Overdose

17 Códigos


Notas iniciais
Ontem não teve capítulo porquê eu estava com preguiça e eu tô meio que com uma trava de imaginação pra como eu vou levar eles para o final (a fanfic já está praticamente no meio). Provavelmente a fanfic não terá mais do que 40 capítulos, já vou avisando! Desculpem. Boa leitura.

NARRAÇÃO AUTORA

– 5 passagens para Marshfield, por favor. — Natasha pediu para a moça a sua frente.

Ela e suas amigas iriam até Marshfield, cidade na qual a alguns km a frente uma explosão aconteceu e que a mídia já estava anunciando. Ela se lembrava bem da reportagem!

"A praticamente três horas de viagem de Marshfield, onde haviam algumas casas e o prédio de uma indústria agrícola abandonada, houve uma explosão que levou praticamente o prédio inteiro aos ares.

A polícia diz que o mais impressionante disso é que havia uma espécie de construção subterrânea para abrigar mais de 1.000 pessoas, de acordo com a estimativa. Os internautas de plantão opinam que lá era um tipo de 'Área 51' e que experimentos eram realizados lá, ou até mesmo illuminatis ou aliens habitariam ali.

Mas a polícia com o que já conseguiram nas investigações afirmam que não se trata de nada disso, e que os restos carbonizados indicam que ali armas e que talvez fosse uma espécie de lar para muitos criminosos. Um exemplo de qual seria a quadrilha ou a máfia que estava ali é a Dauntless, que até hoje não teve nenhuma informação de onde a sede se estabelecia encontrada!

Mais detalhes ainda serão divulgados conforme as investigações."

Se a Dauntless estava envolvida no sequestro de Beatrice Prior e com sua mãe, ali seria um bom lugar para encontrar pistas.

– 6 passagens, na verdade! — uma voz conhecida (e extremamente irritante para ela) assustou Natasha e as demais meninas.

– Peter? — ela se segurava para não gritar — O que está fazendo aqui?

– Viagem para Las Vegas? Acha mesmo que eu ia acreditar nisso? Sua mãe tudo bem, mas eu? — ele retrucou enquanto pagava a moça.

– Mas eu disse que não queria nenhuma pessoa atrás de mim, o que você disse pra minha mãe? E o que te levou a achar que pode vir comigo? — Natasha já estava com raiva.

– Primeiro, eu pedi um afastamento de duas semanas para cuidar da minha mamãezinha que está doente, afinal, sua mãe nunca vai saber que minha mãe mora na Argentina desde que assumiu ser lésbica e se casou com minha madrinha. Segundo, porque você mesmo sendo irritante, me importo com seu bem estar! — Peter a respondeu, deu uma piscadela e seguiu em direção ao avião que logo partiria — Vocês não vem?

– Vamos, Nat. — Mari a puxou.

Cada uma das meninas tinha uma mala pequena para algumas roupas, uma mochila e uma bolsa pequena para andar por aí, não pretendiam ficar muito tempo, Natasha disse que voltaria em no máximo duas semanas.

Já no avião, Natasha teve que se sentar com Peter e um outro senhor que mal tinha se sentado e já dormia. Mari, Yoko e outra mulher estavam mais a frente e Gabi, Lucy e um cara com estilo de surfista estavam mais para trás.

– Não acredito que de tantas pessoas nesse avião fui sentar logo com você. — Natasha implicou.

– Digo o mesmo. — os dois fecharam a cara um pro outro.

A aeromoça explicou todas as coisas lá que tem que falar num avião, mas Natasha mal prestou atenção, ela olhava pela janela do avião que começava a decolar e em pouco tempo já estaria pousando em Marshfield, em busca de respostas.

NARRAÇÃO TRIS

– Tobias, vão nos pegar! — eu disse arfando enquanto ele beijava meu pescoço.

– Zeke e Shauna saíram para se encontrar com a chefa, temos essa noite pra nós. — ele dizia enquanto tirava minha blusa.

Sem pensar nas consequências, me entreguei a ele e logo estávamos nos amando como há 2 dias atrás. Seu toque era carinhoso, firme e cada estocada me fazia delirar de prazer, cada beijo me fazia esquentar por dentro!

Assim que acabamos, adormecemos abraçados.

–--

Era tarde da noite quando eu acordei, Zeke e Shauna não tinham voltado e durante o dia todo eu fiquei tentando descobrir de onde aquele sistema havia sido comandado. Sem sucesso!

Tinha perdido o sono e por mais que o abraço de Tobias me fizesse querer ficar ali para sempre, mas algo me dizia que eu estava esquecendo alguma coisa, algum detalhe importante que eu não tinha percebido e aquilo estava me incomodando muito. Resolvi tentar descobrir o que era!

Me levantei com cuidado sem acordar Tobias e coloquei minhas roupas íntimas e minha roupa, não queria correr o risco de alguém acordar.

Peguei o notebook e para não correr o risco de acordar meu Romeu com o barulho do teclado sendo digitado, desci até o bar do primeiro andar.

De acordo com o relógio já era mais de meia noite e havia apenas algumas pessoas no bar. Alguns homens se embebedando e jogando sinuca e algumas mulheres que pelo visto eram prostitutas.

