Our little journey

2 Colégio Eu-sou-melhor-que-você


Notas iniciais
Oi, pessoal! Este capítulo não tem muita comédia... Me perdoem por isso... É mais drama e, acima de tudo, contem uma grande demonstração de amor maternal. Espero que gostem! Enjoy!

O tempo havia passado, uns dois anos para dizer a verdade, e as diferenças notavam-se. Ruby não jogava mais Nintendo Ds, em vez disso, jogava Nintendo 3Ds e não jogava mais Pokémon White2, jogava Pokémon Omega Ruby.

– Hum… Não via um avatar tão sexy desde o tempo do Pokémon Emerald… — Ruby murmurava sentado no seu puf de Snorllax.

Ruby há muito que andava desanimado, desde que Sapphire fora para longe que ele estava sozinho naquela pequena cidade de apenas duas casas… Sua única amiga era sua Nintendo, que mais cedo ou mais tarde seria substituída e ia fazer companhia aos seus Game Boys na caixa de recordações. Ruby já estava habituado à solidão, há muito que deixava seus amigos para trás. Por vezes, lembra-se dos amigos que tinha em Johto. Que seria deles? Lembra-se de sua amiga Crystal… Será que ela sempre parou de dar em cima de Silver? Por falar em Silver… Ele continua um antissocial ou finalmente se integrou? Nunca se poderia esquecer de seu grande amigo Gold… Quando eram amigos, ele teve pelo menos umas dez namoradas numa semana, isso terá mudado? E ainda temos a Lyra… Será que ela conseguiu fazer Gold gostar dela? Ruby ria ao relembrar os amigos que deixou em Johto, infelizmente, não tinha qualquer esperança de os voltar a ver… Mas após os recordar, vinha outra despedida à memória… Sapphire… A garota que ao desaparecer, levou com ela um bocado de seu coração… Sem ela por perto, Ruby se sentia triste, abatido, cansado… Como se mais nada fizesse sentido.

– Ruby, já se deitou? – A mãe dele gritava do andar de baixo.

– Não, mãe… — Ele murmurou pousando o 3Ds.

– Então se apresse, amanhã de manhã tem de acordar cedo! – A senhora ordenou.

– Mas mãe, amanhã é sábado! – Ele rezingou.

– Eu sei, mas amanhã tem coisas para fazer de manhã! E você sabe disso! Então desligue essa consola e vá dormir! – A senhora ordenou.

Ruby ficou meio espantado pela mãe saber que ele estava na Nintendo, mas visto que ele não fazia mais nada nos últimos dois anos, não estranhou muito a dedução da senhora. Desligou a consola, desligou a luz e se deitou, enquanto pensava…

“O que haverá de tão importante amanhã?”

A mãe de Ruby há muito que dizia que naquele dia ia acontecer “algo especial”, mas nunca contava o que era… Mas Ruby já especulava, afinal, ele não andava numa escola, pois dizia que a jornada já lhe tinha ensinado tudo o que precisava! Mas, segundo o professor Birch, todos os habitantes que tenham entre seis a dezoito anos têm de frequentar a escola, mesmo que já tenham feito uma jornada, então, Ruby tinha aulas pela internet, pois recusava-se a viajar milhares de Quilómetros todos os dias para ir e vir da escola (mesmo podendo usar o Fly). No entanto, a sua mãe sempre o ameaçava que se ele continuasse um antissocial ela o colocaria num colégio! Mas não um colégio qualquer! Ela o colocaria no colégio: Colégio Eu-sou-melhor-que-você. (Vocês leram bem… É mesmo esse o nome do colégio… ) Que é simplesmente, o colégio com os seres mais inteligentes do reino Pokémon! De lá saem grandes génios, e fica numa pequena cidade isolada de tudo e de todos em Kalos. E Ruby suspeitava que sua mãe o ia mandar para lá no dia seguinte…

……

– Ruby… Ruby, querido… Acorda, já é de manhã. – A senhora mãe do Ruby tentou acordá-lo.

– Hum… Sapphire… Aqui não… Tem muita gente… — Ruby babava enquanto sonhava.

– Ruby! – A sua mãe mandou um berro ouvindo os pensamentos tarados do filho com a ex vizinha.

– O quê?! Onde?! Bolinhos com puré! – Ruby estava desnorteado e assustado com o berro da mãe.

– Você estava sonhando com Sapphire! DE NOVO! – A senhora resmungou.

– Hum? – Ruby parou um pouco.

Franziu um pouco as sobrancelhas, tentando lembrar-se do que sonhara, e deu um salto ao lembrar-se! Ele sonhava que Sapphire tinha voltado e que, por algum motivo, ambos estavam apaixonados e ela o queria beijar na frente de todo o mundo!

– O que você estava fazendo com Sapphire no sonho? – A senhora perguntou meio brava.

– Ah-h b-bem… Nada de especial! – Ruby não queria dizer à mãe que tinha tido um sonho daqueles.

