Os vampiros e o amor.
1 Capítulo 1: Mystic Falls.
Notas iniciais
P.O.V. Rebekah.
Não sei porque Elijah nos arrastou pra essa cidadezinha nojenta. Aqui não tem shopping, nem boates e nem nada de legal pra fazer o melhor lugar que tem aqui é o Grill.
Um garçom super gostoso vem me atender.
—Olá senhorita, em que posso ajudar?(Matt)
—Eu quero uma coca-cola e um hambúrguer.(Becca)
—É pra já.(Matt)
P.O.V. Matt.
Fiquei surpreso quando a moça pediu hambúrguer com refrigerante, afinal as moças sempre pedem salada sem molho e suco natural. Elas tem essa obscessão com a magreza
—Prontinho.(Matt)
—Qual o seu nome?(Becca)
—Matt Donovan.
—Rebekah Mikaelson.
—Nome diferente. Gostei.(Matt)
Ela era a garota mais gata que eu já vi.
—Se quiser posso te mostrar a cidade.(Matt)
—E tem mais alguma coisa pra fazer aqui?(Becca)
—Tem. Se souber onde achar.(Matt)
—Onde fica?(Becca)
—Meu turno acaba daqui a dez minutos, espero você acabar de comer e nós vamos.(Matt)
P.O.V. Rebekah.
Ele me levou para um lago lindo no meio do nada.
—Gostou?(Matt)
—É lindo.(Becca)
—Nos fins de semana quando faz sol e nas férias de verão isso aqui fica cheio de gente.(Matt)
—Segundo a lenda esse lago é guardado por uma sereia e se você jogar alguma coisa no lago a sereia te puxa pra baixo e te afoga.(Matt)
—E acredita nisso?(Becca)
—Acredito. O meu colega jogou uma garrafa no lago e quando entrou pra nadar foi puxado pra baixo, felizmente ele sobreviveu e disse que viu o rosto da sereia que o empurrou pro fundo.(Matt)
Sereias, quem diria.
—Sabe, dizem que as sereias são atraídas pela música.(Becca)
—Acha que se cantarmos ela vem?(Matt)
—É possível.B
Cantamos e quando estávamos quase desistindo algo se move na água.
—Olha, ali.B
—Eu vi.M
A sereia lentamente colocou a cabeça pra fora d'água.
—Sabe falar?M
—Sei.(Artemísia)
—Era você quem estava cantando? É você meu marujo alegre e bom?A
—Sim, sou eu mesmo.M
—Cuidado Matt. Ela pode ser do mal.B
—E porque ela seria do mal?M
—É uma criatura do mar fictícia, elas podem ser do mal.B
—Não somos fictícias, somos discretas. Hum.A
Ela nadou pra perto.
—Eu nunca fiquei tão perto de humano antes.A
—Afogou meu amigo.M
—Ele sujou a minha casa. Só por diversão.A
Matt encarava a cauda brilhante da sereia.
—O que foi?A
—Nada.M
—Está olhando a minha cauda.A
—Ela é bonita.M
—Você quer... tocar nela?A
—Tá.M
Ele tocou a cauda.
—Ai! É viscoso!M
—Obrigado. Passo algas três vezes ao dia.A
Ela deu um salto que nos permitiu ver seu corpo todo.
—Nossa!B e M
—Obrigado.A
—Qual o seu nome?B
—Artemísia.A
—Artemísia? Isso é grego?M
—Sim.A
—Matt, melhor irmos. Já está anoitecendo.B
—Ela tem razão. Durante a noite aqui criaturas que povoam os pesadelos saem pra passear, não é mesmo Rebekah?A
—Isso. Vamos.B
—Voltem quando quiserem.A
—Tchau.M e B
—Adeus.A
A sereia submergiu. Ela sabia o que eu era, a pergunta é como?
Tenho que descobrir mais sobre Artemísia. Aposto que nos registros da cidade devem existir algo sobre isso.
