Notas iniciais
Piatã está irritado com um certo alguém. Alguém vai ter um ataque cardíaco e vai aprender um pouco a tratar uma responsabilidade com mais... er... responsabilidade? E vamos de capitulo novo. Boa Leitura! :3 ♥

Acir durante um par de horas, dirigia o carro remoendo as palavras do moleque gorducho e fracote, como ele ousava dizer que ele era igual aqueles idiotas que chutaram a bunda dele.

Por mais que ele não gostasse de gente fraca e se fazendo de vitima enquanto na maioria das vezes era porque eles chamavam atenção de mais para si mesmos, ele não lutava ou agredia alguém mais fraco que ele, na verdade, ele gostava de um desafio, sempre que aparecia alguém mais forte que ele, ele treinava e lutava para se tornar o mais forte entre eles.

Porque ninguém agia assim na vida, a maioria das vezes as pessoas não tentavam se superar, só viviam a se lamentar na vida, como se a solução dos seus problemas aparecesse num passe de magica, Acir sabia que não era assim, ele percorreu um jornada muito dura de provações para chegar ao status de um dos guerreiros do alfa mais forte.

Aquele merdinha fracote ficou insultando ele, como se ele não soubesse o que era uma vida difícil, mas o que mais chamou atenção dele foi o jeito que ele falou, de forma distante e fria, seus olhos não tinham emoção alguma enquanto ele falava aquelas palavras.

Ele dizia que Acir não conhecia ele e o julgava sem conhecer, mas o que havia pra conhecer, o olhar de medo e desamparo que viu nos olhos do cara era o que era, pura fraqueza e desistência, o que havia mais pra conhecer além disso, ele odiava gente fraca e odiava pessoas que desistiam de si mesmas por conta das outras.

Seu telefone começou a tocar. Nas aulas de direção foi ensinado que não se podia atender um telefone enquanto estava dirigindo, isso tirava o foco e a concentração e ele tava ligando o foda-se pra isso, ele era um shifter lobo, seus sentidos eram aguçados, ele podia se concentrar em duas coisas ao mesmo tempo.

— Alô?

— Passa pro Valdim! Disse uma voz animada e infantil, que ele reconheceu como sendo de seu chefe imediato, que só usava esse tom de voz com pessoas da família e amigos bem próximos, mas não com os guerreiros.

— Valdim? Acir estava confuso. Ele ouviu um suspiro bem audível do outro lado da linha.

— Sim, Acir. Passe para o Valdim, é o apelido que coloquei no Osvaldo. O que? Os dois eram próximos o suficiente para Piatã colocar um apelido nele, mas o moleque só ficou alguns dias na aldeia.

— Acir! Olá? Passe para o Valdim agora! Ai estava o tom de voz que seu chefe usava com os guerreiros.

—Desculpe, chefe, mas o cara não ta no carro.

— Como assim, " ele não está no carro"?

— Ele ta no ônibus, e eu estou escoltando até a cidade.

— Hummm... Acir qual foi missão que lhe dei? Merda, o tom frio da voz de Piatã imitiu sons de alerta na sua cabeça.

— Escoltar Osvaldo até sua casa em segurança.

— E você acha que ele está seguro naquele ônibus?

— Foi escolha dele, chefe! Ele disse que não me conhecia direito pra entrar no carro.

— Humm. Acir, eu só vou perguntar uma vez, ok? Merda, o tom frio continuava e Acir sabia que tava na merda.

— O que você fez?

— Por que você acha que eu fiz alguma coisa? O cara simplesmente não quis vir, uai.

— Eu fui pra me despedir do Piatã , e avisei previamente que alguém de minha confiança ia aparecer para leva-lo para casa em segurança e ele concordou então QUE MERDA VOCÊ FEZ? Droga, eu devia ter insistido para o cara ir comigo.

— Acir, sem enrolação , cara! Com detalhes, o que você fez?

— A verdade?

— A PORRA DA VERDADE! Enquanto eu ouço você se justificar, vou deixar você no viva-voz, porque eu tenho mais coisas pra fazer do que somente ouvir, sua bunda patética! Droga, Piatã estava puto! Ele não podia mentir pro seu chefe, então ele foi com toda a verdade.

— Eu preciso fazer uma ligação .Aguarde na linha. Disse Piatã depois que ele terminou de contar tudo o que aconteceu. Enquanto isso na sua frente, ele viu o ônibus parar. Ele encostou no asfalto e esperou, suando frio. Piatã falou com ele, com se ele fosse a merda no sapato dele.

— Pronto. Sua primeira missão acabou. você falhou. Disse Piatã sem emoção na voz, seu coração parou, ele nunca tinha falhado numa missão , essa era a primeira vez como guerreiro do alfa que ele tinha falhado numa missão .

