Over The Fairy Rainbow
8 Capítulo 8 - Pré-missões
Notas iniciais
Aeee, finalmente consegui terminar o capítulo...
Obrigada pela compreensão e apoio de todos ♥ E me desculpem qualquer coisa...
Esse era pra ser o capítulo 9, mas eu resolvi inverter a ordem quando já tinha escrito mais ou menos 1/3 do outro, e o capítulo ficou maior do que esperava, por isso demorei um pouco mais também...
É um capítulo tipo o 1º, não tem lá grandes emoções, mas espero que gostem!
08 de agosto de X791 – 11:00 – Fairy Tail
– Natsu! – Uma voz feminina grave chamou o mago pelas costas.
Ele que estava sentado em uma mesa da guilda com Happy e Lisanna, estremeceu. Virou lentamente para trás se deparando com Erza que possuía uma expressão não muito agradável.
– Levante seu traseiro daí e vá atrás da Lucy. Vamos sair em uma missão. – Disse a ruiva autoritariamente.
– Mas... – Ele tentou dizer algo.
– Vai. – Repetiu ela. – Eu vou atrás do Gray, encontro com vocês na casa dela.
– Aye. – Disse ele sem muita empolgação se levantando. – Vamos Happy.
Não que ele não quisesse sair em uma missão, mas porque ela tinha que decidir tudo e já chegar mandando? E não tinha como ele discutir com a Erza, não gostava de admitir, mas sabia que acabaria levando uma surra.
– Porque você e a Mira-nee brigaram? – Perguntou Lisanna após o garoto ter saído.
Ela havia visto a irmã chorando após ter ido conversar com Erza. A ruiva apenas a olhou, por um momento sem saber o que by Browse to Save\">responder.
– A sua irmã está estranha. – Foi apenas o que respondeu antes de se retirar também.
Lisanna suspirou por ser deixada sozinha novamente. Ela realmente se preocupava com a sua irmã e para seu desgosto concordava com a ruiva, Mirajane aparentava mesmo estar um tanto estranha, mas no momento um pensamento mais egoísta lhe dominava, condenando-se por não ter ido atrás de Natsu. Ora essa, ele estava indo atrás da Lucy, por que diabos ela ainda estava ali? Sua irmã tinha sumido de sua vista, então levantou e saiu correndo a fim de ainda alcançar o mago de cabelos rosados.
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Erza andava sob a chuva pelas ruas de Magnólia sem se importar em ficar cada vez mais molhada. Não sabia exatamente onde Gray estava, soube que o mago havia voltado da missão que realizou com Juvia na tarde do dia anterior, mas não o vira na guilda e sua intuição dizia que também não estava em casa, mas sim em outro lugar. Aquela chuva, seu sumiço e o da própria garota da chuva não era uma simples coincidência para ela que o conhecia desde criança.
E lá estava ele, exatamente onde ela achou que estivesse, exatamente no mesmo local que há anos ficava quando algo realmente o aborrecia ou o intrigava, exatamente o mesmo local que Erza também ficava em mesmas circunstancias quando mais nova. Quando crianças ali percorria um rio que já havia secado, mas Gray estava sentado como se ele ainda existisse, olhando para o horizonte.
Em meio a toda a onda nostálgica a ruiva se aproximou do mago que aparentemente não percebeu sua presença.
– Relembrando os velhos tempos, Fullbuster? – Perguntou ela.
O mago apenas virou o rosto na direção de sua voz, mas nada disse e pouco depois voltou a observar o horizonte. Erza, sentindo-se ignorada, caminhou até ficar diretamente do lado dele e se sentou, mas em vez de olhar o horizonte ficou a encarar o rapaz até que em uma careta e um resmungo ele se irritou.
– O que você quer? – Perguntou grosseiramente, nada muito diferente da maneira que sempre falava.
– É assim que você trata quem veio te tirar dessa fossa? – Devolveu ela.
Ele resmungou novamente.
– Não estou numa... – Começou dizer.
