Our Fury

14 But now the rains weep o'er his hall, with no one there to hear.


Notas iniciais
Hey, pessoas! Aqui estou eu com mais um capitulo pra vocês. Antes de tudo quero agradecer a recomendação linda da Sra Pontas e a da Nym que só agora eu percebi que não tinha agradecido merecidamente. Muito obrigado, ladies *-* Desculpe qualquer erro, espero que gostem. Nos vemos de novo lá embaixo :*

– Você está estranha. – comentou Oberyn.

Megara levantou a cabeça que estava encostada sobre o peito do dornês e arqueou uma sobrancelha para ele.

– Estou tão normal quanto uma pessoa que quase foi morta duas vezes pode estar.

O príncipe dornês sorriu enquanto enrolava uma mecha do cabelo escuro da Baratheon nos dedos.

O acontecido fora há dias, mas Megara tomara cuidado desde então. Moira não desgrudava dela com facilidade, até mesmo dormiam no mesmo quarto. Depois do que houve, até mesmo Megara se sentia mais alarmada, mas não era a única. Cersei também precisava tomar cuidados. Pelo que sabia, Moira fizera questão de silenciar para sempre a aia que colocara o veneno em sua taça de vinho. Era uma garota de Casterly Rock de uma casa vassala aos Lannister.

Alguns minutos depois, quando Moira retornara ao seu quarto, ela se lembrou de perguntar o que havia feito a garota.

– O que fez com ela?

– Mandei lembranças nossas aos Lannister. – Ela respondera com calma. – Valar Morghulis.

Megara sabia o significado daquelas palavras em valiriano, no momento que ouviu, soube o destino da garota.

– Por que me salvou?

Foi a vez de Oberyn arquear uma sobrancelha.

– Queria ter morrido?

– Não me responda com outra pergunta. – Ela retorquiu. – Diga-me, por que me salvou?

Oberyn soltou um suspiro jogando sua cabeça nas almofadas.

– Deve ter ouvido sobre Elia. Por pouco que tenha sido, mas deve ter escutado algo sobre minha irmã. Eu a amava, mas ela foi tirada de mim, sem que eu tivesse o direito de lutar para protegê-la. Os Lannister a mataram por nada. Elia e seus filhos eram inocentes, mesmo assim foram mortos. – Os dedos de Oberyn deslizaram por pela maçã do rosto de Megara.

– E?

– Eles tiraram de mim algo que eu amava. – A mão dele envolveu o rosto dela. – Eu nunca deixaria que me tirassem de novo. Ele encostou a testa a dela, fechou os olhos.

– Você me ama como amava sua irmã?

– Eu a amo como é. – ele disse. – Minha. – Os lábios dele se pressionaram com força sobre os dela. – Ninguém a tirará de mim.

***

O manto em carmesim e ouro cobriu os ombros de Margaery, estava feito, ela finalmente era a rainha que tanto queria ser. Megara soltou um suspiro entediado enquanto assistia a cerimônia, ao lado de Tyrion. Finalmente, ela conseguiu o que queria. Quando o casal proclamou as últimas palavras antes de se beijarem, empenhando seu amor, assim que o septão declarou os últimos votos, respirou aliviada por aquilo tudo ter acabado.

– A tortura terminou. – sussurrou para Tyrion.

Tyrion deixou um breve sorriso surgir.

– Não gosta de casamentos, senhora? – indagou Sansa enquanto caminhavam.

– Sempre tão chatos, nunca gostei, foi por isso que tentei fugir de todos, até dos meus.

Ainda havia a procissão que partiria do septo, Megara esperou atentamente que não precisasse entrar naquele meio. Tentou caminhar vagarosamente até um canto do septo, quando uma mão agarrou seu cotovelo a puxando.

– Lorde Tyrell. – disse, sorrindo forçadamente. – O senhor me pegou distraída.

– Parecia dispersa.

– Estava um pouco, eu...

– Mas me parece bem de saúde, ficamos muito preocupados com o que lhe aconteceu, senhora. – O Lorde gordo a puxou para onde as outras pessoas estavam, tagarelando durante o caminho. – Que horroroso, tentar assassinar uma jovem tão honrada e bela, nós trabalharemos para descobrir o culpado, mas felizmente nada de pior lhe aconteceu.

– Obrigada.

– Há alguém que deseja acompanha-la na procissão. – Ele fez um gesto com a mão, enquanto a fazia andar com a mão em seu cotovelo.– Ah, filho, venha aqui. Venha conhecê-la.

O rapaz aproximou-se timidamente e devagar, por causa de sua bengala. Willas Tyrell. O doce e afamado herdeiro de Jardim de Cima. Era um rapaz adorável de se olhar. Ele tinha pele branca como leite, com um leve tom rosado nas bochechas, talvez por estar envergonhado. Ele tinha olhos e cabelos castanhos, mais curtos que os dos irmãos, os fios eram levemente ondulados. Willas Tyrell erguia-se alto e esguio, com quadris um tanto finos, mas ombros largos. Tirando a perna defeituosa, parecia perfeito aos olhos de qualquer uma.

