Os órfãos de Nevinny
95 A cidade por dona Ami

"Ei, livro que me escuta. Tenho novidades. Meu trio de ouro começou a iniciar as pesquisas para encontrar respostas para o enigma da parede em Miríade. Eu sinto que alguma coisa muito importante tá guardada atrás daquele grande paredão, mas eu não consigo imaginar de forma alguma o que possa ser. Nós pegamos alguns livros na biblioteca da escola e com a autorização da Abelarda ela deixou a gente trazer alguns pra casa desde que a gente leve doces pra ela outra vez como recompensa. Mas ela quer os mesmos doces que eu entreguei nas mãos dela quando estive lá com Cris. Eu ainda não sei como vou conseguir eles.
Algumas noites atrás eu passei por mais uma experiência de realidade virtual com os meus colegas. Eles insisitiram na ideia que me pareceu bem atraente, então eu fui. Foi tudo meio esquisito no início e pelo o que alguns que foram comigo me contaram pareceu um pouco assustador. Era um desafio que tínhamos que cumprir, mas Allison acha que por uma escolha da Rebekah e do Heitor nós cometemos uma trapaça. Eu não sei se foi isso, mas no final ficou tudo bem.
Em meio a isso, por causa de algo que eu vo naquela noite fiquei pensando sobre um fato que era pra ter acontecido mas que até agora não aconteceu. Faz algum tempo que a Micaella me chamou pra conversar por mensagem sobre eu ter visto ela beijar o Tommy, ex-namorado da Rebekah, mas até agora ela não apareceu. Às vezes eu fico pensando se ela ficou com medo e desistiu de ter essa conversa por algum motivo, não sei. Mas eu que não vou atrás.
Enfim, hoje eu decidi tentar dar mais um passo pra ver se a gente avança na resolução do enigma da parede miridiana. Vou visitar uma amiga que não vejo há algumas semanas. Espero que ela me dê as respostas que eu preciso."
⌚️ 04:25 p.m.
Está no meio da tarde e você encontra-se descendo de elevador rumo à portaria do prédio. Após alguns andares, enfim chega ao local e dá de cara com León, filho da síndica do prédio.
— Ah, S/N. Bom dia, como vai?
— De saída. Vou na casa de uma amiga. É uma visita importante — você fala.
— Tudo bem. Não quero te atrapalhar. Tenha uma bom dia — ele diz já começando a se afastar.
— Espera. Eu vi que a dona Tessalia ainda não colocou nada na área que ela disse que ia ocupar com as imagens de esculturas. Ela desistiu? Não vai colocar mais nada?
— Não, pelo contrário. Ela já está cuidando disso. Pode ter certeza. Os pedreiros já fecharam a área da parede como você pôde ver, mas a minha mãe ficou um tempo decidindo o que ia colocar lá. Mas agora eu acho que as esculturas vêm.
— Entendi. Mas por que vocês não aproveitaram o buraco da parede pra fazer uma decoração mais elaborada? Acho que ia ficar bonito. Tinha alguma coisa lá dentro — você pergunta esperando para ver a reação e a resposta de León.
— Ahh, tinha. Só uma parede vazia. Não servia pra nada. Por isso ela decidiu tampar e fazer outra coisa. Acho que foi bem melhor desse jeito, não é? — ele pergunta rapidamente olhando para o local da área.
— É, foi sim — você fala fingindo concordar — Bom, eu já vou indo. Não posso me atrasar. Foi bom te rever.
E assim você sai, pensativx, refletindo sobre as informações dadas por León e também a forma como ele mentiu a respeito da pequena passagem no prédio. Você bem sabe o que se escondia — ou talvez ainda se esconda — atrás daquela passagem. Tudo o que viu e por onde passou, os homens trabalhando na trilha de trem. Porém, esse não é o assunto que você está focado agora.
📍 Rua das Flores, número 1001
— Bem, S/N, seja bem-vindx de volta à casa da dona Ami. Ela tem falado bastante a respeito de você. Coisas muito boas, aliás.
— Olha, eu espero que sim. As pessoas sempre costumam falar bem ao meu respeito — você fala dando um leve sorriso.
