Over Again

14 Capítulo 13


Notas iniciais
heey esse capítulo ficou um pouco menor pq postei mais rapido. Queria agradecer por todos os reviews! Fiquei hiper feliz e postei correndo!! Aproveitem a leitura!

“Do you know What's worth fighting for,
When It's not worth dying for?
Does it take your breath away
And you feel yourself suffocating?
Does the pain weight out the pride?
And you look for a place to hide?
Did someone break your heart inside?
You're in ruins”

– Percy, tem uma parte dessa história que eu nunca contei a ninguém.

– O que? – perguntei.

Seu olhar ficou triste e o cinza de seus olhos perderam um pouco a vida. Annabeth respirou fundo, colocou uma parte da sua franja que caiam em seus olhos atrás da orelha e me olhou nos olhos.

Seu olhar era penetrante, parecia que conseguia enxergar até minha alma.

– Nós brigamos nesse dia. Foi antes de ele pegar a caminhonete. Uma briga daquelas. – ela passou a ponta da língua nos lábios, umedecendo-os. – Eu disse a ele que o amava.

Então o Luke brigou com ela só por ela o amar?

– Vocês tem um jeito esquisito de brigar. – Afirmei. E ela tremeu levemente os lábios, formando um meio sorriso ainda triste.

– Ele não disse de volta.

Abaixei a cabeça.

– Bem... Ele talvez estivesse com dificuldade com as palavras. – Tentei anima-la, mas ela não pareceu se animar. – Você sabe às vezes as pessoas realmente querem dizer alguma coisa, mas simplesmente não conseguem.

Com isso eu pareço estar falando mais de mim do que dele. Muitas vezes desejei ser bom com palavras, conseguir dizer tudo o que eu queria sem me preocupar, mas esse nunca foi meu forte.

Na noite em que minha mãe morreu, por exemplo, eu queria ter falado que a amava e ter lhe dado um ultimo abraço. Mas não fui capaz disso. Ao invés de falar tudo isso, eu a ignorei por pura infantilidade e nem lhe dei o abraço que ela pediu, apenas sai pela porta.

Outra vontade minha é poder dizer tudo o que penso para Annabeth. Quero dizer que o Luke é um idiota por não falar que a ama e que ela não merece sofrer por ele. Também quero poder falar que eu estou perdidamente apaixonado por ela. Tudo nela é perfeito: seu cabelo, que mais parecia fios de ouro; seus olhos, que quando os olho fico hipnotizado, são únicos e seu nariz levemente arrebitado.

Mas nunca consigo me expressar com palavras. Eu falo e gaguejo, pagando mico ou até falo merda, piorando a situação.

– Talvez. – afirmou, mas pareceu não gostar do que falava. – Talvez ele nunca tenha me amado de verdade. E você sabe qual a pior parte, pior que a espera e a operação, os tubos e as maquinas?

Balancei a cabeça em sinal de negação.

– Às vezes acho que ele não estava só indo passear naquele dia. Acho que ele estava fugindo de mim.

Eu entendo sua dor, para mim parece à mesma coisa, só que com a minha mãe e com uma situação diferente. Eu sempre me culpei por o que aconteceu naquela noite.

– Annie... Isso vai soar muito besta... Mas é verdade, eu sei como você se sente. Por um longo tempo após o acidente da minha mãe eu estava certo que era minha culpa. Se culpar é apenas uma maneira de tentar dar sentido a alguma coisa que nunca vai fazer sentido, quando a verdade é que foi o que foi, um acidente.

– È impressionante não é? De todas as pessoas que eu conheci em toda a minha vida, você é o único que apareceu hoje.

Sim é verdade, ninguém mais da escola se encontrava no hospital com Annabeth. Pelo o que eu soube suas amigas tinham algum compromisso e não puderam vir. Mas isso ainda a magoa, mesmo sabendo que elas queriam estar ali, ela precisa de alguém para ajuda-la.

{...}

Tínhamos feito tudo o que podíamos para passar o tempo, agora não se tinha mais nada para fazer a não ser esperar.

Annabeth estava quase deitada na cadeira nada confortável do hospital. Seus pés estavam esticados na mesa, mostrando seus cortunos velhos e confortáveis, e as costas sem uma parte no apoio da cadeira, relaxada.

Já eu estava com as pernas esticadas por de baixo da mesa e se cruzavam ao chegar aos pés, meus braços estavam cruzados na altura do peito e eu assistia a pequena TV da sala, que passava um jogo qualquer de Beisebol.

A nossa volta todos os jogos estavam desarrumados e largados por todo o canto. Tinham também algumas latas de refrigerantes espalhadas e papeis dos lanches que pedimos anteriormente.

Meu pai e seu amigo, Apolo, chegaram à sala com seu usual uniforme de médico, uma calça azul claro e blusa gola V da mesma cor com uma blusa branca por baixo. O clima, até então leve, pareceu ficar mais pesado. Annabeth quando o viu, deu um pulo da cadeira e já ficou a sua frente.

