Over The Fairy Rainbow

5 Capítulo 5 - Como Você É


Notas iniciais
Ooooi Leitores(as) lindos(as)
Eu achei que fosse demorar mais, mas como quero mandar a faculdade pra pqp, consegui escrever...
Ficou um pouco maior que o normal, mas eu não quis fazer cortes e talvez alguns capítulos fiquem maiores mesmo.
Uma pequena observação: A história se passa mais ou menos um mês depois dos Grandes Jogos Mágicos e estou inferindo que a Fairy Tail ganhou, que é o que provavelmente vai acontecer mesmo. Esqueci de dizer esse pequeno detalhe :)
Bom é isso, e espero que gostem *-*

07 de agosto de X791 – 11:00 AM – Casa do Gildarts

Cana finalmente conseguiu acordar definitivamente. Não havia sido sua melhor noite, nem sua melhor manhã. Ela havia acordado no inicio da manhã passando muito mal, acabou desmaiando novamente e depois acordou quando Wendy lhe usou sua magia de cura, mas voltou a dormir logo em seguida.

Levantou da cama e avistou Lucy dormindo numa poltrona que havia ali, mesmo sentindo uma tontura caminhou até lá.

– Lucy? – Disse a maga de cabelos castanhos baixinho.

A loira deu um salto no lugar assustada.

– Ah, desculpa, era pra eu cuidar de você, mas acabei dormindo. – Disse ela.

Cana riu.

– Cuidar de mim? Relaxa, eu tava dormindo também.

– Vem, você precisa comer alguma coisa, deve estar bastante fraca depois de botar tudo que tinha e que não tinha no seu estômago pra fora. – Disse Lucy pegando Cana pela mão e a levando em direção a cozinha.

– Argh Lucy... – A maga fez uma careta. – Aquela vaca da Laki te disse isso?

– Cana! – Lucy repreendeu-a. – Não se esqueça que ela te ajudou.

– Só pra continuar transando com o meu pai.

– Cana! – Repreendeu novamente Lucy.

– Tá, vou parar. – Cana revirou os olhos.

– Senta aí, eu fiz uma sopa pra você. – Disse a maga celestial enquanto a outra se sentava numa cadeira.

– Obrigada Lucy. – Agradeceu a morena enquanto a loira lhe entregava um prato de sopa e sentava-se numa cadeira ao lado.

– Não sei se está muito bom... – Disse Lucy.

Cana colocou uma colherada na boca e fingiu uma careta.

– Desculpe... – Disse a maga celestial em resposta a reação.

Cana riu.

– É brincadeira, está ótima! E eu estou mesmo com fome... – Disse ela, Lucy corou um pouco e sorriu.

A loira colocou um braço sobre a mesa e deitou em cima quase fechando os olhos.

– Você parece tão cansada. – Observou Cana. – Aconteceu alguma coisa?

– Eu não dormi quase nada essa noite. A Levy passou muito mal e eu a acompanhei até a casa da Polyushka.

– Acho que não foi uma madrugada boa pra ninguém, então. – Afirmou Cana. – Mas você não precisava estar aqui, podia ter ficado descansando.

– Eu fiquei preocupada, Gildarts foi procurar a Wendy na guilda dizendo que você tinha passado mal, eu não ia conseguir ficar lá sem saber o que estava acontecendo com você. – Corou Lucy. — E quando cheguei aqui Laki estava desesperada porque você tinha piorado e ela não sabia o que fazer. Depois que a Wendy te curou, eles tiveram que sair, quem ia ficar fazendo sopinha pra você?

Cana suspirou enfiando uma colherada na boca.

– Você é boa de mais, Lucy. O que eu posso fazer pra te agradecer?

– Nada. – Lucy riu. – Só come.

07 de agosto de X791 – 08:00 AM

Gildarts havia saído para buscar Wendy e Laki havia ficado com Cana que após ter desmaiado não havia acordado, até aquele momento. A maga das cartas levantou da cama e correu até o banheiro.

– Cana? – Perguntou Laki assustada com movimento repentino.

Levantou rapidamente da poltrona que estava sentada quase adormecida e foi atrás da maga de cabelos castanhos. Deparou-se com ela em pé em frente a pia do banheiro, pressionava o lado direito do abdômen com uma das mãos e tossiu liberado um pouco de sangue. Cana ao perceber a presença da outra maga, a encarou, uma expressão de dor dominava o seu rosto.

– S-seu pai foi atrás da Wendy, ela já deve estar vindo. – Disse Laki tentado tranquilizá-la, mas ela própria estava muito assustada.

