Over The Fairy Rainbow
6 Capítulo 6 - Sinal Verde
Notas iniciais
Mil desculpas por ter demorado tanto, mas o final do semestre está tenso pra mim, a faculdade está me matando... (e quem não fez porra nenhuma o semestre inteiro, uma hora tem que fazer né...)
Pausei um pouco a escrita da fanfic a acabei perdendo o ritmo que pra retomar foi difícil, e nada ajudou, eu até perdi uma parte do que eu já havia escrito, porque o Murphy é muito amigo meu, só que não.
Então, eu acho que o capítulo, apesar de grandinho não ficou lá muito bom, e peço desculpas por isso... mas chega de blábláblá, né?
Espero que vocês gostem ♥
07 de agosto de X791 — 08:30 AM – Casa de Freed
A luz solar que entrava pela janela chegou numa angulação que iluminou o rosto do rapaz de cabelos verdes adormecido no sofá, o fazendo despertar. Acordou assustado preocupado com o horário, teria uma reunião às 9:00h e eram 8:30h. Correu para o banheiro, meia hora teria que dar tempo para tomar um banho, já que não estava com um cheiro muito agradável devido à chuva que tomou e a ter transpirado durante a noite devido a certo sonho que tivera.
Percebeu que não havia sinais de que Laxus tivesse dormido em casa. A cama estava da mesma maneira que deixara e não ouvira nada durante a noite, já que havia dormido na sala especialmente esperando que ele chegasse. Não pode deixar de sentir uma ponta de preocupação.
Laxus. Foi exatamente com esse que Freed sonhara e agora se condenava mentalmente pelas situações o qual seu cérebro criou enquanto dormia. “Você não podia ter sonhado com isso! Você não pode se quer pensar nisso”. Mas ele pensava e muitas vezes. O que ele pensara que fosse apenas uma grande admiração, se tornou algo que ele não podia controlar, tinha os pensamentos e sensações que considerava absurdas e mesmo assim seu cérebro insistia em trazê-las à tona.
Já despido e embaixo do chuveiro ligado, deixo-o na temperatura mais fria que conseguiu a fim de não pensar no sonho, mas esse havia sido tão realístico que o objetivo não fora alcançado. E lá estava ele relembrando e desejando que tivesse sido, de fato, real.
Era noite, estava chovendo e Laxus chegara em casa completamente molhado. Freed estava no sofá a sua espera. O mago loiro tirou o casaco ensopado.
– Freed, pode pegar uma toalha pra mim? Vou tomar um banho. – Disse o loiro indo em direção ao banheiro.
– Claro. – Respondeu o outro indo até o quarto pegar a toalha.
Pegou e foi em direção ao banheiro, mas ao chegar ouviu que o chuveiro estava ligado.
– Laxus, já peguei a toalha. – Disse Freed um tanto alto para que o outro escutasse.
– Pode entrar e deixar aqui. – Respondeu Laxus.
O mago de cabelos verdes entrou no banheiro receoso. Tentou não olhar, mas foi impossível, Laxus estava de costas no chuveiro e Freed teve uma visão que achou maravilhosa. O desenho daquele corpo musculoso nu, as costas, os braços, as coxas e a bunda, principalmente a bunda, agora molhados lhe deixaram boquiaberto... e excitado.
– Freed? – Perguntou Laxus ainda de costas, de olhos fechados enxaguando o cabelo.
Freed saiu de seu pequeno devaneio.
– D-desculpe Laxus, a toalha está aqui. – Disse a colocando em cima da pia.
Estava prestes a sair quando sentiu o mago loiro segurar seu pulso lhe impedindo.
– Mas você é lerdo mesmo... – Disse Laxus. – Quem disse que eu quero que saia? Eu poderia eu mesmo ter pego uma toalha se não quisesse que você entrasse aqui.
Laxus então puxou-o para perto se si e o beijou. Foi rapidamente tirando as roupas que cobriam o corpo do mago de cabelos verdes com a ajuda dele, e quando já estava completamente nu, o puxou para debaixo do chuveiro. Começou a massagear o membro de Freed que já estava ereto, tirando um gemido deste.