– Senhora. – Ele beijou a mão dela timidamente. – É um prazer que finalmente estejamos nos conhecendo.

– Digo o mesmo.

Ele a estendeu seu braço para que finalmente pudessem acompanhar a procissão. Como herdeiro de Jardim de Cima, ele ficou a frente de Garlan. Megara teve que andar um pouco mais devagar para que conseguisse acompanha-lo por causa de sua perna. Willas parecia envergonhado, sem saber ao certo o que dizer.

– Pensei que não viesse para o casamento. – ela começou.

– Eu vim por livre e espontânea pressão. – Willas respondeu, suavemente. – Minha avó me ameaçou caso não viesse, umas boas pancadas era o que eu ganharia se não estivesse aqui.

– Sua avó é tão sutil. – comentou com uma pontinha de ironia. – Ela é adorável.

Willas riu.

– Lady Baratheon...

– Megara. – pediu. – Me chame de Megara.

– Só se me chamar de Willas. – ele respondeu. — Megara. – começou. – Eu só queria que não pensasse que estou aqui por que concordo em obrigarem nós dois a nos casarmos.

Ela arqueou uma sobrancelha.

– Não quer se casar comigo?

O rapaz Tyrell pareceu se assustar.

– Não! – Ele disse, sem jeito. – Não que a senhora não seja desejável, é que eu só achei que não iria querer se casar com alguém que mal conhecesse... A senhora é bela, por favor não ache.

– Estava brincando, não se preocupe.

Willas sorriu.

– Você não me parece com pressa de se casar, Willas.

– E não tenho. – concordou.

– Sabe, é algo que somos iguais. – Megara gracejou. – Somos bons em fugir de casamentos. Nós vamos longe.

– Melhor para nós, não é mesmo? – Willas sorriu timidamente.

Os dois sorriram.

***

Enquanto ela andava através das pessoas no banquete, podia sentir os olhos de Oberyn nela. Megara deixou um sorriso escapar, mas não pode deixar de sentir uma ponta de ciúmes por ver Ellaria ao lado dele. Diferente de antes, a mulher a olhou com suspeita, não com a mesma gentileza que olhava antes.

– Você está bem? – A voz de Loras surgiu ao lado dela.

– Sim, estou. – respondeu-lhe placidamente. Estendeu um braço para ele. – Caminhe comigo.

Loras sorriu e lhe cedeu o braço. Ela não sentia mais tanta raiva do garoto. Loras se tornara quase um amigo. Enquanto caminhavam, os olhos do cavaleiro pararam em Joffrey e Margaery os fitando intensamente.

– Ele é um monstro, não é?

Megara suspirou.

– As coisas que ele faz me assustam. – respondeu-lhe. – Ele fez coisas horríveis para Sansa.

– Como?

– Ele a obrigou a olhar pra cabeça no pai em uma lança.

Loras desviou o olhar.

– Isso é horrível.

– Melhor cuidar de sua irmã, Loras. – disse também fitando os dois. – A coroa dela pode custar muito mais caro do que ouro.

– Eu vou protegê-la. Não importa o quão rei ele seja, não vai maltratar a minha irmã.

O Cavaleiro das Flores a guiou até o estrado onde Megara tomou um lugar ao lado de Sansa e Tyrion. O olhar indiferente de Sansa mudou para um tom calmo quando a viu sentar-se ao seu lado. A garota fora a primeira a correr para seu quarto no dia seguinte em que Megara acordara. Mesmo com os olhos chorosos, Sansa disfarçou a empolgação em vê-la bem.

– Não vai demorar. – Megara sussurrou pra ela. – Daqui a pouco, eu mesma sairei daqui, pode vir comigo.

– Obrigado, senhora. – respondeu Sansa.

– Cuidado com o vinho, Meg. – alertou Tyrion. — Vou tomar.

Ela sorriu pra o anão.

– Todos, silêncio! – Joffrey ordenou aos gritos do seu lugar do estrado. – Saiam da pista! – gritou, então quando todos se voltaram para ele, voltou a falar. – Teve muita diversão hoje. Um casamento real não é diversão. Um casamento real é história. Chegou a hora de todos contemplarem a história. Meus senhores... Minhas senhoras... Dou-lhes o Rei Joffrey, Renly, Stannis, Robb Stark, Balon Greyjoy. A Guerra dos Cinco Reis!