— Prosiga para a próxima missão que te dei, e não falhe novamente. você já sabe as consequências para uma primeira falha. Merda merda merda, ele sabia! Uma missão falha significava que ele estava suspenso um mês de seus serviços, ou seja ele não teria mais a honra de proteger a aldeia e o alfa. Mesmo que a suspensão fosse remunerada, a perca dessa honra fazia seu coração parar de bater. Mesmo que fosse por um mês. Duas missões falhas, você perdia o direito de ser um guerreiro.

— Chefe, por favor. Me deixe consertar os erros da primeira missão . Por favor! Eu vou conseguir o cara em segurança! Acir nunca foi de implorar, seu ego estava ferido, mas ele não queria perder a honra de proteger a aldeia. Sem falar que ele não conseguiria trabalhar na próxima missão , pensando no que esperava-lhe com o termino.

— Você sabe que eu não dou segundas chances. Principalmente em missões desse nível de importância.

— O senhor nunca disse o nível de importância dessa missão .

— Porra, Acir! Gritou Piatã no telefone.

— Você ta parecendo a droga de um novato pra mim. Quer que eu recite a primeira regra na formação guerreira.

— Toda missão dada tem um alto nível de importância. Recitou Acir, tentando acalmar seu chefe, para que ele não fosse expulso por causa de um tolo questionamento.

— Bom... muito bom! Disse Piatã numa voz fria e cheia de sarcasmo.

— E agora, quem vai proteger o cara, chefe?

— Ohh Acir! não se preocupe com isso. Se você não se preocupou antes, não comece a se preocupar agora! Ainda frio e sarcástico, ele tinha ferrado tudo, pensou Acir. Acir sentiu uma raiva vindo ao pensar no fracote gorducho que tinha destruído sua boa fama como guerreiro.

— Porque chefe?! Porque a segurança da porra de um moleque me ferrou assim, sendo que você nem ta dando importância se ele vai ficar desprotegido.

— Primeiro de tudo, guerreiro. não use essa merda de tom comigo, ou por acaso você esqueceu quem é seu chefe?! Acir engoliu audivelmente, seu estilo impulsivo o ferrando de novo.

— Segundo, não que seja da sua conta, mas já que você questiona minha qualidade de chefe... Vou quebrar seu pobre e inocente coraçãozinho, seu pedaço de merda. Seu alfa sabia que você tinha 70% de chances de falhar nessa missão , mesmo que eu tenha o convencido do contrario, eu planejei um plano B e C para caso você falhasse e veja porra! Você falhou!

— Quero a segunda missão cumprida em dois dias nem mais nem menos, Eliane cuidara da primeira missão de agora em diante. Ele está fazendo o controle de danos por sua falha.

— Porque, pelos bons espíritos da floresta, porque não deu certo? Acir gritou em frustração , ele esqueceu completamente que Piatã ainda estava na linha, até que foi tarde demais.

— Droga, Acir. Quer que eu soletre pra você? Sua missão era proteger o cara. Então idiota, o primeiro contato com o cliente é cuidadoso e meticuloso afim de criar uma rede de segurança e confiança e elaborar uma logística para que os dois pudessem concordar sem riscos com o plano e o que você fez? Adivinha?! Continuou Piatã.

— Osvaldo estava ferido, você não prestou apoio nem primeiro socorros, você não se apresentou formalmente, nem demonstrou confiança. Você somente o criticou enquanto ele estava ferido destilando opiniões pessoais e asquerosas do que você imagina ser o cara sem nem ao menos o conhecer. E o pior, você em todo momento da conversa não se referiu a ele pelo seu nome, você tem uma puta sorte de eu deixar fazer sua segunda missão.

— EU FALEI PIATÃ, EU DISSE! ESSE IDIOTA IA FERIR OS SENTIMENTOS DO VALDO, MAS VOCÊ ME OUVIU? NÃO !

— Acalma-se irmão ! Eliane já ta cuidando do Valdin.

— EU NÃO VOU ME ACALMAR QUANDO SE TRATA DO MEU COMPANHEIRO! QUERO RELATÓRIOS DO ELAINE DE HORA EM HORA PRA SABER COMO ESTÁ MEU COMPANHEIRO!! O telefone desligou. Acir ficou pálido, seus olhos arregalados, seu coração pulsando fraco. Ele ia ter um maldito ataque cardíaco.

— Eu estraguei tudo! Falhei na minha missão de proteger o companheiro do alfa.

...

Notas finais
Um capitulo curtinho... Mas só pra iniciar vcs no arco pequeno do Acir e seu asqueroso preconceito. O próximo capitulo, se eu nomeasse meus capítulos eu chamaria de tapa moral. Deixe seu comentário sobre qual parte vc mais gostou. Beijos e até o próximo capitulo que não demora pra ser lançado.