– Algo te perturba tanto que nem as roupas tirou. – Ele olhou pra si mesmo para averiguar esse fato que nem tinha se dado conta. — Que ninguém sabia do seu paradeiro, só que tinha voltado, que está sentado na chuva a não sei quanto tempo, que nem ia notar minha presença se eu não tivesse te irritado. E em circunstâncias normais, haveria uma stalker de cabelo azul em algum lugar aqui por perto.
O mago nada disse, aquilo realmente era verdade.
– Eu não quero saber o que aconteceu, apesar de eu ter um palpite. Sei que acabou de voltar de uma missão, mas vim te chamar pra ir a uma comigo, Natsu e Lucy.
Ele a encarou por um tempo considerando a proposta. Natsu era irritante, mas ultimamente até que gostava um pouco dele. Lucy era indiferente, até que era uma boa companhia e Erza ás vezes também lhe irritava, mas era bem parecida com ele em certos aspectos e juntos todos eles faziam um bom time, poderia ser bom.
– Mas porque nosso antigo time tão de repente? – Perguntou, afinal eles não saiam em uma missão juntos há bastante tempo.
– Porque... estou sentindo falta. – Sorriu ela. – E ou eu ocupo minha cabeça com algum trabalho, ou eu fico sentada aí igual a você, minha situação não está muito diferente. Penso que isso me fará bem, vocês me fazem bem, e acho que não será diferente pra você.
Ele a encarou por mais um tempo.
– Eu vou. – Afirmou por fim. – Se nada que tenha água esteja envolvido.
– Ok, mas se realmente quer isso deveria sair da chuva.
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Freed estava prestes a entrar na guilda quando Mirajane passou por ele, como olhava pra baixo tentando esconder o rosto, acabou por não perceber o rapaz e sem querer esbarrou nele.
– Desculpe. – Disse ela apressadamente.
– Não foi nada. – Respondeu ele.
A albina continuou seu caminho a passos rápidos.
– Hey, calma. – Disse ele. – Eu queria te agradecer por ontem.
A maga então parou de andar, mas permaneceu de costas.
– Que isso Freed, não foi nada. – Respondeu.
O mago percebeu que ela agia de forma estranha e sua voz estava um tanto chorosa.
– Aconteceu alguma coisa? – Perguntou ele.
– Não, não. – Respondeu ela, limpando rapidamente algumas lágrimas e virou dando um sorriso. – Só alguns problemas pessoais, mas nada de mais.
– Se eu não estiver atrapalhando, eu gostaria de saber uma coisa.
– Não está, pode perguntar. – Disse ela ainda sorrindo.
Na verdade ela não queria falar com ninguém naquele momento, mas sem querer ser indelicada, apenas desejou mentalmente que aquilo durasse o mínimo possível. Detestava ter que ficar forçando sorrisos, mas já estava acostumada, sempre fazia isso para esconder o que realmente sentia e conseguia vestir tão bem aquela máscara que ninguém nunca notara.
–É-é s-sobre o Laxus. – Gaguejou Freed ligeiramente corando. – V-você e ele tiveram algum problema recente?
O sorriso de Mirajane diminuiu. Da onde Freed havia tirado aquilo? Será que estava deixando transparecer tanto assim o conflito que existia entre ela e Laxus? Ou será que Laxus dissera alguma coisa?
– Problema? Hm, não Freed, por quê? – Perguntou ela falsamente ingênua.
– É só que... parece que estão com raiva um do outro, e queria saber se algo aconteceu.
– Hm, eu não estou com raiva dele. – Mentiu ela. – A não ser que ele esteja de mim.
– E por que ele estaria? – Perguntou ele.
– Porque... – Mira pensou por um tempo, mas resolveu contar. — Ele não se conforma com o fato de eu não estar interessada nele.
Freed ficou sem reação, abaixou um pouco o olhar. Então, será que Laxus estava realmente interessado pela Mirajane?
– Não fique triste Freed. – Disse ela. – Eu não gosto dele, quero mantê-lo longe de mim porque ele está me atormentando quanto a isso. É por isso que eu queria que você me ajudasse.
– T-te ajudar? – Perguntou o mago.
