Overdose

12 Complexo de Romeu e Julieta


Notas iniciais
HEY, HEY! CÁ ESTOU EU Com mais um capítulo. No capítulo retrasado eu dei um spoiler, mas achei que essa morte seria melhor acontecer daqui a uns capítulos, então aguardem ;)

NARRAÇÃO TOBIAS

*leia ouvindo isso*

Lá estava ela, com aqueles olhos azuis cheios de expectativas me perguntando se iríamos ser namorados. Claro, que por eu ser da máfia teríamos que manter isso em segredo, e apesar disso, eu tinha medo de me machucar de novo, assim como foi com Nita.

Acho que demorei um pouco para responder, ela olhou para o chão, com expressão séria.

– Beatrice... — ergui sua cabeça pelo queixo delicadamente a fazendo olhar diretamente a mim.

– O que foi?

– Topa ser a Julieta e eu o Romeu? — perguntei sorrindo.

– Em outras palavras, você está me pedindo em namoro mas que tem que ser escondido! — ela riu.

– Exatamente isso!

Não pude falar mais, ela me puxou para um beijo calmo, delicado, estilo filmes românticos água com açúcar. Seu cheiro de pêssego me deixava drogado, seus lábios macios me faziam delirar e seu abraço...nunca me senti tão bem abraçado com alguém. A puxei para mais perto de mim, aprofundando o beijo!

Paramos, mas não por falta de ar. Às vezes, um casal não precisa de um beijo tão de tirar o fôlego para provar que se amam ou de uma declaração de sentimentos, apenas com um olhar já sabemos do amor que existe em nossos corações.

Tris, apesar de fazer exercício não era magra, era um estilo fofinha mais magra, sabe? Que não é magra nem gorda, não tem aquelas curvonas e a bunda empinada, não o tipo de esteriótipo que a sociedade impõe. Ela era linda, assim!

Sua personalidade, seu jeito único de ser, sua forma de viver a vida e livre de qualquer preconceito. Sua mente aberta lhe facilitava viver a vida sem se preocupar com o outro, claro que ela pensava no bem no próximo, mas em questão de que roupa a pessoa vai usar, quem ela vai beijar, ela cagava pra isso.

E eu estava apenas começando a conhecer essa bela pessoa que Beatrice Prior é.

NARRAÇÃO AUTORA

– Olha por onde anda! — Natasha disse com raiva quando Peter esbarrou nela "acidentalmente".

Peter estava sempre com vestimentas pretas (ordens de Layla) e sua arma estava à vista em sua cintura.

– Qual é, Nat! — ele começou a rir da cara que ela fazia.

– Não me chame de Nat, pra você é senhorita Natasha. — ela disse fria e saiu dali, antes que desse um soco na cara daquele imprestável.

Ela estava atrasada para o ensaio da sua banda que ainda não tinha nome definido, por enquanto, elas eram só a "Banda de Garotas da Faculdade de Música de Chicago" que nem um show de verdade tinham feito ainda. Ainda!

Subiu rapidamente pro quarto e escovou os dentes mais rápido ainda, fez suas necessidades e trocou de roupa. Pegou a primeira que estava na sua frente, um vestidinho amarelo básico e uma sapatilha preta, pegou sua bolsa e deu uma arrumada nos cabelos recém pintados e só passou um rímel.

"Pareço a bandeira do Brasil" ela pensou, mas não se importou e logo tratou de sair rápido.

– Peter, vamos logo! — ela gritou já ao lado do carro, Peter estava de conversa com uma das empregadas.

– Quem sabe se você parasse de ser viciada um pouco no computador, você chegava a tempo das coisas! — ele reclamou, ele não era o motorista, mas como ele estava de férias essa parte com ele.

Durante todo o percurso que durou nada mais que 15 minutos, Natasha mandava mensagem para o grupo avisando que estava chegando. Hoje os meninos não iriam e Natasha poderia conversar com as amigas que também aceitaram colaborar para descobrir o paradeiro de Beatrice Prior e saber mais da Dauntless, já que a polícia não estava fazendo mais nada.

– Volte pra me buscar às 11 horas! — Natasha disse saindo do carro sem dar "tchau".

Assim que entrou no estúdio, Yoko, Mari, Gabi e Lucy a olharam aflitas.

– O que foi? O que aconteceu? — Natasha perguntou já assustada.

– Descobrimos uma coisa. — Foi a única coisa que Yoko conseguiu dizer a Natasha, que andou nervosa até o computador.

Seu queixo caiu.

NARRAÇÃO TRIS

Acordei abraçada com Tobias. A noite anterior tinha sido um sonho!

– Tobias... — eu disse o acordando, que horas seriam?

– O que foi, ursinha? — ele perguntou se espreguiçando.

– Desculpe te acordar, mas que horas são? — eu perguntei, bocejando.

Ele olhou no relógio e se assustou.

– Tris, já são mais de 9 horas da manhã!

Me assustei, o café da manhã já tinha passado e logo em seguida ouvimos batidas na porta. Tobias me jogou um cobertor e me mandou ir no sofá fingir que estava dormindo lá, enquanto ele guardava o travesseiro que eu usei na cama dele. Ele desfez sua cara de pânico e foi em direção a porta enquanto eu afofava a almofada e fingia dormir.

– Eric? Jones? Senhor Santiago? — ai, meu Deus!

– Faltou ao café da manhã, Quatro! Por que? — a voz assustadora era a de Santiago — O que essa garota faz aqui?

– Eu a trouxe aqui porquê achei que a cela era deprimente. Aquela cela nos leva a insanidade! — a voz de Tobias era tão calma que se não fosse eu ali, acreditaria.

– Claro, Marcus te deixou lá várias vezes não é? Mas saiba que o lugar dessa vadiazinha é naquela cela, não tenha piedade dela, Quatro! — ele respondeu.

– Não terei, mas seria bom ela resfriar a cabeça algumas vezes por semana. Eu quase beirei a loucura lá, e não devemos entregá-la louca quando tudo isso acabar! — Tobias dizia firme.

– Isso não vem ao caso agora, precisamos de você na sala de reuniões, vá se ajeitar! Eric, leve essa vagabunda daqui.

Eric me deu um tapa na cara e eu fingi acordar assustada. Mesmo não olhando para Tobias, sabia que ele estava se segurando para não dar uma na cara de Eric agora mesmo, e ele me puxou pelos braços para me levar a cela.

Olhei de relance para ele, sua expressão era séria misturada com tristeza.

Nesses poucos segundos que encontramos nossos olhares, nem Eric, Santiago ou Jones estavam prestando atenção em mim e antes de fecharem a porta, pisquei rapidamente para Tobias.

Tobias que agora era meu Romeu!

Ei, espera.

Eu encontrei um apelido!

Notas finais
Leitores fantasmas, comentem! Me dá mais inspiração