Ours
5 Capítulo IV
Oh my, my, my, what you do to me? Like lightning when I'm swimming in the sea, from the very first time we loved, from the very first time we touched. Walking on wires and power lines, you put your body on top of mine, everytime that you lift me up, to the heaven and stars above. Oh Lord of mercy, I'm begging you please, I'm feeling drained, I need love, you torch me up like electricity, jumpstart my heart with your love. There's an energy, when you hold me, when you touch me, it's so powerful — Powerful — Major Lazer ft. Ellie Goulding and Tarrus Riley — Clique Aqui!
Mary acordara com um cansaço no corpo, com um pouco de sono. Coçou os olhos, passando o braço pela a cama, a sentindo vazia. Levantou se, colocando a sandália e o robe por cima de seu corpo, andando com passos calmos pelo o corredor, enquanto ouvia conversas e risos. Ela ficou confusa. Continuou andando, descendo ouvindo as conversas. 'Então Mary tropeçou em pleno corredor da faculdade porque estava atrasada para uma prova. Ficou com um galo enorme na cabeça.' A voz que falava, era de Greer. Ela soltou um suspiro fundo. Continuou andando, então ouviu o que parecia Lola. 'Greer, pare de falar de Mary. Você não tinha outra coisa pra falar além dos gafes dela, pro Francis?' Mary agradeceu mentalmente a Lola, então virou para o último cômodo, a sala de estar, ouvindo agora, Aylee. 'Francis, não as ouça. Mary é uma boa garota. Ela vai te fazer um bem impressionante, como já está, mas muito mais.' Era por isso, que Mary amava Aylee. Abriu um sorriso, assim que entrou na cozinha.
— Bom dia para vocês. — Ela se sentou num banco, pegando um pedaço de bolo, encarando Francis. — Achei que tinha ido embora, mas pelo visto elas lhe acharam... — A jovem deu uma mordida no bolo.
— Mary Stuart com ciúmes das amigas? Quando eu presenciaria isso?
— Das amigas não. Greer tem namorado, Aylee se guarda para o casamento. Eu duvido é de Lola.
— Não se preocupe, princesa. Meu coração é seu.
Mary sorriu, continuando a comer seu bolo observando Kenna, que estava mais pensativa que o normal. Para a sorte de Mary, aquela semana era de recesso em sua faculdade. Pegou uma xícara de café, pegando um outro pedaço, e sentou se entre Francis e Kenna. Ela lembrou se do que tinha feito na noite passada, mordendo o lábio inferior. Apertou sua própria coxa com um pouco de força e subiu para seu quarto correndo para seu quarto, causando espanto a todos que estavam ali. Até Aylee se pronunciar.
— Ok, o que foi isso?
— Acho que eu sei. Eu defino como necessidade explosiva por sexo e o que causei ontem aumentou isso tanto que ela está explodindo por dentro. Eu estou arriscando um palpite. Vou falar com ela.
Francis soltou um suspiro, tomando o gole de café que restava na xícara que segurava. Colocou o copo sobre a mesa, e andou com passos calmos, com as mãos dentro dos bolsos da calça, enquanto estava pensativo. Ele não tinha muita vontade de ir até lá naquele momento especial. Estava com fome. Subiu as escadas com calma, não se importando muito. Fechou os olhos e pensou apenas em Mary. Lembrou se de muitos motivos para se importar.
Enquanto Francis andava, Mary estava trancada em seu quarto, pegou um vaso que tinha, e jogou na parede, passando as mãos pelos cabelos. Sentou se no chão e gritou a plenos pulmões. Chorou. Então ouviu batidas na porta. Ela tinha medo.
— Quem.... Quem é?
— Sou eu. Abra a porta.
— Por favor, Francis. Vai embora. Eu quero ficar sozinha.
— Ótimo. Vou ficar sentado aqui até abrir a maldita porta. Não tenho nada para fazer mesmo.
Mary suspirou fundo, abrindo a porta, se sentando ao lado de Francis. Abraçou o rapaz com força, escondendo o rosto em sua nuca, chorando. Francis soltou um suspiro pesado, mexendo nos cabelos castanhos. Beijou o topo de sua cabeça, suspirando. Colocou Mary em seu colo, e a observou.
— Mary. O que aconteceu lá?
