Notas iniciais
Olá a todos, eu (Kevin Henri) e a Kiri-chan mandamos nossos mais sinceros cumprimentos Como prometido, aqui está a continuação, não nos culpem, culpem a extrema falta de tempo para desenvolve e postar o capítulo, mas agora aqui está, então não precisam mais nos matar Para aqueles que preferem ler o capítulo com uma música de fundo, aqui está uma, escolhida pela Kiri-chan (https://www.youtube.com/watch?v=8XVfEydkElk) PS: Desejamos uma ótima leitura a todos!

O rosto vermelho, o coração acelerado. A aproximação cada vez mais iminente de Orion desencadeou um branco em sua mente; inconscientemente ela fechou seus olhos, sentindo o hálito de menta do mais alto que se aproximava cada vez mais de si, mas se surpreendeu ao sentir os braços a enlaçarem pela cintura.

–Minha coelhinha pervertida. -sussurrou ele no pé do ouvido dela, fazendo-a corar ainda mais. Ela chegou a ficar um pouco tonta, o coração levado ao limite das batidas, tanto que deve ter pulado algumas, tropeçando no próprio ritmo. Aria olhou nos olhos de Orion, aquelas joias que ela tanto gostava e amava ver, ele aproximou seus lábios dos dela, roçando um beijo, Aria novamente fechou seus olhos, a respiração do mais novo cada vez mais perto de si, até que...

–Minha vez no chuveiro! -rápido como uma bala, Orion entrou no banheiro, deixando Aria ali, com o rosto vermelho, sem nem mesmo perceber que já estava sozinha no corredor que levava ao banheiro. Ela riu consigo mesma, seu otouto* podia ser um pervertido de alta classe e perigosidade para as garotas, mas sabia como se divertir, e, consequentemente, divertir as pessoas ao seu redor. Logo depois desse pensamento, Aria pensou consigo mesma durante alguns segundos, e se não fosse mesmo apenas uma brincadeira?

[...]

Final de semana. Algo que realmente, realmente mesmo, os alunos esperaram tão desesperadamente, querendo fazer seus afazeres para se esquecerem um pouco da escola.

Orion olhou o céu, tão limpo quanto a água, logo depois para a mais velha ao seu lado, os cabelos esvoaçantes com o vento, os olhos alegres, o sorriso desenhado em seu rosto criando uma expressão feliz e brilhante, tão encantadora, tão linda.

O rapaz não conseguiu conter um suspiro. Quando se deu conta, corou fortemente, olhando para os lados, tentava disfarçar.

Por fim, eles acabaram por chegar na casa na praia, mesmo Aria estando um pouco desanimada por que seria obrigada a voltar para o trabalho, seria obrigada a encarar Piko novamente. Ela não sabia se iria aguentar tal pressão, mas sabia que faria seu melhor para continuar em frente, até por que, agora ela tinha alguém em que confiar de verdade…

[...]

–E então? -perguntou Orion, olhando para a mais baixa, enquanto esta assumia uma postura de dúvida.

–O que foi? -indagou ela, um pouco desconfiada do que poderia ser.

–Preparada? -perguntou Orion enquanto lançava um olhar desafiador, tal olhar chegou a intimidar Aria, que imaginava o que poderia ser, ou melhor, sonhava.

“Foi tudo muito rápido, tão rápido que ela nem mesmo percebeu quando Orion se apossou de seus lábios com furor, paixão, amor e desejo. Aria foi completamente desarmada por tal ato do mais novo, que a havia entorpecido completamente, deixando sua mente e corpo em êxtase. Ela enlaçou seus braços em torno do pescoço do maior enquanto ele a segurava pela cintura, a levantando, não parando o beijo em momento algum, beijo que se tornava cada vez mais quente e ardente.

Aria enlaçou as pernas em torno da cintura do albino, que resolveu prensa-la na parede, com força, o beijo ficou mais profundo, ousado... Apaixonado, até que por fim o fôlego de ambos não os permitiu continuar, ambos pararam o beijo lentamente enquanto acertavam selinhos nos lábios do outro. Orion sorriu, arteiro, como uma criança que acabou de fazer uma artimanha, ou como se pedisse desculpas pela confusão que causou.

–Eu já te disse que não aprovo isso. -disse ela timidamente enquanto Orion a apertava um pouco mais entre seus braços.

–Me chame de amante infame. -sussurrou, tornando a beija-la com desejo.”

–Aria? -a chamou, com um sorriso travesso no rosto.

A garota corou fortemente, tentando encara-lo, mas não obteve sucesso.

