Os vizinhos dos Simpsons
2 Mary Silver
14 de agosto de 2015
Olá, meu nome é Mary, tenho 10 anos. Não gosto de falar sobre meu passado, tudo o que tenho a dizer é que vim de uma cidadela do interior, Liria City. Me mudei pra Springfield porque meus pais disseram que deveríamos viver num meio moderno.
Enquanto percorríamos o caminho de carro eu percebi coisas um tanto peculiares na cidade. Anna não se importou, Andy estava muito ocupado fazendo barulho e sujando o carro, e Charlie estava ao volante gritando com ele. Sim, esta é minha família.
O que vi? Um homem vestido de abelha, um lojista que parecia ter dez filhos, um palhaço se drogando e outras coisas.
Bem, talvez eu estivesse apenas muito cansada da viagem, pensei.
Chegamos à nossa nova casa pela manhã, por volta das dez.
Minha nova casa era bem bonita. Era branca e azul, uma cerca branca a rodeava. Duas colunas de mármore sustentavam o teto da frente. Até a caixa de correio era elegante, dourada e ornamentada com desenhos, como um pires antigo feito à mão.
Quando entrei percebi que era bem maior do que pensava. Oh não, limpar tudo isso não iria ser fácil...
Minha mãe? Ela não moveria um grão de poeira do lugar, a menos que estivesse procurando algo. Meu pai? De dia trabalho, de noite bar. O tempo que sobrava era gasto com meu irmão, sempre arrumando encrencas.
Charlie avisou que o caminhão ia vir com as coisas logo, nos apressou para que limpássemos a casa. Eu simplesmente passei o aspirador de pó em tudo, não ia gastar meu primeiro dia limpando. Assim que terminei o caminhão chegou, todos ajudamos a colocar as coisas no lugar, exceto Andy que ficou brincando pela casa.
Sim, a casa era muito bonita, mas não ia ficar assim por muito tempo. Logo haveria brinquedos e coisas da minha mãe espalhados pela casa.
Já havia passado da hora do almoço, eram três da tarde, mas não havíamos comido então Charlie e Anna saíram pra comprar algo pra comermos. Andy prontamente ligou o som no último volume e saiu pulando e dançando pela casa esbarrando e quebrando coisas pelo caminho.
Eu odeio quando ele faz isso.
Tive tempo de ir diminuir o som pra não causarmos uma má primeira impressão aos vizinhos quando a campainha tocou.
Andy estava gritando comigo porque desliguei o som, quebrando mais coisas pelo caminho e derrubando o sofá.
Fui furiosa até a porta dizendo a ele pra ficar quieto pra que eu atendesse a porta.
Cumprimentei as visitas e estava conversando com as duas crianças da família da casa ao lado da nossa quando Andy apareceu na porta, deu língua pras crianças e tornou a aumentar o som.
Dispensei as visitas e fui dar cabo do meu irmão.
Bem, não consegui, então fui pro quarto reorganizar minhas coisas.
Meia hora depois meus pais chegaram. Já sabia que eles iam chegar tarde.
A comida estava fria e ruim. Droga de primeiro dia.
Xxx
No dia seguinte acordei cedo. Tinha ido dormir cedo porque não tinha muita coisa pra fazer. Bem, ainda nem era de manhã e eu estava no mesmo tédio.
Avisei meus pais no dia anterior que as crianças dos vizinhos vieram nos entregar biscoitos e bolos como boas vindas, essa foi nossa janta. Charlie disse que iria ver se os visitava quando estivesse de folga. Anna disse que iria quando Charlie fosse. Andy pouco se importava.
Eram 5 da manhã quando me levantei. Arrumei minhas coisas e as de Andy para irmos à escola. Era nosso primeiro dia na escola primária de Springfield e era o primeiro dia de escola de Andy, não que ele se importasse muito.
Charlie comentou que havia contratado uma babá pra Andy e ela viria na próxima semana. Nunca me senti tão feliz em toda minha vida. Pra falar a verdade, nunca me senti muito feliz.
Quando todos acordaram eu já estava pronta. Era meu primeiro dia na escola e eu estava nervosa, não sabia o que esperar.
Quando o ônibus chegou, Andy ainda estava se arrumando, mas não esperei por ele. Talvez Charlie o levasse de carro.
Os vizinhos estavam saindo de casa quando me sentei no fundo do ônibus. Todos olharam pra mim se perguntando quem eu era. Eu disse oi e fiquei quieta. Estava muito nervosa. Bart e Lisa se sentaram na frente e não me viram, enquanto eu fiquei encarando a janela criando coragem pra quando eu chegasse na escola.
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