— Eu lembrei daquilo que fez ontem... E lembrei dele ao mesmo tempo, Ethan. — Ela apertou a mão de Francis. Ela tem medo, era evidente para ele. — Eu tenho medo dele Francis. Se ele estiver vivo...
— Não. — Ele a encarou, a interrompendo. — Não pense nisso, ao menos até irmos a Edimburgo. Eu não queria te incomodar mas Mary, eu estou com mais medo de Ethan estar vivo e eu lhe perder do que consegue imaginar. Não me peça para não ter medo, Mary. Eu tenho, sempre, ou seja, desde ontem tenho. — Ele beijou sua testa. — Se ele fizer qualquer coisa contra você eu quebro com a cara dele, já disse e faço questão. Então, quando vamos para Edimburgo?
— No voo das quatro. Vou reservar 3 passagens porque a Aylee também quer ir. E por favor, não quebre toda a cara dele, eu também quero minha vingança. — Ela fez bico.
Francis abriu um sorriso, a tirando de seu colo e se levantando, estendendo a mão para que Mary se levantasse. Ela o fez. Ambos desceram novamente para a cozinha, onde agora, só estava Aylee. Mary e Francis entravam calmamente, vendo que Aylee fazia um desenho qualquer em um papel, enquanto comia uma maçã. Mary se sentou ao lado de Aylee e Francis se sentou entre ambas. Aylee falava ao telefone. Então, Aylee desligou.
— Não estão se comendo, certo?
— Aylee! — Ambos a repreenderam.
— Vão se ferrar. — Ela mostrou a língua. — Enfim. Eu sabia que Mary ia esquecer de reservar as passagens, então liguei pro seus pais pedindo para eles mandarem o avião as quatro naquele aeroporto de sempre.
— Me conhece bem demais, Aylee... Viu Francis? Aprenda com a Aylee. —Ela sorriu divertida para Francis que riu baixo.
Mary e Francis continuavam a tomar o café da manhã, quando o celular de Francis tocou e ele saiu. Mary deu de ombros, continuando a tomar seu café da manhã, observando todos ao redor, que no caso, era Aylee e Stirling. Mary viu seu cão se aproximar e começou a fazer carinho no cão, enquanto comia seu bolo de laranja e tomava o café. Ela conversava com Aylee algumas coisas relacionadas a faculdade e seus desenhos que até faziam sucesso entre as alunas, mas não com professores. Ela soltou um suspiro fundo, vendo o horário. 09:45. Terminou de tomar o café, dando a última mordida no bolo. Francis surgia um tanto atordoado, sentando se ao lado de Mary.
— Meu pai, ele está no hospital, ele sofreu outro derrame. Minha mãe quer que eu vá ver lo. Falei para ela que vou para Edimburgo com uma amiga, que depois iríamos para... Paris. — Francis engoliu em seco. — Também avisei Bash.
— Francis... Você não quer ver seu pai primeiro, depois vamos a Edimburgo? Eu não me importo... Não estou pronta também, para encarar a possibilidade de... Você sabe, Ethan estar vivo.
— WOW QUE HISTÓRIA É ESSA MARY STUART? — Aylee gritou assustada, com os olhos arregalados.
Mary soltou um suspiro e fez um gesto com as mãos de depois, fazendo um gesto de cabeça para que Aylee saísse, fazendo um 'por favor' com os lábios. A morena segurou as mãos de Francis, a apertando de leve. Já Francis, não conseguiu impedir. Chorou. Mary somente o abraçou e começou a passar as mãos em seus cabelos. Ela estava nervosa. Não dizia nada, apenas deixava com que Francis chorasse, sentisse aquela dor.
— Francis.... Seu pai vai melhorar. Você vai ver... Quando formos ver seu pai, aposto que ele estará bem.
— Mary você não entende. Esse é o segundo derrame NESTE MÊS do meu pai e não fui ver lo nos outros porque estava chapado demais para lembrar.
— Minha mãe acha que eu não sei que ela tem leucemia, tem chances de eu ter, mas eu me cuido, faço os tratamentos desde que eu me entendo por gente. Acha que eu não sei o que é ter a família ferrada? Uma vez por semana minha mãe ou tem um desmaio ou tem que fazer uma maldita hemodiálise que a desgasta e quer me ver e quase não vou porque odeio minha mãe ou tenho prova. Se fosse meu pai, eu surtava. Não venha achando que é só você que tem família problemática e que o mundo gira ao seu redor, Francis de Valois, porque não gira querido. Você precisa ir fazer as malas para Paris e Edimburgo, por favor, já está na hora de ir.
