Overdose

7 Não Maltrate os Animais


Notas iniciais
Quero escrever esse capítulo pois estou muito angustiada e eu fico melhor escrevendo. Recentemente, uma pessoa me disse que existe um cara por aqui na cidade que simplesmente mata os cachorros da rua por sabe, sei lá, por motivo nenhum! Ele me disse que já tinha visto e me disse onde ele morava, num sítio perto da cidade vizinha e ele me disse o apelido dele. Eu, protetora dos animais (eu como carne, mas agora não é a hora de explicar o porquê como) logo quase chorei e disse que ia denunciar. A pessoa me disse que existem vários sítios indo de cá da cidade para a cidade vizinha e que só os íntimos chamam ele de apelido e que ele e ninguém ia querer testemunhar contra ele, e como ele é réu primário ninguém iria suspeitar. Estou nervosa, sem saber o que fazer. Não tenho provas, tenho poucas informações, a pessoa que me contou se nega a querer testemunhar e nem o nome verdadeiro do cara eu sei. Hoje eu decidi que vou ligar para a polícia para pelo menos ir nesses sítios dar uns avisos, explicar que maltratar animas é CRIME e pode ir além da multa, meses a alguns anos de prisão. E quando chegarem no sítio certo e falarem com o cara, mesmo não sabendo que é ele, ele vai se tocar de que alguém sabe das falcatruas dele e está de olho. Lembrem-se, jovens: se vocês sabem de um crime e não denunciam, vocês são CÚMPLICES! Dedico esse capítulo a todos os animais, seres que são até melhores do que muitos humanos. (Recadinho: SarahGordelícia e Gina, o próximo capítulo será dedicado a vocês

NARRAÇÃO TRIS

– Socorro! — todos do refeitório pararam de comer para dar ouvidos aos gritos que ecoavam pelo lugar.

Muitas pessoas se levantaram para ir ver o que estavam acontecendo enquanto outras se olhavam assustadas. Shauna, Eric e Quatro se levantaram para ir conferir e eu, curiosa desde que nasci resolvi ir atrás.

– Ei, ei. Onde pensa que vai? — Yudi perguntou me segurando.

– Ver o que está acontecendo. — eu respondi o puxando, ele obviamente estava pensando que ia aproveitar a muvuca para fugir.

Os gritos estavam próximas e eu corri junto de Yudi para alcançar os outros que estavam na frente, uma grande porta estava a nossa frente e Quatro conseguiu abrir apenas num empurrão. Havia uma curva no corredor e nós viramos para lá, era lá que estava vindo os gritos.

– Tori? — Eric disse, ao lado dela estava mais um cara — Jones? O que fazem aqui?

Haviam 2 grandes pit bulls rosnando para eles e para nós.

– Eric... — a tal de Tori começou a falar — Esses cachorros estavam lá fora do complexo e nos seguiram!

– Deixa comigo! — Yudi tirou uma faca do bolso.

Logo eu percebi o que ele ia fazer. Os cachorros eram magros como um palito e estavam mais imundos do que um cachorro poderia ficar. Yudi avançou para eles e eu tive que impedir.

– NÃO! — eu berrei correndo para a frente de Yudi, impedindo que ele machucasse um dos animais.

– ESTÁ LOUCA? — ele respondeu quando quase me acertou com a faca.

Os cachorros pareciam assustados e estava rosnando, acuados e esperando um ataque.

– Eles só estão com medo! — eu falei já com lágrimas nos olhos.

Enquanto todos ali observavam, eu me virei e caminhei lentamente até os pit bulls. Eu não me atrevi a olhar diretamente nos olhos deles pois isso significaria para eles um desafio, então abaixei a cabeça e senti seus olhos sem brilho em cima de mim. Quanto mais eu me aproximava, mais eles se acuavam.

Eu ajoelhei em frente a eles e os olhei. Pobrezinhos...

Estiquei minha mão e eles rosnaram ainda mais.

– Beatrice... — ouvi Quatro falar num tom de repreensão.

– Eles só precisam de amor. — eu respondi no mesmo tom de voz.

Foi aí, então. Toquei a cabeça de um deles e comecei a acariciar e ele logo se acalmou e chegou mais perto, ele me olhou com aqueles olhinhos e em seguida deitou com a cabeça nas minhas coxas. O outro me olhou meio desconfiado, mas fez o mesmo que seu colega e se rendeu ao meu cafuné!

– Vocês são umas gracinhas! — eu exclamei quase chorando.

Ignorando que ali também estavam mais gente, continuei o carinho até que senti uma mão no meu ombro.

– Beatrice, venha. — era Quatro — Ninguém fará mal a eles.