Nesse momento enquanto conversa, Polly, a cabrita, vem abanando o rabo em sua direção na qual logo você abre os braços para assim poder dar um abraço nela.
— Polly! — você exclama.
— Oh, essa cabrita ainda tem essa ideia de que ela é um cachorro — dona Ami falando balançando a cabeca em sinal negativo.
— Ela parece gostar mesmo de S/N, porque pra mim de vez em quando tudo o que ela quer me dar são cabeçadas. Ah, claro, mas olha que cabeça a minha. Como eu pude ser tão mal educada? O meu nome é Albertina. Eu sou a prima distante dessa moça. Creio que ela já tenha falado de mim — Albertina diz dando umas ajeitadinhas com as mãos por debaixo dos cabelos.
— Na verdade não. Eu fiquei sabendo que você viria há pouco tempo depois que aconteceu o que aconteceu.
— Oh sim, o que aconteceu foi terrível. Como alguém pode fazer uma crueldade dessa com uma pessoa tão boa? — ela pergunta.
— Ah, não precisa exagerar. Você acha que eu não sei que você me acha insuportável, Albertina? — dona Ami fala levantando-se da sua cadeira de couro ao lado do sofá da sala.
— Insuportável? Da onde que você ouviu uma coisa dessa, Amelita? Nós nem somos tão próximas — Albertina diz rindo puxando conversa pra perto de você — Ultimamente ela tem falado nada com nada. Diz coisas confusas, a gente tem que quebrar a cabeça pra tentar entender o que ela tá falando.
— Vixe, ela ainda tá desse jeito, é? — você questiona.
— Conversa dela. Albertina não sabe de nada. Agora vamos, S/N. Me diga a que devo essa sua visita de hoje. Já faz um tempinho que não vem me ver — dona Ami fala.
— Eu sei. Eu quis dar um tempo pra senhora. Lívia que me passava as informações sobre como a senhora estava através da dona Leca que continua vindo na sua casa, não é?
— Sim, minha amiga Leca me ajuda demais. Mas agora eu tenho a Albertina que está comigo. Mas mesmo assim eu ainda vou querer que ela venha.
— Ótimo. Faça isso mesmo — você fala — Dona Ami, eu vim ver a senhora mas também vim aproveitar pra fazer umas perguntas pra senhora. Na verdade eu tô até meio sem jeito de perguntar.
— Não são perguntas inapropriadas, não é? — ela pergunta com os olhos exaltados.
— Claro que não. São perguntas simples. Mas eu gostaria de conversar a sós com a senhora.
— Ah, claro. Podemos ir para o meu quarto.
— Me desculpe, mas acho que não vou poder deixar vocês sozinhxs conversando no quarto — Albertina fala.
— E por que não? — dona Ami pergunta.
— Eu sou responsável pela Amelita agora. Não posso deixar ela sozinha com qualquer pessoa.
— Mas como com qualquer pessoa? Eu conheço S/N faz tempo. Assim como a irmã Lívia e a família. Quer dizer, por fotos, mas eu conheço.
— Assim como a senhora conhecia sua enfermeira que dizia ser de confiança?
— Lá vem vocês de novo com essa história da Mirella — dona Ami reclama.
— Me desculpa, S/N, mas é minha responsabilidade ficar sempre perto de Ami. Depois dessa história que aconteceu envolvendo essa tal de Mirella, eu não posso confiar de qualquer pessoa ficar a sós com ela.
— Tá, então pode ficar. Fazer o quê? A conversa nem é assim demais, eu só quero arrancar umas informações de dona Ami. Será que a senhora pode me ajudar?
— O que você quer tanto saber, S/N? — ela pergunta.
— Eu não sei como eu posso começar essa pergunta, na verdade eu acho que sei então não vou arrodear. Eu e meus colegas de escola estamos fazendo uma pesquisa pra um projeto que nós estamos desenvolvendo e o tema da pesquisa é saber sobre os primórdios da cidade. Nós se dividimos e decidimos perguntar pras pessoas que conhecemos, informações nas quais possam ajudar a gente.