Mary soltou Francis, vendo que ele a encarava com uma expressão de normalidade, mas raiva interna de si mesmo, como se tudo o odiasse.
— Numa escala de 0 a 10 te irritei em...?
— Só porque eu estou com um humor razoável, 6. Ia ser oito, mas como meu humor está bom...
— Certo, eu vou embora. Pego você e a Aylee em duas horas. E desculpe me. — Francis beijou a testa de Mary. Ela não relutou, então ele saiu.
Mary se sentou no sofá, depois que viu Francis indo embora, observando a casa parada, uma pintura que Aylee fizera, de uma fênix, ou algo assim. Mary nunca tinha entendido, mas adorava aquela pintura que Aylee fizera, por não entender. Por ser a sua confusão e inspiração ao mesmo tempo. Ela pendeu a cabeça para o lado, vendo uma coisa que nunca tinha visto naquela pintura. Pegou um caderno na mesinha de cabeceira que deixava lá, com um lápis de desenho e começou a fazer esboços de um conjunto. Enquanto ela desenhava, via um cropped top. Uma saia de cintura alta, um casaco. Mary abriu um sorriso, soltando um suspiro. A jovem guardou um caderno, depois de terminar os desenhos, subindo ao quarto e pegando seu celular. Desceu então, para a sala com seu celular em mãos, lembrando se de as histórias que seus avôs lhe contavam sobre sua ancestral, Mary, a Rainha da Escócia. Ela tinha tido um amor incondicional pelo o rei, Francis de Valois. Ela apertou o celular entre as mãos, controlando a vontade de ligar. Bom, ao menos tentando. Pegou seu celular, e discou o número de Francis. Soltou um suspiro, então ouviu.
— Mary você está aí? — A voz era tensa. — Eu sei que fiz besteira, mas eu me arrependo.
— Francis, eu sei. Eu não liguei por causa disso. — Ela soltou um suspiro, apertando o celular em sua mão. — Isso tudo me fez pensar e lembrar... Que eu só disse uma vez. —Ela soltou um suspiro.
— Tem certeza que você está bem? Eu estou num táxi, posso voltar para aí...
— Não. Você precisa arrumar suas coisas. É... Droga, eu não levo jeito. Eu normalmente consigo, sabe? Sai fácil, mas está entalado essa porcaria! Tá, vai sair logo de uma vez e direto, se me zoar depois te bato e nunca mais falo. Esquece isso de não falar. — Contou mentalmente até dez. — Lá vai. Eu te amo.
— Você é engraçada, Mary. Enrola tanto para uma coisa simples. Se isso não te fizesse fofa, eu te daria um fora agora. Mas eu acabaria me arrependendo dois dias depois. Enfim, também te amo, Mary Stuart, a escocesa.
— Pra um francês você é bem convencido, hein. Leve agasalhos. Na casa de meus pais faz frio. Te vejo mais tarde...
Mary desligou, soltando um suspiro aliviado, sentindo que seu corpo agora, estava mais leve. Ela sorriu para si mesma, pegando seu celular, se levantando, então foi em direção ao quarto, mas parou ao ver Aylee, pintando algo. Ficou encostada na soleira da porta, apenas observando Aylee. Ela entrou no quarto sorrateira, quando Aylee parou de pintar e começou a arrumar a mala. Mary abriu um sorriso fraco, indo ajudar Aylee.
— Meu pai me ligou quando eu estava com Kenna e Francis ontem no restaurante, falando que Ethan estava vivo e me queria em Edimburgo. Por isso eu estou indo, Aylee.
— Mary. Perguntarei uma vez apenas. — Ela concordou. — Você ama o Ethan?
— Amo, sempre amei acho.
— Você é apaixonada por Ethan?
— Não. Não consigo mais, ele passou 2 anos 'fingindo' que morreu, se ele estiver vivo. Não consigo me apaixonar, principalmente depois do que... Ele fez, Aylee.
— E está certa, Mary. Você ama Francis?
— Tanto que chega a doer.