– Sai daqui, você não vai querer ver isso. – Advertiu Cana.

A maga tossiu novamente, rapidamente foi a até o vaso e vomitou. Laki nauseada virou o rosto na direção contrária.

– Eu to falando sério, Laki, isso é nojento e é vergonhoso pra mim, sai daqui!

Mal havia acabado de falar a maga vomitou novamente. Laki se aproximou dela e segurou seu cabelo atrás da cabeça.

– Não, eu prometi pro seu pai que ia cuidar de você. – Disse a maga de cabelos lilases.

– Por favor, não olha... – Pediu Cana.

– Não vou olhar. – Afirmou ela e fechou os olhos.

Apenas ouvia Cana vomitar e seus gemidos de dor ficarem cada vez mais desesperados.

– Ai, isso dói demais. – Cana chorava. – Eu to sangrando, parece que meu estômago quer sair pra fora, eu não sei o que está acontecendo!

– Calma... – Tentou tranquilizar Laki sem saber bem o que falar, mas sabia que era inútil.

Seu único desejo era que Gildarts chegasse logo com a Wendy. Sentiu o corpo de Cana perder as forças e ela cair. Abriu então os olhos e viu que realmente ela havia vomitado muito e havia sangue, e agora a maga encontra-se desmaiada.

– Cana! – Disse ela desesperada pegando a maga pelos ombros. – E agora, o que eu faço? Por que isso tinha que acontecer justo quando eu estou sozinha com você? Trate ficar viva!

Para o seu alívio ouviu os passos e barulhos de pessoas, a salvação havia chegado: Wendy.

07 de agosto de X791 – 11:10 AM

– Se a Wendy não tivesse vindo eu teria morrido. – Disse Cana.

– Não fale essas coisas. – Repreendeu Lucy. – Você tá bem agora, é isso que importa.

– Pois é, mas Wendy falou pra eu não beber, você lembra direito o que ela disse? – Perguntou a morena.

– Ela disse pra você não beber por duas semanas, porque seu fígado e estômago estão muito sensíveis, e se beber, vai passar mal de novo. E pra você comer coisas leves também. – Respondeu a loira.

– Duas semanas? Mas que droga! – Reclamou Cana. – Sem bebida e sem namorado, eu vou enlouquecer!

– Mas você não estava saindo com o... – Começou Lucy.

Estava. – Interrompeu Cana rapidamente. – E que fique no passado!

– Desculpa. – Disse a maga celestial. – Eu não sabia que...

– Ah, relaxa. – Disse a maga das cartas. – Tem mais sopa? Eu ainda estou com fome. – Disse ela com o prato vazio.

– Sim, eu pego pra você. – Disse Lucy se levantando pegando o prato.

– Na verdade, acho que vai ser bom falar sobre isso com alguém, eu não estou muito bem desde que tudo aconteceu. E isso foi umas das causas de eu ter passado tão mal. – Comentou Cana.

– Como assim? – Perguntou Lucy voltando a mesa entregando o prato a Cana.

– Já fazia um tempo que eu vinha sentindo uma dorzinha chata às vezes e eu percebi que piorava quando eu bebia. – Explicou a morena. — Então eu tentei parar de beber, mas depois que... bem... eu terminei com ele, eu não aguentei e voltei a beber de novo.

– Ah Cana, eu sinto muito. – Disse a loira. – Mas não fica assim, logo você arruma outro namorado, homem querendo você é o que não falta!

– Eu pensava assim também, sempre que eu terminava com alguém, mas agora... ah sei lá, eles não valem a pena. A verdade é que eu não fiquei mal pelo término em si, foi por outra coisa...

– O que foi então? – Perguntou Lucy.

– Ele me traiu. – Respondeu Cana. – Com uma pessoa inimaginável!

02 de agosto de X791 – 23:00 – Fairy Tail

Makarov havia descido dar uma festa em comemoração à vitória da Fairy Tail dos Grandes Jogos Mágicos, na verdade mais uma festa, já que outras já haviam sido feitas, mas comemorar esse fato memorável na história da Fairy Tail nunca seria demais. Magos de outras guildas, como a Blue Pegasus e a Lamia Scale, haviam sido convidados, e todos estavam conversando, dançando, bebendo e se divertindo juntos.

Cana estava saindo há algum tempo com Hibiki da Blue Pegasus, desde que ele havia dado em cima dela durante os Grandes Jogos. Ela, em meio à festa, o arrastou para uma parede um pouco longe das outras pessoas para ter mais privacidade, algo quase impossível na Fairy Tail. A maga selou os lábios nos dele e dava-lhe beijos cada vez mais envolventes, desceu sua mão pelas costas do mago e lhe deu um apertão no bumbum.