– Fale... – Sussurrou Laxus. – O que você sempre diz.
– E-eu quero ser todo seu. – Freed sussurrou de volta em meio a seus gemidos.
Envolveu seu braços no pescoço de Laxus e esse então o ergueu pelas coxas. Deram um beijo demorado e, então, Laxus penetrou em Freed e iniciou movimentos de vai e vem. A água do chuveiro caindo sobre os dois deixa o momento ainda mais prazeroso. Ambos os magos gemiam sem pudor algum e depois de alguns minutos chegaram ao clímax.
Laxus deixou Freed descer e o abraçou, passou a mão pelos longos cabelos verdes e fitou seu olhos azuis.
– Eu te amo, meu pequeno. – Disse antes de beijar Freed novamente.
Freed agora que se lembrara do sonho, suspirou tristonho. “Tem que tirar as coisas da sua cabeça, isso nunca vai acontecer!” Pensou. Pelo menos a água fria o impediu de ficar excitado. Terminou de lavar cuidadosamente os cabelos e o corpo e desligou o chuveiro. Secou-se, e fez todo seu ritual pós banho de passar cremes no cabelo e no corpo. (NA: Eu imagino o Freed muito gay metrossexual, sorry!)
Enrolou a toalha na cintura, penteou seus longos cabelos e saiu do banheiro, porém para sua surpresa se deparou com ninguém menos do que o mago de cabelos loiros dos seus sonhos.
– Laxus! – Exclamou ele surpreso, dando um pulinho para trás.
Rapidamente segurou a toalha que ameaçou escorregar de sua cintura.
– Ah, oi Freed. – Respondeu o mago indiferente.
– Por onde esteve todo esse tempo?
– Arranjando problemas. – Respondeu ele que andou até a cama e se sentou.
Freed percebeu que ele estava diferente, mas não havia percebido o que era até se aproximar e sentir o forte cheiro de álcool.
– L-laxus-sama, v-você está bêbado? – Perguntou Freed receoso com a reação do loiro.
– Muito. – Respondeu Laxus normalmente.
– Mas temos uma reunião daqui alguns minutos, você vai nesse estado?
– Reunião? – Laxus perguntou levando a mão para trás da nuca. – Ah sim, eu me esqueci completamente.
– Se esqueceu? – Freed perguntou chocado.
Laxus nunca se esquecia dos seus compromissos. Nunca faltava à uma reunião com o Raijinshuu, nunca se quer chegava atrasado, e cobrava isso dos membros. Freed não sabia o que poderia ter acontecido para “seu mestre” agir daquela maneira inabitual.
– Acho que não estou em condições de ir. – Disse Laxus. – Preciso dormir.
– É, acho que precisa mesmo. – Respondeu Freed seco.
Ele estava um tanto desnorteado. O homem que tanto admirava agora o estava deixando decepcionado. Freed tentava com o máximo de suas forças acreditar que Laxus tivera um motivo muito bom para ter chegado à aquele estado, mas desde a noite anterior o loiro agira estranhamente. O mago de cabelos verdes pensou, então, que fora culpa sua, afinal ele fora dormir na cama junto com Laxus, não fora intencional, estava sonolento e provavelmente confundiu a realidade com mais um dos seus sonhos. Será que Laxus havia ficado tão irritado a tal ponto com Freed?
– Laxus-sama, perdoe-me. – Disse o mago de cabelos verdes.
– Hã? – Indagou o loiro sem enteder.
– Meu comportamento não foi adequado, e me envergonho disso. Prometo que tal coisa não irá se repetir.
– Do que você está falando? – Perguntou Laxus. – Freed, pare de dizer besteiras e vá colocar uma roupa. Depois vá avisar Bickslow e Evergreen que a reunião está cancelada. Me sinto envergonhado por tal feito, mas seria pior se aparecesse por lá assim.
Freed suspirou aliviado, se Laxus se quer se lembrava do motivo de Freed se desculpar, provavelmente não estava zangado com ele. E Laxus se sentia envergonhado. Ah, Laxus sempre seria um homem admirável para Freed não importando a circunstância. Pegou, então, suas típicas roupas e foi ao banheiro se trocar.