— Pelo o visto, ama mais que o Ethan. Você é apaixonada pelo o Francis?
— Aylee, olhe minha cara e me responda. — Aylee revirou os olhos e a encarou, murmurando um sim. — Viu? Completamente louca por ele. Se ele estiver vivo, vou ficar feliz em rever, confesso. Mas eu não vou me casar.
Aylee concordou com um aceno de cabeça, então ambas continuaram a arrumar a mala de Aylee, coisa que levaram no máximo meia hora, então foram para o quarto de Mary, onde arrumaram a mala da morena. Enquanto arrumavam, Mary e Aylee conversavam sobre as lembranças de infância, Kenna e sobre Lola e Greer. Mary soltou um suspiro, enquanto imaginava como tinha sido o encontro de Kenna, então Aylee lhe detalhava, exatamente como Kenna tinha contado. Ambas riam uma vez ou outra, enquanto se sentavam na cama e conversavam algumas bobagens. Mary sorria uma vez ou outra, quando Aylee lhe lembrava de melhor amigo de infância, o Loirinho. Mary se jogou na cama, sorridente. Pegou seu travesseiro e o abraçou, um tanto nostálgica, então sentiu o celular vibrando com umas mensagens de seu pai. Leu todas, suspirando.
— O avião vai chegar duas horas mais cedo. Vamos, temos que nos trocar. Francis chegará em uma hora. Pegue suas roupas e venha para cá, Aylee. — Aylee saiu por alguns segundos, trazendo sua muda de roupas, dando para Mary que analisou. — Está bom para sair, não muito extravagante e floral combina.
Ela deu de ombros, enquanto pegava sua roupa, com um pouco de pressa: um jeans, uma camisa verde, ankle boots e um casaco. Penteou os cabelos e pegou algumas pequenas joias, as colocando, assim como Aylee. Mary se sentou na cama, quando acabou, observando seu cão amado, Stirling, pulando em sua cama. Ambas riram, Mary e Aylee. Sentiu que tudo ao seu redor, desabava de maneiras sutis e delicadas e tudo o que queria, parecia mais longe. Viu o mundo de uma perspectiva diferente naquele segundo. Pensou em modos variados de como dizer que não iria mais casar com Ethan para sua mãe. Sentiu que um peso tinha sido colocado, então soltou um suspiro.
Pegou sua mala, descendo com a mala para a sala. Para a sorte de Mary, sua mala não estava tão pesada. Roupas o bastante para 2 semanas, uma nécessaire com suas joias, escovas de cabelo e a escova de dente e coisas extras. Então se pegou pensando onde ficava a caixa com camisinhas de Kenna. Revirou seus olhos. Para que penso em camisinha? Sua mente afastou tais pensamentos com rapidez. Sentou se no sofá, até ver Aylee chegar, assim como Greer.
— Pois é, Mary. Você finalmente achou alguém que realmente ama. Você está feliz?
— Greer. Olhe minha cara e me diga. E você e Leith?
— Brigamos de novo por causa da vadiazinha da Rebekah. — Ela deu de ombros, entediada.
— Ah por Deus, Greer. Você é muito idiota, ele te ama... — Mary ia falar algo quando ouviu uma buzina. — Ao menos ele é pontual, diferente de Leith. Eu e Aylee estamos indo, não coloquem fogo na casa você e Lola, porque acho que Kenna vai ficar com Bash, não sei. Se não eu processo as duas.
— Também te amo, Mary. — Ela sorriu debochada, enquanto Francis entrava na casa.
Francis estava parado na soleira da porta, com uma blusa de frio preta, um tênis, jeans e um gorro da Tardis, coisa que mais chamou a atenção da Mary. Ele é fã de Doctor Who? Ganhou pontos comigo já. Mordeu seu lábio inferior sorrindo, enquanto conversava mais algumas coisas com Kenna, ao se lembrar. O avião iria chegar em uma hora e meia. Abraçou Greer, dando um beijo na testa da loira e seguiu Aylee, enquanto empurrava sua mala de rodinhas. Enquanto andavam pela a rua, Mary via uma mercedes prateada, com um detalhe em preto no teto.
— Duas perguntas. Qual o carro e você realmente gosta de Doctor Who porque esse gorro aí...
— A mercedes e sim, eu assisto, mas não sou fanático. — O loiro disse solene, andando até a mercedes prateada.