– Sim, você me ajuda a fazer com que o Laxus me deixe em paz e aproveita pra se aproximar cada vez mais dele. Você só tem a ganhar, não acha?
– E-eu não sei do que está falando. – Disse ele ruborizando ainda mais.
– Não precisa ter vergonha de mim, eu sei o que você sente por ele e acho lindo. – Disse a albina sorrindo, tocando com uma das mãos as bochechas coradas dele. – E eu sei que ele é capaz de retribuir, ele não é totalmente sem sentimentos, e já gosta muito de você, só precisa... gostar de outra forma.
– Mas Mirajane, eu não posso forçá-lo a gostar de mim da maneira que eu gostaria, seria a mesma coisa que ele forçasse a você pra que gostasse dele.
– Não é bem assim Freed, o problema entre Laxus e eu vem do passado, de quando eu dispunha de atitudes erradas e nem me importava. Mas as coisas mudaram muito, eu finalmente descobri que quem eu realmente gosto não é ele, mas ele não aceita isso. Talvez não seja fácil pra ele também e a coisa certa fosse eu nunca ter tido nada com ele, assim ele não teria alimentado algo que não existe, mas há alguns anos atrás eu não pensava dessa forma. É por isso que ele merece muito mais a você do que a mim. É por isso que eu me proponho a te ajudar e indiretamente estará me ajudando.
Freed apenas considerou a proposta por alguns segundos, mesmo não estando totalmente confortável, pensou que não poderia ser tão ruim. Talvez afastar Laxus de Mirajane fosse o melhor a se fazer, e ele não podia negar que o que mais queria era que Laxus gostasse dele da mesma maneira que ele gostava e se Mirajane disse que podia ajudar com isso, por que não aceitar?
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Palavras, palavras entravam pelos seus ouvidos, mas Cana não queria prestar atenção nelas. Ela detestava a maneira que seu pai a tratava, ela não era mais criança, só porque ele não havia acompanhado ela nessa fase da vida tinha que tratá-la dessa forma depois de velha?
– Pai, se eu disse que não vou beber é porque não vou. – Disse ela já entediada. – Porque não pode confiar em mim.
– Porque você bebe de mais, Cana! – Respondeu Gildarts. – Você bebe desde os 13 anos! Isso não teria acontecido se eu estivesse com você. É por isso que não posso deixá-la sozinha do jeito que está.
A maga sentada à mesa da cozinha revirou os olhos. Gildarts estava sentado em uma cadeira a sua frente enquanto Laki, também presente, havia permanecido em pé próxima a pia apenas escutando.
– Ah, você não vai começar, né? Se o mestre disse pra você ir nessa missão, eu não quero que deixe de ir por minha causa. Eu já disse que estou bem e vou ficar bem sozinha. Eu vivi sozinha por 12 anos, pai, e não é porque estou doente que vou me matar, eu sei me virar sozinha.
– Você emagreceu muito e está fraca, eu não vou conseguir ir sem ficar preocupado... – Gildarts ainda tentava protestar.
– Eu fico com ela. – Laki se pronunciou.
– Você só pode estar brincando. – Respondeu a morena.
– Tem certeza? – Perguntou o mago. – Você não precisa fazer isso.
– É uma missão importante, mas não vai ser muito longa, não é? E você confia em mim, não confia? Cana vai ficar bem, eu te prometo.
Gildarts considerou a proposta, enquanto Cana se perguntava porque Laki estava propondo aquilo. Ela não soube decidir qual das ocasiões seria pior: Ter seu pai na sua cola enchendo seu saco pra não beber entre outras coisas, ou ter que aturar um projeto de madrasta apenas sete anos mais velha, que provavelmente só estava fazendo aquilo pra ganhar a confiança do seu pai. Na verdade ela não entendia porque Laki estava com Gildarts, ela era jovem e bonita, enquanto ele já estava relativamente velho e um tanto acabado. Ela dizia detestar pervertidos e o mago em questão não era lá a pessoa mais santa do universo.
