Overcome

4 Capítulo III


Notas iniciais
Só esquenta um pouquinho nesse capítulo, mas nada realmente importante.

Era ele e só ele, não havia sinal da pré-múmia de Walt. Ele não parecia bem... me aproximei de vagar e tão silenciosamente que ele se assustou quando pousei minha mão em seu ombro.

Anúbis se virou tão rapidamente que pensei que ele poderia cair de qualquer que fosse aquela altura. Uma expressão de surpresa cruzou seu rosto, mas logo um sorriso radiante estampou sua face.

— Sadie! – Exclamou ao me puxar para seus braços. – Estou sonhando de novo... oh não.

— Não é sonho Anúbis. – Eu falei acariciando seus cabelos, ainda em seus braços.

Ele me apertava como se tivesse medo de me perder, e sua surpresa foi como se ele não me visse há séculos.

— Como chegou aqui? Como eu não me sinto preso ao corpo de Walt?

— Você não está, pelo menos, não por algum tempo. Eu encontrei uma espécie de feitiço para conseguir um tempo com você.

Ele franziu o cenho.

— Como?

— Não fomos os únicos na história dos deuses egípcios que nos envolvemos, deuses e mortais.

— Eu não sabia disso... Pode ficar por quanto tempo?

— Eu não sei. O tempo é variável, dependendo de qual pirâmide o portal foi aberto, no meu caso, foi a de Miquerinos.

Ele abriu um sorriso.

— Se for na mesma lógica que algumas coisas por aqui no Duat, está é a que a deixa por mais tempo comigo.

— Assim espero. – Falei e ele me beijou.

Ele estava com sua habitual roupa negra, a jaqueta que eu tanto amava nele emanava um cheiro maravilhoso. Seus olhos brilhavam e seu sorriso me contagiou. Continuamos nos beijando por longo tempo até que me notei prensada contra a parede de seu quarto.

— Por que veio até mim? Você me tem lá em cima. – Ele quis saber entre um beijo e outro.

— Não é você. Percebi que se pudesse escolher eu o escolheria, só não acho que Walt é o cara certo.

— Fico feliz em saber disso Lady Kane.

Deuses, como isso é sexy!

— Eu percebi sua hesitação naquelas noites, descobri por minha conta do que se tratava. Walt ao menos desconfia. Mas não imaginei que você seria capaz de vir até o Duat por minha causa.

— Eu preciso de você Anúbis! Não há nenhuma possibilidade de os deuses abrirem uma exceção para nós dois? – Choraminguei em seu pescoço.

— Eu realmente não sei. Também não imaginava que houvesse um modo de você chegar até aqui nessas circunstâncias.

— Eu quero tentar. – Declarei.

— Eu também.

Senti que me conduzia lentamente até sua cama, e eu sinceramente não me importava.

Minhas pernas colidiram com a beirada do móvel e me deixei ser depositada sobre aquele colchão macio. Seu corpo veio logo em seguida sobre o meu. Era uma sensação única.

Inconscientemente retirei sua jaqueta e a joguei em algum lugar no chão, senti que ele sorria ao beijar meu pescoço. Deuses! Era realmente Anúbis me beijando daquele jeito?

Rolamos pela cama até nos acomodarmos no centro da mesma. Anúbis já estava livre de sua camisa do Metallica e eu contemplava aquele deus – literalmente – de baixo. Sua pele era macia e sem nenhum mínimo defeito. Era Anúbis.

Suas mão ágeis retiraram minha blusa com facilidade. Estávamos separados por pouco tecido. Lentamente o virei na cama e fiquei por cima. Descendo as mãos comecei a levar a calça para baixo deixando-o ofegante.

Como um truque barato, ele me girou sobre a cama e retirou minha calça com um simples estalar de dedos, nada justo. Ele sorriu maroto e não tive como não retribuir.

Beijei-o novamente, trazendo o para perto puxando seus cabelos. Conseguiu se livrar de mim e passou a beijar meu pescoço. Suas mãos exploravam minha cintura. Sua mão direita desceu mais atrevidamente e explorou minha coxa, fazendo com que esta se enrolasse em sua cintura.

Voltando as mãos para cima, abaixou meu sutiã e o jogou de lado na cama. Percorreu todo o caminho desde minha orelha, passando pelo pescoço e descendo pelo vale dos meus seios com seus lábios deixando um caminho de fogo pelo meu corpo. Eu já não podia suportar mais.

Rapidamente nos livramos das últimas peças e o contato maior foi feito. Senti um pouco de hesitação, mas ele se entregou e se deixou deslizar lentamente para dentro de mim.

Movimentos sincronizados e lentos. Às vezes mais rápidos. Perfeitos. Aquela máquina divina de prazer. Era Anúbis. Eu precisava de tudo que aquele deus pudesse me dar. Precisava de carinho, amor. Mas naquele momento, o prazer era prioridade.

Desmontamos na cama ofegantes e satisfeitos. Ele era perfeito em tudo que fazia. Era Anúbis.

Pouco tempo depois ele me puxou para deitar em seus braços, seu braço passou por minha cintura e me pressionou contra seu corpo definido na medida certa. Eu podia sentir sua respiração em meu ombro...

Longos minutos se passaram em absoluto silêncio e finalmente dormimos.

Notas finais
Relevem, eu só comecei essa 'fic porque essa ideia não saía da minha cabeça.