Over Again
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Leiam as notas inciais (seu interesse)
O sinal acabou de tocar e as pessoas começaram a se levantar indo para o corredor, querendo sair da escola, nem ligando para o professor que não tinha acabado de falar. Guardei as coisas na mochila e fui em direção ao meu armário.
Estava colocando as coisas no armário e quando eu fecho Nico está encostado no armário vizinho de braços cruzados.
– Vamos logo. – falou como sempre bem educado.
Caminhamos pelos corredores vazios da escola até chegar a um que eu nunca tinha passado. Ele não era diferente dos outros, tinha armários na parede e portas que davam para salas. Nico parou em frente a uma porta de madeira com uma pequena janela, onde dava para ver pessoas dançando.
– Aqui é onde o pessoal da dança ensaia. – Me falou e eu o olhei com cara de duvida. Ele bufou e revirou os olhos. – Você toca piano. Elas precisam de um pianista para a nova apresentação e você serve.
– E em que parte do palno de “ficar perto da Annabeth” isso entra? E como você sabia que eu tocava piano? – perguntei curioso pelo plano e assustado de como ele sabe que eu toco, nunca lhe contei.
Nico revirou os olhos cheios de olheiras novamente e murmurou algo como “lerdo”.
– Percy, estou tentando ter calam aqui, mas você não ajuda com sua lerdeza. – Fiz cara de indignado! Eu não sou lerdo! – Bem vou te explicar. A Annabeth faz parte do pessoal da dança, e já que eles qurem inovar, precisam de um pianista bom para tocar músicas populares no piano. È uma boa chance de você se aproximar dela.
– Ahh! Mas como sabia que eu tocava? – Perguntei e ele se limitou a sorrir de lado apontando para a sala em um sinal claro de que era hoje de entrar.
– Boa sorte Romeu. – Brincou e deu uma tapinha nas minhas costas – Boa sorte com a professora, ela é um saco! – Falou se virando e voltando pelo caminho que fizemos. Respirei fundo e entrei.
Abri a porta e todos os olhares da sala se viraram para mim. Vi que as pessoas estavam encostadas na parede e apenas Annabeth e Thalia estavam de pé. Annabeth vestia uma calça Leggin preta, uma blusa do Green Day e uma blusa xadreza amarrada na cintura. Já Thalia vestia uma calça leggin também preta, blusa do Queen e uma blusa moletom amarrada na cintura.
– Olá. – Falei meio tímido devido a tantos olhares direcionados a mim. – Queria fazer o teste para ser o novo substituto no piano. – Falei e a professora, que agora percebi estar no meio da classe me olhou.
– Tudo bem. Vá até o piano e me impressione Sr...?
– Jackson
Ela passou as mãos pelos cabelos pintados de ruivo e ajeitou a armação de seus óculos. Todos passaram a me olhar. Annabeth deu um sorriso de lado e falou algo para Thalia ao seu lado que apenas assentiu.
Fui em direção ao piano preto e bom cuidado no lado da sala. Sentei-me no banco. Estralei meus dedos (mania) e respirei fundo pensando em tudo que aprendi com minha mãe.
– Fiquem preparadas, quando ele começar a tocar quero ver as duas dançando. – falou a professora para Thalia e Annabeth, que apenas concordaram com um aceno de cabeça.
Além de mim tocando tinham mias dois caras, um com um Violão ao seu lado e a guitarra no colo e o outro sentado na bateria. O cara da guitarra é ruivo e parece gentil e o que esta na bateria é moreno e tem um sorriso no rosto enquanto vem em minha direção.
– Vamos tocar Clocks do Coldplay ok? – falou me entregando a partitura. Ele voltou ao seu lugar e eu me arrumei em frente ao piano.
Começamos a tocar e as meninas a dançar. A dança não era tão agitada mas continuava bonita de se ver.
{...}
Agora estava na biblioteca. Sim eu estou na biblioteca! Estou procurando um livro para fazer meu trabalho de ciências e o ruim é que eu não o acho. Quando achei me virei e dei de cara com a Annie.
– Escutei voe tocando ontem, foi bom.
– Obrigado. – falei sorrindo.
– Você me assusta Percy. – ela disse de repente.
– Bem, isso não me soa bom. – falei.
– Não, não. – Falou consertando o que tinha falado. – Eu acho que sim. Você... Assim que chegou aqui eu quis te conhecer por razões erradas. Amizade não estava exatamente no topo da minha lista.
