Osvaldo | Companheiros Sagrados I
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Rudá ficou estático, com um estranho nervosismo que a segundos atrás não sentia, e ele pouco havia reconhecido como nervosismo, pois não era da natureza dele sentir isso perto de outras pessoas, ele sempre lidou com qualquer tipo de pessoa e também com qualquer tipo de público, ele precisava saber se ele fosse gerir um negócio como as pousadas e as cabanas, mas aos poucos foi entendendo que esse nervosismo seria pelo fato de ter sido deixado tão repentinamente sozinho com seu companheiro, aquela pessoa importante que estaria para o resto da vida ao seu lado...
Ele nunca havia realmente tido uma conversa com Osvaldo, e nem havia sido dado tempo para que eles pudessem se conhecer e se entrosar, e agora ele se permitia olhar para aquele que se o destino permitisse seria seu para sempre, e pareceu que seu olhar se deu a uma luz nova sobre aquele corpo gordo de uma pele que reluzia escura e com um brilho tênue.
A forma que seu corpo estava preenchida de massa dando lhe silhueta que abaixo da cintura revelava um amplo quadril, que continha nádegas robustas e arredondas o suficiente para ele quase não pudesse se conter de querer perguntar o que havia por trás do short em estado nu, as coxas grossas e levemente peludas naquele dia de calor dava uma proporção agradável e sensual àquele que seria seu, sua mente se via longe , imaginando aquelas pernas grossas em volta da sua cintura e aquela bunda grande e de aparência tão suculenta junto colado ao seu corpo excitado, ele arrebataria tudo aquilo um dia... Ele começou a se perguntar quando.
— Nossa, que agitação né?! Comentou Osvaldo tirando Rudá de sua observação indiscreta, sendo que Osvaldo não o olhava diretamente, então ele nem percebera sua obvia excitação pelo seu futuro companheiro...
— Pois é, até depois do almoço foi tudo muito agitado, ainda bem que almoçamos cedo, ainda sobrou um bom tempo de tarde para relaxar. Respondeu Rudá, que também observara a indisposição de Osvaldo...
— Que tal se andarmos um pouco para relaxar conheço um lugar onde dá para descansar bem próximo da aldeia... acho que você vai gostar! Ofereceu Rudá, e Osvaldo aceitou a oferta com animação ...
— Quem sabe se andarmos nas beiradas da floresta, não consigo ver aquele lobo sexy de novo?! Disse Osvaldo sussurrando para si mesmo, o que não fez a audição shifter de Rudá deixar de ouvir...
— Lobo sexy? Como assim? Questionou Rudá, que foi pego de surpresa pela escolha de palavras do jovem...
— Parece alguma perversão doida eu sei, mas quando eu estava chão depois do pesadelo acontecer, eu senti um lobo se aproximar, depois quando eu consegui enxergar meio de relance ele, achei ele tão bonito e imponente e ele parecia de tirar o folego e achei ele sexy. A forma como Osvaldo descrevia o encontro que tivera com seu lobo aquele dia, fez seus olhos se encontrarem, aquele par de olhos castanhos escuros olhando para Rudá, e o índio olhando diretamente se via refletido no olhar marrom, sabendo que finalmente Osvaldo estava lhe olhando com atenção agora.
E o líder da Tribo não deixou de observar nenhuma reação do seu companheiro... e Osvaldo engoliu em seco enquanto seus olhos se fechavam suavemente, abaixando a cabeça tentando esconder alguma coisa em sua expressão, mas Rudá não queria isso, ele queria ver todas expressões, ele queria saber o que o jovem estava sentindo com a proximidade, e focou seu olhar a vigiar qualquer relance ou levante do olhar do seu companheiro para que ele pudesse entender.
Ele viu a hora que seu companheiro deu um pequeno suspiro, quase inaudível que ele não veria se ele não tivesse dando muita atenção a cada detalhe do jovem, e aí levantando a cabeça suavemente finalmente ele abriu os olhos, ao abrir, os olhares se cruzaram novamente, mas dessa vez foi diferente, ele não sabia que Rudá observava atentamente ele.
E seu olhar era pura carência e necessidade, seu olhar emitia os sentimentos de forma tão transparente que por certo tempo o índio chegou a ficar preso nele, não tinha como mentir as necessidades ali, ele com seu olhar carregado dizia precisar de carinho e proteção, e dane-se as regras para esse jogo de amor, Rudá sentiu seu corpo vibrar diante das promessas que essa troca de olhares prometia.
— Eu não consigo mais, Osvaldo!
— O que o senhor não consegue mais?
— Não me chame de senhor! Rudá ansiava que Osvaldo o visse como um igual, como alguém que pudesse estar ao lado dele.
