Over The Fairy Rainbow
9 Capítulo 9 - Meu Último Suspiro
Notas iniciais
Estou muuuuito feliz, OTFR ganhou suas 2 primeiras recomendações ♥ Muito muito obrigada Lua Scarlet e DebbyChan, suas lindas *-*
Estou com a impressão de que alguns vão querer me matar por esse capítulo, mas isso já faz parte né? HAHAHA Já estou com fama de má, e saibam que agora que meu avatar é a Minerva ninguém será perdoado MUAHAHAHA q
Mas é o seguinte tem um lemon no capítulo e como eu sei que tem gente que não gosta já vou avisando. Caso não queria ler pule a parte do "06 de agosto de X791 22:30 Hotel" e vá para a parte final do capítulo.
Música do capítulo: http://youtu.be/U9drGuQg8ac (Se o youtube tirar me avisem!)
08 de agosto de X791 – 13:00 – Praia
A maga de cabelos azuis ondulados estava em uma praia deserta em Magnólia. A chuva caía forte e ela segurava aberto seu típico guarda-chuva cor-de-rosa com corações. Era tão nostálgico, uma nostalgia que não queria sentir. Então por que ela estava ali? Porque precisava da água, o elemento de dominava, que constituía seu corpo e que lhe fazia melhorar sempre que precisava. Precisava que o oceano lhe banhasse, que as ondas lhe acertassem. Decidira aquilo tão de repente. Na verdade nem decidiu, apenas foi, quando percebeu, seu quarto, no qual estava enterrada em profunda depressão, já era um local distante.
Seu corpo todo doía e parou de lutar contra as insistentes lágrimas deixando-as apenas escorrerem. Ela não queria que aquela chuva lhe perseguisse novamente, mas não conseguiu fazer nada contra aquilo. Grande dor e angústia residiam dentro de si, gritavam em seu peito, ela achou que não suportaria.
Largou o guarda-chuva, e uma expressão de desgosto às gotas de chuva que tocaram seu corpo tomou seu rosto. Começou a caminhar em direção ao mar, mas quando a água das ondas que haviam se quebrado tocara seus pés calçados, ela percebeu que entrar ali vestida não lhe traria o efeito desejado. Tirou, então, as roupas, deixando-as na areia, ficando apenas de roupas íntimas.
Voltou a caminhar adentrando ao mar, e quando a água tocou seus pés agora descalços a sensação foi reconfortante. Necessitando daquilo em todo seu corpo, continuou sua caminhada. Fechou seus olhos e apenas andou, sentindo a água lhe cobrir cada vez mais, as ondas violentas baterem contra si e aquela dor sendo aos poucos amenizada.
Mas não completamente amenizada, ainda doía, muito. Queria entrar completamente, mesmo que o mar a cobrisse, mesmo que corresse o risco de tomar a forma líquida e se perder naquela imensidão. Sinceramente achou que até seria bom se isso acontecesse. E andou, até estar cercada por água por todas as direções.
E como se tivesse sido atingida por uma onda, sua mente foi atingida pelas lembranças do dia anterior, lembranças que na verdade queria esquecer. Mas esquecer seria quase impossível, teria que aprender a conviver com aquilo, com a rejeição, com as duras palavras. A dor voltou à intensidade inicial, extremamente forte. Por que aquele que lhe proporcionara coisas tão boas agora era o motivo de tanto sofrimento?
07 de agosto de X791 – 13:00 – Estação de trem
O trem que Gray e Juvia haviam pegado para retornar a Magnólia havia acabado de parar na estação. Ambos vieram dormindo durante a viagem e apenas Juvia acordou com a parada. Vendo que Gray não mostrava sinais de que acordaria sozinho, receosa, a maga resolveu acordá-lo.
– G-gray-sama. – Chamou baixinho colocando a mão levemente no ombro do adormecido.
O mago não acordou, se quer se moveu. Ela não pode deixar de admirar a beleza dele enquanto dormia e poderia ficar ali quanto tempo seu sono durasse, se o trem não estivesse prestes a partir novamente da estação. Sendo assim, chamou-o novamente aumentando um pouco o tom de voz.
