Over The Fairy Rainbow

7 Capítulo 7 - Assombrada


Notas iniciais
Heeey readers ♥
Vocês me matam com esses reviews! *-* Muito muito obrigada, eu não esperava tudo isso!
Bem, eu disse que esse capítulo ia ser diferente, mas enquanto eu estava escrevendo resolvi mudar... E eu mudei tipo.. TUDO hahaha
Resolvi atender a um dos pedidos e espero que dê pra acalmar um pouco a taradisse incontrolável de vocês HASUAHSUAS Vocês são leitoras(es) lindas(os) e merecem ♥
O título ficou meio nada a ver, mas é o nome da música da qual usei algumas frases no final do capítulo, se alguém quiser ouvir: http://youtu.be/WHnpUz3WlVg
E bem, fiquem com cap, espero que gostem!

08 de agosto de X791 – 01:00 – Fairy Hills

Erza por mais que tentasse dormir, não conseguia. Todos os acontecimentos dos últimos dias insistiam em passar e repassar por sua mente. Ela achou que ia conseguir lidar com aquilo, achou que nunca teria problemas em ter se atirado de cabeça naquele relacionamento com Mirajane, em ter tentado ignorar seus sentimentos por Jellal.

De fato, não sentia mais a mesma coisa que um dia sentiu por ele, mas ainda sentia algo, não podia negar. Mas Mirajane... O que sentia por ela atualmente fazia seus sentimentos atuais por Jellal serem insignificantes. Então por que não conseguia dizer isso a ela? Por que só complicava as coisas não contando sobre seus sentimentos, e em vez disso contando sobre coisas que com certeza não fariam bem, como o beijo que Jellal lhe dera?

Ele apenas encostou seus lábios nos dela por poucos segundos, mas esses poucos segundos a fez paralisar, a fez deixar com que o mago de cabelos azuis saísse correndo sem ao menos dizer uma palavra. Aquilo fez com que um turbilhão de sentimentos e sensações lhe atingisse. Nunca se vira tão confusa, num impasse tão grande. Lutar com monstros e magos adversários, os mais fortes que fossem, não era tão difícil quanto lutar com o estava dentro dela própria.

Queria ser honesta, queria dizer tudo o que se passava para sua companheira, se é que poderia chamá-la assim. Mas ao contrário, exigiu demais, que ela compreendesse tudo que se passava só com metade, ou nem se quer isso, dos fatos, que ela a entendesse.

Às vezes eu acho que você deveria ser mais sincera em relação aos seus sentimentos, parece que você está sempre querendo escondê-los de todos e até de si mesma.” Lembrava dessas palavras proferidas pela dona dos cabelos alvos, e conseguia observar cada vez mais sentido naquilo. Dizer era muito difícil, principalmente quando não se tinha certeza do que sentia.

O tapa que recebera havia doído mais do que fisicamente, havia afetado seu orgulho. Mas não fora assim que nascera seus primeiros sentimentos por ela? Certa vez, quando ainda eram crianças, Mirajane lhe dera um soco tão forte que local ficara doendo por horas. Na época não fazia ideia do que sentiu, era um misto de ódio e admiração. Com o tempo ela passou a admirar Mira profundamente, e só continuava com as brigas porque a albina lhe provocava. Desistir e admitir que seu ódio tinha se transformado em outra coisa, nunca seria algo que Erza faria.

“Você continua escondendo Erza, sempre quis esconder até de si mesma seus sentimentos. Mirajane sempre tem razão! Você precisa mudar isso!”

Ah, Mirajane! Ela nunca pensou que seria uma admiradora de corpos femininos até Mirajane mexer de vez com sua cabeça. Depois que percebeu que sentia algo por ela, o significado de tudo mudou. Sua pele e cabelos tão claros, seus olhos extremamente azuis tão sinceros, juntamente com seu sorriso, o mais doce que já viu. Poderia passar horas apenas observando aquela figura tão encantadora, se sua vontade de tê-la pra si não fosse maior. A maneira com que foram descobrindo uma a outra juntas fazia Erza delirar.

