Our Fury

12 Poison & Wine


Notas iniciais
Bom, aqui está o capitulo. Demorou? Sim, é que eu tive uma avalanche de trabalhos e fiquei atolada no colégio. Escrevê-lo foi realmente complicado, não saiu exatamente como eu queria, mas aqui está. Eu dei o meu melhor e espero que gostem :)

– É muito gentil de sua parte ter aceitado meu pedido, menina Moira.

Moira respirou profunda e silenciosamente para não chamar atenção do velho Grande Meistre Pycelle, logo depois revirando os olhos enquanto estava de costas para ele. Velho tarado. Desejou dizer a ele. Só me chamou aqui para olhar para os meus peitos nos decote sempre que me inclino para arrumar algo. Sabia que essa era a verdadeira intenção dele ter a chamado ali para ajudar a arrumar seus aposentos. Como se eu pudesse recusar sendo só uma criada aqui. Ao se virar para encarar o velho, dirigiu a ele o seu melhor sorriso largo e doce para convencer.

– Não foi nada, Meistre, é um prazer ajudar. – mentiu, voltando a arrumar os livros. – Lady Megara não precisa de mim no momento, não seria incomodo algum.

– Ah, sim, adorável Lady Megara. – ele elogiou, falsamente. – Como ela está?

– Bem, muito bem.

– Tem certeza? Ouvi criados comentando que ouvem gritos do quarto dela a noite? Pesadelos pelo que dizem, estão a atormentando? – indagou com sua voz tremula. – Posso lhe oferecer algo para aplacar os pesadelos e...

– Ela está bem, são apenas pesadelos bobos, logo irão passar. – cortou-o, o mais gentil que pode.

Logo após se virou para pegar alguns pergaminhos e se deixou inclinar, deixando um pouco do decote a mostra, sentindo os olhos dele pararem no mesmo. Moira sentiu o estômago se revirar com o nojo, mas ficou em silêncio. Quando ele voltou a olhar para seus pergaminhos, Moira ergueu-se e foi até uma pequena caixa sobre a mesa que lhe chamou atenção. Olhou rapidamente para o Meistre ocupado, abriu a caixa rapidamente, observando algumas pequeninas garrafas que continha. Com a ponta dos dedos, retirou um e abriu a pequena tampinha, cheirando rapidamente.

Ela não sabia ao certo qual, mas sabia bem o que era aquilo.

Veneno.

Escondeu-a dentro do decote do vestido e se pôs a observar a caixa, depois fechou. Acabou por deixar que fizesse um pequeno barulho e chamasse atenção do Meistre.

– Ah, deixe isso ai, não precisa arrumar essa parte. – O Meistre ordenou urgentemente. – Ham... Pode ir embora, Moira, já me serviu bem, pode ir.

– Como quiser, Grande Meistre Pycelle.

Caminhou rapidamente para a porta e saiu, sem batê-la. Pelo desespero que ela visse o veneno, ele temia que ela contasse para alguém. Moira observou pela brecha da porta que deixou aberta enquanto ele ia até a caixinha e retirava outro vidrinho de lá, olhou a caixa por alguns minutos. O som de passos fez com que Moira se afastasse e se escondesse em uma pilastra, ainda podendo ver a porta do quarto do Meistre, logo após ele saiu e foi ter com uma pequena aia que se aproximara.

– Para onde foram?

– Para a Arcada das Donzelas, Meistre. – respondeu a aia, baixinho. – Lady Baratheon e a Rainha estarão lá para a prova dos vestidos para o Casamento Real.

– Aqui está, como a Rainha pediu. – entregou o vidrinho nas mãos da aia. – Duas gotas são o suficiente para que o efeito seja o desejado, se colocar mais a morte será instantânea, não é isso que queremos... Tome cuidado.

– Tem certeza que ninguém saberá?

– Não, ninguém saberá.

– Duas gotas na taça da Lady de cabelos escuros e cacheados... Farei isso.

– Exato, agora vá.

O veneno é para Megara. Pensou alarmada, virando-se rapidamente para ir no caminho da Arcada das Donzelas. Correu o máximo que pode por todos os corredores, procurando o melhor caminho até a Arcada das Donzelas. Estava longe, mas já sentia o suor correr por sua testa e a respiração acelerada pelo esforço.

– Moira!

Girou os calcanhares rapidamente, encarando Loras Tyrell que se aproximava para encará-la.

– Sinto muito, Sir Loras, estou com pressa.