–Como você anda tão distraída... Ataque de cócegas! -disse ele repentinamente, levantando as mãos e logo em seguida fazendo cócegas na irmã mais velha, que não obteve nenhuma outra reação a não ser rir, rir loucamente, tão loucamente que seu risos poderiam ser ouvidos do outro lado da cidade.

[...]

–O que foi isso? Parecem risos. -perguntou Len, em seu quarto, enquanto sua irmã Rin e Miku olhavam para o nada, tentando identificar o som “estranho”.

–Parecem risos... Aria? -concluiu Rin, espantada com tal conclusão.

–Hum... Parece estar divertido por lá, será que nós… -antes de terminar a frase Miku foi interrompida pela loira mais baixa.

–Não! Nós não podemos, nem devemos... Você ousaria? -perguntou Rin olhando ameaçadoramente para a esverdeada.

–Quem sabe… -sibilou Miku sombriamente em resposta, trazendo um pequeno arrepio para o corpo da dupla de loirinhos.

[...]

Cinco minutos. Cinco minutos de pura risada e, de certa forma, tortura.

Aria estava com seu rosto completamente vermelho enquanto estava deitada no chão. Orion apoiado na parede a olhando. A camisa da mais nova um pouco amarrotada e amassada por causa dos movimentos bruscos, deixando à mostra sua barriga lisa, bonita... Orion deu um pequeno riso e logo depois estendeu a mão.

–Vamos, acho que já esta tarde, deveríamos estar na cama.

Dito isso, Aria, um pouco receosa, segurou firme a mão do mais novo, que a levantou sem aparente dificuldade, mas ele apenas “achava” que havia aplicado força demais, pois Aria foi de encontro ao seu corpo de maneira brusca, isso enquanto ele a abraçava meigamente.

–Eu me divirto demais com você, minha coelhinha pervertida. -disse ele, ao final da frase dando um riso bastante animado. Isso ao que Aria sentia seu rosto indo além do simples arder.

–Eu já disse que não sou pervertida. -disse ela inflando suas bochechas em um muxoxo irritadiço e infantil. Tal coisa fazia o sorriso de Orion se alargar um pouco mais e olha-la um pouco mais intensamente.

Ele a abraçou fortemente enquanto sua mão passeava por seus cabelos longos e sedosos, e assim ficaram.

–Sabe, nunca me senti tão feliz Aria. -disse ele enquanto Aria o olhava.

Sem perceber, Orion deixou uma lágrima escapar por seus olhos. Essa lágrima percorreu seu rosto até se perder pela linha do queixo e descer ao chão. Ele sorriu para a irmã, que também sentia uma emoção intensa, que a fazia sentir imensa vontade de chorar, de se derramar em cima do garoto que a fazia se derreter toda apenas com um sorriso.

–Eu também Orion.

Ela o abraçou o mais forte que podia, afundando seu rosto em seu pescoço, icando assim por algum tempo enquanto que Orion recordava de si mesmo anos atrás.

“-Ei olhem. Não é aquele garoto que apanhou no beco ontem? -cochichava uma garota rodeada de outras enquanto apontava para Orion, que fingiu não perceber. Ele mancava um pouco com a perna direita, e tinha o olho esquerdo roxo.

–Fale baixo, ele pode escutar. -disse outra enquanto dava um pequeno tapa em seu ombro direito.

–Eram cinco garotos mais velhos. Pelo que ouvi dizer ele tentou fugir, mas não chegou muito longe. -contava uma delas.

–Dizem que ele apanhou desse jeito por que andou se engraçando com a namorada do líder da “gangue”. -dizia a maior delas.

–Sinto pena dele. -disse a mais baixa.

Ele já estava farto.”

Orion arregalou os olhos, surpreso por tais lembranças, antigas, ainda o atormentarem como um fantasma. Porém, se acalmou ao sentir o toque imperativo de Aria.

–Orion... Pode me largar agora! -falava com um sorriso.

–Desculpa. -desculpou-se largando a menor, sorrindo simpaticamente depois.

–Bem, vou indo para a cama... Boa noite Aria. -disse ele se retirando rapidamente para seu quarto enquanto a deixava, pensativa. Orion, caminhando pelo corredor escuro tentava decifrar o grande enigma que rondava sua cabeça, o que diabos eram esses “sonhos”?

[...]

Enquanto isso, em seu quarto, abraçando os joelhos no canto mais escuro do cômodo, se encontrava o albino, sentado enquanto observava as estrelas na janela de seu quarto. Ele fechou seus olhos, se permitindo pensar um pouco, sobre seu passado, sobre seus pensamentos, sobre a suspeita aceleração cardíaca que sentia quando se aproximava de certa garota de olhos azuis.

