Our little journey
3 Quase morto por uma cenoura!
Notas iniciais
A viagem foi decorrendo e Ruby não via a hora de chegar a Kalos, afinal, já estava bem farto de andar de ônibus.
– Então, Ruby? Ansioso por conhecer o colégio? – Crystal se apoiou no banco do amigo.
– Nem por isso… — Ruby respondeu num tom indiferente.
– Vá lá, Ruby! Você vai ver que vai gostar! Lyra riu para o amigo.
– Sim! Nós lá fazemos cenas bem maradas! – Gold riu também.
– Mas claro, temos sempre de estudar. – Silver manteve a sua postura.
– Vá lá, Silver, você não sabe se divertir um pouco? – Gold picou o ruivo.
– Não quando temos testes à porta e ainda não estudei nada. Por falar nisso, Gold, já fez o trabalho de geografia que é para entregar no final do mês que vem? – Silver interrogou.
– Exato, no final do mês que vem… Ainda tenho um tempão! – Gold reclamou.
– Você disse isso do trabalho de matemática! E no fim, nem o fez! – Silver lembrou.
– Isso foi diferente, eu só tinha duas semanas para fazer três exercícios! Quem é que a professora pensa que somos? Sobredotados de décimo ano?! Somos só de nono! – Gold reclamou.
Enquanto Gold mandava as suas piadas para o ar, Silver reclamava com ele por ser um baldas enquanto Lyra e Crystal riam com a cena. Ruby, desacostumado a tanta agitação, pegou na sua Nintendo e começou a jogar, ficando assim a viagem toda, sem trocar nenhuma palavra com quem quer que fosse.
……
Horas depois haviam chegado a Kalos, Gold dormia estendido nos bancos de trás, meio torto, Silver dormia encostado à janela, com o seu ar indiferente e frio bem notório. Crystal e Lyra mantinham-se acordadas, falando uma com a outra de assuntos aleatórios. Ruby, jogava…
– Meninos, estamos passando por Lumiose. – O motorista disse.
Isso chamou a atenção de Ruby. Não era Lumiose a cidade principal de Kalos? Consumido pela curiosidade, olhou pela janela, impressionando-se com a elegância e luminosidade da grande cidade. Para onde quer que olhasse, via pessoas pela rua, como Pokémons também. Aquela cidade era imensamente viva, tal e qual lia nos livros e jogava na sua Nintendo. E bem no centro, lá estava ela, a Torre de Lumiose, o ginásio elétrico de região… Ruby conhecia bem aquele ginásio, tinha dois líderes, Clemont e a sua irmã Bonnie. Ele meio que sonhava um dia derrotá-los, mas sendo que já era campeão de Hoenn, deixou isso para lá. E num ápice, a grande cidade de Lumiose ficou sem se poder enxergar. Ruby suspirou fundo enquanto se afastavam daquela magnífica cidade e se aproximavam de um local vasto no meio de nenhures.
– Gold, Silver, acordem. Estamos chegando. – Crystal acordou os outros.
Ruby olhou pela janela, há medida que se afastavam de Lumiose, conseguia visualizar uns campos de batalha Pokémon, onde alguns treinadores lutavam. Se olhasse para o outro lado, podia ver uma piscina, onde muitos alunos nadavam e descontraiam, e quanto mais próximos ficavam, mais edifícios se viam. Aquele colégio não era para brincadeiras. Tinha tudo! Ruby tinha receio de se perder ali.
– Chegamos, meninos. – O senhor motorista abriu a porta do ônibus.
– Obrigado, Jarbas. Diz para a Cíntia que estamos agradecidos. – Gold agradeceu.
Todos saíram da carrinha, começando a andar na direção de uma enorme portada que dizia:
“Colégio Eu-sou-melhor-que-você”
Há medida que se apróximavam, o grupo de amigos começava a misturar-se com uma multidão de alunos que andavam atarefados de um lado para o outro. Para espanto de Ruby, todos pareciam iguais, pois todos usavam uma farda azul irritante que lhe fazia sentir repulsa.
– Com licensa, grupo de teatro a passar! – Um aluno passou apressado com uma mascarilha de Pokémon por baixo do braço.
– Estou atrasado, por favor, clube de Matemática! – Outro aluno passou segurando uma calculadora em punho.