— E que tipo de informações vocês estão procurando? — a prima distante de Ami pergunta.
— Não se meta, Albertina — dona Ami fala, repreendendo-a.
— O que a senhora souber. Nós temos alguns livros que encontramos na biblioteca da escola, mas como a gente sabe nem sempre eles contam toda a história. Eu já comecei a ler algumas coisas, mas se eu tiver um depoimento de uma pessoa viva e que tem afinidade com a história da cidade o trabalho ficaria mais autêntico — você diz.
— Sim, isso é certo, mas... no que eu poderia te ajudar? Por onde exatamente você quer que eu comece?
— Me conta sobre a relação dos fundadores da cidade. Mas conta sobre a forma que a senhora conhece, a sua visão a respeito deles.
— Bem, não tem muito o que contar sobre os fundadores da cidade. A história todo mundo conhece. Existiam cinco pessoas que viviam em conjunto numa pequena área da cidade que futuramente ficou conhecida como Nevinny até que um dia um ou alguns deles tiveram a ideia de criar diferentes distritos, assim antigamente chamados, para viverem suas vidas conforme eles foram crescendo e evoluindo.
— Isso. Essa parte eu já sei — você fala.
— Exato — ela diz — A ideia era que todos vivessem em conjunto, cada um em seus distritos mas seguindo um padrão de vida, até que um dos cinco decidiu se rebelar e viver de forma diferente.
— Joel Miríade.
— É. Eu nunca gostei da forma como os miridianos vivem. Muito traiçoeiros, misteriosos. Muitos deles fingem ser amigos, mas na verdade só estão querendo saber informações a respeito de sua pessoa para lá sabe o quê.
— Os miridianos? Como assim?
— Vocês tem certeza que querem continuar com essa conversa? Os miridianos sequer merecem ser pauta de alguma coisa — Albertina fala — Vocês não querem experimentar meu musse de chocolate que eu fiz mais cedo? Ele está na geladeira. Vou dar uma olhada como ele está agora.
— Já disse pra você não se meter na conversa, Tina — dona Ami mais uma vez a repreende.
— Eu fiquei interessadx em saber mais o que a senhora tem pra dizer. O que você quis dizer quando disse que os miridanos são traiçoeiros? — você pergunta.
— Oh sim, lembro de uma vez quando eu era mais nova. Eu tinha uma amiga na escola que era miridiana. Vivíamos pra cima e pra baixo, conversando a respeito de tudo, sobre os garotos da escola que tínhamos paixonites e tudo mais. Ficamos assim até o último da escola até que sem mais nem menos, por questões de fofoca, eu não me lembro direito. Talvez eu tenha falado algo que ela não gostou, acho que falei algo sobre a política do distrito dela, eu não lembro ao certo, mas a única coisa que me lembro é que ela tramou contra mim e no final acabou me prendendo amarrada num armário.
Albertina, aparentemente nervosa, dá uma breve gargalhada e então diz:
— Ela deve estar confundido com a Mirella. Amelita, você sabe que não foi assim que aconteceu.
— É claro que foi assim que aconteceu. Você é uma prima distante, desconhecida, o que você sabe sobre a minha vida?
— Ela fica assim às vezes, S/N. Não se preocupe. Ela já me contou essa história mais de mil vezes — Albertina mais uma vez sorri — O que aconteceu foi que as duas gostavam do mesmo garoto e as duas pararam de se falar. Nada demais.
— Não foi isso, não — Ami fala.
— Bom, é normal isso acontecer na adolescência. Eu já vi algumas histórias também. Mas dona Ami, o pessoal que vive em Miríade ainda tem essa mesma visão que a senhora tem até hoje. Eu já estive lá algumas vezes pra visitar o bairro e também tem uma pessoa que estuda comigo que mora lá. Inclusive é uma das pessoas com quem eu tô trabalhando nessa pesquisa.
— Pois eu te aconselho a ficar o mais longe possível dessa pessoa. Os miridianos nunca são confiáveis — Albertina dispara.
— Allison é diferente. Não tem nada de anormal. Inclusive o pai é policial — você diz.
