Over Again
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Paramos no ponto de ônibus e andamos mais alguns metros. Paramos em frente a um hospital. Pessoas andavam rapidamente para dentro do local e algumas saiam. Mas... Não íamos visitar o namorado idiota da Annabeth? (não que eu me importe, ele deve ser um magricelo e feioso, sou muito mais bonito. Espero).
– Annie nós não íamos visitar seu... – ela não me deixou continuara frase e falou:
– Sim – disse com melancolia na voz enquanto olhava o hospital tristemente – Vamos apenas me siga. – falou e foi andando em direção à porta da recepção.
Entramos no hospital e varias pessoas circulavam por lá, alguns pacientes esperando para serem atendidos, médicos e enfermeiras andando de um lado para o outro. Em um canto ao lado da bancada da recepção de encontrava um homem com jaleco. Ele era alto, loiro, musculoso e com lindos olhos azuis e apresentava um sorriso brincalhão ao falar com a moça da recepção.
Fomos andando do homem, provavelmente um médico de plantão. Quando ele nos viu abriu um sorriso Colgate que faz qualquer menina suspirar.
– Annabeth! – Disse sorrindo mais e vindo em nossa direção – Como vai menina? Não aparece aqui faz tempo. Aconteceu algo? – Perguntou curioso. Pelo visto Annie vai muito ao hospital, mas não sei o motivo.
– Olá Dr. Apolo! – falou animadamente – Vou bem, obrigada. Não tenho vindo muito por conta que as aulas voltaram. – Falou fazendo careta e o homem apenas deu um risinho.
– Entendo. Vejo que trouxe visitas hoje! – disse se referindo a mim que no momento só estava parado um pouco mais atrás observando.
– Sim ele é meu amigo Perseus Jackson. – disse me empurrando um pouco mais para frente.
– Olá. Pode me chamar apenas de Percy. – Falei educadamente.
Ele então conversou mais algumas coisas com Annabeth que eu não entendi e falou que poderíamos entrar sei lá onde.
Eu apenas segui Annabeth pelo vasto corredor do hospital. Pegamos o elevador e começou a tocar aquelas musicas chata que não melhoram em nada o ambiente. Percebi que Annabeth estava ansiosa para ver seu namorado, ele deve ser algum médico, não faço ideia.
Paramos de frente a um quarto com o número 221. Pela janela de vidro que da a visão para o paciente pude observar um menino desacordado. Ele tem cabelo loiro curto com cor de areia, físico bom e uma cicatriz que vai de seu olho direito até a mandíbula. Annabeth também o observava com o olhar distante e triste. Deve ser seu namorado.
– Esse é seu namorado. – afirmei ainda olhando para o menino desacordado.
– Percy Jackson, conheça Luke Castellan. – falou baixo e melancolicamente. Respirou fundo e continuou. – Luke cresceu no outro quarteirão de casa. Nós fazíamos tudo juntos. Ele foi o primeiro garoto que eu odiei. – falou olhando para nenhum ponto especifico, mas com o olhar perdido em lembranças. – O primeiro garoto que eu bati, beijei.
“Malcolm e ele eram melhores amigos, sempre arrumavam confusão. No ultimo 4 de julho eles decidiram pegar a caminhonete do pai do Luke e ir dar um passeio.Luke dirigiu. Ouve um acidente. – Suspirou. Vi pelo seus olhos, agora de um cinza claro e com lagrimas acumuladas, que ela sente falta do Luke em sua vida, quero voltar como tudo era antes. – Malcolm foi jogado do veiculo e não se lembra do que aconteceu. Quando a ambulância chegou, Luke já estava inconsciente. Ele não acordou desde então.
Sempre espero que um milagre aconteça, mas nada acontece. Quando eu soube que seu pai vinha para São Francisco, pensei que ele poderia ajudar, já que é um dos melhores médicos da época.”
Então era isso que ela queria o tempo todo? Que meu pai cure o namorado dela para ela me esquecer e eu voltar a ser o mesmo rejeitado de sempre?! Ninguém como ela iria mesmo falar comigo. Ela, nem a família Castellan não merecem sofrer por conta da morte de alguém especial. Eu sei como eles se sentem.
– Me desculpa por te magoar, Percy. – falou quando percebeu que eu não gostei de ser usado. Quem gosta? – Eu só ia te dizer que eu não sabia como iria conseguir ajuda-lo e tive essa ideia.
– Tudo bem. – falei finalmente. – Eu te entendo. Se fosse alguém especial para mim também faria isso. – Sorri de lado – Vamos, temos que ir para casa.
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Agora estou em casa, na sala tocando piano. Tocar sempre me acalma e me faz pensar em minha mãe. Ela que me ensinou a tocar. Sorri com esse pensamento e continuei a tocar Secrets do One Republic.
Eu estava tocando, uma coisa que eu não faço dês da morte de minha mãe. Lembrar-me dela me trás saudades, mas sei que ela sempre vai estar comigo. Gosto de lembrar que quando pequeno, ela ao invés de cantar musicas infantis comuns para eu dormir, ela cantava Hey Jude. Que todas as manhãs ela fazia panquecas azuis, do jeito que eu gostava.
– Você esta tocando – Despertei de meus pensamentos com meu pai falando atrás de mim.
– Gosto de tocar, me faz bem. – falei simplesmente.
Instalou um silencio desconfortável. Eu e meu pai não temos a melhor relação do mundo, então quase nunca conversamos. Mas hoje ele estava disposto a conversar! Bem no dia que eu quero ficar sozinho com meus pensamentos.
– Como foi seu dia? – Isso é uma pergunta que ele quase nunca fez já que sempre que chegava do trabalho eu já estava dormindo.
– Foi bom. Estou apaixonado por uma garota que ama um garoto em coma. Fora isso, foi normal. – respondi sarcasticamente.
Meu pai pareceu um pouco triste com o meu comentário mas não demonstrou muito.
– Vem vamos jantar. – falou e me deu uma tapinha nas costas. – Amanha é um novo dia. Quem sabe você não melhora a relação com essa garota?
Levantei-me e o segui. Eu realmente espero que eu consiga melhorar minha relação com a Annie, mal nos conhecíamos e eu já estou apaixonado! Quem dera meu pai tivesse certo...
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