Depois de um tempo saiu vestido e com seus cabelos presos nas pontas como sempre fazia. Observou que Laxus continuava sentado na cama, folheava rapidamente uma revista de conteúdo duvidoso, que Freed nunca havia visto. Precisava ir até a guilda o quanto antes, para tentar evitar uma fúria menor de Evergreen quando descobrisse sobre a reunião cancelada, mas sua curiosidade foi maior.
– O que é isso Laxus? – Perguntou chamando a atenção do loiro.
– Uma revista. – Respondeu. – De coisas que você provavelmente não gosta... mas que aquela maldita gosta. – Ele riu, deixou a revista em seu colo e levou as mãos a cabeça. – Eu não consigo entender o que se passa na cabeça de vocês.
– Vocês? – Perguntou o mago de cabelos verdes.
Sua mente deu um pequeno nó. Olhou para a capa da revista a qual havia uma mulher seminua. É, ele realmente não gostava, mas Laxus nunca havia se referido àquele assunto, apesar de ter certeza de que ele sabia e sempre agira com discrição. A falta dela nesse momento com certeza era efeito do álcool, mas mesmo assim, Freed não se sentiu muito confortável ao ouvir Laxus dizer aquilo. Porém, quem seria a tal “maldita”? Será que tinha algo a ver com a tal pessoa que ele havia dito que talvez veria?
– Deixa isso pra lá, pequeno. Se eu for dizer alguma coisa agora, vou soltar coisas que não devo.
O mago das runas estremeceu ao ouvir o loiro chamá-lo de pequeno, assim como em seu sonho. Seus olhos brilharam fantasiosos e um segundo depois nem se lembrava direito do que devia deixar pra lá, mal prestando atenção no restante da fala.
– Vá logo até a guilda, não vai querer aturar uma Evergreen ainda mais zangada!
07 de agosto de X791 — 09:15 AM – Fairy Tail
Enquanto Bickslow tomava um café despreocupado, Evergreen bufava fazendo o companheiro de equipe ficar entediado com as reclamações dela, mas sabia que de nada adiantaria qualquer palavra que dissesse. Sabia reconhecer quando a companheira não estava flor pra que se cheirasse, o que era quase sempre, mas naquele dia em especial parecia pior.
– Quinze minutos! – A maga exclamou. – Laxus nunca se atrasa, quanto mais quinze minutos. Deve ser culpa daquela bichinha com quem está morando!
“Preciso trocar uma ideia com Elfman” Pensou Bickslow. “Isso só pode ser falta de alguma coisa”.
Freed, então, chegou à guilda a passos rápidos e avistando os companheiros de equipe foi até eles.
– Bom dia. – Disse ele cordialmente. – Infelizmente, Laxus pediu pra dizer que a reunião está cancelada.
– O quê? – Perguntou Evergreen já um tanto irritada. – Como assim cancelada?
– Acalme-se – Pediu Freed. – Laxus teve imprevistos e não vai poder vir.
– Imprevistos? – Bickslow perguntou. – Está tudo bem com ele?
– Sim, está tudo bem, só não vai poder vir. – Afirmou.
O mago de cabelos verdes não queria dizer que na verdade Laxus estava bêbado e havia ficado dormindo para não envergonhar o tão respeitado mago do trovão. Bickslow aparentemente aceitou o que havia dito, mas Evergreen bufou cruzando os braços, não se dando por vencida.
– Sabe quantas vezes Laxus já se atrasou ou cancelou uma reunião? – Perguntou ela. – Pois é, nenhuma! E olha que coincidência, isso ocorreu pela primeira vez justamente depois que ele passou a morar com você. Eu disse pra ele procurar logo outro lugar, já que foi aceito novamente à guilda não tem problemas em se fixar, mas ele não me escuta.
– O que está querendo dizer com isso? – Perguntou o mago de cabelos verdes.
– Desculpe Freed, sei que somos companheiros de equipe, mas depois que descobri certas coisas, não acho muito saudável ao Laxus ficar tanto tempo sozinho com você.
Freed não sabia onde Evergreen queria chegar, mas o tom sarcástico que usava, não lhe agradava nem um pouco.