Mary não falou mais nada. Continuou andando com seus passos tranquilos, enquanto Francis conversava algumas coisas com Aylee. Ela estava pensativa se seria boa ideia levar Francis para a Escócia. Coçou a cabeça, mas viu o carro melhor e sorriu, observando Aylee e um olhar sonhador nos olhos do loiro. Mary soube naquele segundo, que nunca poderia duvidar que não era amada e que Francis era seu. Ela deu a mochila ´preta para Francis, que abriu o porta malas do carro, colocando a mala de Aylee e a de Mary, junto com a mala que levava. Então Francis fechou o porta malas, abrindo a porta traseira para Aylee que agradeceu, então abriu a porta do passageiro para Mary que agradeceu. Ambas colocaram o cinto de segurança, Francis entrou e colocou o cinto. Francis deu a partida, e começou a dirigir pelas as ruas não tão movimentadas de Londres.
Aylee dava as instruções para um caminho rápido para o aeroporto particular, onde o avião dos pais de Mary os buscariam, mas o que seria um caminho rápido, tornou se mais demorado por conta do trânsito na parte central, coisa que Aylee sabia que acontecia. Mary soltou um suspiro, colocando seu celular num dos porta copos, e fechou os olhos, plugando seus fones de ouvido no celular de Francis que estava próximo. Por ser um iPhone, não seria tão difícil para ela, colocou as músicas do celular de Francis para ouvir, enquanto ouvia uma qualquer, Marilyn Manson, This Is The New Shit. Ela riu baixo, com o título murmurando um 'talvez seja'. Francis a encarou e sorriu, tirando um dos fones de Mary, colocando em seu ouvido para ouvir.
— Mas você é xereta, hein Stuart.
— Está bravo? — Ela o encarou.
— Com você? Por isso? Não, mas não faça isso a não ser que queira mesmo ouvir músicas, acho rude, entende?
— Para que vou olhar suas mensagens, ver suas fotos? Ao vivo é mais bonito. E pode deixar, não acontecerá de novo.
Mary trocou o fone de ouvido e apoiou a cabeça na janela da Mercedes. Sua mão ainda estava parada perto do porta copos, mas não prestava muita atenção nisso, já que parecia que estava dormindo. A mão livre de Francis não por estar puto, mas por impulso, segurou de leve a mão da jovem, a acariciando. Francis suspirou fundo, observando a estrada, mas uma vez ou outra, olhava Mary. Os cabelos castanhos caíam sobre o rosto pequeno, cobrindo lhe os olhos, quando Aylee anunciaram que estavam bem perto, ele suspirou aliviado. Acariciou os cabelos de Mary, dirigindo por mais alguns poucos minutos, vendo um aeroporto. Aylee concordou, então entrou com o carro no lugar. Parou perto de um hangar e desligou o motor. Então sacudiu Mary, sem sucesso, então saiu do carro de Aylee, esperando o avião.
— Aylee, não vão roubar meu carro aqui?
— Não, aqui o serviço é bom. Francis posso fazer uma pergunta? — Ela não esperou resposta de Francis. — Você realmente ama Mary?
— Amo, Aylee... Não me vejo mais sem ela...
— Você é apaixonado por ela?
— Você não tem ideia do quanto, Aylee. Isso de Ethan...
— Eu também não gosto. Quero que ela seja feliz. Vá acordar Mary.
Francis deu de ombros, entrando no carro. Cutucou Mary de leve, vendo que não adiantava. Beijou de leve seu pescoço e sussurrou várias vezes 'acorde, acorde'. Mary se virou, para se apoiar em Francis. Ele suspirou fundo, vendo que ela não acordaria, decidiu deixar lá dormindo. Suspirou fundo, se endireitando, vendo o avião chegar. Olhou para o carro. Mary ainda dormia. Ele se sentou perto do carro, esperando Aylee resolver as pendências, depois do avião pousar e o piloto descer. Enquanto Aylee resolvia, Francis mexia nos cabelos de Mary. Viu Aylee aproximar se de si.
— Me dê as chaves do carro. Esses homens trabalham com os pais de Mary. Leve a para o avião. Seu carro vai ficar inteiro, relaxa.