Ele não a ouviu.

– Confie em você!

Problema seu, idiota. Ela quis responder, mas não seria sensato.

– Eu também confiei em você e na sua família, e....

– Você nos traiu. – O Cavaleiro das Flores a puxou pelo braço e a fez encará-lo. – Eu acreditei que faria com que Megara confiasse em nós, disse que faria isso, mas ao invés disso entregou nossos planos para os Lannister e ela perdeu Ponta Tempestade.

– Você disse que queria protege-la e eu acreditei. – Moira forçou o tom injustiçado. – Mas tudo que sua família desejava era a pretensão a Ponta Tempestade.

– Não eu!

– Ah, por um acaso seria você a casar com ela? – riu, em escárnio.

– Não, mas eu saberia que casada com Willas, ela estaria protegida, cumpriria minha promessa para Renly! – O olhar de Loras tornou-se melancólico.

Sete Infernos, por que eu preciso sentir essa culpa por ter enganado ele? Petyr Baelish riria de mim se me visse agora. Ela se amaldiçoou. Sem piedade, Moira, sem culpa, foi isso que ele lhe ensinou.

– Está mentindo.

– Eu prometi a ele que a protegeria. – Loras murmurou. – Mesmo que ela me odiasse, eu cuidaria para que ninguém lhe fizesse nada, foi o que Renly me pediu e eu prometi, é o que tenho tentado fazer... No dia em que ela sumiu, eu busquei por toda parte, me desesperei com a ideia de falhar... Eu soube que estando aqui ela nunca estaria segura, mas com Willas em Jardim de Cima, ela estaria.

– Era a pretensão dela que os Tyrell queriam.

– Meu pai, minha avó... Eu não. – retorquiu o cavaleiro. – Eu acreditei que você confiava em mim tanto quanto confiei em você, mas vi que foi um erro.

Queria mesmo seguir o ensinamento que ouviu, sem piedade e sem culpa, sabia que era o certo, mas ao olhar para Loras e seus olhos dourados melancólicos, parecia impossível não se sentir um monstro por ter mentido para ele, ouvido seus segredos e visto suas fraquezas que ele lhe mostrara, como só havia contado a sua irmã, Margeary. Moira ainda sentia dentro de si, uma pequena parte dentro de sua alma, a alma daquela garotinha que fora e costumava sonhar com um cavaleiro que ouvia em canções westerosi. Loras era exatamente tudo que ela imaginara. Ela olhava para ele e via um sonho antigo, uma lembrança do que não era mais. Sabia que não podia ter nenhum tipo de afeição por ele, afinal, Moira não era bem a preferência do Cavaleiro das Flores.

– Me perdoe, Loras. – murmurou, contendo a voz. – Eu sinto muito por ter mentido para você.

– Isso não importa agora.

– Ainda por me ajudar a protegê-la, salvar a vida dela. – Moira retirou o vidrinho de veneno do decote. – O Meistre Pycelle entregou isso a uma aia para que coloque isso para Megara, é veneno, foi a Rainha que pediu para colocar no vinho de Megara. – Moira lembrou do que ouviu e sentiu um frio na espinha. – Na Arcada das Donzelas, onde estão provando os vestidos para o casamento, vá até lá e não deixe que aconteça.

Loras pareceu assustado.

– Acredite em mim, Loras! Por favor, eu sei que e difícil, mas eu imploro. – Moira não conteve o impulso e tocou o rosto dele. – Se não fizer isso por mim, faça por Renly.

– Farei isso. – Ele olhou para a mão dela em seu rosto e Moira rapidamente a tirou. – Não a deixariam entrar mesmo, somente pessoas de alto nascimento foram permitidas... Eu irei, mas e você?

– Vou levar isso a Oberyn Martell, ele com certeza saberá o que é isso.

***

– Meu príncipe parece feliz.

Oberyn não conteve um pequeno sorriso ao ouvir as palavras de Ellaria que estava deitada na cama, usando apenas as saias laranja e os cabelos negros cobrindo os seios. A lembrança da noite passada lhe veio a mente. Assim como ela estivera diante dele, mesmo assim tão diferente de Ellaria. O fogo iluminava os olhos azuis escuros cintilando sua luz neles. Ela tinha a pele alva e suave, tão branca como a luz da luz, se ele fechasse os olhos ainda poderia sentir o perfume que ela exalava. Quando deixava todas as suas muralhas caírem, Megara poderia ser até doce. Ele sempre soube que por trás de toda aquela carranca havia uma garotinha escondida. A garotinha que ela insistia em tentar matar dentro de si, de certa forma, não havia mais. O último pensamento o fez sorrir ainda mais.

