Notas iniciais
Oi, pessoas! Nas notas anteriores. Falei que ia postar 4 capítulos. Mas vão ser só 3 capítulos mesmo tá? O capitulo que eu queria postar hj, quando fui revisar, percebi que precisa de alterações e tarjas indicativas de umas coisas. Enfim, esse é o segundo capitulo postado. O próximo é o ultimo da noite. Boa Leitura! :3 ♥

— O que era esse clima estranho na sala, meu lindo? Acir ouviu Rosimar perguntar a Valdo.

— Eles são atrapalhados. Valdo disse e riu baixinho, ambos estavam murmurando em discrição, mas Acir ouvia e com certeza Elaine, por serem shifters.

— Eles falaram coisas privadas sobre a comunidade em que eles vivem, quando se assustaram por você saber o número privado da casa do líder deles. Então, não seja curioso e seja respeitável a suas tradições. Valdo disse em um tom de aviso, como se estivesse falando com uma criança indisciplinada.

— AAAhhh Vavá, não é culpa minha se eles não mantem seus próprios segredos bem guardados. Eu não tenho culpa. Acir ouviu Rosimar e o tom de voz parecia de uma criança fazendo beicinho por não conseguir o que quer. Essa família era realmente estranha.

— Comporte-se, Rosi. Deixe eles em paz.

— Ok, tudo bem.

— Então você não respondeu. Como você sabe o telefone da casa do líder. Foi Elaine que perguntou dessa vez. Eles tinham acabado de comer a pizza, Osvaldo estava numa posição estranha, com os olhos fechados e seus lábios remexendo sobre um palito de dente preso entre os dentes enquanto relaxava na cadeira dura, ele acariciava sua barriga inchada como se fosse conceber um bebe em algum momento.

— Eu sou um hacker. Antes de Osvaldo viajar tentei reunir informações sobre o lugar onde ele estava indo para caso precisasse de ajuda quando um perigo ocorresse. La vai eles novamente novamente, assim como Valdo, Rosimar dava a entender que os perigos se colocavam em suas vidas e que eles já estavam preparados para caso houvesse.

Tudo bem que viver numa favela cheia de traficantes era uma vida perigosa, mas caso não mexessem com eles e respeitassem a merda do toque de recolher, eles estariam bem. Será que algum dos dois tinha envolvimento com tráfico de drogas? Não, Elaine não conseguia pensar sobre isso, olhando para o jovem que apesar da dor nos seus olhos, ainda parecia inocente e tímido demais para participar de algo tão sujo, mas é seu irmão? Será que eles podiam confiar nele? Talvez ele fosse a fonte dos problemas de Valdo.... Talvez esse carinho estranho que ele pelo Valdo seja apenas fachada perto de estranhos convidados como ele e Acir.

— Hacker é uma palavra muito fraca para o que você é irmão. Disse Valdo ainda sentado quase deitado relaxando na cadeira de olhos fechados.

— Você é um gênio em programação e sistemas. Não sei como aquela merda de chefe do tráfico ainda não veio atrás de você para te obrigar a fazer algo ilícito. Valdo continuou a dizer. Elaine olhou para Rosimar e viu seu rosto escurecer com raiva.

— Por isso que devemos manter as minhas... digamos... habilidades, só para nós mesmos. Eu não quero me meter com aquele rato sujo e vagabundo. Rosimar estava espumando de raiva, e seu tom de voz contundente e irritado deu a entender que ele não queria que nos falássemos a ninguém sobre ele ser um hacker.

— Desculpa, Rosi. Eu sei que você não gosta que eu fale do Carlitos.

— E gosto ainda menos do nome sujo dele sair da sua boca.

— O que está acontecendo? Você parece que sente uma raiva insana pelo cara. O que aconteceu? Acir perguntou do outro lado da mesa

— Nada, me desculpem por isso. Rosi virou o rosto tentando esconder suas emoções, mas Acir não deixou de ver a tristeza imensa banhada na raiva do cara.

Na verdade, ele nem precisa olhar, seu lobo já sentia as emoções fortes do cara por si mesmo. A raiva que Rosimar sentia pelo tal Carlitos emanava no ar inundando a sala com a emoção forte, fazendo até mesmo ele ficar com mais raiva do que ele já estava pelo traficante de drogas. Rosimar saiu da sala, de uma maneira derrotada, ele se dirigiu em direção oposta à da cozinha, onde se deduz que era o quarto.