– Hey Evergreen, não acha que está pegando pesado demais? – Bickslow perguntou.
– Pesado, pesado. – Repetiram as bonecas de Bickslow que flutuavam em torno de si.
– Pegando pesado? Ah qual é, eu só estou sendo sincera. – Respondeu a maga ajeitando seus óculos. – E já que comecei, e não vai ter reunião com Laxus mesmo, melhor eu dizer tudo logo.
Freed engoliu em seco, não sabia da onde havia saído essa “sinceridade” de Evergreen contra ele.
– Na verdade Freed, o que eu vou dizer é um conselho: Desiluda! Laxus nunca vai querer nada com você, por um simples motivo: Ele gosta de mulher!
– Evergreen! – Advertiu Bickslow.
O controlador de almas olhou para o amigo que empalidecera e parecia ter virado mais uma estátua assustada de Evergreen de tão imóvel. Não eram só os olhos dela que conseguiam petrificar alguém.
– Eu não aguento mais essa admiração cega do Freed, alguém tem que abrir os olhos dele. Eu não estou fazendo isso por mal. – Disse a maga de cabelos castanhos.
Mas o tom que usava e o sorriso sarcástico provavam o contrário. Depois de alguns segundos, Freed finalmente conseguiu se mover, mas as palavras proferidas ainda ecoavam em seu cérebro. Ele quase nunca saía do sério, nem quando lutava, mas a companheira de equipe conseguira surtir tal efeito nele.
– Cala a boca, bruxa mal-amada invejosa! – Disse tendo manter o tom de voz estável.
– Ui, me senti tão ameaçada Freed! Xingamento típico de um viadinho mesmo. – Riu sarcástica.
Mirajane passava ali perto com uma bandeja vazia voltando para o balcão. Ao ouvir as palavras de Evergreen, virou um olhar mortal para ela.
– O que você disse? – Perguntou a maga albina.
– Pelo que eu saiba, a conversa ainda não chegou na cozinha, Mirajane! – Proferiu Evergreen. – Não se meta a onde não lhe diz respeito.
Mirajane que não estava no seu melhor humor, não hesitou em acertar a cabeça de Evergreen com a bandeja.
– Olha como fala comigo, cunhadinha! – Disse ela. – Na verdade devia tomar cuidado com o que fala sobre qualquer um, eu não vou tolerar qualquer tipo de preconceito com quem quer que seja!
– M-mira, não precisa... – Começou dizer Freed.
Evergreen devolveu o olhar mortal que Mirajane lhe mandara, não sabia por que ela estava defendendo Freed — nem ele próprio sabia — porém a última coisa que queria no momento, por diversos motivos, era uma briga com Mirajane.
– Posso saber o que está acontecendo? – Uma voz alheia a situação perguntou chamando a atenção dos envolvidos.
– Laxus? – Perguntaram os três Raijinshuu surpresos.
Freed não entendeu o que ele fazia ali, mas a primeira coisa que lhe passou pela cabeça, foi uma vontade de correr até ele, o abraçar e dizer o que Evergreen havia dito.
A primeira coisa que passou por Mirajane foi cair fora dali.
– Hey, por que está fugindo? – Perguntou o loiro segurando o braço dela.
– Não estou fugindo, só não devo nada a você, com licença. – Proferiu a maga Take Over livrando-se da mão dele.
Mirajane suspirou como se estivesse cansada. “Por que tantos acontecimentos ‘agradáveis’ num único dia?” Perguntou a si mesma indo para o balcão.
07 de agosto de X791 – 02:40 AM – Fairy Hills
Mirajane havia acabado de sair do quarto de Erza, logo após a ruiva sair na companhia de Jellal. Ia em direção ao seu quarto, andando com os pensamentos avoados e então trombou com alguém que devido à ausência de luz não distinguiu quem era.
– Ai... – Gemeu ela.
– Mirajane? Olha só, mas que coincidência incrível! – Disse a pessoa de voz masculina. – Era exatamente você quem eu queria ver.
Ela então reconheceu a quem pertencia aquela voz.
– Laxus? – Perguntou ela. – O que pensa que está fazendo aqui?
– Nada de mais Mirajane, só queria te ver.
