Os vampiros e o amor.
5 A maldição se concretiza.
P.O.V. Caroline.
Estamos na festa quando eu começo a ouvir alguém sussurrando o meu nome.
–Caroline. Caroline.
Eu sabia que não devia ir, mas algo me obrigava. Nem percebi, mas estava andando pra fora da casa.

–Caroline? Onde está indo?
–Eu não sei. Me ajuda.
P.O.V. Bonnie.
Me arrependo de ter jogado a praga na Caroline, eu não sabia que eu era bruxa na época.
–Bonnie! Bonnie!
–O que foi?
–Algo tá errado com a Caroline.
–Meu Deus! É a praga!
Nós corremos, mas quando chegamos já era tarde. Ela espetou o dedo na roseira da minha avó e está inconsciente no gramado.
–Vovó! Vovó!
–O que... Meu Deus querida. O que você fez?
–Me desculpe. Me perdoa Care, eu não queria que isso acontecesse.
P.O.V. Klaus.
Fui ao banheiro e quando voltei ela tinha sumido.
–Caroline!
Vi um amontoado de gente no jardim e corri pra lá. Eu a encontrei adormecida, ela parecia estar em paz.
–O que houve?
–A maldição.
–Então ela vai ficar assim para sempre?
–Não. O antídoto é o mesmo.
Assim que a beijei ela recuperou a consciência.
–Oi.
–Oi.
–Que droga! Estou com mato no cabelo.
–É, ela está de volta.
Tive que ajudá-la a se levantar por causa do vestido.
Felizmente nos divertimos muito e voltamos pra casa tarde da noite. Bem tarde mesmo, quando ela deitou na cama capotou.
Ela até roncou.
P.O.V. Elijah.
Estou preocupado com Katerina. Acho que está doente, come demasiadamente e coloca tudo pra fora, além disso dorme longos períodos de tempo ininterruptamente e não há ninguém que a consiga acordar.
Vou perguntar a Elena, talvez ela saiba.
Contei sobre o que estava acontecendo e ela tranquilamente respondeu:
–Não se preocupe Elijah. A Kate tem Síndrome de Kleine-Levin, ou a doença da Bela Adormecida. Foi diagnosticada ano passado.
–Então ela vai ficar bem?
–Vai. Mas, é melhor irmos ao supermercado porque quando ela acorda das crises come tudo o que aparece na frente.
Realmente ao acordar ela não falou com ninguém até ter comido tudo o que compramos no supermercado.
–Melhor?
–Sim. Obrigado.
–Sabe, essa é parte que eu mais odeio.
–Porque?
–Fico estufada e ás vezes até vomito, mas eu não consigo resistir.
É compreensível afinal ela dormiu por um mês inteiro e o corpo sente falta do alimento.
Agora Katerina está com a corda toda. Simplesmente não consegue ficar parada.
–É um efeito colateral das crises Elijah. Ela vai ficar assim durante um bom tempo.
–Quanto tempo?
–É um mistério. Da última vez ela levou seis semanas e meia pra sossegar.
–Seis semanas e meia?!
–Isso. O período de tempo mais curto que ela ficou assim foram 3 semanas.
P.O.V. Katerina.
É como uma descarga de adrenalina contínua. O excesso de energia me deixa louquinha, não consigo ficar parada literalmente.
Não durmo, nem ao menos sento.
Mas, desenvolvi algumas técnicas para acelerar o processo de liberação dessa energia.
Corridas, caminhadas, academia, aula de dança. Faço tudo isso até voltar ao normal.
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