– Você nunca muda… Vamos, se apresse. Tem algo esperando você lá em baixo. – A senhora disse saindo do quarto.

“Algo esperando?” Ruby se interrogou, mas isso lhe soava muito ao que pensava. Ele iria para um colégio interno e a carrinha já tinha chegado para o ir buscar… O garoto suspirou fundo e se levantou, botando uma roupa confortável, botou um casaco e colocou um gorro, ele não gostava que as pessoas vissem o seu cabelo. Se dirigiu ao banheiro onde se lavou, ficando todo aperaltado e pronto para sair de casa. Desceu as escadas cautelosamente e ao chegar ao andar de baixo se deparou com a sua mãe sentada na mesa.

– Filho, tem algo esperando na porta. – Ela disse sorrindo.

Ruby estranhou o seu sorriso. Onde o facto de ele ir para um colégio ia ser uma felicidade? Bem… Ela finalmente se ia livrar do moleque, mas iria ficar sozinha também… Ruby se dirigiu à porta e a abriu, deparando com um garoto de cabelos negros e olhos dourados olhando para ele, que ao vê-lo sorriu.

– Ruby… Há quanto tempo, hein? – O rapaz, que parecia pouco mais velho que o moreno, perguntou.

– Desculpe… Mas eu conheço-o? – Ruby estranhou o cumprimento.

– Não me conhece, Ruby?! Nossa, isso é uma ofensa para seu amigo Gold… — Ele deu um sorriso de lado.

– Gold? Gold! É mesmo você?! – Ruby se surpreendeu ao reconhecê-lo.

– O fantástico e único! – Ele piscou.

– Mas… Se você está aqui. Então… — Ruby olhou para os lados.

– Isso mesmo, nós também! – Crystal piscou aparecendo no campo de visão de Ruby.

Então, Lyra e Silver apareceram também, fazendo Ruby sorrir e abraçar cada um. Era nostálgico estar com seus amigos de infância, eles estavam bem diferentes… Gold agora usava um cap para trás e andava com uns googles na cabeça, Silver deixara crescer o cabelo ruivo, tanto que ele parecia uma garota, Crystal estava mais alta e Lyra parecia uma senhora… Eles estavam bem diferentes.

– Como vocês me encontraram? – Ruby perguntou esperançoso.

– Ora, ora, foi tudo graças à sua mãe que nos encontrou. – Crystal piscou.

– Ena… E como os encontrou, mãe? – Ele perguntou curioso.

– Essa é a parte gira disto tudo, pequeno Ruby… — A mãe começou.

Ruby estranhou, sua mãe estava com uma enorme cara de caso, ela com certeza estava a aprontar alguma…

– Eu os encontrei quando fui a Kalos tratar da sua inscrição no colégio: Colégio Eu-sou-melhor-que-você… — Ela meio que troçou.

– O quê?! Você me inscreveu mesmo lá?! – Ruby berrou indignado, ele meio que sabia, mas ter levado ali seus amigos foi uma manobra muito baixa…

– Você não sabia? – Silver perguntou com sua face neutra.

– Não! Mãe, eu não quero ir para aquele colégio! Eu não preciso! Eu já sai em uma jornada! Eu não preciso de frequentar uma escola! – Ruby estava revoltado.

– Mas filho, vai fazer-lhe bem. Você passa o tempo todo fechado em casa… Devia conviver com pessoas de sua idade. – A mãe tentou explicar.

– Eu não quero conviver com pessoas de minha idade! Eu quero o meu quarto e minha Nintendo! Eu não preciso de amigos, mãe! Pare de se preocupar com isso! – Ruby estava farto das tentativas da mãe para lhe arranjar amigos.

– Mas filho, ia fazer-lhe bem… E a inscrição está feita. Você vai e acabou! – A senhora se fez firme.

– Mãe, eu já tive amigos antes! O que aconteceu?! Todos se foram embora! Amigos não me fazem bem! Me põem pior! E eu não vou! Você não me pode obrigar! – Ruby foi na direção de seu quarto.

– Ruby! – Sua mãe chamou, mas foi ignorada.

Ruby subiu as escadas à pressa, entrando no quarto completamente chateado, com lágrimas de raiva descendo pela sua face. Bateu na porta com força, deixando todos os que assistiam meio confusos.

– Senhora… Você não contou para Ruby que o vínhamos buscar para ir para o colégio? – Lyra perguntou à senhora que ficara a olhar piedosa para a porta.

– Não. Eu sabia que ele ia reagir assim. Desde que Sapphire se foi embora que ele está assim… Fechado em casa e sem qualquer contacto com possíveis amigos… — A senhora parecia ter pena do filho.

– Mas você devia ter falado com ele… — Crystal tentou explicar o erro da senhora.

– Se eu ao menos conseguisse abrir-lhe os olhos… — A senhora se sentou na mesa.

– Não tenha problema, eu falo com ele. – Gold disse subindo as escadas para o quarto do outro.