— Ótimo. Esse já é um combo perfeito. Com um pai policial fica fácil esconder as evidências — Ami fala.
— Não. O pai de Allison é do bem. Não tem essa história. Agora mudando de assunto e falando mais sobre os outros fundadores: pela história consta que quatro fundadores continuaram vivendo entre si em harmonia enquanto que Joel Miríade construiu uma espécie de cidade dentro de outra cidade. A gente pode ver que o bairro de Miríade é bem grande e privado. Só pessoas com autorização podem entrar. Eu já passei por isso e nas vezes que eu fui parecia que eu 'tava prestes a entrar numa prisão. Eles sempre tiveram esse cuidado desde antigamente?
— Sempre. O povo que vive lá é sempre muito reservado. Eles têm seu próprio método de vida, inclusive têm até escolas lá dentro. Pelo menos é o que dizem.
— É verdade — você afirma.
— O que eu sei é que sempre comentaram que em Miríade acontecem coisas suspeitas.
— Suspeitas como?
— Eles sempre foram conhecidos como o povo rebelde que gosta de quebrar regras. E também conhecidos como o povo que são anti-progresso. Ora, você não viu o protesto que um grupo fez no aeroporto outro dia contra o avanço da tecnologia na cidade? Aconteceu essa e outras vezes ao longo da história. Inúmeras vezes.
— Eles preferem que a cidade continue como antes, desde a sua fundação. Eles temem que o grande avanço possa afundar a cidade e suas tradições. Por isso eles são tão radicais.
— Radicais a ponto de torturarem pessoas? — você pergunta ao lembrar dos equipamentos que vira na noite em que visitara o bairro na companhia de Allison e Lavínia.
— Isso eu já não sei dizer, mas não me surpreendo se isso tivesse acontecido. Como você disse, apenas as pessoas autorizadas podem entrar no bairro, então se isso aconteceu foi como forma de proteção. Super normal na época.
— Como você garante que hoje ainda não possa ser mais assim? — Albertina questiona.
— Hoje o povo é mais evoluído. Isso aconteceu naquela época. Eles são um povo diferente mas você ainda acha que eles vão continuar assim? — dona Ami pergunta dando uma leve gargalhada.
— Eu não sei. Hoje em dia eu espero qualquer coisa de qualquer um.
Nesse momento você acaba de lembrar a respeito de uma outra ocasião que esteve no bairro. A vez que conheceu Palooma e sua finalidade de proteger o bairro lhe faz duvidar da afirmação feita por dona Ami. E quanto ao pequeno Tidles que Allisson lhe apresentou para informar a respeito de invasores na área? Isso não seria feito por qualquer motivo ou apenas para decorar. As próprias palavras de Palooma deram a entender perfeitamente o que acontece quando alguém não autorizado adentra o distrito. As punições ainda parecem válidas e ainda tem quem as pratique, mas o que pensar a respeito das torturas? Elas não são mais aplicadas nos dias de hoje já que os habitantes são mais evoluídos, certo?
— Ainda tem muita coisa que eu preciso pesquisar, mas o que a senhora tá me dizendo me faz pensar sobre algumas coisas — você declara — Agora, sobre os outros bairros, eles continuam aliados nos dias de hoje e Miríade ainda que distante parece menos ameaçador mesmo ainda com sua fama. Alguma coisa mudou com o passar do tempo?
— Mas é claro que sim. O tempo foi passando, foi evoluindo e as pessoas residentes de todos os bairros foram deixando de ser duras. Apesar das alas de Bergamotta, Gileón, Falaccia, Montreal, Fantini, Lutero e Miriade, é claro, terem suas diferenças algumas vezes ao longo da linha do tempo, as uniões que eles fizeram proporcionaram a paz e assim deixaram as intrigas de lado... pelo menos por um tempo — Ami diz.
— Isso, claro. Uma história me foi contada antes. Foi Allison que me contou se não me engano. Não existiam as dez alas antes, não é?
