisamos fazer alguma coisa, e logo...
Ilere: Eu tenho uma ideia...

Ilere parou de falar com Emily e foi até o meio da vila, começando a gritar, uma espécie de discurso. Todos estranharam a atitude dela, achavam a mesma louca, mesmo revelando a verdade sobre Luderick, mas depois começaram a escutar, sem perder nenhum detalhe, todas as suas palavras.

Ilere: Em tempos como esse, quem somos nós para julgarmos alguém? Medo é um sentimento natural nessa situação, e não temos culpa de sentirmos isso... Mas, não seria melhor encararmos ele? Os bravos estão batendo em nossa porta, vamos atender eles. Não lutem para salvar essa vila, lutem para salvarem a vocês mesmos, seus filhos, sua família! Óbvio que nem todos aqui sabem lutar de verdade, mas nessa situação, não existe nada que nos diferencie dos que estão nos atacando... Não existe verdadeira segurança nesse mundo, então, mordam, chutem, soquem, mutilem, quebrem as pernas os braços e as mãos, façam o que for preciso fazer com eles apenas para se manterem vivos, pois eles estão fazendo exatamente isso... E, nós temos alguma escolha?

Todos aplaudiram Ilere, e em seguida pararam de chorar e saíram de seus esconderijos. Emily e Daewnron apareceram cada um com dois cestos, com diversas armas.

Emily: Achamos isso, Luderick fazia com que Hedork escondesse em seu velho bar.
Ilere: O que tem nesses cestos?
Emily: Armas, espadas, arcos, bestas, e algumas facas de cozinha e martelos pequenos, o que pode ser útil.
Ilere: Ótimo...

Emily e Daewnron entregaram as armas para todos os habitantes da vila, as mães pediram que dessem algumas armas leves para as crianças caso fosse preciso que as mesmas se defendessem. Os inimigos chegavam cada vez mais perto da vila, e chegariam lá em cerca de cinco minutos.

Daewnron: Aparentemente dessa vez eles não vão vir por todos os lados, eu acredito...
Ilere: Eu tenho uma ideia...
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Ao mesmo tempo, na destruída Noline, Abel e David bebiam vinho e festejavam na velha mansão de Azarok. Ambos estavam um pouco bêbados, apesar de conscientes. Trocavam xingamentos, brincadeiras, entre outras coisas. Abel, então, tinha parado de falar e começou a pensar, e David estranhou o mesmo, com um olhar surpreso.

David: O que foi?
Abel: Deve estar acontecendo...
David: O que está falando?
Abel: Você sabe o que... Faz algumas horas desde que fui notificado sobre o fato de Luderick estar morto. Não dava para a gente adiar esse plano. Precisamos da Ilere.
David: Agora eu me lembrei...
Abel: Até equipei alguns com armamentos e armaduras modernas, além de seus homens também terem sido enviados, e de ter dado um mapa da floresta... Mas é muito fácil se perder por lá, e muito fácil de escapar... Eu sei que a Ilere guardava algo muito importante com ela, alguns códigos que ela estava resolvendo, e a mesma não perderia aquilo... Falei que quero ela de preferência viva, mas morta eu não recusaria.
David: O que Ilere possui de tão importante?
Abel: Sabedoria desconhecida... Apenas isso.
David: E se esqueceu do fato de estar lançando um ataque em grande escala para uma vila extremamente pequena, Abel.
Abel: E daí? Uma floresta enorme, conhecida como um labirinto da natureza onde qualquer um pode facilmente se perder. É melhor todos se ajudarem com uma equipe enorme, não? Além de que, você sabe que isso é pouco, e meu exército é muito maior do que se imagina... Eu mandei apenas os fracos. E outra, não subestime os inimigos... Tenho cofiança de que venceremos essa batalha, mas o contrário pode acontecer.

O momento parecia perfeito, David e Abel tomaram outra taça de vinho e logo uma música começou a ecoar na cabeça deles. Comum de ser usada pelos Verraters, essa música se chamava O Rei orgulhoso, mesmo que outros chamassem de Hino do orgulho. Abel e David assobiavam a música na sala enquanto tomavam vinho, e a letra não saía da cabeça deles.

