Our Demise
7 Capítulo 5
Notas iniciais
Entrámos no autocarro e sentamo-nos nas cadeiras. A professora estava a conduzir o carro até ao posto. Os que foram ao 7-Eleven ainda não sabiam da morte de Gale, e a maior parte estava curiosa para saber onde ele estava.
No piso de cima Teddy, Sam e Silver falavam.
–Pessoal? Onde está o Gale? — a rapariga de óculos questionou enquanto olhava aos redores através das lentes.
–Silver… Ele-ele — o rapaz olhou para Sam.
–Morreu — terminou Samantha.
–O que? Como?! — Silver parecia bastante espantada.
–No posto, quando abrimos a porta, um zombie saltou-lhe para cima. E foi assim. A professora disparou no morto antes de ele morder Gale, mas por alguma razão não funcionou — explicou Teddy.
Silver estava chocada com o acontecimento e imediatamente olhou para Naomi para ver como esta estava.
Naomi estava um pouco melhor desde há pouco tempo. Tori, Annie e Tiana estavam a tentar acalmá-la. Patricia também tentava, mas as outras três falavam tão alto que a voz baixa de Patricia não era audível.
–Então trouxeram muita coisa? — perguntou a rapariga de cabelos negros.
Silver abriu a sua mochila que se situava no seu colo e mostrou-lhes o que tinha colocado lá. Sam tentava resistir, ela estava com bastante fome.
–Quando é que vamos comer? — perguntou.
–Depois vemos quando lá chegarmos, mas devíamos comer logo, parecem todos esfomeados, principalmente tu Sam. — Silver riu-se.
–Não gozes! Eu não aguento isto… — Sam abaixou a cabeça.
Já tinham chegado, a professora estacionou o autocarro e em seguida, saíram todos. Não haviam mortos por perto. Já era de noite. Teddy estava assustado e agarrava o taco de baseball com força.
Após saírem a professora desligou as luzes dos autocarros e tirou umas lanternas que estavam no porta-luvas, porém não tinha pilhas. De qualquer maneira levou-as com a esperança de encontrar algumas no posto.
Entraram no posto com a chave que a professora tinha ganhado e após entrarem a professora fechou as grades por fora e depois trancou a porta.
–Não façam barulho e fiquem perto de mim — ordenou.
Apesar do edifício não ter luz a adulta revistou cada canto, tinha medo que enquanto estivessem fora algo tivesse entrado. Os que tinham armas estavam preparados para qualquer coisa. Mas tiveram sorte, o edifício estava limpo. Elsa pediu que arrumassem a comida em gavetões enquanto procurava por pilhas, acabou por encontrar algumas espalhadas no chão, juntamento com um rádio e colocou-as nas duas lanternas. Guardou o rádio na mala.
Os gavetões eram enormes, um só para comida, mas primeiro tiveram que remover tudo o que lá tinha. Ficou organizado por bebidas na primeira gaveta. Comida na segunda. Utensílios de plástico na terceira e certas armas que algumas pessoas quiseram guardar na quarta. Para além das armas também guardaram as ferramentas que tinham encontrado no outro gavetão que se situava no porão.
Depois de arrumarem a comida, os alunos foram ao balneário e ficaram muito felizes com os duches.
–Vamos poder tomar banho! — alguém exclamou.
–E ainda há gel de banho e shampoo — uma outra pessoa declarou.
–Seus otários. Não há água — John dirigiu-se para um dos duches e abriu a torneira. Não estava à espera e acabou por levar com bastante água na cabeça e nos ombros, acabando por ser completamente molhando, ele fechou a torneira e saiu de lá — afinal… Há água.
A maior parte riu-se da figura do colega.
A professora foi verificar os depósitos de água, para ver se podiam todos tomar banho. Voltou com um ar estranho e disse:
–Alunos… Tenho boas e más noticias, quais querem ouvir primeiro?
–As más! — exclamaram.
–Vocês têm que escolher alguém para tomar banho com vocês.
–O que? — uma voz gritou.
–E quais são as boas? — ouviu-se outra.
–As boas é que todos podem tomar banho. — respondeu.
Todos pareciam bastante incomodados com o fato de terem que tomar banho aos pares.
–Não há nenhuma outra maneira? — perguntou Tiana arrogantemente.
–Eu não vou tomar banho com ninguém! — exclamou Teddy.
–Eu também não! — Juntou-se Crystal.
Elsa parecia compreender a preocupação dos alunos, mas no entanto teria que ser feito, se não seria impossível tomarem todos banho.
–Vamos a ter calma — a professora tentava acalmar os alunos — eu sei que é um pouco incomodo, mas caso não aceitem vou ter que escolher apenas umas dez pessoas para tomarem banho, e tenho a certeza que os que ficarem de fora podem não gostar.
–E a professora vai ficar com quem? — perguntou John indignado.
–Eu obviamente vou ficar sozinha. Sou mais velha que vocês. Muito mais velha. Portanto comecem a fazer pares, ou se não faço eu.