– De certa forma estou.

– Isso tem algo com a garota Baratheon, meu príncipe?

Ele sorriu com a pergunta dela.

– Isso são ciúmes, Ellaria?

A morena não respondeu de imediato, encolhendo os ombros com apenas um sorriso brincando nos lábios.

– A garota é uma criança.

– Não tão criança mais.

Ellaria arqueou uma sobrancelha em surpresa.

– Nós compartilhamos tanto, meu príncipe. – Ela disse após alguns minutos. – Por que não a dividiu comigo?

Porque ela é minha. Foi o único pensamento que veio a sua mente, mas talvez Ellaria não ficasse feliz em ouvir aquilo.

– Já passou, Ellaria. – respondeu-lhe, simplesmente. – E eu não vim até aqui por ela, vim pela minha vingança e a terei... Nada vai me tirar isso. – bebeu um gole do vinho.

– Não pode entrar aqui aia! – gritou uma voz, assustando a ambos.

Uma garota entrou as pressas no cômodo com Olyver logo atrás dela, tentando impedi-la. O rapaz tinha uma marca vermelha no rosto e alguns arranhões no pescoço, provavelmente feitos pela garota desesperada para passar. Ele sabia quem ela era. Era aia lysena de Megara, vez ou outra, ele a vira junto a ela, conversando pelos corredores. Era uma lysena com cabelos dourados. Tinha uma altura, embora não fosse mais alta que sua senhora, era esbelta e com o corpo cheio de curvas, os seios eram grandes e destacavam-se com os vestidos com decote que ela usava.

– Eu tentei impedi-la, senhor príncipe.

– Eu disse que era urgente, você que não quis escutar, cortesão. – Ela disse com um ar superior olhando para o garoto.

– Quem é você para falar de mim, lysena? Do lugar de onde você veio saem a maioria das prostitutas.

– Assim como a maioria dos venenos. – A aia respondeu insolente e ameaçadora.

– Olyver, pelo jeito você falhou em defender a porta, ainda bem que é cortesão e não um guarda. – retorquiu, olhou de relance para a garota que respirava pesadamente e depois para o garoto. – Deixe-nos.

Olyver lançou um último olhar feio para a lysena que o olhou arrogantemente.

– Você é muito arrogante para uma aia, garota. – começou, encarando-a.

Ela o ignorou.

– Qual seu nome? – Ellaria perguntou, olhando-a luxuriosamente.

– Moira, minha senhora.

Ellaria pareceu curiosa com a lysena, talvez vendo nela a loira que tanto buscava para saciar sua curiosidade.

– O que quer aqui?- Oberyn questionou.

– Eu vim pela minha senhora.

– Megara mandou você aqui? – questionou, erguendo uma sobrancelha.

– Não, príncipe. – ela suspirou. – Mas creio que o senhor é o único que pode ajudar. – Moira retirou alto de dentro do decote do vestido e colocou sobre a mesa.

– E por que eu ajudaria?

– Porque se importa demais com ela.

– E quem disse isso a você? Ela?

Moira limitou-se a um sorriso torto.

– Ela não, mas eu conheço os homens, senhor... É muito mais simples que o coração das mulheres. – Ela inclinou-se sobre a mesa, apoiando seu peso no braço. — Sei ver através dos olhos deles, vi nos seus no dia em que ela sumiu, muita preocupação com uma garota da família dos seus inimigos.

– Se julga muito esperta.

– Não, eu sou muita esperta.

Oberyn sorriu com a arrogância dela.

– E em que tipo de perigo Lady Megara estaria?

– Do tipo a estar sendo envenenada nesse exato momento. – Ela colocou um vidrinho diante dele. – Acredito que uma víbora entenda de venenos, não é mesmo? E sobre antídotos, sabe?

Ele tomou o vidro das mãos dela com rapidez e olhou o liquido. Deuses, isso não. Pensou ao observar bem o que continha naquele vidro.

– Deveria entender bem disso aqui, afinal é feito no lugar onde você nasceu, lysena.

– Lágrimas de Lys?

– Não. – respondeu. — Um pouco menos feroz, mas não menos perigoso. – ele observou. – É algo raro e perigoso, os rastros dependem da quantidade que é usado. Em poucas quantidades, parece uma doença repentina que mata bem devagar e dolorosamente.

