Our World

6 5. Like a dream


Notas iniciais
AEAEAE FINALMENTE! *apanhamuito*

desculpa a demora >_____< *semanadeprovas*

mas em compensação, taí um cap grande :3
BOOOOOOOOOOA LEITURA! ♥

— Sen... Senpai wa...?

Ele estava me encarando, consideravelmente corado.

Não iria mentir para ele.

— Sim...

Ele arregalou os olhos e ficou mais vermelho.

Merda.

Pelo menos agora eu sei que nunca haverá chance.

Não?

Seu rosto estava muito próximo do meu, nos separávamos por ínfimos milímetros.

Meu coração batia forte, chegava até a doer.

Nossas respirações ficavam irregularmente mais rápidas.

Se chocando.

Sua boca entreaberta.

Seus olhos brilhantes.

Nossos lábios se tocaram.

Não pude me conter.

Aprofundei o beijo.

Deus, o que eu fiz?

Senti o mundo girar.

Gradualmente desabando.

Minha mente esvaziou-se.

Aquele momento parecia não acabar.

Senti uma gota quente escorrer pela bochecha.

As lágrimas dele me tiraram do transe.

No mesmo instante, cortei o beijo.

— Takanori-kun! Mooshiwake arimasen!¹ Eu...

Antes que eu pudesse terminar a frase, ele se aproximou mais e capturou meus lábios, um rápido beijo desta vez.

Afastou-se um pouco e voltou a chorar silenciosamente, soluçando de leve.

Como assim?!

Ele...?

Mais lágrimas caíram.

Não entendi sequer um ato que se passou nos últimos trinta e cinco segundos.

Então percebi que talvez ele estivesse chorando pela minha investida.

Esperei que se acalmasse, e assim que o fez, mesmo entre soluços curtos, começou a se justificar.

— Gomen senpai... É só que eu estou muito feliz... Pelo meu primeiro beijo ter sido com a pessoa que eu amo...

Meu coração falhou uma batida.

Quero dizer, várias.

Eu entendi direito? Ele acabou de dizer que me ama?!

— Você quer dizer...?

— Sim. Mas...

Ele abaixou a cabeça, agora mostrando tristeza.

Não deixei que terminasse a frase.

Não iria terminar.

— Bem, acaba de ganhar mais um beijo da pessoa que te ama.

Segurei sua nuca e o beijei novamente, dessa vez, só paramos pela falta do oxigênio.

Ele me encarou, surpreso.

Acho que foi a mesma expressão que eu fizera a momentos atrás.

— Eu te amo, Takanori-kun!

Ele abriu o sorriso mais puro de que eu tenho conhecimento.

— Eu te amo, Akira-senpai!!

E assim mais lágrimas escorreram por sua face.

E agora eu sabia que eram de felicidade.

Sabe aquela sensação gostosa de que todos os pêlos do seu corpo se eriçam e seu peito se aquece?

É. Lógico que era de felicidade.

Eu estava muito feliz.

Impossivelmente feliz.

Ele me abraçou forte.

Eu o segurei pela cintura, selando nossos lábios novamente.

Sentindo seu doce aroma.

Aquele momento parecia inacreditável.

Parecia um sonho.

Um sonho do qual eu não queria acordar.

Sozinhos naquele quarto.

Ele.

Eu.

Nada mais era necessário.

Era nosso mundo.

Ele afastou-se. Precisava respirar.

Estava vermelho.

Assim como seu lábio.

Macio.

O que me fazia querer beijá-lo de novo.

Segurei seu queixo.

Observando seu rosto calmamente.

Seus olhos brilhavam, ainda com algumas lágrimas.

Sequei-as, com a ponta do polegar.

— Taka, você é tão lindo.

Ele ficou muito encabulado.

Mordeu o lábio inferior.

Tímido.

Eu não cansava de repetir que o amava, e cada vez que ele respondia, para mim era inacreditável.

Ficamos trocando carícias.

A cada minuto que se passa, eu fico mais apaixonado por ele.

E ele corresponde.

O que faz de mim o cara mais feliz do mundo.

Por ter aquele anjo em meus braços.

Com muita insistência, fiz com que ele se sentasse em meu colo.

Estava envergonhado.

Ria, para disfarçar essa timidez.

Conversávamos.

Sobre várias coisas, esquecendo completamente do fato que ele tinha que estudar para matemática.

Bem, só um dia não ia ter problema, de qualquer forma.

Dávamos selinhos.

Eu acariciava seus cabelos, e ele segurava meu braço.

“Não solte, jamais.”

— Ruki, me desculpe por ter agido dessa forma tão atrevida...

Procurei me desculpar, em relação ao primeiro beijo.

— Iie, senpai! Estou muito feliz por isso ter acontecido! Eu... Eu já não aguentava mais ficar te amando assim, em silêncio...

— Nem eu.

— Eu nunca imaginaria que isso pudesse dar certo, quero dizer, achava que você fosse hétero...

— Você e minha mãe, mas a diferença é que ela me enfiou nesse colégio, assim que ficou sabendo!