— Carlitos é suspeito de ter matado nossos pais. Valdo sussurrou para Elaine e Acir.

— Mas você não disse que eles sofreram de bala perdida num congestionamento. Acir sussurrou também.

— Sim, mas... A mão de Valdo apertou fortemente o peito por cima do tecido da camisa que ele usava, e seus olhos estavam vazios e seu rosto se enrugou como se estivesse em dor.

— Não precisa dizer nada Valdo. Vamos dormir. Elaine disse observando as expressões do garoto.

— Não! Está tudo bem. Já faz tempo. Disse Valdo com um sorriso triste e fraco compondo seu rosto.

— Durante o congestionamento, houve um arrastão. A polícia apareceu rapidamente. E começou uma troca de tiros. O que abre uma desconfiança enorme é o fato de que durante as investigações foi descoberto que os carros de nossos pais estavam longe do fogo cruzado. O congestionamento foi perto da zona de trafico aqui da comunidade. Então somente os bandidos daqui podem agir por aqui.

Depois do velório, meu irmão foi procurar o Carlitos para buscar vingança por nossos pais, dizendo que o grupo de outra zona tinha o matado. Carlitos disse que não podia fazer nada por isso. Então meu irmão percebeu que tinha sido eles. Sorte que ele conseguiu esconder a raiva na frente do cara quando ele teve essa suspeita que tinha sido eles. Valdo terminou de sussurrar para que seu irmão não ouvisse. Acir e Elaine ficaram sem saber o que dizer. Valdo para cortar a tensão disse...

— Vou buscar o colchão para vocês dormirem, espero que não se incomodem, qualquer coisa Acir pode dormir na minha cama, e eu posso dormir no sofá.

— Não se incomode Osvaldo eu durmo no sofá e Elaine já concordou em dormir no colchão.

— Ok, então. Vou buscar as coisas.

....

Dias depois, Acir e Elaine ainda continuaram no Rio de Janeiro. Acir dava continuidade a segunda missão que seu mestre Piatã havia passado para ele, enquanto Elaine aproveitou o tempo na cidade para passar na sede do transporte rodoviário que ele chefiava. Piatã pediu para que todos os dias, eles verificassem como estava Osvaldo, e lhe passasse relatórios até a chegada do aniversário do cara, o que seria amanhã. Para Acir era fácil verificar o companheiro do alfa, pois a outra missão designada a ele, era aos arredores da comunidade.

A missão de Acir era investigar qual era a espécie de shifters ou de seres paranormais que viviam na favela no momento. Ele não sabia porque Piatã se interessaria em saber dessas informações. Mas ele não perguntava ou questionava as ordens do seu imediato, mas ele até agora não conseguira pegar nenhum cheiro sequer de algum paranormal ao redor.

Foi um golpe no seu orgulho, mas ele pediu para Elaine ajuda-lo com isso. Acir sabia que Elaine tinha contatos de shifters na cidade, ele esperaria que Elaine tivesse algo para ele.

Já era final da tarde e Acir decidiu que era hora de ir para casa de Valdo, que era onde ele dormira todos esses dias. Elaine dormira num apartamento que tinha comprado anos atrás na cidade. Mas ontem ele também dormira na casa de Valdo. Elaine se preocupava com Valdo. Acir e ele não deixavam de sentir que algo estranho estava acontecendo, mas eles não sabiam o que era. Mas o pressentimento ruim de que algo estava errado não parava de corroer a mente dos dois.

Quando Elaine veio ontem, ele trouxe sua famosa maleta gigantesca. Somente os guerreiros da aldeia sabiam o que tinha lá dentro: Seu armamento de fogo mais pesado. Como ele conseguiu andar com isso para dentro da comunidade, era um mistério, mas Acir sabia que Elaine era bom no que fazia. Ninguém sabia da existência dessa mala na favela, Acir só sabia disso. Para Elaine ter trazido isso para a casa de Valdo, então ele sabia que seu companheiro de guerra sentia a mesma coisa que ele.

— Consegui as informações que você pediu. Acir se assustou com a voz grossa e sussurrada de Elaine.

— Porra, da onde você veio? Elaine riu o susto de Acir.

