Overdose
13 Doce Layla
Notas iniciais
NARRAÇÃO AUTORA
Perplexa, Natasha leu a reportagem que se encontrava em um site da Deep Web.
" Jovem de 16 anos revela estar grávida de um filho de Andrew Prior
Essa semana, uma adolescente de 16 anos chamada Layla Morinee deu início a um escândalo ao falar publicamente que teve um caso com o grande empresário Andrew Prior que se casou há alguns meses com a famosa atriz de "Meu Mundo Caiu" Nathalie Prior.
Grávida de 5 meses, a adolescente mora na parte pobre da cidade de Chicago e atualmente está morando num abrigo para sem tetos e pede que Andrew reconheça a criança que nascerá daqui a 4 meses.
O Jornal Ryan foi em busca de Andrew mas ele não quis dar entrevista. "
A foto a baixo era a de sua mãe quando ainda era jovem. Seu rosto estava mais jovial (óbvio) e seus cabelos naturais, longos e pretos estavam mal penteados e jogados para trás, seus olhos castanhos transbordavam melancolia e sua expressão era de tristeza.
– Morinee era o sobrenome de solteira da minha mãe, antes dela se casar com o meu padastro, ele morreu num acidente há 5 anos... — Natasha dizia, ainda chocada com o que tinha acabado de ler.
– A notícia saiu em alguns jornais, mas não deu tempo de publicar. Apenas o Jornal Ryan conseguiu, mas as poucas cópias que tinham foram queimadas e de alguma forma a empresa do jornal faliu algum tempo depois da notícia ser publicada. Quase ninguém ficou sabendo disso! — Mari disse, consolando a amiga.
– Alguém que tinha uma cópia publicou essa parte da notícia, mas logo foi apagada. Claro que tudo que vai pra internet nunca some, sempre está em algum lugar! Nós achamos melhor procurar na Deep Web porquê é lá que tem essas informações, alguém salvou a notícia a tempo. — Lucy disse, fechando o computador.
– Não fique assim, Nat! — Gabi a abraçou — Talvez isso seja mentira.
– Está dizendo que minha mãe mentiu? — Natasha olhou para elas — Minha mãe pode não ser confiável, mas ela não faria isso. Ela não diria que estava grávida de algum ricaço pra bancar as dívidas de um filho, minha mãe nunca aceitaria isso, ela nunca aceitou caridade de ninguém!
Ela se sentou no sofá e deixou algumas lágrimas escaparem.
– E se eu for filha dele...? — ela disse, as palavras sufocadas.
– Um teste de DNA pode comprovar isso, Nat. Calma, muitos jornais lançam mentiras sobre pessoas famosas para ganhar ibope! — Yoko sentou ao seu lado.
– Mas justo a minha mãe?
– Talvez ela nem sabia disso, talvez ele tenham conseguido informações dela, sei lá! — Yoko continuou.
Perdida em seus pensamentos, mal conseguiu ensaiar. O clima estava tenso e as meninas sabiam que não adiantaria nada elas ensaiarem, nenhuma estava com cabeça pra isso.
– Meninas, o que acham de irmos almoçar em algum lugar? — Yoko sugeriu — Temos que decidir o nome do grupo.
Todas assentiram e saíram para ir até algum lugar almoçar.
Mari, que já tinha um carro, as levou para o restaurante de comida japonesa que elas tanto amavam e iam sempre aos fins de semana comemorar mais uma semana de bons ensaios.
Yakissoba, sushi, yakimeshi. Natasha adorava aquilo!
Girl Power? PKP? Ela também adorava essas sugestões de nomes para o grupo.
Mas sua cabeça estava em outro lugar.
–--
– Bom dia, senhora Layla! — Peter cumprimentou Layla enquanto ela entrava na casa.
– Olá, Peter! Onde está Natasha?
– Ela mandou uma mensagem avisando que ia almoçar com as amigas naquele restaurante japonês, não me lembro o nome.
– E se algo acontecesse? Você não saberia ir atrás dela? — Layla o encarou.
– Senhora, eu não sei o nome, mas sei onde é, já a levei lá algumas vezes! — Peter respondeu rápido meio engasgado.
– Ótimo! — ela saiu de lá e foi direto para seu quarto.
Se despiu e entrou na banheira com água quente, deixando seu corpo tenso relaxar, tudo estava se complicando.
O que antes era só um plano para sequestrar a filha de Andrew para o fazer andar na linha e depois dar a ele uma lição de que com a Dauntless não se mexe, agora teria que ser um plano contra ele, contra a Erudition...
E o Estado Islâmico!
Oh, céus...por que tudo era tão complicado para ela?
Quando ela teve Natasha, foi tudo tão difícil...
Tudo teria sido mais fácil se ela tivesse deixado Natasha na porta de qualquer um que pertencesse à alta burguesia da cidade, mas assim que ela viu a carinha daquele bebê tão lindo, da sua menininha!
Ela não sabia o sexo do bebê, não tinha dinheiro para pagar nenhum médico.
Ela tinha só a ajuda das outras sem teto.
Passou alguns anos do mesmo jeito: acordar cedo para ir ao emprego de garçonete numa lanchonete de manhã (ajudando a servir o café da manhã e limpando) e à noite como stripper de uma boate qualquer.
Assim, conseguia se manter com o básico, ela conseguiu abrigo com uma das suas colegas da boate.
Foi assim que tinha conhecido Kaio, o segundo homem que ela amou verdadeiramente na vida.
Sim, quando se conheceram, Layla estava mais fraca por dentro do que esteve em toda sua vida.
Homens a encurralando antes e depois do trabalho da boate, ter que exibir seu corpo sendo que ela não gostava disso, aturar assédio de clientes na lanchonete (alguns sabiam de seu trabalho à noite) e os olhares dos outros pais ao verem uma jovem de 20 anos levando sua filhinha de 4 na escolinha, eles a achavam uma vadia!