– Cana! – Advertiu ele. – Vai com calma.

– Ah, vai dizer que não gosta? – Sussurrou ela.

– Você está bêbada? – Perguntou ele.

– Pior que não. – Respondeu a maga rindo.

Então ela percebeu que o olhar do mago se perdeu em algo atrás dela.

– O que foi? – Perguntou Cana virando o rosto na direção em que ele olhava.

– Nada... só me deparei com o Leo ali. – Respondeu Hibiki.

De fato, o espírito celestial estava há alguns metros e acenou para o casal, Cana devolveu o aceno, Hibiki apenas acenou com a cabeça, continuando com as mãos ao redor da cintura da maga, parecia desconfortável com algo.

– Que foi? – Perguntou ela voltando a olhar para Hibiki. – Ah é, o Loke antes era... Sinto muito. – Disse ela embaraçada lembrado que o espírito pertencera a ex de Hibiki que falecera, Karen.

– Tudo bem, já faz tempo. – Disse ele. – Preciso ir ao banheiro, você me espera?

– Sim, eu vou ali com o pessoal um pouco, então. – Disse a maga indo em direção a uma mesa enquanto Hibiki também se retirava.

Cana ficou conversando com outras pessoas, mas percebeu que Hibiki estava demorando demais, preocupada, saiu em sua procura. Viu que ele não estava com os outros membros da Blue Pegasus, então foi em direção ao banheiro masculino.

– Até aqui você tem que perseguir, Lyon? – Dizia Gray saindo do banheiro seguido do mago de cabelos brancos. – Hey Cana, está tão bêbada que está errando o banheiro? – Perguntou ele ao ver a maga.

– Não, idiota! – Respondeu ela. – Estou procurando o Hibiki, por acaso não viu ele ai dentro?

– Eu não. – Respondeu ele. – Você viu? – Perguntou a Lyon.

– Também não. – Respondeu o mago.

– Ok, obrigada. – Respondeu ela e saiu.

“Será que ele foi lá fora?” Pensou ela resolvendo ir conferir. Na frente não havia ninguém, foi então andando em direção a lateral direita e coincidentemente ouviu vozes em meio à barulheira interna abafada pelas paredes.

– Eu não posso mais fazer isso com ela, você não pode mais fazer isso com ela! – Pode ouvir Loke dizendo.

– M-mas Leo, o que eu tenho com ela é só fachada. Você não tem problema com isso porque você nem fica nesse mundo. Eu já tenho fama da gay por ser da Blue Pegasus, enquanto eu estiver com ela ninguém pode falar nada!

Finalmente Cana havia encontrado Hibiki, mas isso não era bem o que ela esperava. Chocada, não podia acreditar no que o mago dizia, mas resolveu continuar ouvindo e ver onde aquela conversa ia dar.

– Você está preocupado com o que o os outros vão dizer ou com o que você vai achar de si mesmo por escolher um homem em vez de uma mulher? – Perguntou o espírito. — Se você está confuso não fique brincando com os outros.

– Eu não estou confuso, eu quero ficar com você! – Respondeu Hibiki.

Fez-se então um silêncio seguido pelo barulho do que parecia pessoas se beijando.

“Isso não tá acontecendo!” Pensou Cana extremamente indignada e resolveu acabar logo com aquilo. Virou então a lateral a guilda e viu o que temia: Hibiki e Loke se beijando.

– Mas que porra é essa? – Perguntou ela esbravejante.

Ambos se soltaram e olharam para ela surpresos, com os olhos arregalados.

– C-cana? – Gaguejou Hibiki assustado.

– Então eu sou só uma fachada? Você só está me usando pras pessoas não falarem de vez que o que você curte mesmo é dar o cu? Isso explica você ser tão ruim de cama!

– Calma Cana... – Loke tentou tranquilizá-la.

– Calma o cacete! E você... achei que fosse meu amigo, como pode fazer parte disso?

– Me desculpe, eu tentei convencê-lo que era errado e que devia falar a verdade pra você...

– Mas continuou comendo ele, né? – Devolveu ela. – E você. – Voltou-se para Hibiki que suava frio. – A quanto tempo está me botando chifre?

– C-cana, não bem isso... — Tentou desviar ele.

– Quanto tempo? – Perguntou ela mais uma vez.

– Umas duas semanas.

– Como conseguiu agir normalmente comigo como se nada estivesse acontecendo? Como teve essa cara de pau?