Ele revirou os olhos, tirando o fone de Mary e desligando seu celular, e pegando ambos os celulares, colocou os no bolso de sua blusa e pegou Mary no colo, depois de tirar o cinto de segurança. Ele achou fofo ver Mary dormindo, e sorriu aliviado. Francis suspirou, então aninhou Mary em seu colo. Beijou a testa de Mary enquanto subia para o avião e assim que subiu, procurou uma cama, a colocando lá. Tirou as joias da jovem, pegando as e as colocou em seu bolso e tirou o sapato, então a cobriu e tirou a blusa de frio que usava e deitou com ela, após tirar o tênis. A aninhou contra seu peito e fechou os olhos, dormindo. Ambos não viram, mas Aylee os observava na soleira da porta do quarto do avião com um sorriso sereno.
Depois de meia hora dormindo, Francis acordou, coçando os olhos e observou o tufo de cabelos morenos em sua boca e Mary ainda dormindo. Sorriu, mas a observava ainda, com um pouco de nervosismo, mas ouviu.
— Há quanto tempo eu estou dormindo?
— Desde que pegou meu celular para ouvir música. — Ele respondeu rapidamente. — Teve bons sonhos?
— Muito bons. Você estava em todos. — Ela se virou, sorrindo. Abraçou Francis lhe dando um beijo. — Espero continuar assim por muito tempo.
— Nós vamos e podemos quando chegarmos na casa de seus pais. Ah, suas joias estão no bolso de minha blusa de frio.
Mary fez bico, mas levantou relutante da cama. Concordou derrotada, calçando as botas, Francis calçou os tênis e ambos andaram pelo o avião, até verem Aylee dormindo em uma poltrona. Sorriram um para o outro, Mary se sentou em uma poltrona, e viu uma torta. Levantou se, pegando um prato e um pedaço da torta e começou a comer. Apenas sussurrou para Francis um 'obrigada'. Quando acabou, colocou o prato na lava louças e abraçou Francis, e assim ficaram até o fim da viagem. Quando o avião pousou, Aylee acordou de imediato. Mary e Francis foram para o quarto, pegarem suas coisas. Francis deu o celular e as joias de Mary a ela e suspirou sorrindo. Viu a porta do avião se abrir enquanto saíam do quarto. Desceram do avião, enquanto Mary via os funcionários de seus pais virem pegar as malas, e observara uma pessoa parada perto de um dos carros, além de um preto.
Era um homem mais alto que Francis. Malhado, sem dúvida. Cabelos morenos e uma barba por fazer, encarava Mary com alegria que apenas se escondeu atrás de Francis que ficou confuso. Então ele se tocou. Ah claro, Ethan... Francis pensava. Ele não tentou esconder o ciúme que tinha ao reparar o olhar do moreno. Virou se para Mary.
— Estarei aqui, vá falar com ele. Aconteça o que for, você sempre achará seu caminho até mim e o meu até você. — Ele beijou sua testa.
Mary sorriu serena. Concordou com um aceno de cabeças e com passos calmos, ela andava até o moreno, com receio. Observou o rapaz cuidadosamente enquanto andava, até estar próxima o suficiente.
— Ethan...
— Olá, Mary Stuart. Dois anos e ainda está linda. Quem é aquele loiro?
— Alguém bem melhor que você, sem dúvida. — O veneno era evidente. — Francis. O autor dos livros que eu vivia te pedindo mas nunca me dava porque vivia como mesmo... Ah é, sem dinheiro e drogado, a ponto de overdose. Se toque, Ethan. Eu não vou casar com você pra ficar cuidando de você com overdose. Se me disser que parou, o que eu duvido, não adiantaria nada. — Mary dizia as palavras com firmeza, até sentir a mão de Ethan apertar seu braço.
—É ? Vamos ver...
Francis aproximou se com passos calmos, de Mary, com um suspiro, os passos eram mais rápidos e encarava Ethan com um olhar assassino e cruel, em direção a onde ele apertava e para o homem.
— Vai soltar elas ou vai arrumar problemas comigo, meu amigo?
— E o que você é dela para se meter?
— Aposto que alguém mais importante que você. Agora, solte ela. Você quer mesmo arrumar problemas com dois poderosos da França? Faça as contas, meu amigo. Quem ganha e quem perde?