— O que você não consegue mais?
— Não sentir o que não devo sentir ...
— E o que você não consegue parar de sentir? Osvaldo queria se sentir alheio a essa conversa, pois seu coração e seu corpo pareciam em chamas, e ele não queria esperanças agora.
— Não consegui e nem devo sentir o que sinto você, pelo menos ain...
— E não precisa, eu vou embora logo! Osvaldo se sentiu comovido com o olhar cheio de desejo e necessidade, mas viu as esperanças que tentara não construir se desfazerem por Rudá não querer cultivar sentimentos para ele.
Ele sabia que pessoas gordas e/ou negras por mais que gerassem interesse afetivo, físico ou sexual, eram minadas pelo o que a sociedade ditava como o certo a se gostar. Fazendo as pessoas criarem receios e duvidas sobre criar um relacionamento com essas pessoas com medo de represálias da sociedade em geral. Ele não ia botar isso em discussão, ele nunca soube ser didático com esses temas.
— Ei.... Não! Eu não quis dizer assim... Valdo volta aqui, não me deixe... Osvaldo parou ao ouvir a tristeza na voz de Rudá, nunca o haviam pedido para parar de se afastar, nunca o haviam pedido para não deixar de estar ali, isso pode ser um sinal bom não é mesmo? Pensou Osvaldo por si mesmo.
— Porque você quer que eu volte? Porque você não deve sentir algo por mim? Eu sou tão ruim assim, que parece impossível ou nojento sentir algo por mim?
— NÃO! Nada disso! Eu não consigo mais controlar esse sentimento de ter comigo , mas você não está pronto! Eu não quero mais fingir, eu quero poder te mostrar...
— Eu estou pronto... o que você deseja poder me mostrar?
— Não é questão de você estar pronto, meu anjo. Você ainda é menor de idade. Eu não posso romper isso por enquanto. Eu não posso te fazer meu ainda.
— Eu vou fazer 18 anos em breve, mas eu não vou estar mais aqui. E bem obvio que não voltarei tão cedo. Não alimente esperanças de que em breve, você vai me ter. Osvaldo falou isso com o coração apertado, pensando que tudo podia finalizar ali. O destino cruel mostrou alguém com interesse por ele, mas a distância logo ia ferir-lhe, mostrando que a felicidade não era o milagre que ele merecia ter.
— Eu vou ter você, Osvaldo. Se você me quiser, eu vou ter você algum dia, e o tempo não será longo, mesmo se a distância fosse de milhares de quilômetros. Os olhos selvagens do homem mais lindo que ele colocou os olhos, alguma coisa parecia se mover por de trás do olhar, e Osvaldo sem perceber, notou de repente que Rudá já engolira seu espaço pessoal.
As mãos de Rudá já estavam sobre seu rosto, a forma suave ao primeiro contato não o impediu de se assustar pelo inesperado, mas depois disso não tinha como não se sentir bem, o polegar da mão direita acariciava quase que inconscientemente sua bochecha e aquele simples toque já não deixava ver as coisas como antes, já era transparente tudo o que os dois sentiam um pelo outro.
Mas Valdo não acreditava que Rudá pudesse sentir algo tão forte por ele, como premeditava seu olhar profundo e molhado com algum sentimento que ainda não se descrevia em palavras... Rudá via um misto de sentimentos naquele rosto ingênuo, vulnerável, tímido por vezes, e facilmente notável a paixão incitando incredulidade, mas Rudá provaria que era real.
— O que você está fazendo, Rudá? Valdo sentiu as duas mãos segurarem seu rosto de forma suave, sua pele parecia querer queimar diante de um toque tão doce, mas tão intenso, tudo gerava confusão pelos sentimentos mistos e contraditórios entre si.
— Eu estou fazendo o que você quiser que eu faça... Valdo terminou a distância pequena que os impedia de ter mais contato, aproximou seus rostos e seus lábios se encontraram pela primeira vez, e tudo parecia estar explodindo, o encontro de duas bocas avidas e frescas, o movimento do beijo deixando que um sentisse o gosto do outro, a língua inexperiente do Valdo circulava de uma maneira curiosa mas exigente querendo conhecer cada canto da boca de Rudá, como se ali fosse o paraíso e o medo de perder o momento o faz necessitado.
Rudá gemeu dentro da boca de Valdo e agarrou o corpo de Valdo contra o seu, não deixando qualquer distância entre o corpo dele e o seu, e foi a vez de Valdo gemer, e Rudá não podia mais disfarçar sua excitação, seu pau estava duro e se esfregando no membro excitado de Valdo também, ambos sobre o tecido fino de shorts, que coloca uma distância tentadora e agoniante.