Dito e feito. Segundo os livros e diários as sereias moravam aqui muito antes dos seres humanos chegarem o que quer dizer que ela já me conheceu antes de eu ser vampira.
Acho que sereias são imortais, como eu.
Com o tempo Matt e eu fomos fazendo amizade com ela, embora ela ainda ficasse um pouco mais afastada quando eu estava lá. Segundo ele quando vem sozinho Artemísia se aproximava a ponto de ficar apoiada na beira da ponte.
—Porque quando a Becca vem você não fica perto?M
—Ela sabe o porque e em breve você também saberá. Esse segredo não é meu, não cabe a mim contar.A
—Segredo? Que segredo?M
—Ele não é meu. Não cabe a mim contar, mas ela sabe o porque de eu manter distância, ela é tão predadora quanto eu.A
—Você morre?B
—Não. Mas, preciso de mais do que você pra viver.A
—De que precisa?B
—Não direi. Sinto muito.A
—Tem mais sereias ai?M
—Sim. Somos irmãs, nunca estamos sozinhas. Não fui eu que matei o seu amigo, foi a Aquamarine.A
—Gostaria de conhecê-la.M
—Por favor, tampem os ouvidos.A
—Porque?M
—A nossa língua é bem mais aguda. Para ser ouvida e carregada pela água.A
—Carregada?B
—Como a dos golfinhos por exemplo. Pode estourar os tímpanos humanos.A
Tampamos os ouvidos e mesmo assim consegui ouvir as palavras estranhas e agudas.
Então milhares delas começaram a emergir e a nadar em nossa direção. Até estarmos cercados.
—Irmãs, lembram se da nossa amiga?A
—A Mikaelson. A filha de Ester, filha das trevas.S
—Não diga isso! Ela é igual a nós, a evolução.Tamara.
—Você não muda não é Serena.A
—Que foi? Eu namorei o irmão dela e ele adorou.S
—Qual deles?B
—O moreno. Ele é uma delícia. S
—Serena!A
A sereia começou a gargalhar. Notei que todas elas de tempos em tempos afundavam.
—Porque afundar?M
—Nos tempos antigos, os marinheiros nos torturavam por nossas lágrimas. Nos amarravam, só metade na água. Não basta para viver, mas é o suficiente para tornar a morte lenta.A
—Éramos largadas para morrer e secar ao sol.S
—Que crueldade.M
—Se acha os humanos cruéis rapaz, os originais são piores principalmente o híbrido Klaus.S
—Carinhosamente apelidado pela irmãzinha de Nik. S
—Por onde passam eles deixam um rastro de corpos drenados, tristeza e morte.S
—Eles não estão entre os vivos por tanto não podem morrer, mas também não estão mortos. Ela reanimou os corpos, mas as almas já se mudaram e isso ao seu lado é o que sobrou.S
—Ela quem?M
—Chega! Serena, não é da nossa conta!A
—O Menino tem o direito de saber onde está se metendo!S
—Tem, mas não cabe a nós contar!A
—Porque querem as suas lágrimas?
—Existe um lugar aqui nessa cidade, a fonte da juventude. Mas, não basta beber a água há um ritual profano que deve ser realizado.
—Que ritual?
—Vai precisar de algumas coisas.
—De que?
—Dois cálices de prata do navio de Ponce de Leon, a lágrima cintilante de uma sereia e a água da fonte.
—E depois?
—Com essas coisas você pode tirar todos os anos de vida de alguém.
—O que? E a imortalidade?
—Só a morte paga a vida. Além do mais, ninguém nunca mais vai conseguir realizar o ritual.
—Porque não?
—Os cálices estão conosco e nenhum humano que tentou pegá-los sobreviveu.
—Porque isso?
—Será que ouviu a história rapaz?! Meu povo era assassinado para coletar lágrimas!
—Lamento.
—Eu também. Todos os dias durante séculos eu tinha que ir até as piscinas para salvar uma de minhas irmãs da morte ou resgatar seu corpo inerte.
Foi triste ouvir aquilo. Mas ela não chorou.

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