Moira ficou pálida diante dele, parecia prestes a desabar.

– Que os Deuses façam você chegar rápido, Loras. – Ela sussurrou para si mesma. – Encontre um antídoto, tem que ter algum.

– Você esta me dando ordens? – Oberyn indagou um tanto ameaçador.

– Não, meu senhor. – Ela respondeu ironicamente, mas se inclinou diante dele, colocando os lábios próximos de seu ouvido. – Vai deixar que os Lannister tirem novamente de você aquilo que você ama?

As palavras dela tiveram mais efeito do que ele queria que tivesse. Maldita lysena. Amaldiçoou-a. E você, Megara, espero que não faça nada estúpido.

– Ellaria, minha querida, leve Moira até a porta.

– Onde você vai? – questionou. — Eu preciso ver algumas ervas, agora mesmo.

***

– Ah, Lady Megara, você veio! – A garota Tyrell saltitou em seu encontro e a abraçou calorosamente. – Fico feliz que tenha aceitado meu convite para provar o vestido conosco.

Megara tentou disfarçar o tédio e a distração que tinha com um sorriso.

– Agradeço o convite.

– A rainha já se encontra conosco. – Margaery enlaçou seu braço no dela. – Fiz questão que minha costureira fizesse seu vestido, tenho certeza que irá adorar.

– Acredito que sim.

– Você é tão parecida com seu irmão, senhora. – Ela sussurrou enquanto caminhavam em um ponto mais vazio.

– Eu acho que irmãos gêmeos tem que ser parecidos, não é?

– Amei-o tanto, senhora, mal sabe o quanto foi doloroso para mim ver o quanto são semelhantes, é como olhar nos seus olhos e ver os dele. – Ela disse com aquele ar doce, com os olhos brilhando como se estivesse a beira das lágrimas.

Grande amor esse seu. Megara respondeu em pensamento. Mal ficou viúva e já estava se enfiando na cama de outro rei. Aquele ar falsamente puro de Margaery Tyrell a enfurecia, a única coisa que ela amava era o fato de ter uma coroa e ser chamada de rainha.

– Joffrey vai fazê-la muito feliz, Margaery. – sorriu, falsamente, mesmo que por dentro a ironia a fizesse querer gargalhar. – Ele vai afastar essa dor e esses fantasmas de você.

Espero que ele a maltrate mais do que maltratou a Sansa, sua rosinha traíra. Desejou em pensamento. Espero que ele arranque de você até esse seu sorriso falso.

– Ah, obrigada, senhora. – Ela agradeceu. – Seremos como irmãs.

Assim que entraram no salão da Arcada das Donzelas, as outras senhoras ficaram fofocando e sorrindo umas com as outras enquanto provavam seus vestidos. Megara sentou-se em um canto mais afastado do salão, esperando que a costureira a chamasse para terminar logo com aquilo. As vozes daquele bando de galinhas tolas a irritavam. Queria tanto sair dali, ficar longe de todas aquelas criaturas falsas. Tinha a cabeça as voltas com a noite passada. Deveria se sentir mal ou amedrontada, mas Megara não sentia uma única gota de culpa pelo que fez. No que Oberyn Martell me transformou? Indagava-se se ele fazia ideia do efeito que tinha sobre ela. As coisas pareciam tão simples com ele, mas Megara sabia que não poderia confiar nele.

Ele era traiçoeiro. Era um homem livre demais para se prender a algo só para que ela confiasse nele. Lutava com lanças envenenadas, gerara bastardos por toda Dorne e que dormia com homens, isso ela vira com os próprios olhos. Era impossível lembrar quão perigoso Oberyn Martell era quando estava com ele. Quando sentia o gosto dos lábios dele ou quando esteve nos braços dele a noite passada.

Era tão certo e tão errado sentir algo por ele. No dia anterior, antes de abandonar seu quarto, deixou-lhe com um beijo no rosto e deixando um pequeno frasco de chá da lua sobre a cômoda. Antes que ela pudesse se desesperar em como esconder os lençóis manchados com o sangue, uma aia dornesa entrou em seu quarto e a ajudou a se livrar das provas. Quando sua aia chegou, encontrou tudo no estado mais normal que poderia encontrou, sem que ela visse, Megara misturou o chá de lua no leite enquanto quebrava o jejum e o bebeu o mais rápido que pode.

– Tão isolada. – A voz de Cersei soou ao seu lado. – Não sou a única que não aprecia o cheiro das rosas.