Taylor correu para perto de Sam e agarrou-lhe o braço:
–Ficas comigo certo?
Sam respondeu acenando a cabeça para cima e para baixo. Taylor ficou feliz pois Sam era a única pessoa com que ela parecia ficar confortável.
Amber beijou Doug e ambos concordaram em ficar juntos, a professora parecia não concordar por serem do sexo oposto, mas como namoravam permitiu.
Teddy estava num canto à espera que todos escolhessem, pensando que pudesse ficar sozinho.
–Eu fico com o Steve! — exclamou John ajeitando os óculos.
Steve parecia um pouco irritado pelo facto de John nem lhe ter pedido, mas mesmo assim acabou por aceitar.
Tori e Annie decidiram ficar juntas assim deixando Tiana para trás que mais tarde ficou com Tisha.
Matthew e Markus ficaram juntos apesar de estarem bastante incomodados, todos estavam.
Naomi pediu a Silver que ficassem juntas e Silver aceitou. Crystal escolheu a única rapariga que faltava, Patricia.
–Professora! Eu fico com o Kevin. — disse Peter.
No final sobrava Teddy e Tyler.
–Prontos visto que já estamos todos
Teddy interrompeu a professora:
–Então e eu?
–Você fica com o Tyler — respondeu Elsa.
–O que!? Mas-mas — Teddy não teve tempo de terminar, a professora mandou os cinco primeiros grupos irem tomar banho. Amber e Doug, Sam e Taylor, Steve e John, Annie e Tori, Tisha e Tiana.
Amber e Doug pareciam estar a aproveitar o duche.
Após terem tomado a professora atirou duas toalhas que se situavam em gavetas no balneário para dentro dos duches. Os alunos agarram e limparam-se. Depois saíram cobertos cada um com uma toalha e foram-se vestir.
–Sabes, se quiseres eu não tomo banho. — Tyler olhou para Teddy.
–Achas? Eu só não me sinto muito confortável — o rapaz deu uma gargalhada seca.
Os próximos grupos eram: Silver e Naomi, Crystal e Patricia, Teddy e Tyler, Markus e Matthew, Peter e Kevin.
Silver e Naomi pareciam estar confortáveis uma com a outra, tal como Crystal e Patricia. Os outros, nem por isso. Teddy estava virado para o lado oposto a Tyler e estava num canto, Tyler movimentou-se para agarrar no gel de banho e Teddy reagiu imediatamente:
–Não olhes! — gritou olhando para trás pelo canto do olho.
–Tem calma… Vou só usar o gel de banho. — disse
. Matthew e Markus estavam a falar mas não se percebia sobre o que. Peter e Kevin estavam calados. Depois de acabarem fizeram o mesmo que o outro grupo.
Por fim, o momento mais esperado da noite, pelo menos para Sam, chegou.
A professora distribuiu talheres e pratos para todos e em seguida colocou lá feijões. Bom para alguns, horrível para outros, Silver quase que vomitava só de olhar para aquilo.
–Então o que fazemos agora? Ficamos aqui o resto da vida? — perguntou Crystal.
–Não, algum dia a comida vai acabar — respondeu Silver, enquanto comia.
–E depois? — desta vez foi Teddy quem perguntou.
–Depois temos que encontrar outro sítio, e comida. — Silver puxou os óculos para cima.
Quando acabaram de comer os feijões, comeram alguma fruta como sobremesa. E em seguida foram lavar os dentes com os dedos e alguma pasta de dentes que Naomi trazia. Ela levava sempre pasta de dentes com ela. Esta estava cheia e ia durar alguns dias.
Finalmente foram todos se deitar. Colocaram as mochilas no chão e pousaram a cabeça em cima delas. Estavam quase todos a dormir, mas alguns ainda estavam com os olhos abertos. Silver, Sam, Teddy e Crystal falavam. Os quatro tinham ficado juntos.
–Pessoal, eu acho que encontramos melhor que isto — disse Crystal.
–Temos que nos contentar com o que temos por agora — respondeu Silver.
–Sim, eu sei, mas sei lá uma casa com camas. Um prédio seria seguro. Mesmo que eles entrassem não sei se conseguiriam subir escadas.
–Eles conseguem Crystal. Se não a Molly e os outros não estariam mortos — afirmou Teddy.
Após conversarem um pouco acabaram por adormecer. Não estavam lá muito confortáveis deitados no chão, mas por agora contentavam-se.
Quando finalmente todos acordaram, comeram pouca comida, e após isso sentavam-se em vários sítios enquanto conversavam.
–O que fazemos que aparecerem zombies? — alguém perguntou.
Silver agarrou no machado e aproximou-se da porta e deu uma espreitadela rápido, voltou e sentou-se onde se sítuava posteriormente.
–Acho que por agora estamos bem — a rapariga disse colocando o machado no chão, perto dela — não consegui ver bem por causa das grades, mas pelo que vi não há sinal de zombies. E seria impossível entrarem através das grades de ferro. Felizmente o sítio não tem janelas.