Megara apertou as mãos nos braços da cadeira sentindo as mãos doerem com a força feita. O ódio fazia seu coração bater descompassado enquanto via os anões saírem da boca do leão em direção a pista, representando os cinco reis. Uma piada. Ela pensou ao vê-los. Esse desgraçado esta fazendo meus irmãos de piada. Fitou o anão que estava montado em um fantoche de uma mulher cabelos vermelhos, representando Stannis, viu outro sobre o que seria um fantoche de um homem, sendo Renly.

Seus olhos se encheram de lágrimas raivosas e dolorosas enquanto assistia a luta entre os anões. A raiva poderia fazê-la cometer uma loucura. Sentiu os olhos sobre si. Notou Willas com um olhar compadecido, assim como o de Loras perturbado. As lágrimas teimosas rolaram por seu rosto, mesmo que ela não quisesse. Não por dor, mas por ódio. Olhou para Joffrey que ria assistindo o espetáculo, desejou que suas mãos se fechassem na garganta dele até ver a vida se esvair daqueles olhos, queria-o morto.Bastardo. Sabia que ele não era mais do que aquilo.

Quando fez menção de se levantar, sentiu duas mãos em seus ombros a forçarem na cadeira. Atrás dela Moira, encarava tudo indiferente. A aia inclinou-se perto dela e sussurrou rapidamente:

– Esconda, não sinta, não deixe que eles saibam o efeito que isso tem em você.

O olhar de Cersei tinha um leve divertimento ao fita-la. Do seu lado, o rosto de Sansa era uma máscara de indiferença e tristeza. Megara sentiu seus olhos congelarem no que via, não demonstrou mais nenhuma reação. Só as lágrimas finas que lhe manchavam o rosto.

– Bem lutado. Bem lutado. – comemorou Joffrey assim que terminaram. – Aqui está. A carteira do campeão – jogou o outro aos anões.

Ao olhar para o lugar de Loras, notou que o lugar dele e de Willas estava vazio. Sorrateiramente, escapou do seu enquanto todos prestavam atenção em Joffrey com os anões.

– Onde você vai? – Moira questionou a acompanhando.

– Onde está Loras? Preciso vê-lo.

A lysena lhe apontou um lugar onde os dos irmãos conversavam.

– Loras.

Os olhos marejados do cavaleiro a fitaram assustados, mas ele logo os desviou e os secou enquanto estava de costas.

– É melhor voltarmos, irmão. – Willas aconselhou. – Vão dar nossa falta, venha.

– Vão vocês. – ele respondeu.

Willas respirou fundo.

Megara se aproximou o tocou o ombro dele.

– É minha vez de perguntar. – começou. – Você está bem?

– Tanto quanto você.

– Então sabe como eu me sinto, não é? – Megara virou Loras de frente para si o encarando. – É ruim tanto para mim como para você. Não faz ideia das coisas horríveis que vi e ouvi aqui. São meus irmãos Loras. Se ofender a eles, ofendem a mim também. A sua dor por Renly é a grande como a minha. – ofereceu a mão a ele. – Mas não vamos deixar que eles pensem que venceram, certo? Volte comigo.

Loras aceitou sua mão.

– Vamos voltar.

Willas assentiu para o irmão, então os quatro voltaram para o estrado.

– Meu amor, volte pra mim! – Margaery chamava Joffrey.– É hora do brinde do meu pai.

Megara fitou Tyrion encharcado por causa do vinho, mas fingiu não ver. Sansa permanecia impassível.

– Como ele espera que eu brinde sem vinho? – Ele questionou. – Tio. – chamou. – Pode ser meu copeiro. Já que é muito covarde para lutar.

– Vossa Graça me dá uma grande honra.

O garoto ficou contrariado.

– Não é para ser uma honra.

Tyrion saiu de seu lugar vagarosamente e foi até o rei. Quando passou por Megara, ela o olhou compreendendo tudo que ele sentia. O mesmo ódio contido. Ao tentar pegar o cálice das mãos de Joffrey, o garoto deixou que a mesma caísse de propósito no chão e ao se apagar para pegar, ele chutou a mesma para debaixo da mesa.

– Traga-me meu cálice.

Megara fechou os punhos.

Ergueu-se da cadeira antes que Sansa pudesse fazê-lo, agachou-se e pegou o cálice do chão antes de Tyrion, ao se levantar o estendeu para o anão.

– De que me serve vazio? Encha-o.

Criança estúpida. Pensou fechando os olhos. Maldito bastardo.

Megara sentiu uma mão sobre a sua, ao abrir os olhos, encarou Sansa que o fazia.

– Ajoelhe-se perante seu rei. – Joffrey ordenou. – Eu disse... Ajoelhe-se!

– Deixe-o em paz! – disse em voz alta, atraindo os olhares do rei. Joffrey a fitou furiosamente.

– O que disse, tia?

– Eu disse que você deveria deixa-lo em paz. – repetiu, sem vacilar.– Deixe-o agora, majestade. – A palavra saiu duramente de seus lábios.