– Você deveria amá-los, eles salvaram a sua vida.

– E a sua não? – A leoa perguntou astutamente.

– Era o meu irmão que estava do outro lado... Stannis não me mataria.

– Será que não?

– Ao contrário de você, não sou odiada pelos meus irmãos.

– Jaime não tem nada contra mim, ele é meu irmão, ele me ama. – Cersei sorriu, sentando-se ao seu lado.

– Ah, Tyrion também ama você.

– Deixo aquele pequeno demônio para você.

Megara sorriu.

Perdeu o irmão mais inteligente então, perdeu o melhor Cersei.

– Quanto amor pelos seus irmãos. – ironizou. – Mas, eu tenho certeza que Jaime deve amar muito você. – Megara soltou a provocação.

Cersei não a olhou.

– Não posso dizer o mesmo de Renly. – Ela respondeu.

– Não fale do meu irmão, Cersei, ele está morto. – respondeu furiosamente. — E se os deuses forem bons o seu também estará.

A leoa pareceu prestes a se enfurecer, mas nada disse. Uma pequena aia chegou até as duas servindo-lhe duas taças de vinho. Megara aceitou a sua prontamente levando um gole não muito grande aos lábios vagarosamente, mas parou ao perceber que Cersei a observava demoradamente.

– Lady Megara. – A costureira a chamou.

Ela ergueu-se rapidamente e foi para o pequeno provador de onde se livrou do vestido que usava. A costureira começou a tagarelar sobre o quão bonita ela ficaria com as cores de sua casa destacando na pele branca que Megara tinha, dizendo as qualidades do vestido e como seriam seus detalhes, enquanto tirava as medidas e ajustava algumas coisas na saia. Megara ouviu no começo, mas conforme mais ela demorava, mais começava a se sentir cansada. Não conseguia ouvir a costureira tagarelando, nem responder mais perguntas. Algumas gotas de suor começavam a escorrer pela sua testa.

– Não acha que seu cabelo fica bem mais bonito solto, senhora?

Megara ouviu a frase e assentiu rapidamente, disfarçando o semblante com o melhor sorriso que conseguiu fazer.

– Diga a ele que agora não. – Ouviu Margeary falar para uma aia.

– Mas ele insiste, senhora.

– O que é tão importante que ele não pode esperá-la?

– Sor Loras só disse que era urgente.

A garota Tyrell veio rapidamente pedindo a costureira e pediu para que ela parasse.

– Loras esta pedindo para vê-la, Lady Megara, se quiser eu peço para ele esperar.

Megara respirou fundo.

– É melhor eu saber logo o que ele quer. – respondeu, indo até uma pequena capa e jogando nos ombros. – Onde ele está?

– Eu levo a senhora. – A aia concordou saindo com ela.

Cada passo parecia cansá-la cada vez mais, como nunca havia acontecido antes. O ar parecia pesado demais para que conseguisse respirar e o suor ia ficado mais constante.

– Megara! – A voz de Loras Tyrell soara exasperada. – Pelos Deuses, você está viva!

– É claro que estou. – ralhou. — O que você esperava?

– Eu precisava vê-la, saber se você estava bem...

– Coloque uma coisa na sua cabeça, Loras, eu não sou o meu irmão! Ele gostava de você, eu não.

– Você não entende, esta correndo perigo. Ela respirou fundo, tentando ficar mais forte.

– Eu não pedi para você me salvar.

– Querem envenená-la, Moira me contou e pediu para que eu viesse aqui e evitasse, colocaram no seu vinho um pouco de veneno! Querem mata-la.

A voz dele parecia ficar cada vez mais distante. A fraqueza ia lhe consumindo cada vez mais rápido, tanto que até ficar de pé era difícil. Tentou respirar, mas tudo se tornava difícil. Sentia a testa úmida pelo suor. Quando estava prestes a cair, sentiu as mãos de Loras segurarem seus cotovelos. Um vulto negro passou diante de seus olhos tapando sua visão. Um grito fino soou distante em seus ouvidos, parecia ser da aia. A última coisa que ouviu foi a voz do Cavaleiro das Flores gritando seu nome o mais alto que pode.

A escuridão lhe engoliu por completo.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Esses eventos tem uma importância porque vai explicar muita coisa das ações dos personagens nos próximos capítulos, vai definir o que realmente o Oberyn sente pela nossa Meg *-* Bom, deixem sua opinião nos reviews u_u Até o próximo capitulo. Beijos :*