Pensando nisso ele avermelhou, liberando um longo suspiro. Olhou para o céu estrelado por alguns instantes pela última vez, e logo em seguida foi em direção à cama, deitando-se e pegando no sono enquanto pensava em Aria.

[...]

Aria abriu seus olhos lentamente. Se esticou sobre a cama, sentindo que seus músculos já estavam preparados para o dia que viria. Levantando-se, com medo de ser consumida novamente pelo sono, bateu no rosto. Era um novo dia!

Foi ao banheiro, fazendo sua higiene matinal, saiu do quarto, e foi direto à cozinha. Só que estranhou ao vê-la vazia, assim como a mesa. Caminhou até a sala, e estranhou ao ver a porta aberta. Não sabia se ficava assustada ou pensava pela lógica, mas foi até ela, deparando-se com Orion sentado na escada da casa. O vento soprava, quase que sussurrando palavras em seus tímpanos, o sol iluminava seus olhos, os fazendo brilhar intensamente... Mas mesmo assim ele se mantinha estático, como uma estátua. Sua pele dourada por causa do brilho do sol, os cabelos sendo levados pelo vento fraco, o olhar distante, como se estivesse recordando de coisas antigas, os lábios entre abertos, tornando-se cada vez mais convidativos ao olhar dela. Aria corava cada vez mais a cada pensamento poético — e impróprio. Orion virou-se lentamente, tão lentamente, que o tempo pareceu parar.

Aria acabou percebendo que ele tinha os olhos marejados, como se estivesse prestes a chorar, porém, sua atenção logo foi direcionada para outro lugar.

–Droga, entrou areia no meu olho. -reclamou o rapaz, coçando os olhos.

Ela percebia as marcas em seus olhos, marcas de que o descanso não foi tão bom quanto deveria ser.

–Você não dormiu? -interrogou-o, preocupada. Sentou-se com ele na escada, escorando sua cabeça em seu ombro direito. Se havia algo que ele fazia e a incomodava era guardar certas coisas para si, e entre eles não devia haver tal coisa. Supostamente Orion devia confiar nela assim como ela o confiava.

–Dormi sim, é que estudei até tarde ontem. -disse ele, passando o braço por cima dos ombros da menor, envergonhando-a como de costume. Quem os visse pensariam que eram namorados, de tão próximos que se encontravam. Felizmente, para Aria, ali em plenas oito horas da manhã não havia ninguém que pudesse vê-los naquela situação.

–Por que não me pediu ajuda pra estudar? -disse ela fazendo um muxoxo, fazendo o maior sorrir.

–Não posso incomoda-la com meus problemas, tenho que me virar sozinho, mesmo com você cuidando de mim. -respondeu com um sorriso radiante nos lábios, fazendo Aria corar e sentir o coração acelerar.

Alguns minutos depois, Aria começou a cantarolar uma melodia, lenta, doce e suave, algo parecido com um canto fúnebre, mas, ao contrário desta, passava alegria e segurança ao mais novo, que começou a cantar a letra.

–Deixa-me tocar a tua mão enquanto vejo teus olhos, perdoa-me por minha insegurança, fui descuidado e lhe perdi, permita-me andar até você, permita-me que eu lhe abrace, permita-me beija-la, pois o quanto eu te amo, não pode ser descrito com palavras...

Ele cantava... Com os olhos marejados, igual Aria, que apoiava-se nele. Orion a fitou com olhos intensos, limpando o caminho que a lágrima percorreu por seu belo rosto, sorrindo, e no momento seguinte a beijou, no canto de seus lábios.

Suas testas encostaram-se, e Aria sentia seu rosto ferver e a mente ficar translúcida.

–Mamãe cantava essa música pra mim enquanto eu dormia… -disse Orion olhando fundo nos olhos de Aria, de maneira doce e serena, a acalmando de um jeito que nem mesmo ela sabia dizer como.

Envolvida pelo momento, que aliás eram vários desde que ele chegou, o abraçou ternamente, afundando o rosto em seu peito. Era possível ouvir os batimentos acelerados do mais novo, corando com a sensação desconhecida, e ela temia que, aquilo que Orion havia despertado nela, começasse a domina-la novamente. Porém, nada aconteceu. Nada, nem uma aproximação a mais, nenhum movimento, nenhum beijo... Nada. Ela havia continuado na mesma posição, com a cabeça entre os braços do maior, e era acolhia de maneira gentil.

