Overdose

18 Scarlet's Show


Notas iniciais
Fala, rapaziada! Ontem não deu pra postar. Aqui está S2

NARRAÇÃO AUTORA

As luzes iluminavam o ambiente, e a mulher de cabelos platinados estava sentada na poltrona roxa, enquanto a música de entrada tocava e a plateia logo a frente aplaudia. O telão atrás mostrava o nome do programa e assim que a música encerrou, Scarlet, a apresentadora, começou a falar.

– Boa noite, telespectadores queridos! — a voz fina de Scarlet ecoava pelo lugar graças ao microfone — Hoje o programa não será tão animado como antes, hoje nós teremos os amigos e a família de Beatrice Prior, filha de uma das pessoas mais influentes da América, que estava desaparecida há quase 3 meses! Gostaria de começar primeiro com os amigos. Entrem, Christina Gomez, Lena Marie e Albert Shay!

Christina, Lena e Albert entraram aos aplausos da plateia e se sentaram no sofá ao lado da poltrona onde Scarlet estavam.

– Boa noite, queridos. — Scarlet os cumprimentou.

– Boa noite. — responderam ao mesmo tempo tímidos.

– Então, qual de vocês podemos considerar o melhor amigo de Beatrice?

– Bem, todos nós somos grandes amigos da Tris, mas podemos dizer que Chris é a melhor amiga pois elas são amigas desde a infância. — Lena respondeu.

– Nos conte sua amizade com Beatrice, Christina. — Scarlet pediu.

– Bem, é uma história extensa, mas vou tentar resumir. Minha mãe engravidou cedo e minha avó não perdoou minha mãe por isso e ela se mudou de Los Angeles para uma cidade longe de lá, e com o tempo soubemos que minha avó se mudou pra Chicago. Com o tempo, eu já tinha 6 anos e meus pais estavam passando por crises e até eles se estabilizarem, fui morar com minha avó que agora era rica, e lá comecei a estudar na mesma escola de Tris. O ruim era que naquela escola só tinham crianças ricas e branquinhas, eu era praticamente a única negra, e juntando com o fato de eu vir de uma família simples eu sofri muito preconceito. Mas Tris era diferente, enquanto eu caia ela me levantava, ela me via sozinha no recreio e deixava as amigas preconceituosas e ia brincar comigo, hoje elas não são amigas. Meus pais vieram pra Chicago pois eu não queria voltar por causa da Tris que se tornou minha melhor amiga e hoje minha família esqueceu a gravidez prematura da minha mãe e vivemos em harmonia. E Tris é praticamente da família. — Christina respondeu.

– Interessante, Christina. Amigos são para todas as horas, não é? — Scarlet disse.

– Sim, eu queria estar com Tris agora, aonde for que ela esteja... — os olhos de Christina já estava marejados.

– E você, Lena? — Scarlet perguntou.

– Eu conheci Tris na faculdade, há 2 anos quando começamos. Acabamos na mesma turma e todos nós logo ficamos amigos. Apesar de não termos uma amizade tão antiga e sólida como a de Tris e Christina, eu já posso considerar Tris minha irmã, ela é uma ótima pessoa. — Lena respondeu.

– E você, Albert?

– Bem, eu e Tris somos muito amigos, ela é linda e maravilhosa, não creio que exista pessoa mais incrível que ela. Ela sempre esteve comigo pra tudo, e posso afirmar que alguns acontecimentos antes dela desaparecer, acabamos mais que apenas amigos... — um sorriso de canto se formava em seu rosto.

– Percebo nos seus olhos o amor, rapaz — Scarlet riu — Quando ela voltar, vai dizer o que?

– Que a amo.

Um "awn" foi ouvido por toda a plateia e mais algumas perguntas seguiram sobre Tris e sua vida com os amigos. Depois de 20 minutos eles se despediram e Scarlet chamou sua família.

– Agora é a hora que todos estavam esperando. Sejam bem vindos ao programa, família Prior! — anunciou Scarlet para todos que aplaudiam firmemente.

Caleb, Nathalie e Andrew entraram no auditório. Nathalia sorria e acenava, estava acostumada, já Andrew e Caleb permaneceram apenas num sorriso tímido.