Nossa ela teve a coragem de me falar que só se interessava pelo o que eu podia fazer pelo Luke!
–... Mas no desenrolar, você é mesmo legal e esquisito. – falou continuando. Ela me acha legal O/. – E agora você é como esse garoto na minha vida que eu me importo. Isso faz sentido? – falou depois de desabafar.
Ela se importa comigo?! Ela se importa! Agora estou me controlando para não rasgar meu rosto com o sorriso que insiste em surgir no meu rosto, mesmo que eu nãop queira. Mas uma coisa me incomoda, ela me acha esquisito, isso é bom?
– Defina “esquisito”. – falo para esclarecer a duvida e ela sorri de lado.
– Você só tem que ser menos preguiçoso às vezes.
– Defina “preguiçoso”. – Falei e ela deu um sorriso, lindo, e se virou saindo até o encontro de suas amigas. Eu fiquei ali, apenas com meu sorriso bobo por ela me achar legal.
{...}
Eu estava em casa com meu pai, Tyson e a vizinha. Fui jogar o lixo fora a pedido do meu pai. Abri a porta de madeira com uma mão e com a outra segurava o saco preto de lixo. Ouço um barulho e me viro, deparando-me com um pequeno cervo.
– Olá. – Falo e o cervo se vira para mim e me encara com seus grandes olhos pretos curiosos e com medo. – Um pouco perdida? Conte-me sobre isso. – Ela se virou e ficou encarando a janela que dava para a cozinha onde meu pai fazia um sanduíche junto com meu irmão e Amy, a vizinha.
Abri um pouco o saco de lixo e de lá tirei um pedaço de alguma fruta. Estiquei minha mão na direção do cervo, ela me encarou e cheirou a comida, abocanhando-a logo depois. Fiz carinho em seu pelo macio. – Quer mais?
{...}
Estava andando pelos corredores lotados da escola indo na direção ao estacionamento quando sou parado.
– Hey, preciso consultar você. – Fala uma voz bem conhecida.
– Acho que não sou bom para ninguém consultar. – Falou virando-me na direção de Annabeth, que sorri de lado.
– Mas isso é sua especialidade! Eu preciso de um material de leitura novo. – Fala alegre e gesticulando com as mãos enquanto andávamos. – E achei que poderia me emprestar uma de suas revistinhas.
– Achei que garotas gostassem de revistas de beleza e livros sobre pôneis. – Falo sincero e ela revira os olhos e explica.
– É para o Luke. Eu terminei de ler para ele um livro agora, e preciso de outro fácil de ler. – Vendo que eu perdi toda a vontade de emprestar uma revista ela implora um pouco mais. – Por favor, empresta uma? – fala com carinha de gato do Sherek
Suspiro. Tiro minha mala de um dos ombros e procuro por uma de meus quadrinhos.
– Bem.... – Falo ainda vendo o que tem de opção. – Temos essa edição do Ultimo Lanterna Verde. – Falo estendendo o quadrinho em sua direção e ela pega.
– Perfeito. Obrigada.
{...}
Por conta do cervo, que ainda não saiu do meu quintal, tive queir acampar com meu pai pelas montanhas levando um cervo na coleira. Isso ai eu e meu pai em um mesmo ambiente tentando não brigar e ainda por cima com um cervo.
No meio disso eu tive uma grande discussão com meu pai sobre mentiras (prefiro não comentar agora), então meu toquei. Eu não posso continuar mentindo para a Annabeth sobre o Luke.
{...}
Minhas mãos tremem e estou suando frio por dentro do meu casaco. Estou de frente a porta da casa da Annie pronto para contar a verdade, mas não consigo nem tocar a campainha. Finalmente tomo coragem e aperto o maldito botão da campainha.
Alguns segundos depois a mãe da Annie abre a porta e me encara com um pouco de rancor.
– Você. – fala franzindo a testa e me encarando como se estivesse me avaliando com seus olhos cinzentos. – Por que esta com cara de quem vai vomitar?
– Porque eu talvez vomite. – Ela me encara como se eu fosse um E.T e balança a cabeça em desaprovação chamando Annie logo em seguida.
Depois de um tempo em um silencio constrangedor e com Atena me encarando Annabeth aparece. Ela não estava com muita roupa, quase sem, parece ter acabado de sair do banho, com cabelos molhados e um roupão azul bebê.
– Oi Percy! – fala radiante.
– Tenho que falar com você por um minuto. – Falou nervoso pelo o que vem a seguir.
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