“Oh, como você é estúpida! Jellal te dispensou, ele só brincou com você! Como ainda consegue sentir alguma coisa por ele? Você precisa esquecê-lo, de vez”.

Mirajane, Mirajane, Mirajane... Ela tentava se agarrar em argumentos suficientes para preferi-la em vez do azulado. “Nem pra beijar direito você prestou, seu covarde! O que foi aquilo? Mirajane me dá beijos muito melhores! Ah... e como dá! E quem precisa daquilo que você tem no meio das suas pernas? Acho que eu nem gosto disso mesmo! Mirajane tem dedinhos incríveis... e uma língua, e... ERZA! Sua tarada! Por que está pensando nisso???”

Era inevitável! Ela tentava não pensar na parte física, mas era quase impossível, já que em tão pouco tempo passara momentos íntimos incríveis com a maga de cabelos brancos. Ela jamais havia imaginado se entregando daquela maneira pra alguém, mas com Mirajane aquilo tudo parecia muito natural, um sensação imensamente agradável, até mesmo quando a albina perdia o controle. Erza riu se lembrando.

23 de julho de X791 – 22:00

A maga de armadura caminhava pelos corredores de Fairy Hills indo até o quarto de Mirajane. Do lado de dentro a albina a esperava, vestia uma lingerie rendada vermelha e meias que iam até suas coxas também vermelhas, contrastando com sua pele muito clara.

– Mira? – Perguntou a ruiva batendo a sua porta.

– Pode entrar, Erza. – Respondeu Mirajane sentada em sua cama. – Não se esqueça do que combinamos.

A maga então entrou no quarto. Usando sua magia trocou-se para uma lingerie preta também com rendas e só assim viu como Mirajane estava vestida.

– Droga, você ganhou. – Riu a ruiva. – Eu te disse que não servia pra isso.

– Porque eu ganhei? – Perguntou a maga de cabelos brancos.

– Por causa das meias. – Afirmou Erza. – Eu nem pensei nisso. Gosto de pensar na praticidade, quanto menos roupa pra tirar, melhor.

Mirajane riu.

– Você pensa de uma maneira bem interessante. – Disse ela. – Mas já que eu ganhei... Aproxime-se, você é minha, Erza!

Uma expressão estranhamente maliciosa surgiu no rosto da maga Take Over, era tão difícil vê-la daquela forma, que Erza nem soube se era uma coisa boa ou não. Mesmo assim aproximou-se. Mirajane ajoelhada na cama envolveu os braços na cintura de Erza e beijou seus lábios com extrema vontade, sua língua explorando toda a boca da maga. Suas mãos a apertava contra si, pressionado os volumosos seios contra os seus, tão volumosos quanto. O perfume da ruiva a inebriava deixando com mais vontade de tê-la. Mordiscou o lábio inferior dela antes de encará-la.

Ambas suspiraram. Mirajane deslizou os dedos pelas costas de Erza, abrindo o fecho do sutiã e retirando-o. Ela agarrou os dois grandes seios, um em cada uma de suas mãos, e revezou entre carícias e apertões, depois se concentrou no esquerdo apertando o mamilo eriçado, o que fez Erza soltar um tímido gemido e isso estimulou ainda mais Mirajane, que levou sua boca ao seio sugando-o e mordiscando levemente.

Enquanto uma mão ainda se ocupava no outro seio. A outra desceu pela cintura da ruiva chegando até o quadril. Mirajane não se conteve e apertou o avantajado bumbum de Erza antes de mover sua mão habilmente para a frente do corpo da ruiva, que continha cada vez menos seus gemidos. A mão adentrou, então, a calcinha chegando ao sexo já bastante úmido que com os dedos começou a estimular.