Ela não ousou encara-lo, nem mesmo por um mínimo segundo, porém pode ouvir um pigarreio. Olhou de canto para o lado, viu um jovem, um pouco mais alto do que ela, de cabelos prateados, o olho direito verde, o esquerdo azul, por~em, mesmo com cores diferentes, algo muito semelhante havia entre eles, era algo que nem mesmo ele sabia explicar, talvez houvesse sobrado algo? Ou talvez fosse algo completamente diferente? Ele não sabia dizer, mas sabia que estava lá, seu olhar mostrava surpresa, um pouco de raiva, mas principalmente surpresa, vestindo uma camisa cinza escuro e calças negras, assim como os tênis. Era impossível não o reconhecer.

Aria saiu do conforto dos braços do maior, fazendo-o estranhar a quebra daquele momento tão relaxante, e sussurrou.

–... Piko?

Ele a encarava de maneira furtiva, quase como se estivesse surpreendido, porém nada disse, apenas deu meia volta e planejava sair, mas ela o parou quando o seguiu e se pronunciou.

–Piko? O que veio fazer aqui? -perguntou aflita. Orion também os seguiu, se aproximando, lenta e calmamente, porém, com a face séria. Era ele? O tal de Piko...?

–Quem é ele? O que faz aqui? Por que estavam tão íntimos? -interrogou o rapaz novo no local, destacando a última palavra. Piko colocou as duas mãos sobre os ombros de Aria, a pressionando, porém, foi afastado por Orion, que o empurrou sem o mínimo de gentileza, fazendo-o cair na areia.

–Tire suas mãos imundas da minha irmã. -avisou, em tom sério, ameaçador, fazendo ambos se arrepiar.

–Quem você pensa que é…? -Piko remoeu os dentes levemente, levantando-se e encarando o outro albino de olhos azuis surpreendentemente esmagadores para sua, aparentemente, pouca idade.

–Eu não quero ter que bater em você, mas se machucar minha irmã é exatamente o que vou fazer, e com gosto. -disse ele com a face retorcida em seriedade. Quem o conhecesse saberia que aquele realmente não era Orion Shirogami.

–Você vai pagar por isso… — cuspiu Piko, irritado, em tom ríspido, porém, parou ao sentir o toque suave de Aria em seu ombro.

–Orion, deixe-o em paz, e Piko, não faça nada que irá se arrepender depois. Meu irmão é bom nesse jogo... Muito bom. -ela apartou a briga, olhando para Orion pelo canto dos olhos, dizendo a ele… Mandando praticamente que ficasse ali. O rapaz sentou-se na areia com as pernas cruzadas, obedientemente.

–I-Irmão? -perguntou Piko, surpreso, e xingando-se mentalmente por não ter notado tal semelhança entre os dois antes.

–Foi um imprevisto. Nossos pais se separaram, a guarda dele ficou com meu pai, a minha com minha mãe, ele soube onde eu estava e aqui está agora. -ela explicava, ainda com a expressão dolorida toda vez que era obrigada a olhar para Piko.

Orion se deitou ali mesmo.

–Orion, ele é Piko Utatane, meu... Ex-namorado…- apresentou-o, um pouco hesitante ao dizer tais palavras. Orion levantou a cabeça, olhando Piko como se o analisasse, sorrindo confiante.

–Tudo bem então... Desculpe o empurrão!... -Desculpou-se ele, como se não tivesse sido nada, deixando Piko um pouco embasbacado, já Aria sorriu.

–Mas não faça isso novamente. -disse ele sério dessa vez, encarando Piko com um olhar mortal, surpreendendo todos os dois, que o viram se levantar lentamente da areia e olhá-los.

–Quem quer sorvete?! -disse ele, voltando a ficar animado, surpreendendo ambos uma vez mais, deixando-os sem resposta. (Bipolar?!)

–Ninguém?... Então tá. -disse ele correndo em direção à casa, deixando ambos para trás.

–Ele é sempre assim? -perguntou Piko, ainda surpreso com as diversas mudanças do misterioso jovem de olhos safira.

–Meu irmão às vezes é problemático perto de estranhos. -disse ela com um sorriso nos pequenos lábios, enquanto o rosto de Piko se tornava sério.

–E eu pergunto outra vez... O que veio fazer aqui? -indagou ela, adquirindo uma postura mais formal.


–Vim te ver... Simples assim. -Piko disse, com a voz suave, a surpreendendo.

CONTINUA...

Notas finais
Bem, aqui está, como prometido, não tem nos restado muito tempo, mas sabem que nós fazemos o possível né? Bem, esperamos que todos tenham gostado do capítulo (e esperamos reviews também) Well Well, estamos de saída, deixem reviews ok ? Lembrem-se que eles são o combustível para uma melhor continuação ok ? Abraços meus e beijos da Kiri-chan Bye Bye!