O manto negro, o manto azul, o Rei orgulhoso falou, que são só para os dignos.
O Rei então, se apresentou e na frente de todos falou:
O que está vivo sempre será imortal!
O público então aplaudiu e o Rei no orgulho se nutriu
O Rei caiu de tanto rir de desprezo pelo povo que o amou.
A guerra então apareceu, escravos ganharam a voz,
e o Rei não se preocupou
A batalha começou,
e os escravos ganharam o grito.
O desespero matava e o Rei apenas censurava.
Eles sempre serão fracos,
até que seu próprio orgulho o matou,
quando um escravo o decepou.
E realizou seus desejos finais.
De como será lembrado,
pois o que está vivo é imortal.

Abel então parou de beber vinho, e mandou David ir dormir, antes que a bebedeira fugisse do controle. Abel ainda ficou na mansão Leone e olhava para algumas fotos de Azarok intactas. Logo então, pensou novamente na música, e então foi dormir, no antigo quarto de Fido, mesmo que a cama estivesse parcialmente destruída. E a música ainda ecoava por sua cabeça, como uma perturbação.

Abel: Porcaria, como eu tiro isso da minha cabeça?
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Os inimigos chegaram no vilarejo, e as casas estavam vazias, sem ninguém, assim como nenhuma pessoa tentou atacar eles. Todos estavam juntos, e entraram assim no vilarejo, formando enormes três filas. Os moradores em sua maioria ou estavam junto de Ilere do outro lado do vilarejo, ou escondidos atrás de casas, e alguns subiam em árvores. Os inimigos ao verem Ilere e os outros do outro lado, correram feito uns loucos para atacarem. Então os moradores, apesar da péssima pontaria, atiraram com os arcos e mataram um bom número de inimigos. As Pragas Ambulantes dessa vez, usavam camisas velhas além da tanga, e aparentavam estar em melhor estado, com cabelo e barba feitas. Poucos estavam armados com arcos e foram rapidamente mortos, a maioria ainda assim usava estacas feitas de madeira, ou lutavam desarmados. Cerca de quinze ou vinte pessoas contra mais ou menos cinquenta maníacos doentes, tudo parecia perfeito, ao menos em uma situação daquelas.Muitos ali não sabia manejar uma espada, mas como a única coisa que precisava ser feita era perfurar o corpo de alguém com ela, e cortar pescoços, não foi nada problemático.Maior parte dos inimigos foram eliminados em minutos. O resto ainda assim se espalhava subindo em árvores, o que nem de longe funcionou, pois os Golems invocados por Ilere sempre conseguiam alcançar eles. Daewnron continuava matando os inimigos que o cercavam sozinho. E seu rosto estava quase que todo vermelho de tanto sangue. Cinco homens cercaram Daewnron, e agarraram ele por trás, além de derrubarem o mesmo de costas. Um deles pegou uma estaca, e fincou n perna de Daewnron. Quando os outros tentaram fazer isso em outras partes de seu corpo, Emily matou todos eles brutalmente, enfiando a foice na boca de um deles, e cortando a garganta por dentro, e antes dos outros reagirem, ela rapidamente corta a testa de três, enquanto o último ficou assustado, tentando fugir.

Emily: Poison Cut!

Emily envenena sua foice, e em seguida corta as costas do último que sobrou, envenenado ele, que morreu lentamente. Daewnron se levantou e andava mancando, quase caindo no chão depois de dar três passos.

Ilere: Minha nossa! Daewnron!

Aparentemente todos os inimigos que restavam tinham sido mortos, e por surpresa, nenhum morador do vilarejo tinha morrido, mesmo assim um alguns ficaram com ferimentos graves.

Ilere: Precisamos de ajuda! Agora!

Ilere retirou a estaca da perna de Daewnron, que gritava de dor. Não tinha nenhum médico ali, o que tornava as coisas complicadas.

Emily: Ilere, nós também temos que ajudar os outros!
Ilere: Mas o que faremos?
Daewnron: Por favor, se for pra me deixar morrer, que não seja aqui!
Ilere: O que disse? Nunca faria isso!
Emily: Espero que isso já tenha acabado
Ilere: Como Luderick curava as pessoas aqui no vilarejo?
Emily: Ele não curava, dizia que as pessoas desse jeito tinham sido amaldiçoadas e que não teria mais esperança, então ele matava.
Ilere: Ele já deve ter ficado ferido... Emily, você tem o mapa da floresta?
Emily: É claro.