– Mas já que está escuro e não dá pra me ver, com licença... – Disse ela tentando passar por ele.
– Não seja por isso. – Respondeu o loiro que acendeu uma pequena “chama” de raios em sua mão. – Sem desculpas agora.
– Desnecessário. – Disse a albina revirando os olhos azuis agora iluminados. – O que você quer? Sabe que não pode entrar aqui.
– Nossa, quanto mal humor! O que eu te trouxe veio a calhar então. Eu estava andando por aí, e quando vi lembrei-me de você. – O mago dizia cheio de sarcasmo.
Tirou, então, de dentro da camisa um revista e entregou a Mirajane.
– Toma, pra você exercitar seus dedinhos. – Disse ele.
Quando a maga viu do que se tratava, arregalou os olhos. “Maldito!” Era a revista do ensaio fotográfico nu da Jenny da Blue Pegasus.
– Isso é alguma piada? – Perguntou ela. – Eu não preciso disso. E a propósito eu já tenho um exemplar. Como você é bobinho, por que achou que eu ainda não teria?
Já que ele estava a fim de tirar uma com a cara dela, ela pensou então em devolver todo o sarcasmo que ele derramava.
– Fica pra você, pra exercitar suas mãozinhas. – Disse empurrando a revista para as mãos do loiro que segurou contra a vontade.
Ele esperava uma explosão de raiva, ele queria se divertir com a cara dela, mas aparentemente era ela quem se divertia mais.
– O que foi? Você não querer? Ah, que gafe a minha, esqueci que seu negócio agora é com rapazinhos de cabelo verde, não com loiras peitudas, desculpe.
Ela havia cutucado o ponto certo. Certo pra ela, mas completamente errado pra ele. A pequena “chama” em sua mão aumentou de tamanho e num movimento rápido, prensou com o braço a maga contra a parede.
– CALA A BOCA! – Proferiu alta e lentamente as palavras próximas ao ouvido dela. – Eu não quero ouvir brincadeirinhas desse tipo!
– Ah, você pode me trazer uma revista da Jenny, mas eu não posso dizer nada? Não achei que ainda fosse tão infantil!
– Só há uma pequena diferença: no seu caso é verdade. Eu não tenho nada com o Freed, já você com uma certa ruiva não posso dizer o mesmo. E sabe, eu posso sem querer contar o seu segredinho pra alguém... Se você achou que dizendo pra mim que é lésbica ia conseguir me afastar, você se enganou.
– Pode contar Laxus, eu não tenho medo de você e não tenho vergonha do que eu sou!
– É, mas e a Erza? Vai gostar que todo mundo saiba que ela cola o velcro? Eu duvido muito.
Mirajane suspirou. Ele tinha razão. Era capaz de perder Erza pra sempre.
– Por que é tão difícil me deixar em paz? Aproveite as oportunidades da sua vida e não, em vez disso, fique tentando destruir as dos outros. Se alguma coisa no meu relacionamento der errado por sua causa, eu juro que acabo com você!
Mirajane conseguiu se livrar do braço que a prendia, sentindo sua aura “demônio” surgindo. Aproveitou a deixa pra se desviar de Laxus o empurrando para a outra parede e seguiu o caminho para seu quarto.
– A propósito, pega essa revista e enfia no seu cu, já vai treinando pra se um dia você fizer o papel de passivo de relação. – Disse de costas a ele já no corredor escuro.
– Vai mesmo continuar, Mirajane? – Perguntou ele para a escuridão.
Não conseguia acreditar como do nada a Mirajane sarcástica tinha se tornado a Mirajane puta da vida. “Ela perdeu bastante o auto-controle do seu temperamento.”
– Vai se foder, Laxus! – Ouviu a voz feminina já longe.
Ele riu. Essa era a Mirajane que gostava. Aquela albina mexia com ele, de maneira que nenhuma outra mulher havia mexido. Lidar com o fato que ela realmente não estava interessada nele, e provavelmente em nenhum outro homem, estava sendo algo difícil.