– Quer saber, eu não tenho culpa se você começa sair com qualquer cara que dá em cima de você. – Disse Hibiki. — E você devia saber, eu dou em cima de todo mundo, você só foi a vítima da vez.

– Como tem coragem de dizer isso de mim? – Bravejou ela.

A fúria tomava conta da maga de cabelos castanhos. “Não chore!” Pensou ela firmemente, mas era difícil, ela já havia ouvido algo muito parecido antes.

“Eu dou em cima de todo mundo, você só foi mais uma.” Ouvira isso daquele que havia participado da atual traição: Loke. Olhou para o espírito inconformada e depois novamente para o mago da Blue Pegasus.

– Querem saber, vocês se merecem! Mas tem uma coisa que você merece mais...

A maga então fechou o punho e deferiu um soco no rosto daquele que há minutos atrás achava que estava gostando dela, que achava que com ele estava sendo feliz. Ele apenas soltou um gemido de dor levando a mão à mandíbula que quase fora deslocado. Ela voltou-se para Loke ainda com um punho fechado, e lutou para não socá-lo também.

– Some! – Disse ela. — Antes que isso vá parar na sua cara!

O espírito a encarou assustado por alguns segundos e então desapareceu.

– Você desparece da minha vida também! – Disse ao mago ali parado.

Caminhou de volta a guilda, limpou uma lágrima indesejada que não conseguiu conter. Foi até o balcão e ignorou suas próprias advertências sobre não beber.

– Mirajane, me vê uma caneca bem grande de Chopp!

07 de agosto de X791 – 11:25 AM

– E foi aí que eu bebi tudo que não havia bebido nos últimos dias. – Explicou Cana.

Lucy a encarava pasma.

– E-eu nunca esperei que eles fossem capazes de fazer isso... E-eu sinto muito Cana, deve ter sido terrível pra você. – Disse a maga celestial.

– Ah, eu já estou melhor... na verdade bem melhor agora que contei a você. – Confessou Cana. – Só não conte pra ninguém, ok?

– Claro.

– Ah, sua sopa estava ótima! –Disse Cana levantando e colocando o prato na pia.

– Como está seu estômago? – Perguntou Lucy.

– Agora melhor que nunca! – Respondeu a maga dando dois leves tapinhas na barriga lisinha e depois riu, fazendo Lucy rir também. – Vou ao banheiro escovar meus dentes, vai lá pro meu quarto.

– Ok. – Respondeu a loira se levantando da cadeira e indo até o quarto da maga.

(NA: Se puderem, ouçam essa música: http://youtu.be/2SH0pVVBmN0)

Sentou-se na mesma poltrona que estava antes. Logo Cana chegou e sentou na cama.

– Senta aqui comigo. – Pediu ela. – Você tá muito longe aí.

A loira levantou e sentou-se na cama ao lado da morena, mas percebeu o olhar vago da mesma.

– O que foi? Ainda parece meio triste. – Observou Lucy. — Tem certeza que você me contou tudo o que queria?

Cana a encarou por alguns segundos, tentou dizer que sim, mas traiu seus próprios desejos, explodindo em lágrimas.

– Ah Cana... – Lucy a abraçou. – Não fica assim... – A loira não sabia o que dizer para reconfortar a amiga.

– Eu fico pensando se ninguém nunca vai gostar de mim de verdade. – Disse a morena. – Depois que os homens descobrem realmente como eu sou, eles me deixam. Alguns não me levam a sério desde o começo, tipo Hibiki...

– Eles não sabem o que estão perdendo ao fazerem isso. – Disse Lucy.

– Não Lucy, eles sabem. E às vezes acho que têm razão. Eu sou mesma toda errada, problemática e cheia de defeitos. Ninguém quer ficar com alguém assim.

– Assim como? Todo mundo tem defeitos, Cana.

– Mas não como os meus. Eu sou uma bêbada, impulsiva, egoísta, desleixada, cabeça dura e ninfomaníaca. Não deve ser fácil lidar com isso.

– Ninfomaníaca? – Lucy não pode deixar de rir. – Isso lá é defeito?

– Porra Lucy! – Cana riu entre as lágrimas e a soltou do abraço.

– Mas é tudo isso que torna você o que você é. Tira tudo isso e o que sobra? Alguém muito diferente de você. – Disse Lucy. — Nossos defeitos querendo ou não fazem parte do que nós somos, e se uma pessoa não gosta de você pelo que você é, não vale a pena desperdiçar seu tempo com ela. Nem as suas lágrimas.

Ela limpou algumas lágrimas dos olhos violeta com as costas da mão.