Ilere pegou o mapa e observou que tinha uma área circulada, escrita Em casos de emergência.

Ilere: Acho que ele escondia os medicamentos nessa área, precisamos chegar até lá.
Emily: Sim...
Ilere: Mas, e agora, como vamos levar essas pessoas até lá?
Emily: E esse lugar fica do outro lado da vila, o que torna a situação ainda mais complicada.
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Em Noline, Abel tentava dormir na velha cama de Fido, mas não conseguia. Não pelo fato da cama estar um pouco destruída, mas pelo simples fato de não conseguir parar de pensar no que estava acontecendo. O que poderia acontecer se Ilere escapasse, e a música não saía de sua cabeça. Foi até a cozinha procurar nas gavetas da cozinha algo para comer, e só encontrou umas bolachas vencidas. Mesmo assim, ele comeu as bolachas, ficando em completo silêncio. Depois disso, saiu um pouco da mansão, e olhou para sua mão amputada. Após isso, começou a falar sozinho.

Abel: Preciso sair daqui... Ter que atacar e se defender ao mesmo tempo, é algo estranho... Mas não posso deixar aquela miserável escapar, e vou fazer o que posso para acabar com ela.

David não tinha ido dormir, e ficou vagando naquelas áreas de Noline. Então, ele escutou Abel falando sozinho.

David: O que é isso, Abel? O que você quer, exatamente?
Abel: Não é da sua conta, David.
David: Eu só colaboro se eu souber de todos os detalhes, sobre o verdadeiro objeitvo de fazer isso. Caso contrário, esqueça.
Abel: Eu já te disse, não é da sua conta!

David pegou sua arma e apontou para Abel, que ficou assustado com aquela reação.

David: Pode dizer agora!
Abel: O que é isso?
David: Sinto muito Abel, mas você vai ter de colaborar.
Abel: O que você acha que está fazendo?
David: Se está tão confiante, achando que o seu plano é certo, qual a razão de esconder isso de seus parceiros?
Abel: Abaixe essa arma, agora! Seu ego é inflado mesmo, David.
David: E seu orgulho também, Abel!

Abel ficou quieto, e pediu educadamente para David abaixar a arma, então começou a contar a razão de querer Ilere.

Abel: Você não entende, David? Não vê como essa sociedade atual é horrível, sem lei, regras, líderes, apenas sobrevivência pura. A desordem nessas terras me deprimem, então, eu pretendo formar um novo mundo. Ser um líder para eles, alguém poderoso, que venerem como herói, salvador, e para isso eu quero um artefato de um tesouro que Ilere está procurando, ele é capaz de formar isso que planejo. É algo que planejo antes de entrar em guerra com os Leones.
David: Entendo...
Abel: Ótimo.

David parou de falar com Abel, e voltou a andar pelas ruas destruídas de Noline, pensativo, além de ficar cantarolando o O Rei orgulhoso.

Abel: Sabe, essa música era para ser infantil.
David: Uma que lida com mutilação e guerra na letra?
Abel: Pra você ver a desordem no mundo de hoje...
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Os moradores do vilarejo se prepararam, e depois de vinte minutos fugiram. Os feridos ficavam se apoiando nos ombros dos outros para andar, ou eram carregados nas costas dos Golems de Ilere. Caminharam por duas horas, e já estava amanhecendo. Foram na direção onde fazia mais calor, já que no caso não precisariam se incomodar com o frio, além de encontrarem uma caverna para se esconder. A agonia era frequente nos primeiros minutos, mas com o tempo sem nenhum sinal de inimigo todos se acalmavam, exceto Emily. Dentro da caverna o grupo passou a noite dormindo no chão, duro e sujo, mas tinham de se contentar com aquilo. As crianças dormiam em travesseiros que estavam intactos no ataque, mas eram poucos. Ilere, Emily e Daewnron ficaram acordados, com os olhos abertos e de vigia, enquanto Elly dormia ao lado deles.