E havia também outra coisa com a qual estava sendo difícil de lidar, a qual ela fez questão de comentar: o rapaz de cabelos verdes. Havia um fato que ele não podia negar, ninguém no universo o tratava tão bem quanto Freed o tratava, mas a todo momento ele desejava que isso não fosse uma verdade. Freed nunca lhe falara nada, mas se aquilo não fosse uma paixão doentia por ele, ele não fazia ideia do que poderia ser.
“‘Aproveite as oportunidades da sua vida...’ Ah Mirajane, o que realmente você quer diz dizer com isso?” Tentando ignorar todo tipo de pensamento duvidoso que lhe surgia, seguiu até o bar aberto mais próximo e começou a beber.
07 de agosto de X791 — 09:25 AM – Fairy Tail
Evergreen lançou um olhar furioso para Freed, depois tentou amenizar a expressão para se dirigir a Laxus.
– O que houve, Laxus? – Perguntou ela. – Freed disse que tinha cancelado a reunião.
– É, eu cancelei mesmo. – Respondeu ele naturalmente. – Só vim pra cá, porque não consegui dormir.
– Laxus, desculpe, mas você não me parece muito bem. – Disse ela.
– Eu estou bêbado Evergreen, se é isso que quer saber. – Respondeu ele.
– O quê? – Perguntou chocada, e então voltou a olhar pra Freed como se quisesse condená-lo.
– Por que está olhando assim pra ele? – Perguntou o mago de cabelos loiros.
– Porque eu não acho que morar com ele está fazendo bem a você. – Respondeu Evergreen.
– Está querendo dizer que o Freed é uma má influência pra mim? – Laxus gargalhou. – Ah, Evergreen, eu que bebo e você que fica falando bobagens.
– Por que estão todos contra mim hoje? – Perguntou ela.
Freed já não aguentando mais os ataques verbais da colega, não se importou nem mais com a presença de Laxus ali.
– Porque ninguém aguenta uma mal-comida que nem você. Eu tenho pena do Elfman, muita pena. – Disse o mago de cabelos verdes.
– Já chega! – Exclamou ela empurrando Freed. – Eu vou pra casa!
E saiu em passos pesados de raiva. Laxus gargalhava do que Freed havia dito e Bickslow o acompanhava.
– Ótimo trabalho, pequeno! – Elogiou o loiro.
Ele o havia chamado de pequeno de novo. Freed não ia aguentar se ele continuasse. Suas bochechas com certeza coraram e toda a tristeza que havia sentido pelas terríveis palavras de Evergreen havia sumido.
– Acho que vou voltar pra casa. – Disse Laxus. – Minha cabeça está pesada, não sei por que não consegui dormir.
– Eu faço um chá pra você. – Disse Freed. – Se quiser, é claro.
– Eu vou aceitar. – Laxus então segurou no braço de Freed e seu coração instantaneamente disparou. – Vamos.
Saíram da guilda, a mão de Laxus deslizou até a de Freed e a apertou. Os olhos de Freed arregalaram, seu coração disparou ainda mais. Laxus estava mesmo andando de mãos dadas com ele? Era impossível de acreditar. Ele não queria se iludir, ele lutava para não se iludir, mas qualquer simples fato era um sinal verde para sua mente fantasiar. E andar de mãos dadas não era um fato tão simples assim!
“Ele só está bêbado! Ele só está... ah que se foda... Não importa o que os outros digam, não importa mais nada, eu te amo, Laxus! Será que um dia vou conseguir te dizer?” Ele apenas apertou a mão de Laxus em resposta. Laxus sorriu. Como não se iludir desse jeito?
Notas finais
E preciso dizer que acho o Freed uma gracinha, um tchuco (?), que tenho vontade de pegar pra criar *-* HASUAHSUASH
Enfim, eu espero que tenham gostado, pra agrado de alguns e desagrado de outros, tentei dar uma equilibrada no clima yuri da fanfic. Eu não sei bem se gostei do resultado final, mas como já disse tudo deu errado pra escrever esse capítulo, então desculpem se não ficou muito bom...
Eu vou tentar não demorar com o próximo, mas eu ainda tenho coisas da faculdade pra fazer :( Mas vai ser um capítulo meio diferente e estou animada hahaha
Bem, é isso gatinhos, comentem e até mais ;*
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