— Não. A ala de Salazar foi inaugurada pelas três primeiras alas mais ricas e também as que mais tinham sua forma de governar semelhantes, que foram a de Sara Bergamotta, Túlio Gileón e Minerva Falaccia. No meio tempo disso também teve outra união, polêmica e com controvérsias. Já tinham passado anos depois da divisão e todas as alas já estavam bem familiarizadas e cada uma delas com seus costumes também. As famílias foram crescendo e de repente teve uma espécie de "casamento proibido". A união foi de um membro da ala de Falaccia e Miríade, dando origem, assim, a mais uma ala: a de Alicia Kodak.
— Esse é o bairro que eu moro — você diz.
— Seu bairro tem sangue vermelho. Me admiro muito ser um bairro tranquilo e sem confusões — Albertina comenta, levantando-se do sofá — Eu vou olhar o musse.
— Aproveita e traz um pouco pra mim, criada — Ami ordena soltando um sorriso.
— Agora você vê, S/N, uma hora eu sou a prima distante que não sabe nada sobre a vida dela e agora eu já sou a criada. Daqui a pouco eu vou ser acorrentada nas pernas do sofá — Albertina brinca — Você quer um pouco, S/N?
— Um pouco. Pode ser — você responde.
— Você vai adorar o musse dela — Ami fala.
— Então, o surgimento de Kodak foi por causa da união de Miríade e Falaccia, mas também teve o surgimento de Dolahrey, não é? Ele foi criado somente pra alta sociedade, mas quem criou Dolahrey?
— Esse é um bairro à parte. Dolahrey nunca existiu na história de Nevinny e não tem nada a ver com a história da cidade. Esse bairro foi criado pelo governo da cidade, há quinze anos. Eu me lembro muito bem a época da inauguração. Disseram que seria o "ponto alto" da cidade, pra promover o nome de Nevinny e trazer de volta a alta economia da cidade. Lembro que falaram isso com todas as letras, mas só agora a cidade tá começando a ser conhecida e procurada desde o último evento que lançaram o táxi voador. Eu até agora não acredito que isso aconteceu, pra mim já é demais.
— Mas isso é legal, não é? — você diz — Lançar um veículo desse é bem inovador. Tá chamando muita atenção pra cidade. Só quero ver como vai ser quando isso estiver disponível pra todo mundo.
— Eu não vejo muita coisa positiva nsso, S/N. Essa uma mulher quase idosa e cheia de questões na minha cabeça. Eu já vi de tudo nessa vida, mas os trilhos que essa cidade tá seguindo... eu não sei, não me sinto muito segura.
Dona Ami diz fazendo uma nítida expressão de preocupação e assim, como se quisesse nada, espontaneamente você pergunta:
— A senhora sabe alguma coisa sobre os trilhos de trem?
— Trilhos de trem? Que trilhos? — ela pergunta sem entender.
Vendo que ela não sabe do que se trata pela sua expressão confusa, então você diz:
— Ah, nada. Eu acho que me confundi de pergunta.
— Eu acho que sim. Os trilhos que eu falo é sobre o rumo da cidade. Provavelmente você se confundiu — ela diz dando uma risada — Cadê a Albertina com esse musse de chocolate?
— Calma que eu já tô chegando.
Albertina chega na sala com uma bandeja com três potes pequenos com musse dentro. Polly, então, curiosa começa a pular em cima de Albertina quase fazendo-a derrubar a bandeja.
— Isso não é pra você, Polly. No seu pote eu coloquei leite e ração — Albertina diz — Agora, sobre que trilhos de trem S/N 'tava falando?
— Ah, nada. S/N apenas se confundiu. Isso deve ser outra história.
— É verdade. Eu confundi. Na verdade, agora eu quero falar sobre outro assunto. Quero saber como foi que a Albertina está e o que ela tá achando da cidade. E também saber sobre dona Ami. Como a senhora está?
Você joga essas perguntas a fim de trocar um pouco a temática da conversa e aliviar o clima de questionamentos que acabara de criar. A propósito desde que chegou só tem enchido dona Ami com perguntas a respeito da cidade sem nem perguntar direito como ela está.
Sendo assim, você aguarda pelas respostas ao mesmo tempo que devora o musse de chocolate com licor que Albertina fez que a propósito está uma delícia.
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