— Você está distraído em uma missão. Elaine provocou. Acir rosnou com raiva.

— Seu idiota. É claro que não. Elaine deixou estar, ele sabia do nervo do homem e tinha outras coisas para se preocupar do que com o guerreiro idiota.

— Você quer as informações ou não? Elaine perguntou

— Fale logo. Sussurrou Acir que ainda cuspia de raiva.

— Segundo, o chefe de ninhada que tem na cidade, há membros na comunidade que são paranormais, a maioria são shifters repteis e alguns de natureza paranormal mística que o pessoal não sabe se é de natureza élfica ou bruxa.

— Mas eu passei o dia inteiro rodando a favela, e não peguei nenhum cheiro.

— Aí é que está. Segundo Luciano, um shifter gamba, a maioria dos shifters trabalham para o tráfico, enquanto os elfos e/ou os bruxos que vivem aqui escondem seu cheiro com magia.

— Isso é muito ruim. Precisamos tirar Valdo dessa merda de lugar o quanto antes. E também eu não posso investigar mais profundamente na favela com ele aqui, se eu for descoberto e me associarem a ele, Valdo estará em perigo.

—Vamos voltar para casa dele e vigiar suas costas. O clima aqui está ficando estranho. Elaine disse calmamente. Acir também sentia isso. Já estava anoitecendo e ele sentia algo estranho no ar.

Acir usou a chave extra que Osvaldo lhe deu no terceiro dia depois que vieram para cá, ele virou a fechadura com ela e passaram pela porta.

— Que bom que vocês chegaram logo. Disse Osvaldo com um olhar preocupado e hesitante.

— Porque?! Aconteceu alguma coisa?! Elaine perguntou já com a mão no coldre escondido por baixo da camiseta larga que usava. Acir estava com as mãos cruzadas no peito pronto para desembainhar suas facas em uma chamada de perigo. Os olhos de Osvaldo ficaram mais arregalados de medo e preocupação.

— Guardem suas armas, rapazes. Já teremos armas suficientes por uma noite. Não precisamos de mais.

— O que? Como assim? Acir perguntou num tom de voz letal.

— Carlinhos está irritado. Osvaldo disse num tom baixo. Acir ficou confuso.

— Carlinhos? Acir questionou em confusão.

— O chefe do tráfico. Alguém está tentando vender drogas aqui na comunidade, que não é sua mercadoria. Ele vai procura-los até encontra-los e mata-los. Então é bom ficar em casa hoje para não ser pego no fogo cruzado. Osvaldo começou a ficar sem folego, explicando tudo aos dois. Ele foi até sua perna e passou a mão suavemente tentando aliviar a dor do machucado.

— A perna ainda não curou? Elaine observou com preocupação e cuidado. Já era para ter curado.

— Não, ainda não. Acho que os caras fizeram um dano maior do que eu imaginava, mas também pode ser porque eu não fiquei em repouso. Por favor, não falem sobre isso na frente do Rosimar. Ele tende a ser um pouco protetor.

— Ok, mas vamos fazer você ir num medico o quanto antes. De preferência, o da matilha. Falou Elaine, mas a última parte em pensamento, mas ele se surpreendeu com a agitação de Valdo quando ele terminou de dizer.

— Ohh não se preocupe Elaine. Eu estou bem. Eu sempre cuidei de mim mesmo. Não preciso de atenção medica. Elaine ouviu Valdo dizer com um sorriso fraco no rosto, mas seu lobo não deixou se sentir a pontada de medo saindo de Valdo. Será que ele tinha medo de hospital ou algo assim? Aqui na cidade, ele já tinha ouvido falar de pessoas que tinham isso.

— Agora vou terminar de preparar de fazer o jantar, daqui a pouco meu irmão chega do trabalho, toda vez que ele chega de um momento estressante ele chega com fome. Fiquem à vontade. Valdo disse sorrindo.

— Será que esse sentimento estranho tem a ver com o tiroteio? Acir disse sussurrando para Elaine.

— Acho que isso só é parte do motivo. Acho que há mais coisas que nosso instinto quer nos dizer. Respondeu Elaine.

Notas finais
Enfim, as coisas vão começar a ficar tensas a partir de agora. Preparem-se. Vamos conhecer novos personagens no próximo capitulo. Até a proxima.