Ele acabou concordando com a proposta da maga de cabelos lilases. Se despediu dela e depois da filha, advertindo mais uma vez pra ela não beber e se alimentar direito, e depois partiu, ficando somente Laki e Cana na casa.
– Vai embora. – A morena disse. – Como eu disse para o meu pai, eu posso me virar sozinha. Só não protestei contra a sua proposta porque se não ele não iria à missão.
– Eu não posso. Eu prometi pra ele...
– Ele não vai ficar sabendo. E só fingir que fez alguma coisa quando ele voltar.
– Eu não vou fazer isso, ele confiou em mim.
– Confiou em você? Porque quer tanto garantir a confiança dele? – Perguntou Cana. – Pra que ele continue te comendo?
– O quê? – Perguntou Laki indignada. – Você é extremamente baixa Alberona, nem sei por que tento ter uma boa relação com você.
– Mas eu sei, pra que eu ache que é tudo bem você e meu pai estarem juntos. Mas sabe, eu preciso te dizer pra não se iludir, o meu pai é um mulherengo e certeza que vai te botar algum chifre. Saiba Laki, eu não preciso de uma babá, então não precisa se dar ao trabalho.
– Na verdade eu acho que precisa sim, porque está agindo feito criança. Eu não queria fazer isso apenas pelo seu pai, eu realmente quero que você fique bem, e eu não confio muito em que realmente vai ficar sem beber. Na verdade acho que você deveria parar de vez com esse hábito.
Agora Laki havia realmente provocado-a. Ninguém pode se intrometer na relação de Cana com a bebida e sair impune. Ninguém!
– Laki, não se meta nisso! Você não é a minha mãe! Se acha que estar transando com o meu pai te dá o direito de decidir algo na minha vida, você está muito enganada.
Por outro lado Laki também havia se irritado, ela achava realmente repugnante a maneira que Cana se referia a relação dela com Gildarts.
– Eu não estou só transando com o seu pai, aceite eu não nós gostamos um do outro, e a diferença de idade não significa nada pra mim, o único problema é realmente você! E quer saber, eu não sou obrigada a ter que aturar isso. Eu realmente não sou a sua mãe, e você não sabe o quão feliz eu sou por isso! Só uma coisa: você deveria ser menos egoísta e ingrata. Você tem noção de quantas pessoas da guilda gostariam de ter um pai por perto e não tem? E você que agora tem o seu, que por acaso te ama muito, não dá o devido valor a ele. Eu realmente espero que se algum dia eu tiver um filho ou filha que ele não seja igual a você.
Após dizer isso, a maga deixou a casa, deixando também uma Cana surpresa e irritada.
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Na guilda Blue Pegasus, Hibiki sentado em uma mesa remexia com uma colher em sua xícara de cappuccino com os pensamentos deslocados do local. Suspirou com um ar de tristeza e Jenny que chegava até a mesa notou que ele estava estranho.
– Hibiki, tudo bem? – Perguntou fazendo companhia ao mago à mesa.
O mago então saiu de seus devaneios, dando-se conta de que estava mexendo naquela xícara à minutos e seu olhar devia estar perdido em algum lugar.
– Oi Jenny, eu estou bem sim. – Respondeu ele e tomou um gole de sua xícara.
– Não parece que está tão bem, aconteceu algo? Pode me contar. – Sorriu ela amigavelmente.
– Não é nada, é só que... acho que tomei algumas decisões erradas. – Respondeu ele.
– Decisões erradas? Você está se referindo à... – Ela se aproximou abaixando o tom de voz. – Sua ex-namorada da Fairy Tail e seu atual... ahn... espírito?
Jenny era uma das poucas pessoas que sabia de toda a história, ela ajudava bastante Hibiki na sua aceitação, ainda mais depois do seu atual interesse por Mirajane.
– É, eu não sei se fiz a coisa certa. Eu acho que não deveria ter arriscado tanto. Enquanto não era nada oficial e eu ainda estava com a Cana, tudo parecia ótimo, a adrenalina, o fato de ser escondido parecia deixar as coisas melhores. Ou talvez, porque eu tinha a Cana. Mas agora, eu me sinto meio sozinho, o Leo quase nunca pode estar comigo, eu não sei por quanto tempo posso ficar dessa maneira.