– Como ele está? – Perguntou aflita.

– Ele saiu da cirurgia agora. – meu pai disse com um sorriso e Annabeth relaxou os ombros. – Se você quiser vê-lo Apolo vai te mostrar o caminho.

– OK. – Sorriu ainda mais e praticamente voou em direção ao corredor, com Apolo andando rapidamente para segui-la.

De uma hora para outra Annabeth parou no meio do caminho e virou para nós.

– Espere Dr. Jackson. – Veio correndo em direção ao meu pai com os braços abertos e um sorriso no rosto. – Obrigada. – falou ainda abraçada com ele e lhe deu um beijo estalado na bochecha, saindo correndo de volta para o cominho que estava indo.

Quando Annabeth sumiu de vista meu pai se virou para mim com um sorriso brincalhão no rosto e seus olhos verdes musgo brilhavam de orgulho.

– Pensando em uma carreira de neurologista? – disse brincando.

– Agora estou. – Falei e ele sorriu mais.

Meu pai não é a pessoa que eu mais amo no mundo, mas ele também não é tão horrível. Algumas vezes ele parece tão focado no trabalho que se esquece dos filhos, mais quando fica com nós ele realmente é o melhor. Sua expressão é sempre brincalhona e alegre.

Seu rosto mostrou um pouco de cansaço pelas horas de cirurgia e ele se sentou no lugar onde Annabeth estava antes.

– Então, como foi?

– OK. Eu não sei se fizemos algo de bom. – admitiu. – Agora é só esperar e ver.

Acho que ele entendeu errado. Eu não quis saber do Luke, já estava farto de ouvir esse nome hoje. Queria saber como meu pai se sentia em relação ao trabalho.

– Eu quis dizer para você.

– De verdade? – perguntou e eu assenti. – Eu estava assustado.

– Assustado?

– Você disse isso se lembra?

– Que você estava com medo? – acho que nunca falei isso.

– Que se eu falhasse com Luke, também falharia com todos... Annabeth... Os Castellan... Você.

– Você estava com medo de falhar comigo? – perguntei curioso e um pouco sarcástico, já que ele falhou comigo diversas vezes, já acostumei.

– Sim. – disse como se fosse óbvio e só eu não visse. – Eu estava. Mas a musica ajudou. Bobby Short, escolha inspirada. Muito Nova York.

– Que bom que você gostou.

Meu pai e eu ficamos em um silencio, mas não era desconfortável, até que era bom passar um tempo com ele, mesmo que seja pequeno. Ele passou os olhos pela pequena sala de visitas e parou na bagunça deixada por nós na mesa, dando um sorriso.

– Jogos de viagem? – Perguntou e eu assenti. – Você sabe que eu sempre quis saber o que as pessoas faziam para matar o tempo enquanto eu trabalhava. – Quer jogar?

Sorri. E peguei o jogo.

{...}

POV Autora:

Flshback On:

Quando as coias estão dando certo no universo a perda da inocência é normalmente seguida, no tempo por um aumento de humanidade. O tempo é mesmo engraçado. Para tudo o que ele rouba de nós, ele nos recompensa com algo. Algumas vezes é com um novo amigo. Algumas é um melhor entendimento de nós mesmos. Algumas é só um dia perfeito.

Agora, os três adolescentes que há uma hora riam e pulavam no lago descansavam a sua margem. Estavam todos deitados em uma toalha de piquenique e com a cesta da mesma ao seu lado, um pouco distante.

Faltava pouco para o sol se por, preocupado com a reação de sua mãe se chagasse tarde mais uma vez, Malcolm disse:

– Nós temos que voltar logo. Está ficando tarde.

Sua irmã, que estava deitada entre Luke e Malcolm, lembrou-se da ultima vez que chegara atrasada em um jantar de família. Sua mãe virou uma fera.

– Ele está certo Luke. Minha mãe vai nos matar se nós nos atrasarmos para o jantar de novo. – Disse ainda com os olhos fechados por conta da claridade que os incomodava.

– Só mais um minuto galera. – Falou o loiro dos olhos azuis calmo. – Vamos apenas ficar aqui, deitados mais um pouco.

– Nós não temos o dia todo. – falou a loira ao seu lado.

– Claro que temos. – disse sorrindo e colocando as mãos atrás da cabeça, apenas aproveitando o tempo perfeito com seus amigos.

“When it's time to live and let die
And you can't get another try
Something inside this heart has died
You're in ruins

One, 21 guns
Lay down your arms
Give up the fight
One, 21 guns
Throw up your arms
Into the Sky”

Notas finais
gostaram? comentem q o próximo sai rapidinho! E gente não se preocupem eu jé estou pensando em uma 2º temporada! Sim! Gostaram da ideia?! Bjs!