Erza gemeu mais forte, Mirajane revolveu subir com os lábios até o pescoço, o qual dava beijos e lambidas. Erza achava que ia enlouquecer de prazer, mal conseguia permanecer normalmente em pé, ninguém nunca a havia deixado daquela forma.

– M-mira... – Gemeu o nome da albina.

– O que foi? – Perguntou subindo os lábios pelo pescoço até próximo a orelha.

– Me deixa subir... – A voz grave e um pouco rouca de desejo pediu.

Mirajane foi mais para o meio da cama e assim que a ruiva subiu, empurrou-a contra o colchão, tirou a única peça de roupa que ainda a vestia e abriu suas pernas ficando ao meio dessas. Seus dedos voltaram então à tarefa anterior, estimulando o clitóris da maga deitada que logo voltou a gemer.

– Hm... bem melhor. – Disse Mirajane. – Agora eu posso fazer isso...

Sem cerimônia alguma a maga enfiou dois dedos da outra mão na cavidade de Erza, que gemeu mais forte novamente. Mirajane movimentava os dedos entrando e saindo sem tirá-los completamente, e delirava ao ver a ruiva responder positivamente, seus gemidos era uma música estimulante e ficava cada vez mais molhada.

– Geme meu nome, Titânia! – Pediu com voz autoritária.

Fazia os movimentos cada vez mais fortes deixando Erza enlouquecida, ela ofegava e gemia, quase não raciocinando. Não conseguiu fazer a palavra sair.

– Vamos! – Pediu Mirajane mais uma vez, penetrando fundo os dedos.

– M-mira... jane. – Conseguiu com esforço pronunciar.

Aquilo deixou a albina ainda mais excitada, um sorriso malicioso estampava seu rosto, um incrível contraste com a personalidade que geralmente aparentava. Continuando com os movimentos, pouco depois Erza estremeceu e um líquido escorreu de sua cavidade, molhando os dedos de Mirajane, que os levou até sua boca.

– Delicioso. – Disse quase gemendo ao lamber seus dedos.

Levou seus lábios até da onde aquilo viera, lambeu e sugou todo o líquido se deliciando.

– Ah, como eu adoro seu gosto... – Erza corou com as palavras, ainda deitada. Mirajane debruçou-se sobre ela beijando seus lábios, pegando uma mão da ruiva levando até entre suas pernas por cima da calcinha. – Agora é sua vez de me ajudar, veja como estou excitada.

Mesmo por fora, podia sentir a umidade presente ali. Erza levantou ainda ofegante. Primeiramente retirou o sutiã vermelho de Mirajane, levando seus lábios a um dos seios, o qual fez diversas carícias com a sua língua. Foi descendo a boca pelo abdômen beijando e lambendo até chegar à calcinha que também retirou, continuando seu caminho. Mirajane ofegava e gemeu quando a língua da ruiva tocou seu sexo.

Erza estimulava o clitóris da outra com a língua, que começou gemer cada vez mais em resposta, mas percebendo que demorava para atingir o clímax, puxou os cabelos vermelhos da ruiva fazendo com que ela parasse.

– Sua língua é ótima, mas... tenho uma ideia melhor. – Disse a albina.

Fez Erza se sentar, passou uma perna sua por cima de uma da ruiva e a outra por baixo da outra perna dela, abraçando a ruiva pela cintura uniu seus corpos fazendo a intimidade de ambas ficarem em contado.

– Mas Mira, assim eu vou... de novo. – Disse Erza.

– Você não quer? – Perguntou a albina com o sorriso de malícia voltando aos poucos a estampar seu rosto.

– Mas você ainda não... – A ruiva dizia, mas foi interrompida.

– Eu quero chegar lá com você, quero te sentir, mas se não quiser...

– Você sabe que é impossível eu não querer isso. – Afirmou a ruiva.