Tudo mudou, ela se apaixonou e foi morar com ele.
Ela fez faculdade de administração e ajudou Kaio a fazer sua empresa subir, e como ele já era um homem rico, deixou um testamento quase algo acontecesse com ele.
O destino foi mais uma vez cruel com Layla e num acidente de carro Kaio faleceu, deixando as ações da empresa e todo o dinheiro para Layla, a mansão e uma caixinha que Natasha só poderia abrir quando completasse 20 anos para Natasha.
A família de Kaio ficou apenas com algumas "porcarias" (de acordo com eles), álbuns, bugigangas e coisas do tipo. Nunca aceitaram Layla, para eles, ela era apenas mais uma vagabunda!
Oh, lástima! A morte levou o único homem que não despedaçou o pobre coração de Layla, que agora, cega pelo ódio, passou duas semanas desaparecida pelas ruas, deixando Natasha e os empregados da mansão aflitos.
Ela reencontrou um antigo colega da boate, e ela descobriu que ele era o chefe da Dauntless. Ao invés de denunciá-lo, Layla o ajudou a administrá-la, tudo estava um caos, pessoas querendo sair e isso prejudicaria tudo!
Layla adentrou no mundo do crime e deixou Santiago no chinelo, agora ela comandava a Dauntless.
Quando reencontrou Andrew há 2 anos, um acordo foi feito: ele ajudava ela e ela o ajudava.
Foi difícil se controlar, ela sentia ódio e amor, ela amou tanto Andrew, mas ele machucou seu coração!
Seus olhos ardiam sempre que aparecia uma notícia da bela família de Andrew Prior, era pra ela e Natasha estarem ali ao lado de Andrew, ele a iludiu!
E saber que agora ele estava ajudando a Erudition com seus planos que ela ainda não tinha certeza do que era, apenas algumas suposições! Ele a prometeu naquele dia que iriam manter o acordo para se darem bem, mas ele a iludiu de novo, homem cretino...
Sem perceber, já estava chorando na banheira.
Por fora ela era apenas mais uma criminosa cruel que mataria por nada, que na sociedade parecia ser apenas mais uma mulher de sucesso, mas por dentro...ah, por dentro Layla ainda era aquela adolescente iludida, que caiu nas mãos de um pedófilo que já tinha se aproveitado de algumas outras garotas.
Ele mesmo disse isso para ela, mas ele dizia para ela que ela era especial...ela não sabia o que ele era aquela época. Ele começou com pequenas carícias, depois de um tempo ele já aprofundava mais, apalpava seus seios, passava sua mão em sua intimidade.
Ela era inocente, não tinha informação!
Com o tempo, ela no fim de seus 15 anos, Andrew a convenceu...
Oh, ela se entregou! Oh, pobre Layla, como ela sentiu dor!
Ela não sabia se chorava ou se gritava, ou se berrava! Ele tirou sua roupa bruscamente, e começou a chupar seus seios e sua vagina, ela estava gostando, mas quando ele a penetrou de forma brutal ela não pode deixar de gritar, e ele dizia no seu ouvido que tudo ia ficar bem, era assim mesmo!
Dolorosamente e devagar, ele retirou seu pênis da sua vagina com um pouco de sangue pelo rompimento do hímen.
"Agora vou por trás, doce Layla!" foi o que ele disse antes de enfiar com tudo em seu ânus.
Era mais doloroso e ela gritava.
"Isso se chama anal, doce Layla!", ele dizia para acalmá-la enquanto bombava mais e mais forte.
Doce, doce, doce, Layla! Ele gozou doce Layla, gozou em você!
E depois desse dia, ele nunca mais te procurou...
Você o procurou, mas ele tinha dado ordens de você não o procurar!
Ela desistiu, até que 1 semana após completar seus 16 anos ela passou mal, e sua menstruação não vinha há muitas semanas. Ela comprou dois testes de farmácia, e os dois confirmaram a gravidez.
Ela foi atrás de Andrew na empresa, ele precisava saber, ele iria ser pai!
Oh, doce Layla teria seu príncipe encantado, agora ele iria ficar ao seu lado!
Mas a realidade a fez cair do sonho, e assim que Layla mostrou um dos testes de gravidez a Andrew em sua sala na empresa, ele gritou, ele deu um tapa em sua cara. Disse que se ela estivesse mesmo grávida, ela teria que se virar, ele nunca iria assumir! Disse que ela era uma vadia imprestável e que nunca mais iria procurá-la.
Ela chorava, pedia para ele ser dela!
Ele agarrou seus cabelos e mais uma vez a estuprou sem ela saber, ela achava que ele fazia isso por amor...
Ele a debruçou na mesa e enfiou em seu ânus, ele amordaçou sua boca e segurava seus braços.
Ela achava que era amor...
Ele abusou dela, pela frente e por trás por muito tempo, sangue saia já de sua intimidade com tamanha brutalidade e ele puxava seus cabelos com tanta força que algumas partes de seu cabelo haviam se soltado.
"Escute, aqui! Nunca mais me procure, sua vagabunda. E se você contar sobre isso a alguém, eu te mato...mas se bem que eu não precisaria disso, ninguém vai acreditar em você, pobretona medíocre! Você é uma menina má, não eu. Foi você que começou tudo isso!", foi a última coisa que ele disse antes de a enxotar dali.
Desolada, seu coração partido, quebrado...
As lembranças vieram à tona e logo Layla estava em prantos.
Às vezes, pessoas boas se tornam más por traumas que outras pessoas más fizeram essas mesmas pessoas boas sentirem...
Fale com o autor