– Não! — quase gritei — Não deixarei esses anjos nas mãos de bandidos.

Apesar de não olhar para ele, senti que ele tinha ficado chateado.

– Bandidos? — escutei a voz de Shauna atrás de mim — É isso que você pensa?

Me virei para eles.

– É isso que vocês são. Podem ser bonzinhos e o caralho a quatro, mas são BANDIDOS! — Levantei e gritei, os cachorros se assustaram.

Shauna tinha lágrimas nos olhos, nós tínhamos estabelecido um certo laço de amizade, mas acho que agora ele tinha sido cortado.

– Venha, princesa! — Doug parecia não se importar — Vamos dar um banho e dar comidoa pra esses cachorros, lhe farão companhia na cela.

– Porque você não sairá mais de lá tão cedo. — Quatro disse frio, mas seu olhar era quente como fogo, era como se ele quisesse me fazer entrar em chamas e morrer agonizando.

Doug deu vários pedaços de carne para os cachorros que devoraram em minutos, e depois passou água neles, tirando pelo menos boa parte da sujeira. Depois os secou e me entregou.

– Por que fez isso? — eu perguntei.

– Sabe, eu tinha um cachorro há alguns anos. Mas, Yudi o matou porquê ele havia mijado no sapato dele, ele não é do tipo que gosta de animais. — ele respondeu.

– Como é a frase mesmo? Não confio numa pessoa que não gosta de um animal, mas confio plenamente um animal que não gosta de uma pessoa. — eu disse sorrindo.

– Claro, claro. Tem um pote de água para você e para os cachorros, coloquei umas cobertinhas para eles. — ele pareceu pensar no que falar — Quatro e Shauna estão tristes com você, com o que você disse.

– É apenas a verdade! — eu falei seca.

Logo ele fechou a cela e eu fiquei sozinha com os cachorros, pelo menos agora eu tinha companhia.

– E então, deixe-me dar uma olhada. — eu olhei por baixo deles — Ora, ora. Temos uma dama e um cavalheiro!

Olhei para os dois pensativa, a menina era branca, mas seus pêlos ainda estavam meio marrons pelo banho mais ou menos e seus olhos eram azuis, o menino era preto e tinha os olhos verdes.

– Você vai se chamar Lady Sue e você vai se chamar Conde Philip. — eu disse rindo, agora eu tinha dois lindos animais de estimação.

Caleb teria gostado deles...

NARRAÇÃO ERIC

– Então, Tori...o que faz aqui? — perguntei.

Estávamos eu, Tori, Jones, senhor Santiago e a senhorita Layla.

– Nós viemos nos aliar a vocês, Prior está nos ameaçando para que tirássemos a garota daqui. Ele disse que vai cortar todas as nossas contas onde nós e vocês da Dauntless tiram o dinheiro e que já está dando um jeito de apagar todas as informações que envolvem ele com a Dauntless. — Tori disse seriamente.

– Interessante...acho que se mandássemos um pedaço da orelha da filha dele, ele se tocaria do quão séria é a situação. — o senhor Santiago, quase como um "líder" ali (quase) falou, sorrindo malignamente.

– Cale a boca, Santiago! — Layla, a mulher de cabelos vermelhos arroxeados que Tris havia visto há algumas semanas ordenou, ela era descendente de asiáticos — Preciso da garota viva, ninguém fará nada com a garota!

Santiago resmungou.

– Como quiser, madame! — Santiago disse.

– Continuem! — Layla falou firme.

– Madame, estamos com medo do que pode nos acontecer. Prior não tem contato apenas conosco, lembre-se que ele já ajudou a máfia russa... — Jones começou.

– A máfia russa Erudition! — Layla terminou por Jones e começou a rir — Pode ter certeza que nós acabamos com aqueles lá em um piscar de olhos.

– Mesmo assim, madame. Não podemos arriscar, Erudition mata cada um que entra no seu caminho sem piedade! — Jones insistiu.

– E nós matamos cada um que existe apenas por prazer! — Layla disse chegando perto de Jones, fuzilando-o com o olhar.

Um silêncio permaneceu na sala.

– Diga ao Prior que estarei esperando o seu "ataque", mas que estarei preparada para tudo! — Layla disse já de costas — Suas armas são brincadeira para mim!

Layla, apesar da aparência angelical, era como um demônio por dentro.

Nós tínhamos medo dela, a Dauntless inteira tinha. Inclusive eu!

Notas finais
Por que Layla manda tanto assim? Por que o grande senhor Santiago obedece ela? Por que Andrew Prior se envolveu com essas pessoas? Como Tris irá escapar? Ela escapará viva ou morta? Continue acompanhando e comentando para saber!