Os vampiros e o amor.
4 Namoradas.
P.O.V. Elijah.
Tem algo nela que me fascina. Katerina Gilbert Petrova, a mulher da minha vida.
Se eu não acreditava em almas gêmeas, isso mudou quando a conheci

Aqueles olhos negros brilhantes e penetrantes. Toda vez que olho pra eles me perco totalmente naquela imensidão, os cachos bem definidos e macios de seu cabelo, sua boquinha sempre pintada de vermelho vivo.
Acho que nunca em toda a minha existência desejei tanto uma mulher como desejo Katerina.
–O que foi Elijah?
–O que?
–Graças a Deus respondeu. Estava ficando preocupada.
Eu ri.
–Qual a graça?
–Sou um imortal de mil anos e ainda assim você se preocupa comigo.
–É. Afinal, acho que isso está afetando a sua cabeça de alguma forma. Ás vezes você tem esses apagões, parece que saiu do corpo ou algo assim, melhor passar no psiquiatra.
–Estou bem Katerina, não se preocupe.
–Tem certeza? Vai que está dando falha no seu sistema. O seu corpo pode ser imortal, mas a mente se esgota depois de um tempo.
–Já disse que te amo?
–Não.
–Te amo.
–Também te amo.
Começamos a trocar carinhos e logo estávamos fazendo amor. Foi diferente de tudo o que eu já senti, foi muito mais do que eu sonhei.
–Como se sente?
–Bem. E você?
–Estou ótimo. Tem certeza de que não se sente dolorida?
–Um pouco. Queima muito.
–Como assim?
–Parece que estou assada e tem uma leve dor, mas nada que seja insuportável.
Posso sentir o cheiro do sangue que saiu dela.
–Acho que vou tomar banho e passar uma pomada.
–Vai lá, vou trocar a roupa de cama.
–Porque?
–O cheiro.
–Meu Deus! Estou fedendo?
–Não. É o cheiro do sangue.
–Ah! Ta. Ainda bem.
Notei que ela andava com dificuldade, afinal deve ser doloroso para elas perder sua pureza.
P.O.V. Katerina.
Quando eu disse que não estava doendo muito, foi mentira. Puta merda, isso dói pra caralho!
–Ai! Que merda.
Decidi entrar na banheira com água morna e realmente ajudou. Lavei com cuidado e passei pomada anti-assadura, um tubo inteiro.
–Que droga.
Na hora de fazer xixi foi torturante.
Quando finalmente cheguei a cama, me sentei bem devagar e demorei pra achar uma posição confortável.
Felizmente Elijah não estava no quarto quando eu voltei. Eu nem consegui colocar calcinha de tão sensível que eu estava.
P.O.V. Elijah.
Quando retornei ao quarto ela estava deitada na cama de bruços com o lençol a cobrindo da cintura pra baixo apenas.
–Katerina?
–O que?
–Sente-se, trouxe o café.
–Não dá.
–Como assim?
–Tá doendo! Não consigo me sentar encima dela!
Ela estava chorando, percebi pelo seu tom de voz.
Minha pobre Katerina, não conseguia sentar-se por conta da dor.
–Você tem que se alimentar.
–Mas, eu não consigo!
Ajudei-a a sentar-se sob os travesseiros e notei que ela não usava nada para cobrir sua intimidade.
–E as roupas?
–Não consegui colocar, tá muito sensível.
–Tudo bem.
Felizmente com o passar das horas a dor foi aliviando e ela voltou ao normal.
P.O.V. Klaus.
Hoje foi a melhor noite da minha existência. Eu não era virgem nem nada, mas com ela foi especial.
–No que está pensando?
–Em como eu gostei de ontem.
–Que bom, porque eu também gostei. Muito mesmo.
–Caroline, você é o meu amor.
–E você o meu Klaus.
Nós estamos aqui, deitados na minha cama king size bem juntinhos. A cabeça dela sob o meu peito enquanto nos abraçamos pela cintura.
–Doeu muito?
–Não. Foi normal, uma pontada e depois acabou.
–Tem certeza?
–Tenho. Mas, estou acabada.
–Então durma love, vai precisar das suas forças.
–Eu te amo.
–Também te amo.
Só de pensar em ficar longe dela meu coração parece que vai explodir.
O que eu sinto por essa garota me apavora, afinal o amor é a maior fraqueza do vampiro e quando se ama uma pessoa tanto quanto eu a amo isso da a ela o poder de te destruir.
Ela é o meu amor e eu faria qualquer coisa, seria qualquer coisa por ela.
Semana que vem é aniversário das gêmeas e Caroline está totalmente focada em fazer a festa perfeita para as duas duplicatas que gentilmente concordaram em doar seu sangue para mim para que eu criasse meus híbridos.
Claro que tive que prometer que não mataria ninguém que elas amavam e nem a elas.
–Pare, estou começando a me sentir mal.
–Idem.
–Mas, já?
–Foram três bolsas Klaus! Tipo, uns vinte e cinco litros de sangue.
–Verdade amor, dá um tempinho pra elas se recuperarem.
–Além do mais hoje é a noite das garotas e vamos sair pra dançar.
Senti o monstro do ciúme se apossar de mim.
–Vocês não devem sair por ai sozinhas.
–E porque não?
–Existem muitos marginais andando por ai esperando donzelas indefesas para atacar.
–Ai Klaus, vamos ficar bem.
–Vamos, ainda temos que pegar a Bonnie.
–Bonnie? Bonnie Bennett?
–É. Porque?
–Parece que essa cidade é mesmo um imã sobrenatural.
–Porque diz isso?
–A sua amiga é uma bruxa.
–É, o que? Como assim a Bonnie é uma bruxa?
–A ancestral da sua amiga foi quem me jogou a maldição que trancou meu lado lobisomem.
–Espera. Como assim maldição? Igual a minha?
–A sua?
–Isso. Quando eu estava no jardim de infância a Bonnie e eu brigamos porque eu ganhei o papel de bela adormecida na peça e ela me jogou uma praga.
–Que praga?
–A mesma praga da história. Igualzinho.
–Quando você faz dezesseis Caroline?
–Amanhã.
–Mas, não temos mais rocas.
–Temos agulhas. Ela disse que eu espetaria o meu dedo e ponto.
–Você vai morrer?
–Não. Dormir.
–Vamos dar um jeito amor. Eu prometo.
–Enquanto eu dormir, não vou envelhecer.
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