Rudá sentiu as mãos de Valdo circulando livremente sobre seu corpo enquanto se beijavam, sobre a ponta dos dedos, ele sentia acariciar seu peito, suas costas, seu abdome, as mãos voltando de novo para as costas, mas agora perto da cintura e descendo e descendo, até que sentiu as mãos sendo preenchidas pelo seu traseiro e Rudá não conseguiu não gemer de sentir cada aperto que aquela mão perigosa fazia em si.
Valdo não deixava nada sem ser descoberto, a bunda de Rudá estava quente e com uma necessidade que nunca havia sentido até Valdo toca-lo lá, e as mãos sorrateiras finalmente deslizavam para seu pau, e ele gemeu mais forte e Valdo gemeu alto e necessitado.
E Rudá parou antes que aquele toque se tornasse algo que eles não podiam fazer... ainda... Rudá se distanciou e Valdo ia acompanhando seu corpo querendo preencher a distância.
— Não, meu bebe, não podemos fazer isso aqui agora.
— Por favor, Rudá... Disse Valdo num tom necessitado que seduzia Rudá e o atraia a Valdo como um imã... uma tentação doce e inocente... seu pau ficava mais duro só de ouvir o tom de voz...
— Meu anjo, não podemos, eu não posso. Valdo o pegou desprevenido sua boca doce e selvagem já estava na dele novamente e Rudá não conseguiu resistir, eles se beijaram novamente agora de forma mais agressiva, cada um mostrando que queria mais um do corpo do outro, a mão de Valdo em seu eixo duro o estava levando a um precipício, onde ele queria somente se jogar e morrer de desejo e sentir mais da paixão que estava ali no olhar, no corpo e no toque de Valdo querendo ser entregue tão livremente, mas ele se controlou e Valdo leu seu corpo como se eles tivessem se tocado a vida inteira...
— Não se controle, Rudá. Eu quero sentir você... Disse Osvaldo apertando a glande de seu pau sobre o tecido.E aquilo o deixou tão perto...
— Você está me matando, bebe! Disse Rudá ofegante, agarrando a bunda firme de seu companheiro, sentindo todas as vontades que não podia sentir aquele momento... entre beijos selvagens e agressivos... E o gemido alto dos dois ao mesmo tempo se tornou evidente o clímax daquelas provocações severas, e Valdo gozou junto de Rudá ambos sobre o tecido de suas roupas, o tecido fino do short de Valdo deixou o semem sujar a calça...
— Eu não posso continuar mais! Disse Rudá ofegante com a voz carregada do sotaque indígena, dor e rouquidão tentando controlar a luxuria que sentia pelo corpo gordo que perturbava seus sonhos com sensualidade e prazeres sensuais proibidos.
— Por favor, não pare Rudá! Eu preciso de mais! Eu preciso que você me mostre que isso não é ruim, que não dói! Eu preciso de você agora! Disse Osvaldo sobrecarregado pelas múltiplas emoções que percorriam sua alma numa rapidez que ele não conseguia decifrar uma por uma, todas se dirigiam a Rudá como se os tentasse ligar de alguma forma estranha e profunda.
Osvaldo se esfregava contra o corpo de Rudá, de forma sensual tentando convence-lo de suas necessidades, as mãos de Rudá ainda percorriam o seu corpo, mas agora ele podia sentir elas tremendo de hesitação e ele só sabia que Rudá estava se contendo, ele não podia deixar Rudá parar com o que estavam fazendo, mas as mãos hesitantes se tornaram firmes em seu ombro ao ponto de quase machucar e Rudá o afastou de si mesmo e Osvaldo olhou no fundo dos olhos de Rudá que agora se viam vazios e frios mesmo sob a cor quente do castanho escuro.
— Por que? Disse Osvaldo murmurando.
— Valdo, eu não posso, desculpa, mas eu não posso dar o que você quer!
Rudá viu a hora que o corpo de Osvaldo se endireitou e sua postura se tornou dura e impassível, o rosto antes mole com o sorriso preguiçoso agora era uma máscara de raiva e insensibilidade, mas seus olhos não se continham em esconder frustração e dor...
— Tudo bem. Senhor Pajé, eu não queria instiga-lo a nada, me desculpe. Disse Osvaldo, mas Rudá não detectou nenhum um tom malicioso e sarcasmo, Osvaldo só disse aquilo sem nenhum sentimento por trás, como se não fosse nada, como se ele tivesse colocado um muro ao redor de sua alma, que não era mais transparente ou aberta para qualquer um ver, como antes. E Osvaldo saiu correndo para dentro da floresta, e Rudá continuou ali, paralisado deixando-o ir.
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