Ruby se sentia confuso no meio de tanta pressa, começando a rudopiar e a ficar tonto, tanto que acabou se perdendo de seu grupo. Meio desorientado, começou a olhar para os lados. Para onde ir? Com quem falar? Essas perguntas assombravam Ruby. Para todo lado que olhava via milhares de pessoas de igual andando apressadas de um lado para o outro sem ao menos ligarem para o que ele fazia ou quem ele era. “Maldita a hora em que concordei em vir” Ele pensou. Já se sentia arrependido por ter trocado o conforto do seu sossegado quarto por aquela confusão, em pouco tempo, já não sabia onde era o norte ou o sul, indo de encontro a pessoas e pisando tudo e todos, e quando estava começando a desesperar, uma mão o puxou.
– Está doisdo?! Você quer morrer?! Não fique parado de enfrente à porta! – Um garoto de cabelos negros o alertou.
– Desculpe… Eu meio que me desorientei… — Ruby se sentiu envergonhado e agradecido ao mesmo tempo.
– Logo vi… — depois, o garoto reparou que ele não vestia a farda do colegio – Ei… Você é novo aqui?
– Sim, sou… Ainda não sei bem como é por estes lados… — Ruby ficou sem jeito.
– Oh! Isso explica você estar aqui no portão. Querido, você não deve ficar parado aaqui em hora de ponta, você pode acabar esmagado. Venha, eu lhe mostro a sala do diretor, lá ele lhe vai explicar as coisas. – O rapaz se mostrou prestável e simpático.
– Obrigado, eu realmente estava perdido. – Ruby agradeceu.
– Não tem de quê. Temos de ser uns para os outros aqui. Eu sou Red, de Kanto. E você? É de onde? – O garoto, que se apresentava como Red perguntou.
– Meu nome é Ruby, nasci em Johto, mas vivi em Hoenn. – Ruby se apresentou também enquanto ambos caminhavam pelos corredores.
– Ruby? Espere! Você é o famoso campeão de Hoenn?! – Red se impersionou.
– Sim. Mas como você sabe isso? –Ruby estranhou o groto ter tanto conhecimento a seu respeito.
– Fácil! Nas aulas de História, nós falamos dos grandes campeões. E grande parte deles, estudam aqui também. – Red explicou.
– Sério? Isso é fantástico! Me diz, você conhece algum dos campeões? – Ruby se demonstrou interessado.
– Se conheço? Ahahah! Moleque, não me está reconhecendo? Eu sou Red! O ex campeão de Kanto! – Red riu.
– Sério?! Eu realmente não sabia… — Ruby ficou envergonhado.
– Como não sabia?! Em que escola você andou? – Red se surpreendeu.
– Bem… Como eu sai numa jornada, eu acabei por ter aulas em casa. – Ruby explicou.
– Oh… Você é um daqueles mimados… — Red riu de lado.
– Desculpe?! – Ruby meio que se ofendeu.
– Ahahah! Só brincando, brincando! – Red gargalhou.
Por esta altura, Red e Ruby se encontravam no corredor da direção, do lado de uns cacifos.
– Red! Você o encontrou! – Um ser ruivo chamou os dois alunos.
Ambos se viraram para trás para ver quem era, era Silver, com as suas mãos nos bolsos da farda escolar.
– Silver, você já conhece Ruby? – Red perguntou.
– Sim. Há muito tempo. – Silver se virou para Ruby – Ruby, você tem de ter mais cuidado a andar por ai, podia se perder!
– Desculpe! Eu não sabia, ok?! – Ruby meio que ficou chateado pelo colega o tratar como se ele fosse uma criança.
– Ah… De qulquer jeito, obrigado, Red, eu trato do novato a partir de agora. – Silver agradeceu educadamente.
– Qualquer coisa, é só chamar. – Red se ausentou com um sorriso.
Assim, Silver fez um jesto a Ruby para que o seguisse, sendo que ambos se dirigiam para a sala do diretor. Silver bateu à porta e em seguida pediu licensa para entrar.
– Senhor diretor, é o Silver, trago o novo aluno. Posso entrar? – Silver pediu autorização.
– Oh! Silver, faça favor, estava o esperando! – O senhor se virou na cadeira, pedindo aos dois que entrassem.
Silver entrou na sala seguido de Ruby, sentando-se numa das cadeiras que estavm naquela ampla sala. Ruby ficou em pé, do lado do ruivo, entimidado pelo tamanho do local.
– Sente-se, Ruby. Fique à vontade. – O diretor pediu simpático.
Ruby engoliu em seco, puxando a cadeira do lado de Silver e se sentando, olhando tudo em seu redor. O diretor riu do nervosismo do rapaz, se lembrando de como era se sentar na cadeira do outro lado, sendo o novo aluno da escola…
– Muito bem, Silver me contou que você vai ser um novo aluno aqui. – O diretor começou uma conversa amigável.