Os outros calaram-se até Annie tirou cartas da mochila.
–Alguém quer jogar? — perguntou.
Muitos aceitaram e foram jogar, os outros permaneceram sentados a conversar
Quando a noite chegou a professora distribuiu novamente comida por todos, desta vez distribuiu uma lata de salsichas por todos e para acompanhar também distribuiu uma garrafa de água de um litro a cada cinco pessoas. Muitos não estavam satisfeitos apenas com as salsichas, como por exemplo Sam, que após comer numa questão de minutos já esfregava a mão na barriga que roncava. Esta se dirigiu para um canto e deitou-se, parecia um pouco abatida, ela ficava sempre assim quando tinha fome.
Alguns satisfaziam a sede bebendo quase metade da garrafa.
Depois de se alimentarem foram lavar as mãos, tentando poupar o máximo de água e sabão o possível, e finalmente lavaram os dentes com a pouca pasta de dentes que sobrava de Naomi.
Matthew e Silver conversavam sentados no chão, riam-se um pouco e pareciam distraídos, era algo bom num apocalipse, esquecerem-se do que se passa, mesmo que seja por pouco tempo.
Numa das secretárias estavam deitados Amber e Doug, que estavam a beijar-se enquanto tocavam em várias partes do corpo um do outro. Os outros alunos tentavam desolhar, enquanto a professora, transtornada obrigou-lhes que parassem. Teddy e Crystal liam uma revista sobre moda que tinham encontrado numa das secretárias.
Por volta das duas da manhã, acabaram todos por adormecer.
Silver sonhou que tudo não tinha passado de um sonho. Ela acordara na cama da sua casa e em seguida foi ter com a mãe que estava na sala a ver televisão e deu-lhe um grande abraço, mas a mãe começou a apodrecer mordendo-a no pescoço, Silver acordou repentinamente e foi lavar a cara.
Após todos acordarem reuniram-se e a professora pediu a três alunos que fossem verificar a gasolina do autocarro enquanto ela tentava consertar o rádio que encontrara posteriormente.
Teddy, Crystal e Taylor ofereceram-se, levantaram as grades das portas e dirigiram-se para o autocarro. Após verificarem e verem que ainda tinha um pouco avistaram um jipe que vinha em direção do posto. De lá saíram seis pessoas.
O rapaz removeu a pistola que se encontrava nas calças escondida pelo casaco e apontou. Taylor fez o mesmo apontando a sua Desert Eagle.
Crystal colocou-se atrás dos dois e olhou para a porta, ela não teria tempo de chegar lá.
Seis pessoas saíram do jipe, estavam todos armados com fuzis, caçadeiras e pistolas. Primeiro saiu um homem musculado, ele era alto careca e tinha uma barba preta. Vestia umas roupas sujas. A sua pele era branca e pálida. Por de trás dele vinha outro homem também alto e musculado, parecia ser latino e tinha um cabelo curto e preto, também tinha barba. Mais atrás vinha um homem mais baixo de raça negra estava em boa forma, era careca e não tinha pelos faciais, carregava uma metralhadora. Seguindo ele vinha um de tamanho médio, cabelos e barbas ruivas. Tinha olhos verdes e era um pouco gordo. Com eles vinha um velhote baixo, com cabelos brancos acinzentados, tinha uma barba longa e vinha com um chapéu de pescador. Finalmente vinha uma mulher com revólver nas mãos. Ela era alta, morena e elegante, tinha longos cabelos pretos, o seu cabelo possuía caracóis definidos, parecia ser irmã do latino.
–Quem são vocês? — perguntou o ruivo coçando a barba.
–So-somos alunos! Nós temos armas — gaguejou Taylor olhando para Teddy e de volta para as pessoas.
–Onde estão abrigados? — desta vez foi a mulher que inquiriu.
Teddy parecia assustado e deu um passo atrás à medida que eles se aproximavam.
–Aposto que é nesse posto — disse o latino dando uma risada.
–Têm comida? — perguntou o homem pálido careca.
Teddy, Taylor e Crystal permaneceram calados.
–Vamos matá-los eles não nos valem de nada! — exclamou a mulher revirando os olhos e ajeitando os cabelos.
–Ou então podemos ser inteligentes e usá-los como reféns para caso eles estejam com mais alguém.
–Estão com alguém? — perguntou o homem de raça negra com um olhar ameaçador.
–Nã — Teddy fora interrompido.
–Sim, nós temos um grupo lá dentro do posto. — afirmou Taylor.
–Se dissermos que não eles matam-nos. — Taylor sussurrou.
Os homens apontaram-lhes armas e obrigaram os alunos a guardarem as armas, eles assim o fizeram e foram cada um agarrados por um dos homens, que mais tarde lhes apontou uma arma à cabeça enquanto se dirigiram para a porta do posto.
Ao entrarem todos ficaram a olhar enquanto um dos homens se preparava para falar.
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