Os vampiros e o amor.
6 A morte dentro de mim.
P.O.V. Elena.
A minha gêmea está catatônica a semanas e quando finalmente falou tudo o que ela disse foi:
–Eu vou ter um bebê.
–Um bebê?
–Ele vai me matar Elena. Vai sugar tudo de mim e morreremos os dois.
–Quem vai sugar tudo de você?
–Elena! Elijah é um vampiro e o meu bebê é filho dele!
–Oh, Meu Deus!
–Eu vou morrer.
–Tenta não se desesperar, vamos dar um jeito de salvar vocês.
Enquanto falava eu já estava catando minha bolsa e o casaco para sair.
Corri até a casa deles e como eram quatro horas da manhã a Rebekah atendeu a porta com bobes no cabelo, máscara facial e roupão.
–O que foi Katerina?
–Sou a Elena, mas preciso que acorde o Elijah. É importante.
–É bom que seja. Entra.
–Com licença.
Subimos até o quarto do Elijah e a Becca o acordou com muita delicadeza.
Ligou a luz na cara dele.
–Tadinho Becca. Não dava só pra cutucar ele.
–Mas, se eu fizesse isso faltaria com os meus deveres de irmã mais nova.
–O que houve?
–Acho que você engravidou a minha gêmea.
–O que?!
–Você me ouviu. Não sei como, mas pelo estado de saúde da Kate, com certeza você é o pai.
–Estado de Saúde?
–A coisa tá matando ela.
–Quanto tempo de gestação?
–Não sei. Acho que algumas semanas apenas.
P.O.V. Elijah.
Quando cheguei a casa delas Katerina estava sentada na sala de estar e realmente estava muito mal.

–Oi. To feliz que veio.
A voz dela estava rouca. Fraca.
–Meu Deus! Você tem que tirar essa coisa.
–Não chame o nosso bebê de coisa!
–Elijah, o estresse a deixa pior.
–Desculpe.
–Hora do jantar. Felizmente a Meridith mandou um bom estoque desta vez.
Elena vem segurando um copo. O modo como o segurava era como se tivesse nojo do conteúdo.
–Toma. Eca! Como consegue beber isso Kate? Que nojo.
–Nem é tão ruim assim.
Ela começou a beber e vi um líquido vermelho e viscoso passar pelo canudo.
–O que é isso?
–Comida de vampiro.
–Sangue?
–Isso. A coisa estava com sede.
No segundo em que ela começou a beber sua cor voltou e ela ficou melhor.
–Mais.
–Dá.
Três copos de sangue cheios ela conseguiu beber e o copo era grande.
–Que tal darmos comida pra mamãe agora?
–Sim.
–Vou fazer o seu prato e você coma viu?
–Tá.
Ela comeu um prato de salada, arroz, feijão e bife mal passado.
–Vamos pra cama tá bem?
–Tá.
Katerina foi apoiada na irmã e quando chegaram ao quarto ela estava totalmente sem ar.
–Melhor ligar pro Jer. Ele vem ajudar a gente.
–Quem é esse?
–Nosso irmão adotivo. Ele é casado com uma moça chamada Anabel. Ana.
–Anabel? Algum parentesco com Pearl Zhu?
–É a mãe dela.
–Seu irmão casou com uma vampira.
–O que?
–Isso mesmo.
–Nossa!
–Posso passar a noite aqui?
–Claro. Á vontade.
Minha pobre Katerina, se eu ao menos soubesse que isso aconteceria nunca teria feito amor com ela sem proteção, mas agora é tarde.
–Ágata.
–O que?
–Eu gosto de Ágata. Se for menina vai chamar assim.
–E se for menino?
–Não sei. Escolhe você Elijah.
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