– Sim… — Ruby respondeu envergonhado.
– Bem, não precisa de ser tão nervoso. Estamos todos cá para a judar! Eu já tratei de sua inscrição e você já está inscrito numa turma. Tem aqui a chave do seu quarto e um mapa da escola. Duas fardas escolares e, para finalizar, um passe de aluno, onde sua mãe depositou algum dinheiro. – O senhor estendeu o material ao novo aluno.
Ruby pegou os objetos, trocendo o nariz ao ver a farda. Ele tinha mesmo de usar aquilo? Parecia tão… Banal…
– Ohoho! Não se preocupe, você se acustuma a ela. – O diretor riu, lendo os pensamentos do garoto.
Ruby riu de lado, se levantando, estava pronto para sair.
– Se precisar de algo, peça para Silver, ele está encarregue de ajudar você a se intergrar. Boa sorte e espero que goste de cá estar. – O diretor sorriu de novo para o muleque.
Após isto, Ruby se despediu do diretor se seguiu Silver até ao corredor. Silver parecia saber exaamente o que fazia, pois seguia sem fazer qualquer ruido pelos infindáveis corredores do colégio. Ruby o seguia, um pouco confuso pela quantidade de corredores que passava, todos os alunos por que passavam cochichavam algo na sua passagem, ele não sabia o que era, mas se sentia um pouco obserado.
– Ruby, o seu dormitório fica num corredor antigo, onde ficam os novatos, você tem de passar por um corredor femenino antes de lá chegar, então, não espreite para dentro dos quartos, ok? Isso dá direito a expulsão. – Silver explicou mantendo-se frio.
– Hum, ah, ok… — Ruby ficou um pouco embaraçado.
Andaram mais um pouco até cruzarem um corredor, o corredor era rosa, o que fazia subentender que era um corredor feminino. Silver atravessou o corredor olhando sempre em frente, ignorando grande parte das garotas que o olhavam e sorriam. Ruby as olhava um pouco, reparou que algumas lhe acenavam e mandavam olhinhos. Ruby se sentiu assustado. “O que ests doidas querem?!” Ruby perguntou mentalmente. O olhar das garotas conseguia devorá-lo, parecendo que conseguiam imaginar o seu corpo pelado, fazendo com que ele se sentisse pequenino no meio de tantos olhares…
– O seu quarto é aquele. Você o partilha, então, tenha respeito pelo seu companheiro. – Silver disse apontando um quarto ao fundo de um corredor.
Ruby observou o corredor. Era um corredor verde escuro, e estava no fundo de um corredor que possuia mais umas seis portas. Olhou a sua chave, dizia que era o número 1313. Ruby arrepiou-se ao ver o número, um dul«plo treze nunca seria bom… Olhou para a porta, o número coincidia. Para chegar ao quarto, tinha de descer uma escadaria, então, começou a descer, degrau a degrau, com o máximo de cuidado, mas, a sorte não estava do seu lado. Enquanto descia, pisou uma das mangas do blusão de sua farda, fazendo com que se desiquelibrasse e escorregasse, descendo os degraus à roleta, apenas parando no chão, quando bateu com a cabeça nas pernaas de alguém.
– Ei! O que você pensa que está fazendo, seu muleque tarado!? – Uma voz feminina queixou-se ao sentir algo ir contra suas pernas.
– Pesso desculpa, eu tropecei e… — Ruby se desculpou, olhando para cima, mas logo perdeu a fala.
– Que foi?! Nunca viu uma garota, é?! – A garota o olhou chateada.
– Sa… Sapphire? É você? – Ruby se surpreendeu por a encontrar ali.
– Sou. E então?! Qual é o problema?! – A garota estava meio brava e erritaada com o rapaz.
Ruby desanimou um pouco, ao que parece, Sapphire não estava lembrada dele, o seu grande amigo de infância.
– Sapphire, não falae com ele. É aquele novato de que toda a escola fala. – Uma garota loira com um chapéu de palha comentou.
– Pois, ouvi dizer, que ele acabou de chegar e já twm imensas garotas atrás dele. – Outra de cabelo moreno também cometou.
– Sério? Então vamos. Nós nem deviamos andar nesta parte da escola. Adeus, novato. Se cuida. – Sapphire desapareceu com suas duas amigas.
Ruby se levantou, com uma enorme dor no peito. Sua grande amiga não se lembrava dele… Isso doia demais, ele não sabia nem o porquê, mas doia muito… Foi andando de cabeça baixa até ao seu quarto, abrindo a porta devagarinho, ao abrir, a porta chiou, acusando falta de óleo.