– Você não pensou em dar em cima de alguém, né? – Perguntou ela, pois já conhecia aquela conversa. Sempre que Hibiki dizia que estava se sentindo sozinho, ele fazia alguma burrada.
– Por enquanto não. Eu realmente gosto dele, mas estou com impressão de que o relacionamento não vai durar, e eu realmente não queria isso. O que me faz pensar que talvez eu nunca devesse ter me deixado levar por esse estranho sentimento por ele. Devia ter continuado com Cana Alberona.
– Qual é Hibiki? Você mesmo disse que só gostava de ficar com ela, mas não sentia mais nada. E se não fosse ele ia ser outro, até quando você vai ficar fingindo que gosta de mulher só pra manter a aparência?
– Eu ainda não consigo lidar com isso direito, Jenny. Eu nem tenho certeza direito do que eu gosto, não é tão fácil!
– Eu sei disso Hibiki. Só não fique sofrendo, se realmente gosta dele então vá em frente até onde durar! – Sorriu a loira.
– Ok, obrigado Jenny, vou ver o que vai dar. Mas estou pensando em ir falar com a Cana, o Leo disse que seria bom e eu realmente fiquei me sentindo muito mal pelo que eu fiz.
– Bem, eu estava pensando em ir fazer uma visita a Mirajane, se quiser podemos ir juntos, é só combinar. – Ela piscou sorrindo.
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A pequena maga de cabelos curtos azuis olhava-se nua no espelho de corpo inteiro do quarto de Lucy, após ter saído do banho. No máximo havia ganhado um centímetro a mais na cintura, nada que fosse extremamente perceptível. E oras, ganhar um centímetro ali era uma coisa normal a qualquer pessoa que tivesse comido um pouco a mais. Ela queria muito que a velha maga estivesse errada e que ela apenas tivesse, de fato, comido um pouco a mais.
Suspirou passando a mão pelo abdômen. Ela ainda não acreditava que aquilo era verdade, não gostava de fugir de seus problemas, mas naquele momento queria desaparecer, queria que fosse apenas um pesadelo.
– Levy? Tá tudo bem? – Perguntou Lucy do lado de fora do quarto.
A voz da loira a fez sair de seus devaneios. Ela estava ali porque Lucy, preocupada em deixá-la sozinha, havia convidado para que ficasse em sua casa, e também Levy precisava economizar, já que não poderia fazer missões estando grávida, e dividir o aluguel do apartamento de Lucy realmente ajudaria.
– S-sim Lu-chan, só estou me trocando. – Respondeu Levy.
Indo fazer o que disse, vestiu uma calcinha e quando ia vestir o sutiã, se assustou com um barulho de algo que vinha da janela. A próxima a se assustar foi Lucy, devido ao grito agudo que ouviu vindo do quarto seguido do barulho de algo caindo. Preocupada, correu abrindo a porta e adentrando, se deparando com uma Levy assustada segurando o sutiã na frente dos seios, um conhecido mago de cabelos rosados esfregando o topo da cabeça que provavelmente fora atingida por uma escova de cabelo que estava caída ao seu lado no chão. E um gato azul voando.
– NAAAAAAAAATSUU!! – Praticamente rugiu ela partindo pra cima dele. – Quantas vezes eu já te falei pra não ir entrando na minha casa pela janela? – Ela o agarrou pelo cachecol. — E a Levy está morando comigo, você não pode fazer isso com ela!!
– D-desculpe Levy. – Disse ele. – Eu não sabia que estava aqui.
– Tudo bem. – Respondeu a menor, um pouco mais calma. – Mas se fizer de novo taco algo pior do que uma escova de cabelos!
– Por que toda mulher tem um lado assustador? – Perguntou Happy.
– Calado gato! – Disse Lucy soltando Natsu no chão. – Por que diabos vocês invadiram a minha casa? – Perguntou, enquanto Levy foi terminar de se trocar no banheiro.