Subiu as escadas calmamente e ao chegar perto, bateu na porta ritmadamente.

– O que é?! – Uma voz aborrecida respondeu.

– Sou eu, o Gold. Posso entrar? – Perguntou calmo.

– Para quê?! Me vai dar uma aula de moral, é?! – O garoto respondeu chateado.

– Não, Ruby, eu só lhe quero ajudar. Por favor, posso entrar? – Ele pediu novamente com paciência.

– … Entre… — Ruby respondeu mais calmo depois de hesitar um pouco.

Gold abriu a porta de mansinho, entrando no quarto e se encostando na parede do lado da porta. Ruby estava sentado na cama, com a cara vermelha e bastante chateado com tudo.

– Ruby… Porque você não quer ir para o colégio? – Gold perguntou sendo direto.

– Porque lá eu vou ter de socializar… — Ruby explicou.

– E então? Isso não é bom? Não está cansado de viver aqui sozinho sem amigos? – Gold perguntou.

– Ao menos aqui ninguém me pode magoar. – Ruby respondeu.

Gold olhou para o garoto desesperado que agarrava seu Nintendo na mão, bastante triste por ter de sair dali.

– Ruby… Sua mãe tem razão quando diz que você não pode viver assim. Você tem de sair daqui e conhecer pessoas novas. Venha connosco, você vai gostar de lá estar. – Gold tentou convencer o garoto.

– Mas… E se eu não me integrar? – Ruby estava duvidoso.

– Eu e seus velhos amigos estamos lá. Não tem de se preocupar com nada, nós não te vamos deixar nunca mais! – Gold colocou um polegar para cima e piscou.

Ruby sorriu meio conformado. Ele não queria ir, é verdade, mas depois do que Gold disse… Seria assim tão bom ir para um colégio e fazer amigos? Gold pegou do seu Nintendo, levantou-se e disse:

– Bem… Vamos antes que eu me arrependa.

Gold riu de lado, e logo abraçou o amigo pelos ombros, esfregando a mão na cabeça dele, rindo.

– Eu sabia que você viria, seu mimadinho! – Gold riu.

– Pare! Isso machuca! – Ruby pediu.

Ambos desceram as escadas, a mãe de Ruby, ao vê-lo pronto para sair, lhe deu sua mochila de jornada, com toda a roupa que ia precisar para viver um bom tempo sem ir a casa. Olhou o filho atentamente, com um ar terno “Eles crescem depressa…” pensou. Uma lágrima escorreu pelo rosto da maior.

– Ei, mãe, não chore… Assim eu não consigo ir… — Ruby pediu.

– Desculpe… Você passou os últimos dezasseis anos nesta casa… E agora vai sair de novo para conhecer o mundo, apreender coisas novas e fazer novos amigos… Filho, não me sentia tão orgulhosa desde que você saiu numa jornada. – A senhora limpou as lágrimas.

– Oh, mãe… — Ruby ficou sem jeito.

– Se cuida, ok? – A senhora pediu abraçando o filho.

– Eu cuido, mãe… — Ruby ficou com um pouco de saudade de repente.

Gold olhou Crystal com um olhar cúmplice enquanto aquele momento de mãe e filho decorria, Silver esboçou um pequeno sorriso. Após um tempo, Lyra teve de interromper o momento amoroso que decorria à sua frente.

– Ruby… Temos de ir.

Ruby e a sua mãe se separaram, sorrindo um para o outro, se olharam uma última vez e Ruby se virou para a porta, Ruby e o resto do grupo saíram, em direção a uma carrinha que os aguardava que dizia: Colégio Eu-sou-melhor-que-você.

– Muito bem, esta carrinha vai levar-nos para o colégio. Vamos? – Crystal perguntou simpática.

– Vamos… — Ruby estava a roer-se por dentro.

Todos entraram, dirigindo-se aos seus lugares. Ruby ficou num lugar à janela, onde pode ver sua mãe acenar-lhe uma última vez. O rapaz respondeu ao aceno até perder sua mãe, sua casa e sua pequena cidade de duas casas e um laboratório de vista…

Agora, mesmo a contra gosto, ele iria começar uma nova etapa da sua vida e quem sabe, se estivesse longe dali, conseguisse esquecer o seu maior tormento. Pois é, Sapphire era um problema que ele não conseguia tirar da sua cabeça. Porque não conseguia esquecer a garota? Nem ele sabia… Seja como for, agora que iria para um local cheio de pessoas, ia ter muito com que se preocupar, e provavelmente, esquecer a sua ex vizinha Sapphire de vez…

Notas finais
Oi de novo! Espero que tenham gostado! No próximo capítulo teremos a aparição de muita gente... E será bem cómico^^ Quem não quer ver o antissocial do Ruby a conhecer o colega de quarto? Eheh! Bem, aceitam-se sugestões de colega de quarto para o Ruby e também se aceitam sugestões de casais secundários para a fic! Lembrando que se passa no universo do mangá. Espero ansiosa os vossos comentários! Até mais!