– Oi. Está aqui alguém? Sou eu, Ruby, seu colega de quarto. – Ruby disse entrando nervoso, acendendo a luz.
Naquele quarto não havia grande coisa, apenas duas camas e um banheiro. A janela era pequena e a vista que tinha não parecia muito cómoda. O moleque entrou e se sentou na sua cama, observando a ausência de um colega “Deve estar passeando por ai” ele concluiu mentalmente. Vendo que ninguém se encontrava no recinto, descalçou seus sapatos e se recostou na cama. Apesar de não parecer, o colchão até era bem confortável e apresentava todas as condições necessárias para um bom sono. Quando estava bem instalado, retirou sua Nintendo do bolso, a ligando.
– Agora é só você, eu e… — Ruby não conseguiu acabar a frase, pois logo um ser saiu disparado do banheiro com uma cenoura na mão.
– INTRUSO! INTRUSO! – Um moleque loiro gritava enquanto se dirigia a Ruby.
– Ah! – Ruby deixou escapar um guincho de sua garganta com o susto.
O garoto saltou para cima do rapaz, o preendendo contra a cama, apontando a sua cenoura à grgant do moreno.
– Quem é você e o que faz no meu quarto?! – O garoto o interrogou.
– Sou Ruby… Sou o seu companheiro de quarto… — Ruby explicou tentando afastar seu pescoço da ira da cenoura.
– Mentira! Eu não tenho companheiro de quarto! Muito menos um companheiro de quarto que se chame Ruby! – O loiro apróximou mais a cenoura do pescoço de nosso herói.
– Mas eu sou novo… O Ruby… — Ruby estendeu seu cartão de identificação, quase esganado pela cenoura.
O muleque loiro pegou o cartão de sua mão de um modo bruto, o inspecionando atentamente com um olho e o mordendo para ver se era verdadeiro, não sei como, chegou à conclusão que sim.
– Oh! Já me lembro! Silver me avisou que você chegaria hoje. O meu nome é Pearl Barry, mas pode chamar-me de Pearl. De agora em diante vou ser o seu companheiro de quarto. – Ele se apresentou, agora trincando a cenoura com que quase esganara Ruby.
– Sou Ruby… Prazer em conhecê-lo… — Ruby estava ofegante, acabara de chegar e já tinha acontecido muita coisa, quem diria que em menos de uma hora, ia se perder no colégio, ser regeitado pela sua ex vizinha e quase morrer nas mãos do colega de quarto após ser agredido com uma cenoura!
– Ora essa, se sinta à vontade. Desculpe a desarrumação, mas eu não estou acustumado a receber visitas… — Pearl se apressou a arrumar o seu lado do quarto.
– Hum… — Ruby fez cara de desentendido, tentando voltar ao seu jogo.
– Você joga Nintendo? Que jogo está a jogar? – O garoto se fez curioso.
– Omega Ruby. – Ruby tentou despachar o assunto.
– Omega Ruby… Se passa em Hoenn, né? Bem, eu gosto mais da saga do Platinum, Diamond e Pearl, que se passam em Sinnoh, a minha terra natal, já agora, de onde você é, Ruby? É cá de Kalos ou é de uma outra região? – Pearl tentava manter conversa.
Ruby não estava a achar piada nenhuma aquilo, para além de er de partilhar o quarto, tinha de o fazer com aquele fala barato! Ele só queria paz! Não precisava de socializar com aquele tipo!
– Sou de Johto, mas vivo em Hoenn. – Ruby voltou ser o mais breve possível.
– Hoenn?! É da região que você está jogando! Ena, não ademira que você goste desse jogo! Mas sabe, eu acho que perfiro Johto, é que, os Pokémon de lá são mais fortes e tal, e o líder de lá é bem foda, ganhou a liga de Johto e de Kanto! – Ele descarregava informação, molestando o pobre Ruby.
– Hum… — Ruby tentava não o ignorar demais.
– Sabe, cá temos mais pessoas de Hoenn! Holly, é de lá também! Eu não me dou muito com ele, ele é muito lingrinhas, sabe? Eu só me dava com ele quando fazia prte do grupo de ciências, mas desde que mudei para o grupo de combate que não falo muito com ele, sabe, ele é meio chatinho. – Pearl continuava a falar de assuntos sem interesse para Ruby.
– Hum… — Ruby agora fazia um eforço para o ignorar e se consentrar no jogo.
– Mas também há a bela Sapphire… Oh, essa sim, é bem interessante… — Pearl ficou meio sonhador.