– Hã? – Perguntou sonolento piscando os olhos. Juvia sentiu pena de tê-lo acordado.
– Desculpe Gray-sama, mas chegamos em Magnólia, precisamos descer do trem.
– Hm, certo. – Respondeu ele.
Sem trocar mais nenhuma palavra, os dois desceram do trem e deixaram a estação, seguindo em direção à guilda. Gray parecia estar com a mente distante, caminhava um pouco a frente de Juvia que matinha seus olhos vidrados nele, mas a maga por estar cansada da noite anterior a da viagem não conseguia acompanhar seus passos.
– E-espere Gray-sama. – Disse ela quando ele já estava há alguns metros de distância.
O mago parou e olhando para trás, esperou que Juvia o alcançasse. Ela notou que ele parecia mais sério, na verdade sua expressão parecia ser pensativa e ao mesmo tempo distante ao que acontecia.
– Está tudo bem, Gray-sama? – Perguntou ao chegar ao seu lado.
– Sim, agora vamos. – Respondeu indiferente e começou a caminhar.
Juvia apertava o passo para acompanhá-lo, mas assim como ela acreditava que Gray tivesse pensamentos o perturbando, ela também tinha. Tudo que havia acontecido na noite anterior não saía de sua mente. Ela ainda não acreditava que havia sido capaz de se entregar a Gray e Lyon, ao mesmo tempo, daquela maneira. Ela não conseguia parar de pensar no que Gray estaria pensando dela agora. Não conseguia parar de imaginar as consequências que aquela noite lhe traria. Ela se sentia suja, impura. Sua primeira vez não devia ter sido daquela maneira. E Lyon, ah... ele não deveria estar envolvido nisso, devia ter sido Gray, apenas o seu tão amado Gray-sama.
Não aguentando o silêncio entre ela e o moreno que só dava espaço para seus questionamentos perturbadores, resolveu questioná-lo.
– G-gray-sama. – Chamou-o pouco confiante fazendo-o dirigir seu olhar a ela. – J-juvia gostaria de saber o que está pensando dela.
– Hã? – Indagou ele. – Não estou pensando nada. – Respondeu.
– M-mas Gray-sama... – Continuou não satisfeita. – Ontem Juvia fez coisas que não deveria. Juvia não queria ter feito. Claro que se o Gray-sama tivesse desejado, Juvia faria, mas não da maneira como ocorreu...
– Juvia. – Interrompeu ele. – Eu sei que você não fez porque quis, eu também não queria fazer nada daquilo. Então vamos apenas esquecer. O que aconteceu não vai mudar nada entre nós.
Juvia não gostou muito do que ouviu. No fundo ela não queria esquecer, aquilo pode ter sido um primeiro passo, mesmo que não muito bom, para um relacionamento com Gray. E ela queria que mudasse. Queria que ele ficasse mais próximo dela. Queria que ele soubesse que poderia beijá-la quando quisesse. E que poderiam fazer sexo novamente se ele quisesse, só os dois. Não, as coisas não podiam continuar como estavam antes.
– Gray-sama, Juvia não quer esquecer. J-juvia quer ter um relacionamento mais sério com o Gray-sama. – Disse tomando toda sua corangem.
– O quê? – Perguntou ele. – Não Juvia, não vai haver relacionamento nenhum.
– Mas Gray-sama, Juvia gostaria muito que o que existe entre ela e o Gray-sama se tornasse mais... concreto.
Alcançando seu coração
Rompendo o chão
– O que existe entre você e eu? Juvia, eu não sei do que está falando. – Disse ele. – O que seria exatamente?
Juvia não acreditava que Gray estava realmente perguntando aquilo, será que estava apenas brincando? Não era possível que ele não soubesse.
Me perdi em seus braços
Por favor, não me corte fora
– Gray-sama, realmente não sabe? – Perguntou.
– Não. – Respondeu ele.