– Ah sim... – Respondeu o rosado. – Erza pediu pra eu te chamar, vamos sair em uma missão.
– O quê? – Perguntou ela. – Mas assim, do nada? Eu... eu... não sei se posso ir. Eu não quero deixar a Levy sozinha e também tem a...
– Lu-chan, não se preocupe comigo. – Disse Levy entrando no quarto novamente, já vestida. – Tecnicamente você precisa ir, por acaso tem dinheiro pra pagar o aluguel desse mês? Eu não posso pagar pra você, minha situação é ainda pior.
– Ah, eu sei Levy-chan...
– Lucy, o que é essa coisa roxa no seu pescoço? – Perguntou Natsu aleatoriamente interrompendo o assunto.
– Que coisa roxa, Natsu? – Perguntou ela indo olhar no espelho. – Mas o quê? – Ficou surpresa ao ver que realmente havia uma mancha roxa ali, um pouco escondida pelo cabelo. – Eu não sei o que é isso.
– Deixa eu ver Lu-chan. – Pediu Levy se aproximando e logo estampando um sorriso malicioso no rosto. – Tem certeza que não sabe o que é? O que andou fazendo, heim?
– C-como assim Levy?
– Isso está com cara de ser um chupão. – Respondeu ela e Lucy corou instantaneamente.
– Quem andou te chupando, Lucy? – Perguntou Happy. – Quem seria o louco? A Lucy não deve ter um gosto bom.
O vermelho de vergonha se misturou com o de raiva.
– Que conversa estranha é essa? – Perguntou Erza aparecendo juntamente com Gray no quarto.
– Dá onde vocês surgiram? – Perguntou Lucy que já estava nervosa.
– A porta estava destrancada e entramos. – Respondeu a ruiva. – Mas e então, você vai conosco na missão?
Lucy não respondeu imediatamente ponderando os fatos. Pensou em Levy que estava grávida e precisa de ajuda, mas também pensou em Cana, e se ela já não estivesse vermelha, teria ficado, seu coração bateu mais forte. E aquele maldito chupão... ah Cana, por que teve que deixar sua marca?
– Ela vai sim. – Respondeu Levy.
– Levy-chan... – A loira tentou protestar.
– Ok, então vamos comer e depois pegamos o trem às 13h. – Disse Erza.
– Espera. – Disse Lucy. – Eu posso ao menos escrever uma carta pra uma pessoa?
– Claro. – Respondeu a ruiva. – Só não demore muito.
Ela então escreveu rapidamente uma carta, a dobrou e entregou à Levy.
– Você pode fazer o favor de entregar pra mim? – Perguntou ela.
– Claro Lu-chan. – Respondeu.
A loira estão se aproximou e sussurrou.
– Entregue a Cana, mas por favor, não leia.
– Pode deixar.
Todos seguiram para a sala para deixarem a casa. Levy deixou a carta em cima da penteadeira de Lucy e os acompanhou. Enquanto isso Lisanna, que sem ninguém perceber ouvira e observara parte da conversa da janela a pulou, entrando no quarto. Foi até a carta e leu, ficando extremamente surpresa com o que estava escrito.
– Não pode ser... – Murmurou ela.
Ela pensou em sumir com a carta, mas acabou não fazendo isso. A dobrou novamente e colocou no lugar. Sabendo que todos que iam à missão haviam deixado o apartamento, saiu o mais rápido pulando a janela, antes que Levy pudesse voltar ao quarto e perceber sua presença.
– Interessante... – Disse pra si mesma. – Acho que preciso tomar alguma atitude.
Notas finais
Espero que não tenham me abandonado! HASUASUASHAS
Então, a faculdade tá tipo bem hard esse semestre, como já falei, então se eu demorar não pensem que eu morri, provavelmente vou estar bem próximo disso, mas uma hora eu volto haha
Quem ainda não viu e se interessar, eu escrevi uma one-shot Kagura x Yukino: http://fanfiction.com.br/historia/332944/Your_Life_Is_Mine/ dê uma passada lá xD
Eeee era isso, não deixem de dizer o que acharam, e até mais ;***
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