Quando o garoto fez menção de se aproximar dela, a voz da garota Tyrell o impediu.

– Vejam, a torta! Todos ficaram visivelmente aliviados ao ouvirem aquilo, mas Megara sustentou o olhar frio ao rei, sem temê-lo. Sansa a olhou com o canto dos olhos, um pouco alarmada. Quando Joffrey foi ao encontro de sua noiva, ela se sentiu mais relaxada.

– Não precisava ter feito aquilo. – Tyrion murmurou perto dela. – Não precisava tentar enfrenta-lo.

– Não, Tyrion. — Megara respondeu, após um longo olhar sobre o garoto. – Alguém tinha que fazer isso, alguém tem que enfrenta-lo, esse é o erro da maioria das pessoas por aqui.

O rei golpeou a torta com suas espadas fazendo com que as aves voassem alto. Todos aplaudiram animadamente. Os pedaços eram servidos, mas Megara não sentia fome nem sede. Só queria ir embora dali, só queria ficar longe daquele garoto cruel.

– Podemos ir agora? – Sansa perguntou a Tyrion, apressada.

– Vamos descobrir agora.

O anão assentiu para Megara a chamando, mas quando ele se ergueu da mesa, a atenção de Joffrey saiu da rainha para ele.

– Tio, onde você vai? É meu copeiro, lembra?

– Pensei em trocar de roupa, Vossa Graça.

– Não, não, não. Está perfeito assim. – Ele discordou, infantil. – Sirva-me meu vinho. Rápido, essa torta está seca.

Tyrion foi até a mesa e tomou o cálice nas mãos, levando até o rei que o bebeu imediatamente.

– Se me permite, Vossa Graça, a Senhora Sansa está cansada e a Senhora Megara também...

– Não, você vai esperar aqui... – A frase de Joffrey foi interrompida por uma tosse. Logo após por outra, mas outra. Ele não conseguia mais falar.

– Vossa Graça? – Tyrion chamou.

– Joffrey? – Megara tentou, levantou-se e indo até ele.

– Não é nada. – Ele bebeu mais um gole do vinho e me olhou raivoso, mas as tosses não paravam. – Não preciso... você... tia... – As tosse começaram a se tornar constantes, até que ele simplesmente não conseguiu mais falar.

Joffrey não conseguia mais respirar, nem falar. Os olhos do rei fitaram a tia sobressaltados, tentou se apoiar sobre ela.

– Ele está se engasgando! – gritou Margaery. – Ele está engasgando!

– Ajudem o pobre garoto! – ordenou Lady Olenna.

Ao se apoiar nela, a mão de Joffrey apertou o pulso da tia com força.

– Joffrey! Joffrey!

Ele se soltou de seu pulso tentando andar, desceu o estrado cambaleante, caindo no chão em ainda sufocando. Uma sucessão de gritos e pedidos de ajudas começou em meio ao banquete. Megara viu quando Cersei correu na direção do filho para acudi-lo, iria mais perto, quando sentiu os braços de Tommen se fecharem em sua cintura. Megara abraçou o sobrinho, sentindo as lágrimas do menino em seu vestido.

O rei arranhava a própria garganta, deixando as próprias mãos manchadas em sangue. A pele dele tornava-se roxa pela falta de ar. Megara não conseguia tirar os olhos do que acontecia, chocada com o que acontecia. Cersei gritava em desespero, chamando o filho. Tommen se apertava a tia, tentando se esconder de tudo, Megara apertou o menino o protegendo. A mão dele se ergueu apontando, por alguns minutos achou que era para ela, mas quando olhou direito percebeu que era para Tyrion que apanhava o cálice no chão.

Quando escutou o grito de Cersei, soube que tinha acabado. Joffrey estava morto. Todos estavam em choque.

– Meu filho. – Cersei chorou.

Ele está morto. Megara disse a si mesma. Joffrey está morto. Ela não sentia nada por isso, nem uma pequena pontada de dor, nem de alegria. Simplesmente não sentia nada. Margaery chorava nos braços da avó e da mãe, enquanto Tommen chorava nos seus, mas ela própria não sentia nada por ele.

– Ele fez isso. – A voz de Cersei foi ouvida em acusação. – Ele envenenou meu filho. – Ela olhou para Tyrion. – O rei de vocês. Peguem-no. Peguem-no!

– Tyrion... – Ela murmurou tentando alcança-lo, mas ele a olhou rapidamente balançando a cabeça em negação. – Não...

– Peguem-no!

– Não... – sussurrou. – Tyrion, não...

A guarda real cercou Tyrion Lannister, prendendo-o.

Notas finais
ADEUS, JOFFREY HAHAHAHA Vai e não volta mais u_u Como é bom matar o Joffrey, hein? Agora as coisas vão correr loucamente na história, muitas tretas estão por vim. Treta is coming o/ Beijos :*