Nesse momento, foi como se Ruby acordasse de um tranze, o nome “Sapphire” lhe captara toda a atenção para a conversa. O que Pearl iria dizer de sua velha amiga?
– O que tem Sapphire? – Ruby perguntou.
– Bem, ela é uma garota bem popular neste colégio! Ela é lider do grupo de Contest! Graças a ela, o nosso colégio já ganhou diversos concursos e somos conhecidos por toda a região de Kalos! Ela também é um sonho de garota, todo o garoto desta escola está apaixonado por ela… Pena que ela é muito severa, não se dá com ninguém, os únicos garotos de que ela se apróxima são os do grupo de Contest, mas poucos conseguem entrar. As qualificações são muito esigentes. – Pearl tentou explicar tudo ao promenor.
Ruby riu de lado, obvio que se ele quisesse não iria ser complicado entrar no grupo de contest, afinal, ele já entrara em muitos concursos antes… Isso seria uma ótima estratégia para se chegar perto de Sapphire de novo.
– Oh, mas mesmo que todo mundo goste de Sapphire, eu prefiro muito mais a vice-lider do grupo de Contest… Oh, a linda Platinum… Ela é tão doce e inteligente… — Pearl dava uma de sonhador.
– Ena, se apaixonando, que tolinho. – Ruby riu de seu colega.
– Eu não sou tolo! O amor é a coisa mais maravilhosa do mundo… vai dizer-me que você nunca se apaixonou!? – Pearl perguntou.
– Não! E nem quero! O amor é uma cena nojenta! Onde é que já se viu. Duas pessoas andarem por ai agarradas e a partilhar baba e germes… Yuk! – Ruby sentiu repulsa de pensar nisso.
– Você é um insencível… — Pearl queixou-se.
– Insencível não! Apenas credível. – Ruby defendeu-se.
De certo, Ruby achava que estar apaixonado por alguém era uma tolice, se pensarmos bem, ele não poderia considerar que estava apaixonado por alguém. Então… O que ele sentia por Sapphire? Nem ele sabia… Apenas achava que era uma amizade, e isso o magoava muito…
– Olhe, Ruby, vou mostrar-lhe o meu segredo, ai, você vai ver como é bom estar apaixonado! – Pearl disse convicto, se dirigindo à janela. – Vamos, venha cá.
Ruby foi ter com o colega. Pearl disse para ele encontar a cabeça no vidro. Ruby, achando-se um parvo, fez o que o outro pediu, olhando lá para fora, vendo os corredores ricos do colégio.
– Está a ver aquela janela ali à frente? Duas janelas pra a direita? – Pearl perguntou.
– Aquela que tem uma garota de cabelo azul? Sim. O que tem? – Ruby perguntou indiferente.
– Esse é o quarto de minha linda Platinum… Ela se pões sempre ali quando chega das aulas… Ela é taõ linda… Você não acha? — Pearl comentava.
– É, ela até é bonitinha… — Ruby falou para não estragar a felicidade do outro.
Depois, um ser moreno chamou a grota para dentro, e os olhos sapphira que essa grota tinha eram inconfundíveis.
– Espere! Sapphire também está naquele quarto? – Ruby ficou curioso, olhando melhor.
– Sim. Elas meio que são amigas. Mas porquê tanto entusiasmo com a Sapphire? Será que… Você… — Pearl fez cara de caso.
– Não, seu ideota! Claro que não estou apaixonado pela Sapphire! – Ruby resmungou.
– Eheh, você é que sabe… — Pearl finalmente deixou o garoto em paz.
Ruby ficou mais um tempo a contemplar a amiga. Ela estava tão bonita… Seu cabelo havia crescido, mas isso não a impedia de usar a sua bandana, ela estava linda e o seu sorriso brilhava tanto como os seus olhos cor de sapphira… Ruby se sentia mal, porque ela não o reconhecia? Isso fazia com que ele se sentisse excluido de uma maneira muito dulorosa… Mas nem ele sabia porquê…
E assim, Ruby chegaou ao colégio, onde diversas aventuras, amores e desamores, amizades e desafios, com umas Miltank a dançar balé acrobático pelo meio, vão acontecer. E após no primeiro dia quase ter morrido com uma cenoura, Ruby se sentia mais do que perparado para o que teria de fazer para sobreviver naquele colégio!
– oh, é verdade, esqueci de dizer, tem de ser você a lavar sua roupa. Eu não vou ser seu criado. – Pearl impôs-se.
Ok, afinal, Ruby estava apenas, parcialmente, perparado para sobreviver naquele colégio…
Fale com o autor