— Posso dizer que sou grato a ela?

— Por quê?

— Porque assim eu pude te conhecer!

— Então, nesse caso, eu também agradeço à ela!

Nós dois demos risadas.

Nos entreolhamos e trocamos mais um beijo.

— Eu devo dizer, pra quem diz não ter beijado antes, você beija bem, Ruki!

Mostrando-se envergonhado, ele escondeu o rosto no meu ombro.

O que foi muito fofo.

O abracei, dando um selinho na ponta de seus lábios.

Aquilo era tão bom.

Só a presença dele já me fazia bem.

Quem dirá os beijos que trocávamos.

20:50.

O Kai estava pra chegar a qualquer momento.

Guardamos o material de Ruki.

Ele chegou, nos cumprimentou e foi ao banheiro.

Mais um beijo.

Fui até a porta com ele.

— Já estou com saudade, senpai.

— Eu também, Takanori-kun...

Sussurramos, para que Kai não ouvisse.

— Hey, corre, que daqui a pouco o monitor vai te encher o saco por não estar no seu quarto!

— Ok!

Um último selinho, e ele se foi.

Fui para a cama com a roupa do corpo, com um sorriso de orelha a orelha, sem acreditar em um único momento daquela noite.

O Kai saiu do banheiro e ficou um tempo no computador, tomando cuidado para não me acordar.

Não que eu estivesse dormindo.

Não que eu fosse dormir depois do ocorrido.

Meu doce Ruki.

Meu?

Meu?

Meu.

Ah, como eu te amo, pequeno!

Manhã seguinte.

Já na classe, os dois me perguntavam o que acontecera na noite passada.

“Nada de mais.”

Mesmo tentando mostrar-me indiferente, eu não conseguia esconder o sorriso bobo que se formara no meu rosto.

Muito menos as malditas olheiras.

— Ah, é porque eu dormi mal.

Uruha percebeu que algo não cheirava bem.

Mas não falou nada.

O que eu agradeci, em pensamentos.

Lógico que eu não prestei atenção na aula.

Fiquei desenhando.

Bem, é um passatempo.

Escape?

Tanto faz.

Assim que o sinal tocou, voei para a cantina, para encontrar com Ruki.

Sem dar tempo para que ele me notasse, o puxei pela mão e o arrastei para um canto do colégio, onde ninguém podia nos ver, deixando-o um tanto confuso.

Apressado, ataquei seus lábios, sentindo suas mãozinhas me apertarem.

Percebi que ele também estava com olheiras.

— Ohayo, senpai!

— Ohayo, Ruki! Você também não dormiu direito, huh?

Não dormi seria a frase correta.

— Então estamos iguais!

Depois de alguns beijos, ficamos jogando conversa fora.

Comendo um lanche qualquer.

Ele ainda parecia envergonhado perto de mim.

Isso fez com que minha mente trabalhasse pelo resto das aulas.

Assim que voltei para a sala, Kai e Uruha me interceptaram, perguntaram o que ocorrera.

Só disse que eu tive de devolver um caderno ao Ruki.

O que devo fazer?

Quero dizer, eu estou apaixonado por ele, ele por mim (novamente, inacreditável), mas ele é uma criança, não tem experiência quanto a isso.

Não quero assustá-lo.

Não é algo certo continuar com isso.

Será?

Maldito moralismo!²

Cara, esse garoto está me deixando louco.

Quero possuí-lo, beijar todas as partes de seu pequeno corpo.

Acariciá-lo.

Ver sua expressão de prazer.

Não dá pra seguir com isso.

Merda.

Durante o almoço, tudo ocorreu normal, disfarçamos ao máximo, mas Uruha, junto de Aoi, desconfiavam. Apesar disso, conversávamos tranquilamente.

Depois eu fui para o treino, com aquele mar de pensamentos.

A questão é: Eu não queria falar nada para Ruki.

Mas era necessário.

Se pelo menos eu quisesse continuar com ele por perto.

E lá estava.

Me observando durante o treino.

Fiquei muito feliz com sua presença.

Ele acenou quando olhei, sorrindo em seguida.

No fim do treino, fui até ele.

— Senpai joga bem!

— Ah, obrigado, eu... Ah, eu gosto!

Ele sorriu.

Decidi por tomar iniciativa e conversar com ele.

— Sabe, Ruki, eu... Precisava conversar com você sobre o que estamos fazendo...

Ele abaixou a cabeça, como se fosse um sinal para que eu prosseguisse.

— Nós estamos nos relacionando de forma perigosa, quero dizer, eu sou mais velho... E somos do mesmo sexo...

— Você realmente pensa dessa forma, senpai?

— Taka, querendo ou não, nós estamos numa situação delicada... Eu não posso te machucar! Acho melhor não continuarmos com isso...

Ele manteve o silêncio.

Demonstrou um medo em seus olhos.

Os lábios desenharam um formato triste.

Lágrimas escorreram rápido.

Silenciosamente.

Ele saiu correndo.

Meu coração bateu rápido.

Assustado.