Lágrimas instantaneamente surgiram em seus olhos, e a maga lutou pra que elas não caíssem. Como ele poderia não saber. Amor. Era isso que existia. Ela o amava tanto, mais do que jamais achou que amaria alguém, mais do que até conseguia se expressar, mais do que qualquer coisa. Ela achava que ele a amava também, só apenas era mais tímido, mais contido. Mas se ele não sabia, então será que na verdade não a amava?
Eu morreria pelo seu amor
Você morreria pelo meu amor?
– Gray-sama, você não ama a Juvia? – Perguntou ela chorosa.
– O quê? Por que está me perguntando isso? Você sabe que não.
Aquilo definitivamente doeu nela. Como ele podia dizer isso tão diretamente? Tão friamente? Juvia não conseguia se conformar. As lágrimas já formadas escorreram e logo outras surgiram em seus olhos.
– Não sente nada por Juvia? – Arriscou. Ela precisa saber de uma vez por todas o que ele de fato sentia.
– Juvia, você é uma companheira de guilda da qual eu gosto muito, apenas isso. – Respondeu ele.
“Apenas isso”. Não. Não podia ser.
Se você está caindo em algum lugar a uma morte rápida
Se você está afogando, eu lhe daria meu último suspiro.
– M-mas Gray-sama... e tudo que já aconteceu entre Gray-sama e Juvia? As vezes que Gray-sama lutou junto com Juvia, as vezes que Gray-sama a ajudou, a defendeu. E a maneira que Gray-sama tratou Juvia ontem...
– Juvia, você está imaginado coisas. Tudo que eu fiz, foi porque você é uma companheira minha, eu teria feito o mesmo com qualquer outro. E ontem, eu já lhe disse, não tive a intenção de fazer nada do que fiz após tomar aquele chá.
– Mas, mas... Juvia sempre achou que Gray-sama retribuía o que ela sentia. Juvia não estava louca, Juvia sabia que existia alguma coisa.
– Não Juvia, nunca existiu nada. A propósito, eu gostaria que parasse de me perseguir, de agir como se tivesse algo.
Alcançando seu coração
Pressionando no meio da multidão
– Não. – Respondeu ela, um misto de tristeza e fúria lhe tomando. – Não pode ser verdade. Gray-sama amava Juvia, Juvia sabe disso!
– Não Juvia, você inventou tudo isso, eu nunca te amei.
A cada frase pronunciada com tamanha frieza, era como se uma estaca de gelo lhe era enfiada no peito. As lágrimas escorriam pelo seu rosto incessantemente, e algumas gotas de chuva começavam a timidamente cair.
Brilhando no escuro
Você consegue me achar agora?
– Não, Juvia não inventou nada. Gray-sama por que está dizendo isso? Juvia fez algo de errado? Ou... está interessado em outra pessoa?
A expressão de Gray pareceu mudar, seus olhos levemente arregalaram. Então era isso, havia outra pessoa!
– Quem é ela? É a aquela sebosa da Lucy? – Perguntou.
– O quê? Não! Juvia pare com isso...
– É aquela sua quase irmã de coxas grandes?
– Juvia, pare!
Eu morreria pelo seu amor
Você morreria pelo meu amor?
– É alguém, eu sei que é! O que ela tem que Juvia não tem? Eu duvido que, seja quem for, possa amar tanto o Gray-sama como Juvia ama.
– Esse é o seu problema Juvia, você cria situações que não existem. Nunca houve nada entre eu e você e não há nada entre eu e outra pessoa. Tudo isso é uma ilusão, é coisa da sua cabeça! É por isso que eu acho melhor eu manter certa distância de você, até tudo isso passar, até você me tratar como uma pessoa normal.
Se você está caindo em algum lugar a uma morte rápida
Se você está afogando, eu lhe daria meu último suspiro.
– NÃO! – Ela praticamente gritou. – Você não pode abandonar Juvia desse jeito! Juvia não inventou nada! Juvia não é maluca! Não pode dizer que nunca ouve nada, está mentindo. Então quer dizer que enganou Juvia todo esse tempo?
– Você não é maluca? É o que está parecendo! Por favor, fique longe de mim!