Com os dedos em meio aos fios ruivos, a dona dos cabelos claros puxou-a para um beijo intenso. Enquanto movia seu lábios, começou a também movimentar seus quadris e uma corrente de prazer invadiu seu corpo, fazendo-a aumentar os movimentos. Os gemidos de ambas eram liberados na boca uma da outra. Mirajane puxou com força os cabelos ruivos, apertava o corpo da maga contra o seu como se quiser fundi-los.

As intimidades de ambas atritavam-se. A albina deixou a boca da ruiva para beijar-lhe o pescoço, podendo ouvir assim também os seus gemidos extremamente audíveis que a estimulavam ainda mais. Erza sentia seu pescoço ser fortemente sugado e suas costas começarem a ser arranhadas pelas compridas unhas de Mirajane, ela não aguentou por muito tempo e chegou novamente ao orgasmo, mas Mirajane continuava os movimentos, para ela sempre era mais difícil.

Erza sentiu as mãos da parceira arranhar-lhe com mais força, e uma leve dor no seu pescoço. Mirajane havia lhe mordido, um pouco mais forte que geralmente fazia. Não foi de todo ruim, mas a ruiva preocupou-se, pois aquilo não era normal.

– Mira! – Exclamou a ruiva.

Com os dentes da outra ainda em seu pescoço aquilo começou a lhe incomodar. Mas ao ouvir Erza dizer seu nome, poucos últimos movimentos foram necessários para que Mirajane finalmente chegasse ao orgasmo, que foi extremamente forte. Ela apertou Erza contra si e involuntariamente cravou os dentes com mais força no pescoço da mesma que não conseguiu conter um pequeno grito.

Em todas as últimas ações da albina, ela estava de olhos fechados. Finalmente soltou Erza e permaneceu com eles fechados apenas ofegando ainda posicionada em sua frente.

– Mira, você está bem? – Perguntou a ruiva preocupada.

Mirajane não respondeu e demorou ainda alguns segundos para abrir os olhos. Ela parecia sair de algum transe. Levou uma mão até sua boca.

– Que gosto é...? – Começou a perguntar até que viu um pequeno filete de sangue escorrendo no pescoço de Erza. – Porque você está sangrando? – Ela virou o rosto da maga e pode ver a ferida em seu pescoço. – Eu fiz isso com você? – Perguntou assustada.

A mordida não havia sido muito profunda, mas os dentes haviam cortado um pouco a carne e saía um pouco de sangue. O que deixava pior eram algumas manchas roxas ali presentes devido aos chupões que tinha dado. Mirajane ao ver aquilo começou a chorar.

– Eu sou um monstro, sou um demônio... – Disse ela entre soluços.

– O quê? Mira, por favor não chore, não foi nada... – Disse a ruiva levando a mão ao machucado, limpando o sangue. Não lhe incomodava muito e sabia que em poucos dias não haveria mais nenhuma marca ali.

– Eu te machuquei, eu não devia ter feito isso, você devia ter me impedido. – Disse Mirajane ainda chorando.

– Ah Mira, que isso... – Disse Erza tentando abraçá-la, mas a albina impediu.

– Eu odeio ver as pessoas que eu amo machucadas, e fui eu que fiz isso com você, eu não vou me perdoar.

Erza segurou as mãos trêmulas da maga e fitou seus olhos.

– Mirajane, para com isso! Eu não me importo, isso não foi nada. Eu só me preocupo com você. Você não parecia a si mesma. Mas quanto ao machucado, eu quero que esqueça, o restante foi tão bom! Eu amo estar com você e isso não vai mudar. – Ao dizer a ruiva conseguiu abraçar Mirajane.

– Por favor, me perdoa. – Disse a maga de cabelos brancos.

– Você não tem que me pedir perdão. – Respondeu Erza afagando os cabelos brancos.

– Mas... – Tentou protestar.

– Shhh...

A ruiva tomou delicadamente os lábios da albina dando-lhe um beijo calmo e reconfortante.

– Foi incrível! Obrigada por sempre me fazer bem, Mirajane!