– Eu gosto de você exatamente por você ser assim, mesmo que você ache que essas coisas são defeitos, é o que te torna única. Não fica sofrendo por causa de nenhum homem idiota que não soube te valorizar! Eu vou estar sempre aqui, ok? Não importa quantos defeitos você tenha.

Cana estava até boquiaberta com as palavras de Lucy, nunca ninguém havia lhe dito nada daquilo.

– Own Lucy! – A morena a abraçou novamente. – Você é muito fofa! Essa foi coisa mais bonita que alguma pessoa já me disse, muito obrigada!

– E-eu só estou falando a verdade. – Disse a loira.

– Se você fosse um homem eu te beijava e te pedia em namoro. – Riu Cana e soltou Lucy do abraço.

– Só se eu fosse um homem? – Perguntou Lucy.

Cana ficou surpresa e arregalou os olhos. A maga celestial logo percebeu a idiotice que havia acabado de fazer e se arrependeu, mas já era tarde.

– Por que essa pergunta? – Perguntou a morena.

– Haha... é brincadeira! – Tentou disfarçar Lucy, mas estava corada.

As duas se encararam por um tempo, até Lucy desviar o olhar.

– Eu quero saber como é isso. – Disse Cana quebrando o silêncio constrangedor que se instaurou.

– I-isso o quê? – Perguntou Lucy que quase tremia de nervoso.

– Gostar de uma pessoa pelo que ela é! – Disse a maga de cabelos castanhos. – E saber que ela também gosta de mim!

Ela pegou levemente no queixo da maga celestial e a fez voltar a olhar pra ela.

– P-para Cana... – Disse Lucy.

Mas ambas sabiam que se loira não quisesse, ela podia sair daquela cama naquele momento. Ela podia se livrar dos dedos da morena que seguravam seu rosto. Porque essa não estava lhe impedindo, não estava lhe prendendo, não estava lhe forçando a nada. E mesmo enquanto os lábios da exótica maga das cartas se aproximavam cada vez mais dos seus, ela não se moveu.

Então sentiu o toque delicado, macio e úmido dos lábios dela nos seus. Ficou estática por poucos segundos se perguntando se não estava sonhando. Seus lábios se moveram lentamente, não eram nada experientes como eram aqueles que beijavam, mas aos poucos conseguiram pegar o ritmo.

Seu corpo tremia e era como se borboletas tivessem invadido seu estômago. Mas apesar de nervosa, estava feliz, tão feliz que mesmo entre o beijo os cantos de seus lábios formavam um leve sorriso. O que ela achou que nunca fosse acontecer: Beijar Cana Alberona, sua tão desejada amiga, estava acontecendo. E foi então que definitivamente percebeu, que mesmo com a experiência com Levy naquela manhã, era apaixonada por Cana.

A maga de cabelos castanhos separou seus lábios dos dela e sorriu.

– Promete que não vai se assustar se eu confessar uma coisa? – Perguntou Lucy.

Cana mordeu o lábio inferior com medo do que seria, mas assentiu.

– F-foi meu primeiro beijo. – Confessou Lucy corando. – E na verdade eu queria ter feito isso há algum tempo.

– P-primeiro? – Perguntou Cana tentando disfarçar a surpresa. — Não posso dizer o mesmo. – Sorriu ela. — Às vezes, gostaria de ter sido por mais tempo inocente como você. Bom, foi o meu primeiro com uma garota. E talvez o primeiro com alguém que realmente goste de mim.

– Não foi o último também, né? – Perguntou Lucy com medo de não poder reviver aquele momento.

– Não. – Respondeu.

E uniu seus lábios aos da loira mais uma vez. Com ela se sentiu delicada, era como se explorasse o extremo de sua feminilidade. Tão contraditório e tão incrível.

Notas finais
Desculpem as partes nojentas, a Cana boca suja e o excesso de lesbianismo dessa fanfic HASUAHSAUS É que escrever yuri pra mim é mais fácil do que escrever yaoi e eu tive que colocar esse capítulo antes dos outros pra não zuar totalmente a cronologia.
O fato de eu ser apaixonada pela Cana também contribui pra eu ser um pouco imparcial na hora de decidir a ordem dos capítulos HAUSAHSUS Puta inveja da Lucy agora, sabe u_u
Se mais alguém gosta da Cana vejam isso e tenha bons sonhos/pensamentos durante o dia: http://haitianhallow.deviantart.com/art/Cana-Alberona-307461207 (Cuidado ao abrir isso com alguém por perto, LOL)
Tá, vou parar de putaria u_u Espero que tenham gostado do capítulo! Não esqueçam de comentar, e é isso, até mais \o