– NÃO! – Ela chorava. – Não abandone Juvia, por favor. Gray-sama por que está fazendo isso? Juvia vai descobrir quem é a pessoa, e vai ser melhor que ela. Juvia vai fazer tudo que o Gray-sama quiser. E Juvia e Gray-sama vão ser felizes juntos, e ter filhos juntos...
Eu morreria por isso
Eu morreria por você
Você morreria por isso?
Você morreria por mim também?
– JUVIA PARE COM ISSO! — Ele também se irritou. – Pare com isso agora! Eu não quero que você faça nada disso, porque eu não quero ter nada com você! Se quer saber, eu estou mesmo interessado em outra pessoa, que não está interessada em mim e nem por isso estou correndo atrás feito um louco. Nem por isso estou criando malditas ilusões de coisas que não vão acontecer. Então para de fazer isso! Para de correr atrás de mim! Não existe nada entre nós, nunca existiu e nunca vai existir. Se você acha que sim, é porque foi coisa que você inventou, e eu já estou cansado disso.
“Eu não queria, Juvia, não queria dizer nada disso. Mas é preciso!” Completou o mago mentalmente. Ao fim da fala ele vestia apenas suas calças. Juvia não aguentando o peso do próprio corpo, jogou-se de joelhos no chão. Chorava de soluçar, enquanto a chuva a acompanhava caindo extremamente forte. Gray então, simplesmente deixou-a ali e continuou seus passos no caminho que fazia anteriormente.
– NÃO! – Gritou ela. – GRAY-SAMA, NÃO!
Se você está caindo em algum lugar a uma morte rápida
Se você está afogando, eu lhe daria meu último suspiro
Eu lhe daria meu último
Mas não adiantaria qualquer grito, nem que estourasse suas cordas vocais. Não adiantaria qualquer palavra, ele não iria voltar atrás. Ela só pode deixar a pessoa que mais amou, que lhe era mais especial, que a fez ver o sol pela primeira vez... a pessoa pela qual ela morreria, pela qual faria qualquer coisa, a deixar daquela maneira, porque todas aquelas palavras a feriram tanto que não conseguia tomar qualquer atitude. E o que ela poderia fazer depois de tudo aquilo? Ficou companheira da chuva novamente. Companhia essa que lhe trazia ainda mais dor, mas que não conseguia se livrar.
07 de agosto de X791 – 18:00 – Lamia Scale
No mesmo dia, após ter se separado de Juvia e Gray, Lyon havia voltado para sua guilda. Tomava um banho frio tentando afastar lembranças da noite anterior, tolo, o frio não lhe faria isso, mas pelo menos lhe reconfortava. Antes ele pudesse ficar apenas com as lembranças dos momentos com Juvia, sua pela extremamente clara e macia, seus toques, suas reações, sua voz, cada curva e detalhe de seu perfeito corpo... Aquilo realmente era inesquecível e por um momento se encontrou no paraíso estando com ela. Com aquela criatura que incrivelmente tanto admirava.
Mas do paraíso havia caído direto no inferno assim que a maga adormecera de tão exausta. Ainda, pelo seu corpo, percorria o efeito daquele exótico chá e Gray estava ali na mesma situação. Aquele chá, não sabia se o abençoava pelos momentos que o fez ter com Juvia o se o condenava pelos que teve com Gray. Sua mente embaralhada, seu corpo ardendo num calor insuportável, um enorme desejo sexual que nunca sentira antes, tudo aquilo levou ao ato que agora se arrependeria eternamente.
06 de agosto de X791 – 22:30 – Hotel
Juvia havia acabado de adormecer, deixando Lyon e Gray acordados, nus na mesma cama, ainda sobre o efeito do chá. O mago de cabelos brancos admirava-a enquanto ela, com uma expressão relaxada, dormia.
– Ela é tão incrível! – Elogiou-a não só se referindo a sua aparência. – Mas eu ainda não me sinto muito bem.
– Eu também não... – Gray comentou após fitá-lo por um tempo.
E o silêncio pairou entre os dois. Eles ainda ofegavam e o calor que sentiam antes continuava a percorrer pelos seus corpos, apenas um pouco amenizado. Gray tentava ao máximo evitar olhar pra Lyon a fim de não deixar aquilo pior.