Emily: Ilere, precisamos conversar.
Ilere: O que disse?
Emily: Sabe, esse grupo é unido, Ilere, e não saberiam como recomeçar a vida assim que saírem daqui. Nós precisamos de alguém para liderar, Ilere, e queremos você como líder.
Ilere: O que? Desculpe, mas não...
Emily: Como assim?
Ilere: Meus interesses são paralelos aos de vocês, e deles. Eu sou uma caçadora de tesouros, hora essa. Como alguém como eu lideraria um povo?
Daewnron: Quase todos nesse mundo são assassinos frios, e que a sanidade mental pode ser questionada, mas você não, eu vi como se recusava a matar aqueles homens... Além disso, foi por sua causa que nós sobrevivemos a esse ataque, quem deu coragem para essas pessoas batalharem, caso contrário todos nós estaríamos mortos. Você é diferente, Ilere, não mata, e tem princípios, por isso queremos você como líder.
Ilere: Eu já disse, eu sou uma caçadora de tesouros, e nem de longe sou uma santa.
Emily: E quem aqui é? A diferença é a de que você quer o melhor para as pessoas, e chega a ter o mínimo de honra. Entenderemos, se recusar, mas caso contrário, todos aqui vão adorar isso. Além de que, esse tesouro poderia servir muito bem para melhorar a vida de todos aqui, transformar isso em uma grande comunidade, talvez. Sei lá. Você é a salvadora de todos nós, Ilere, quem aqui foi capaz de acabar com Luderick? Não existe ninguém melhor para liderar esse grupo do que você, e todos concordam com isso.
Daewnron: Eu posso ensinar todos a lutar, podemos caçar, achar um lugar para viver, e fazer aquela ilusão que era a Salvação, finalmente se tornar uma realidade. Todos aqui concordam que você é perfeita para isso.
Ilere: Está bem...

Ilere ficou orgulhosa pelo fato de todos tratarem ela com respeito. Mesmo assim, estava tensa já que depois de se envolver com tantos problemas lá fora, isso poderia prejudicar e muito a vida dessas pessoas.

Ilere: Mas eu tenho problemas com os Verraters, vocês sabem disso, e bem, algo assim causaria muitos problemas para eles.
Emily: Se esqueceu que esse lugar é controlado pelos Verraters? Então todos devem ter algum problema com eles, inclusive nós. Essa luta não vai ser só sua.
Ilere: Então, novamente, eu não me recuso a ser uma líder para eles.
Emily: Excelente.

Eles ficaram mais seis horas escondidos naquela caverna, o céu estava claro e o calor começava a ser incômodo. O fato de Ilere ser a pessoa que vai liderar o grupo se espalhou rapidamente, e ninguém discordou do fato de que aquela era a escolha certa. Todos saíram da caverna e voltaram a caminhar, dessa vez indo na direção em que o mapa apontava para o lugar em que Luderick deixava os medicamentos escondidos. Andavam em formação, Ilere, Emily e alguns arqueiros tanto na frente quanto atrás, enquanto no meio ficavam os outros desarmados, e os Golems que carregavam os feridos. Uma hora depois de tanto caminharem, o calor passou, mas nem sentiam frio, estavam no centro da floresta. Emily subiu em uma árvore enorme e ver se achava algo para comer, e logo ficou espantada, e estremecida. Ilere estranhou o que estava acontecendo com ela, mas Emily deu um sinal dizendo para correrem. Emily continuava chocada com o fato de que cerca de cinquenta Verraters, todos armados, e mais alguns membros da gangue Blackhow estavam todos juntos, aparentemente caçando o resto do grupo. Com medo de ser vista, Emily desceu da árvore silenciosamente, e reclamou devido ao fato de que todos do grupo não terem corrido como ela sinalizou.

Emily: Seus idiotas... Precisamos fugir daqui.
Ilere: O que aconteceu?
Emily: A floresta está cheia de Verraters procurando pela gente, isso ainda não acabou.

Ilere mandou todos irem pelo caminho contrário, e evitar andar em zonas muito abertas ou que não estejam cercadas por árvores. Ao olharem para o céu, deu para ver uma pequena aeronave sobrevoando a floresta, obviamente estavam procurando eles.