Como se eu estivesse acordando daquele sonho.

Retornando à realidade.

A realidade de que eu nunca poderia tê-lo.

.

Procurei em todos os cantos possíveis, não o encontrei.

Decidi por voltar ao meu dormitório, tomar um banho, me acalmar, e voltar a procurá-lo.

Sinto que ultimamente eu só tenho feito besteira.

“Vocês, adolescentes, são inconsequentes, irresponsáveis, só fazem coisas impensáveis.”

As únicas palavras que eu consigo lembrar do meu maldito professor de história.

Parece que estão servindo para alguma coisa agora.

Para me colocar mais pra baixo.

Tudo parece estar acontecendo tão rápido...

Em um dia ele está em meus braços.

No outro, escapa como fumaça por entre os dedos.

Vapor.

Esqueci de levar a roupa para o banheiro.

Que saco, vou encharcar todo o chão do quarto.

“O Kai vai brigar comigo de novo.”

Eu saí do banho, com os pensamentos melhor organizados.

Ele estava sentado na minha cama.

Uma expressão triste.

Descrente.

Como se tivesse desistido do mundo.

Quando notou a minha presença, abriu a boca, de modo a formar um “O”.

Ficou evergonhado.

Só fui entender quando notei que estava apenas com uma toalha enrolada na cintura.

Coloquei a camiseta que estava mais perto de qualquer jeito, que molhou, porque eu não havia me secado, e corri para abraçá-lo.

Ele afundou o rosto na base do meu pescoço.

Senti as gotas de suas lágrimas escorrerem pela minha clavícula.

Quentes.

Estava soluçando.

Meu peito doeu.

— Perdão, pequeno!! Eu não quero ficar longe de você! E já nem posso mais! É só que... Eu tenho medo de te assustar, te desiludir... Você é novo nisso...

Ele me calou com um beijo.

“Reita...”

Sua voz ecoava em meu peito.

Fazendo com que minha atenção fosse totalmente para ele.

E que o mundo parasse.

Como se apenas nós dois existíssemos.

— Eu sei é novo pra mim, mas é a melhor experiência que eu já tive! E quero continuar, só peço que tenha um pouco de paciência comigo... Não estou pedindo por uma chance, e sim para que façamos o que nosso coração quer! Senpai, eu sou louco por você!”

— E eu por você!

Demos mais um beijo, e, lembrando que eu ainda estava com a toalha, corri para o banheiro com o resto das roupas e me troquei, constrangido.

Ele riu da minha situação atrapalhada.

— Sabe Ruki, eu notei uma coisa...

— O que?

— Você me chamou pelo meu apelido!

— Ai, eu falei sem querer, gomen nee!

— Mas eu gostei!

Ele ficou envergonhado.

Aproveitei para dar um beijo na ponta do seu nariz.

Adoro aquele jeitinho meigo que ele tem.

Lógico que eu não dei aula para ele naquela tarde.

Ficamos abraçados, no meu quarto.

Conversando.

— Aishiteru, Takanori-kun!

— Aishiterumo, Akira-senpai!³

— Eu te quero muito. Só me deixa saber quando eu estiver exagerando, então eu paro. Não quero te machucar. Quero te proteger...

Por favor, eu não quero perder o controle.

— É que, ainda é irreal que você esteja aqui, comigo. Sei que isso é novo para você. Não quero que faça nada por impulso... Não quero que seja apenas uma diversão, quero dizer, sou do tipo que quer algo sério, então, não se sinta obrigado a continuar comigo... Faça o que você achar que deve ser feito.

De súbito ele me beijou. Pressionando levemente seus lábios contra os meus, aprofundando em seguida.

Carinhoso.

- Essa é a minha resposta, senpai. Eu te amo de verdade, e o tempo que a gente teve para se conhecer alimentou minha certeza. Sei que não tenho experiência, mas eu realmente quero te namorar.

— Você... Você jura?!

— Sim! Mas não conte ao pessoal ainda!

— Tudo bem!

E novamente o abracei, atacando seus lábios, acariciando sua tímida língua na minha, agora com a certeza de que ele era meu.

Meu doce Takanori.

Meu sonho.

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1- Mooshiwake arimasen: "me desculpe", só que de forma mais forte (PERDÃO!!)

2- Moralismo: corrente doutrinária que separa as ações humanas em boas e más. (ou seja, Reita pensando se o que eles estão fazendo é algo bom ou mal)

3- Aishiteru: "eu te amo"; Aishiterumo: "eu te amo também"

Notas finais
AEAE TUDO BOM, FOLKS? Q
GOSTARAM? ODIARAM? REVIEWS? CARA FOFA? =B
TAÍ UM CAP QUE EXIGIU SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS (MAIS PELA FALTA DE TEMPO QQ)
BEM, EU TIVE QUE DEMORAR PQ PASSEI POR UMA SEMANA DE PROVAS TURBULENTA, QUE ATÉ ME DEIXOU ZONZA @__@
espero que tenham gostado :D
e espero reviews! *apanhamais*
KIIIIIIIIIIIIIIIISU :*