Me sentei na banda em frente ao bar e conectada ao WiFi do estabelecimento, comecei a pesquisar. Aquele era o único lugar com WiFi da cidade, e pelo visto, as pessoas nem sabiam saber direito como é um computador, o que facilitou com que ninguém desconfiasse do que eu estava fazendo.

Como ali parecia que ninguém se importava com o mundo da internet e das informações digitais (só tinham internet ali para os hóspedes de fora) eles não me reconheceram, o que foi bom.

Me lembrei de quando eu tinha 16 anos e vivia entrando na Deep Web para achar informações para colocar nos trabalhos do colégio, informações que nem a Wikipédia dava. Eu sempre tirava nota alta!

Apesar de cursar artes para dar aula, eu sempre adorei informática.

Digitando por algum tempo, sem resultado de novo, resolvi entrar na Deep Web. Instalei o Tor e alguns antivírus e adentrei no outro lado da internet.

Entrei no fórum que eu sempre entrava para tirar essas dúvidas dos trabalhos da escola, e me surpreendi quando o site ainda logava na minha conta daquela época, usuário "TPri".

Fiquei alguns minutos perdida relendo algumas mensagens antigas até me deparar com uma mensagem diretamente a mim de 3 meses atrás de um usuário desconhecido.

"Mas o que diabos é isso?" pensei logo ao ver a imagem. Eu não entrava há 4 anos e por quê teria uma mensagem tão recente assim?

A imagem estava cheia de números e letras, provavelmente mensagens criptografadas.

– A localização do hacker pode ficar pra depois! — falei baixinho para mim mesma.

Abri o URL da imagem em um bloco de notas e lá encontrei novos números, comecei a associar uns aos outros.

– Moço, tem papel e caneta aí? — perguntei ao garçom próximo a mim.

– Aqui está, senhorita! — ele me entregou.

Comecei a somar, até chegar a uma nova imagem.

"Ops, pista falsa! Quem sabe você não é tão esperta assim?", era o que estava escrito.

Achando tudo isso muito estranho, comecei a refazer meus cálculos. Somando, encontrando códigos, mais mensagens criptografadas e quando me dei conta, já tinham se passado três horas. Sem me importar em que eles estavam logo fechando, pedi mais 10 minutos e com mais alguns cálculos cheguei a uma nova imagem.

Estremeci.

– Cicada 3301... — falei em praticamente um sussurro.

– Senhorita, estamos fechando. Pedimos que se retire e vá para o seu quarto! — um senhor que estava servindo bebidas antes me disse.

Ainda paralisada, notei coordenadas no canto da imagem, anotei-as rapidamente e fechei o notebook.

Andei devagar, ainda perplexa com o que eu tinha acabado de ver.

Já no segundo andar, praticamente a alguns metros do meu quarto Tobias abre a porta com tudo e uma cara desesperada está em seu rosto.

– Onde esteve, Beatrice? — sua voz estava alterada.

– Estive ali no bar tentando encontrar a localização dos hackers. — respondi calma.

– Porra, devia ter me avisado. — a raiva dele estava clara.

Franzi a testa e uma coisa se revirou em mim, eu sentia a raiva em mim.

Ele estava desconfiando de mim?

– Você acha mesmo que eu fosse fugir? — comecei a alterar o tom de voz também — Tobias Eaton, eu estou apaixonada por você e mesmo sentindo falta de todas as pessoas que são importantes pra mim eu escolhi ficar aqui e te ajudar a não se fuder, seja lá na merda que vocês estão metidos. Qual é, não acredito nisso!

Empurrei ele e entrei no quarto, coloquei o notebook na cômoda e quando comecei a subir para minha cama ele entrou no quarto.

– Tris... — ele ia começar a dizer mas eu não queria ouvir.

– Vá a merda! — foi apenas o que eu disse antes de me cobrir inteira com o lençol, querendo esquecer tudo.

Mas uma coisa eu sabia.

Algo me indicava.

Algo me dizia.

Que a Cicada 3301 estava envolvida.

Seria pura coincidência que eu tivesse recebido aquela mensagem tão perto da data do meu sequestro? A essa altura do campeonato, eu não acreditava mais em coincidências.

Além disso, a Cicada 3301 não mandava essas mensagens diretamente para os usuários, tudo era postado nos fóruns.

Será que eles estavam envolvidos mesmo com isso?

Algo me dizia que sim!

Amanhã eu iria descobrir de onde era as coordenadas, de qual dos 14 (ou 10, ela não lembrava direito, tinha lido há muito tempo) lugares falaria.

E quem sabe, talvez a imagem da cigarra esteja lá!

(N/A: clique aqui para saber mais sobre a Cicada 3301 que é REAL, ou clique aqui se preferir ler, já que o outro link é um vídeo.)

Notas finais
Fala aí, galera! Até agora, dois grandes mistérios REAIS apareceram na fanfic. A Ghostnet e a Cicada 3301! Se preparem porquê vai ter mais uma coisa que vai aparecer na fanfic que aconteceu na vida real também. Não esqueçam de deixar um comentário pra me deixar feliz S2