– Droga! – Praguejou o moreno.
Ele nunca havia, em sua vida, suado daquela maneira, nunca havia sentido tanto calor. Mas se fosse apenas o calor, ele poderia lidar, mas não podia lidar com o profundo desejo sexual que sentia. Lyon, na mesma situação, despreocupadamente começou a se masturbar a fim de tentar amenizar a terrível sensação. O mago de cabelos escuros mordeu o lábio inferior tentando afastar os pensamentos que lhe invadiram. Sem sucesso algum, não se conteve.
– Me deixa te ajudar? – Perguntou à Lyon se aproximando mais dele.
– O quê? – Perguntou o outro espantado. – Você enlouqueceu?
Gray não se deu ao trabalho de responder, pegou no membro ereto do irmão, fazendo esse estremecer com o toque e tirar sua própria mão.
– O-o q-que está fazendo? – Perguntou ainda assustado, enquanto Gray iniciava movimentos de vai e vem com a mão.
Gray ao ver a expressão de Lyon se relaxando e deixando se levar pelos seus toques, sorriu torto malicioso. Vendo que Lyon não se livrou dele e pasmo que ele aparentemente estava gostando, quase gemendo, se aproximou e uniu seus lábios ao do mago de cabelos claros.
– Gray, não! – Lyon rapidamente afastou Gray empurrando-o pelos ombros. – Eu não vou fazer isso! – Disse virando-se de costas.
– Ah qual é, vai me dizer que bem lá no fundo você não quer? – Perguntou de maneira provocantemente abraçando o quase irmão por trás alisando seu abdômen. – Eu sei que você está ardendo, que acha que vai derreter...
– Sai Gray! – Lyon tentava se livrar dos braços do mago, sentia o pênis ereto dele tocar suas costas, e arrepios lhe percorreram pela espinha.
Fechou os olhos e lutou fortemente pra afastar o desejo que subitamente lhe invadiu, mas qualquer coisa era inútil, mesmo negando com todas suas forças, seu corpo chamava pelo do que lhe abraçava. Por incrível que pareça, seus lábios pediam para se encontrar com os dele novamente. Sendo assim, Lyon se virou, e num segundo seguinte, antes que ele mesmo tomasse a iniciativa, Gray atacou sua boca, unindo os lábios. Nenhum deles relutou nenhum pouco, se entregando com vontade ao beijo, as línguas brigavam harmoniosamente.
Gray nunca admitiria, mas queria muito aquilo e estava êxtase sentindo os lábios de seu quase irmão nos seus, sentindo aquela língua na sua, sentindo o corpo nu dele tão colado ao seu. E Lyon deixou-se levar pela incrível recém-descoberta sensação que era beijar Gray Fullbuster. O moreno voltou a masturbar Lyon, e esse se deixou levar pelo prazer deixando todos os pudores de lado, todo seu orgulho. Desceu a boca pelo pescoço, fazendo um caminho pelo tórax e abdômen de Gray até chegar ao seu pênis, que sem relutar, colocou na boca e começou a fazer movimentos de vai e vem, intercalado com sucções, e mesmo inexperiente, fez o mago de cabelos pretos delirar.
– Ah Lyon, s-sua boca é maravilhosa! – Soltou Gray entre seus gemidos.
Agarrou forte os cabelos claros enquanto o dono deles aumentava a voracidade com que lhe chupava, fazendo Gray não aguentar por muito tempo.
– M-melhor tirar sua boca. – Advertiu ele.
E assim que o mago o fez, atingiu o orgasmo. Puxou seus cabelos, trazendo seus lábios para perto e o beijou novamente, explorando todo o gosto de sua boca. Soltando seus lábios, a fim de retribuir, desceu para o pênis dele, mas quando encostou a boca, o mago puxou Gray pelos cabelos.
– Não! Você quer me retribuir? Então, vai ter que fazer isso de outra forma, irmãozinho. – Lyon deu um sorriso debochado.
– O que quer dizer? – Perguntou o moreno.
Lyon desceu as mãos pelas costas de Gray até chegar na bunda, levou os lábios até o seu ouvido.