– Nathalie, eu também sou mãe de uma menininha linda e não sei o que aconteceria comigo se minha filha sumisse. Como você se sente? — Scarlet perguntou.

– Como se algo faltasse em mim. Já me falaram que Bea já poderia estar morta, já são quase 3 meses sem sinal de vida, mas coração de mãe não falha. Eu sinto que ela está viva, minha flor está viva! Eu tenho esperança. — Nathalie respondeu forte.

– Do que sente mais falta de Tris? Afinal, ela não está presente em sua casa há tempos. — Scarlet perguntou.

– Da luz que ela emanava. Tris era tão extrovertida, tinha um brilho próprio e deixava a casa toda iluminada com seu jeitinho tão simples para ser de uma família com tanto luxo. Agora sem ela naquela casa, a casa parece vazia, sem cor, cinza e fúnebre! — a tristeza na voz de Nathalie era evidente.

– Entendo, e você, Andrew? — Scarlet perguntou.

– Faço das palavras de Nathalie as minhas. — Andrew respondeu sério e parecia não estar simpatizado com o lugar.

– E você, Caleb?

– Ela é minha irmãzinha, eu sempre fiz o papel de irmão mais velho protetor. Agora sem saber onde ela está, sem saber como ela está, se está bem ou não, isso é cruel. Ela me faz muita falta! — Caleb fungou.

– Não chore, Caleb. — Andrew praticamente ordenou.

Scarlet seguiu a entrevista por mais 20 minutos, com perguntas leves pois sabia que era um assunto complicado.

Assim que acabaram, se despediram e saíram do auditório.

– E esses foram o circo de convivência de Beatrice, se você a viu ou tem alguma informação do seu paradeiro, ligue para o disque denúncia e não se preocupe, pode ser anonimamente. Beatrice Prior, onde você estiver, estamos te procurando! — dizia Scarlet — E agora, depois do comercial, teremos Demi Lovato aqui!

O som das palmas era alto no local.

–--

– Peter, você fez o que? — Natasha se controlava para não gritar.

– Dei nomes falsos para a recepção.

– Por que?

– Ora, você disse pra sua mãe que estava em Las Vegas e se seu nome aparece por aqui vai dar zebra. — Peter já sabia do plano — E relaxa que mandei uns contatos irem pra Las Vegas fazer umas comprinhas com um dos cartões da sua mãe para o caso de precisarmos de "provas" de que estávamos lá.

– Peter tem razão, Nat. — Lucy disse. — Não podemos dar na telha.

– E que nomes temos? — Natasha bufou.

– Eu sou Bill Kathlen, você é Samantha Corletto, Lucy é Joana Fonseca, Yoko é Victoria Migliolli, Mari é Eloiza Motta e Gabi é Caroline Passig.

– Adorei, posso adotar como pseudônimo. — Yoko ria — Victoria Migliolli, chique né?

– Muito. — Natasha foi para a sacada.

A luz da lua cheia iluminava seu rosto, amanhã ela partiria para um vilarejo perto dali, por sorte havia uma pequena pousada onde ela poderia ficar para fazer as pesquisas na sua investigação. Não poderia perder tempo.

A brisa da noite era fria.

– Está preparada para amanhã? — Peter apareceu do seu lado.

– Não me diga que vai comigo. — ela não se surpreendeu.

– Vou sim, é meu dever cuidar de você.

– E se eu não quiser ser cuidada? — ela encarou Peter.

– Vou cuidar do mesmo jeito.

Seus rostos estavam perigosamente perto e o coração de Natasha batia rapidamente. As respirações de ambos estavam pesadas e estavam olhando no olho um do outro.

E um sentimento estranho inundou Natasha, tanto como Peter.

– Ei, gente! — Gabi apareceu na sacada, tirando-os do transe. — O jantar chegou.

Natasha saiu logo, não queria continuar ali.

Comeram, conversaram e se divertiram.

Na hora de dormir, os pensamentos de Natasha era confusos, e sem perceber, adormeceu.

Adormeceu para encontrar seus sonhos...

Notas finais
Espero que tenham gostado. E quem aí apoia #Penat (Peter + Natasha)? Comentem o que acharam S2