– Sou eu que tenho que agradecer!

Mirajane, então, levou os lábios até o machucado e deu um leve beijo no local.

08 de agosto de X791 – 01:20

Relembrando, Erza levou a mão ao pescoço no local que havia sido mordida e sorriu. A ferida realmente não demorou muito para desaparecer e mesmo que aquilo tivesse se repetido, ela não teria se importado, aquilo não era nada comparado a todo o resto. A reação de Mirajane a tudo aquilo realmente fora de cortar o coração e ao mesmo tempo adorável.

Além de ser linda e incrível em todos os aspectos, Mirajane era carinhosa, era doce, uma excelente companhia... Erza amava Mirajane, como não pode ter certeza disso antes? Como não pode perceber? Como se deixou levar pelo Jellal, quando tinha algo muito mais precioso em suas mãos? Ela tinha que ser sincera com ela, tinha que contar tudo que sentia! Se tudo desse errado, até das mordidas ela sentiria falta. Nunca iria se perdoar por ter sido tão estúpida.

Queria correr até o quarto da maga, mas com medo de ela se irritar e/ou ela não conseguir dizer e estragar tudo, permaneceu onde estava, escondendo mais um pouco tudo dentro de si.

08 de agosto de X791 – 10:00 – Fairy Tail

– Mira-nee! – Chamou Lisanna que entrou correndo na guilda, ela estava um pouco molhada, lá fora chovia medianamente. – Mandaram isso pra você. – Disse ela entregando uma carta à irmã.

– Pra mim? – Perguntou analisando o envelope branco sem nada escrito.

– Sim. – Respondeu Lisanna.

Mirajane, com certa desconfiança, abriu o envelope. Dentro havia uma carta escrita em papel rosa claro. Antes de desdobrar a maga viu um pequeno símbolo no canto superior esquerdo que consistia numa cabeça de cavalo azul.

– Blue Pegasus? – Perguntou desconfiada e então desdobrou o papel.

“Oi Mirajane, como vai?

Soube que você comprou mesmo um exemplar da minha revista, podíamos nos encontrar algum dia pra você me dizer o que achou, ou então apenas pra conversar. Entre em contato comigo.

Abraços,

Jenny Realight.”

– Isso só pode ser uma piada! – Exclamou a maga ao terminar de ler. – Eu vou matar o Laxus!

– O que o Laxus tem a ver com a Blue Pegasus? – Perguntou Lisanna.

– Ah Lisanna, são coisas que eu não posso te contar agora.

Naquele momento Erza, também um pouco molhada, chegou à guilda e logo avistou Mirajane, como sempre, no balcão. A maga de cabelos brancos que ainda segurava o papel cor-de-rosa estremeceu. A ruiva vinha em sua direção, parecia decida, e ela não sabia o que fazer com aquela maldita carta. Antes que Erza chegasse ainda mais perto, escondeu a mão com a carta atrás do seu corpo. Erza chegou e cumprimentou as irmãs, que a responderam.

– Lisanna, posso falar um pouco a sós com sua irmã? – Perguntou Erza à menor.

– Claro. – Respondeu ela se retirando.

– O que você quer? – Perguntou Mirajane assim que sua irmã já estava longe.

– Não podemos ir para outro lugar? – Perguntou a ruiva.

Mirajane bufou, a guilda não estava muito movimentada aquela manhã, e mesmo não querendo ir acabou por aceitar.

– Kinana – Chamou Mirajane. – Pode cuidar das coisas um pouco, eu já volto.

– Tudo bem. – Respondeu a jovem de cabelos roxos.

Mirajane levou, então, Erza para dentro da cozinha.

– Não tem perigo de alguém entrar aqui? – Perguntou Erza.

– Não importa, isso vai ser rápido. – Disse Mirajane secamente.

– Mas sou eu...

– Eu não quero saber, Erza. – Interrompeu ela. — Você não se lembra do que eu disse ontem à noite? Porque veio me procurar?