– Eu vou te comer. – Sussurrou pausadamente e um arrepio percorreu pela espinha do moreno. – Eu sei que você quer!
Gray estremeceu e quando percebeu, Lyon já o virava de costas para ele.
– Não! Vamos acordar a Juvia! – Disse o moreno tentando se livrar do mago.
– É com isso que está preocupado? Você é mesmo um viadinho, Gray!
Lyon então o puxou pra fora da cama e o levou para fora daquele quarto.
– Fica de quatro, vadia! – Lyon disse a Gray já o agachando.
– Vadia é o caralho! – Gray rosnou.
– Calado! Eu só quero ouvir seus gemidos.
Passou as mãos pelas nádegas do moreno analisando-as.
– Até que você tem uma boa bunda, vai ser ótimo fodê-la!
– Por que está falando assim? – Gray perguntou um tanto incomodado.
– Porque eu sei que está interessado em mim. Achou que eu não fosse perceber? Agora chega de falatório!
Gray paralisou com a afirmação, mas logo sentiu Lyon passar os dedos acariciando seu ânus e relaxou um pouco, deixando se levar. Lyon, então, levou seu pênis até o ânus de Gray e forçou a entrada. Lentamente foi penetrando o local apertado, e então esperou um pouco, para que Gray relaxasse mais e assim que sentiu começou a dar leves estocadas, sentido um incrível prazer.
– Oh Gray, você é tão apertado! É uma delícia! – Disse agarrando em sua cintura e indo mais fundo.
– Pode ir mais rápido, bichinha! – Gray disse, a voz desconcertada, sentindo cada vez mais prazer.
E assim Lyon fez, aumentou a velocidade com que se movimentava. Arranhava as costas e o tórax de Gray, enquanto esse começou a masturbar a si próprio. Pouco depois Lyon sentiu seu orgasmo vindo e deixou que jorrasse tudo dentro de Gray que apreciou aquele líquido quente preenchendo-lhe e logo atingiu o orgasmo também.
Ambos ofegavam exaustos e deitaram-se no chão, lado a lado, mas logo, Gray com esforço ficou sentado e deferiu um soco na cara de Lyon.
– Isso foi por me tratar como puta! – Disse ele, mas logo aproximou os lábios do seu rosto. Beijou o local afetado e depois beijou os lábios do mago. – E isso é pelo mesmo motivo.
Lyon que já não sentia mais aquele calor, começara a se arrepender, empurrou Gray para que soltasse dele.
– Nunca mais faça isso! Nunca mais encoste em mim! Tudo isso foi efeito do chá! – Bradou Lyon.
– Sei... – Gray disse, mas agiu indiferente deitando no chão, virando de costas a Lyon.
07 de agosto de X791 – 18:30 – Lamia Scale
Lyon sentia imensa culpa por tudo que fizera, mas sentia-se pior por não ter tido oportunidade de conversar com Juvia. A maga havia ficado muito abalada, não queria conversas e ele respeitou sua decisão. Mas agora não conseguia parar de pensar nela, necessitava saber como ela estava, saber se estava bem. Necessitava falar com ela, necessitava ao menos vê-la.
Então decidiu que iria a Fairy Tail, nem que tivesse que ver Gray, nem que tivesse que socar a cara dele. Se encontrasse com Juvia já se sentiria melhor, se falasse com ela poderia se sentir menos culpado. Como apagar aquela noite não era possível, o jeito agora era tentar fazer daquilo algo bom. Tentar se aproximar de Juvia, já que já tiveram um primeiro contato e talvez se contasse a ela algumas verdades sobre Gray, ela se desiludisse um pouco dele. Era sua chance, e ele iria aproveitar.
Notas finais
Eu vou tentar me sair melhor em outras cenas lemon, como de Fraxus, que estou super ansiosa pra escrever, mas quero que seja melhor! Como eu nunca tinha escrito lemon me deem um desconto, vai...
Mas então, será que a tia Broken sabe ser romântica também? Isso vocês vão ver no próximo capítulo! Estou ansiosa para escrevê-lo ♥
Até mais lindos, comentem!
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