Ethan resmungou algumas coisa, mas insatisfeito, soltou o braço de Mary, sem muita delicadeza, a empurrando na direção de Francis, enquanto andava para o carro. Francis segurou Mary para impedir que ela caísse. Soltou um suspiro abraçando Mary como se a protegesse de algo. Viu as malas sendo retiradas do carro, quando começou a andar com a morena para o carro preto, ele observava Ethan lhe encarar com ódio, enquanto entrava no conversível. Aylee entrou no carro alguns minutos depois. A viagem do aeroporto para a casa dos pais de Mary, não demorou mais que uma hora, já que Mary e Francis conversavam algumas coisas sobre Ethan e Aylee preparava algumas coisas.
— Ahn Aylee o que está fazendo?
— Francis, eu sou assistente da Mary, por assim se dizer, desde que eu me entendo por gente. Eu tenho 20, estou no penúltimo ano da faculdade de Relações Públicas, entrei com 17. Entendeu? Mary não gosta, mas a mãe dela me paga bem pra isso, então eu tô feliz, eu pude trazer minha irmã, a Greer que é minha gêmea. E a Kenna e a Lola, bom conhecemos elas depois. Eu sou uma espécie de dama de companhia.
— Entendo.
Francis se ajeitou, observando a paisagem da Escócia, ares diferentes ao que ele acostumara na Inglaterra, sem dúvida. A Escócia seria um bom lugar para criar os filhos, talvez. Fixou aquela ideia em sua mente. Formar uma família, achar um lugar tranquilo, como a Escócia para seguir sua vida. Ele gostaria de uma vida tranquila na Escócia com Mary. Pendeu a cabeça para o lado, quando viu um castelo. Os pais de Mary moram num castelo a beira mar? Por isso faz frio. Ele deu de ombros, saindo do carro, quando o mesmo parou, sendo seguido por Mary e Aylee. Enquanto andavam, Francis viu um homem parecido co Mary. Cabelos pretos, feições brincalhonas e um sorriso sereno aos lábios, com uma expressão de alívio. Francis também viu Ethan sair de seu carro. Aproximou se do homem mais velho com as jovens.
— Eu conheço a loira e o moreno, mas o garoto loiro não me é familiar... Quem é, Mary?
— Francis. Pai, este é o Francis, o rapaz daquela ligação. Você me ligou no meio do jantar, sabia? Francis, esse é meu pai, Henry.
— Olá, sr. Hollerbrook, prazer. Francis Davenport.
— Davenport de Henry de Valois? — Francis concordou. — Não deixe Marie saber seu sobrenome, garoto. Minha esposa odeia sua família. Não sei por que. Se ela souber, não vai medir forças para te impedir de ficar com Mary. — E fez um sinal para Francis se aproximar e cochichou apenas para ele. — Cá entre nós, não quero minha Mary com Ethan. Ele fez coisas horríveis com ela. Me chame de Henry.
— Entendi... Sr... Henry, hm podemos ir para os quartos? Mary dormiu uma boa parte da viagem. Ela vai acabar dormindo de novo.
— Vá conhecer a Escócia, Francis. Eu cuidarei um pouco de minha filha, Leve Aylee de guia, faz tempo que não vejo minha menina. E você Ethan... — Henry cerrou os olhos e disse entre dentes. — Tem sorte que Marie te adora e te deixou ficar aqui, se eu te ver a 500 metros da porta do quarto de Mary e a 50 metros dela, eu chamo a polícia para você e não há ninguém no planeta que vai lhe salvar, estamos conversados?
— Sim, sr. Hollerbrook.
Henry sorriu vitorioso, vendo Ethan entrar na casa, cabisbaixo e Francis soltou um riso, com Mary e Aylee. Mary abraçada com o pai, começou a andar em direção a casa. Francis então puxou Aylee, e sorriu.
— O que vamos ver primeiro em Edimburgo, minha exímia guia?
— Vamos andar por aí e depois vemos. Mas temos de voltar antes das 20:30. Temos quatro horas e quinze minutos? Vamos.
Francis riu baixo, mas enganchou o braço com o de Aylee e ambos começaram a andar em direção ao carro preto, que já tinha sido esvaziado e Aylee pegado a chave. Ambos se sentaram e fecharam a porta do carro, então Aylee deu a partida.
(x) — (x) — (x) — (x)* = Esse último link é a música que a Mary ouviu no celular do Francis pros curiosos.
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