– Porque eu já pensei no assunto, eu tenho certeza...

– Não tem não. – Interrompeu novamente. – Uma noite não é o suficiente, você está tomando decisões precipitadas. Por favor, eu estou esgotada, eu não quero sofrer mais, entenda isso...

– Eu não vou te fazer sofrer, Mirajane, eu juro! Mira... eu te...

– MENTIRA! – Disse a albina levantando o tom de voz. – Você já está me fazendo sofrer, por favor, vá embora.

– Mirajane, você tem que me escutar, eu quero te contar tudo... Eu não estou mentindo. Porque está fazendo isso? Porque não quer acreditar em mim? – Perguntou a ruiva.

Ela tentou pegar nas mãos de Mirajane, mas essa a empurrou, com uma força um pouco grande demais, fazendo-a bater contra a parede próxima. A carta em papel rosa já havia escorregado de seus dedos e ela nem percebera. Mirajane chorava, sua visão ficava turva e com isso levou as mãos à cabeça.

– Mira... – Erza disse tentando tocar nela mais uma vez.

– PARE! – Gritou Mirajane. – Porque não pode fazer o que estou pedindo? Eu só quero um tempo.

As lágrimas ainda rolavam pelo rosto. Era terrível para Erza vê-la chorar daquela maneira sem poder fazer nada. A albina tirou as mãos da cabeça e a levantou, a ruiva notou algo diferente em seus olhos, pareciam mais opacos, mais frios.

“Você e eu andamos em uma linha frágil

Eu sabia disso todo esse tempo

Mas eu nunca pensei que viveria para vê-la arrebentar

Está ficando escuro e esta tudo muito quieto

E eu não consigo acreditar em mais nada agora

E isso está vindo sobre você como se tudo fosse um grande erro”

– Você pode ser forte, eu posso ser também, mas tudo que nos envolve é muito frágil! Você deveria tomar mais cuidado, eu não quero que tudo se quebre. – Mirajane disse chorando.

– O que está dizendo? – Perguntou Erza não encontrando muito sentido naquelas palavras.

“Oh, prendendo minha respiração(...)

Alguma coisa fez seus olhos ficarem frios”

Mirajane saiu correndo da cozinha. Erza pensou em segui-lá, mas achou melhor não. De repende ela havia ficado muito estranha, preocupou-se com ela, mas não queria mais discussões. Daquela maneira, Mirajane com certeza não a ouviria. Teria que dar a ela então, o tempo que estava pedindo, mas provavelmente sua decisão não mudaria, ou assim, pensava ela.

Foi sair da cozinha, mas um papel cor-de-rosa no chão chamou sua atenção. Aquilo não devia ser da sua conta e não devia mexer, mas não conseguiu deixar passar. Pegou-o do chão e ao ver o símbolo da Blue Pegasus um estranho arrepio percorreu sua espinha. Desdobrou-o e definitivamente as palavras que estavam ali, ela não queria ter lido.

– Mas o quê? – Perguntou a si mesma e refletindo toda aquela atitude de Mirajane e tudo que dissera, uma boba lágrima escorreu de seu olho.

– Acho que entendi tudo agora. – Falou ainda pra si mesma. — Você quer um tempo, não é? Eu vou lhe dar, demônia!

Dobrou o papel e jogou-o no chão novamente. Limpou a lágrima e deixou o local.

“Alguma coisa deu terrivelmente errado

Você é tudo que eu queria (...)

Não dá para voltar atrás agora

Eu estou assombrada.”

Notas finais
Consegui escrever minha primeira "laranja"!! HAUSAHSUASH
Apesar de ter me dado um pouco de trabalho, eu amei escrever isso HASUAHSUASH Mas não sei se ficou bom...
Obviamente eu ferrei tudo de novo no final, porque sou muito legal...
Apesar de tudo, espero que tenha gostado, comentem lindinhos, até mais!