Os vampiros e o amor.
2 Caroline Anne Forbes.
Notas iniciais
P.O.V. Klaus.
Estava andando pelo centro da cidade quando uma garota loira que falava ao celular esbarra em mim.
–Desculpe. Eu machuquei você?
–Não. Não se preocupe.
–Então tá. Tchau, desculpa mesmo.
Aqueles olhos azul-esverdeados ficariam na minha cabeça o resto do dia.
Continuei caminhando a procura da minha irmã e quando ela finalmente apareceu estava acompanhada de um humano qualquer.
–Tchau Matt, foi muito legal.
–Tchau Rebekah. Adorei ter te conhecido.
–Também gostei de te conhecer.
–Preparando o jantar?
–Deixa ele em paz Nik!
–Rebekah, somos vampiros. Não nos importamos.
–Não Nik, você não se importa. Mas eu e Lijah sim.
–O amor é a fraqueza do vampiro.
–E daí? Não pretendo passar a eternidade sozinha.
Ouço alguém cantando.
A moça desligada passa do outro lado da rua saltitando e cantando.
Ela entra numa loja qualquer.
–Com licença.
–Nik! Nik! Niklaus!
Ignorei a Rebekah e entrei na loja atrás da moça.
Encontrei-a olhando uma arara de vestidos.
–Oi.
–Oi. Você é o rapaz da rua não é? Com quem eu trombei?
–Sim. Sou eu.
–Olha, se veio tirar satisfações eu já pedi desculpas e disse que foi sem querer.
–Não vim aqui brigar. Vim me apresentar.
–Então, se apresente.
–Sou Klaus Mikaelson.
–Caroline Anne Forbes.
–Porque não vamos caminhar um pouco?
–Acho melhor não. Eu estou indo pra casa.
–Posso te acompanhar.
–Claro.
–Então Caroline, o que você gosta de fazer?
–Compras, ir ao lago da sereia quando tem sol, ir ao Grill com as minhas amigas.
Ela era uma garota fascinante. Estava sempre contente, saltitante era tão bonita que parece até uma fada.
Os vestidos dela sempre floridos e rodados, usando sapatilhas ou sapatos de salto alto.
–Porque se chama lago da sereia?
–Porque tem uma lenda que diz que uma sereia mora lá e é a guardiã do lago. Ela afoga quem joga sujeira lá.
–Acredita nisso?
–Sim. Afinal, só porque não podemos ver não quer dizer que não esteja lá.
–Verdade.
–O que disse?
–Verdade.
–Estranho. Geralmente as pessoas dizem que eu sou louca, você acha que eu sou louca?
–Não eu acho que você está certa.
Ela deu um sorriso lindo.
–Gostei de você.
–Ótimo. Porque eu também gostei de você.
–Bom, essa é a minha casa. Tchau, gostei de conhecer você senhor Mikaelson.
–Também gostei de conhecer você senhorita Forbes.
Ela entrou na casa gritando:
–Mãe cheguei!
Tive que rir.
P.O.V. Elijah.
Hoje conheci duas duplicatas Petrova, gêmeas.
Mas, uma me chamou a atenção por sua personalidade forte.
–Ei, tá olhando o que?!(Katerina)
–Nada.(Elijah)
–Ta chamando a gente de nada?!(Katerina)
–Não, eu só estava olhando.(Elijah)
–Então admite que tava me olhando? Peraí, vou mostrar uma coisa aqui pra você olhar.(Katerina)
Ela tirou os brincos de argola, colocou os cabelos pra trás e arregaçou as mangas.
–Espera, vai me bater só poque eu olhei pra você?(Elijah)
–O que? Você acha que pode olhar pra mim e pronto?(Katerina)
–Espera Katerina! Ele é novato aqui, ele não sabe o esquema.(Elena)
–Tem razão ele é muito engomadinho pra morar aqui.(Katerina)
–Olha moço, você pode dar uma olhada e sorrir, mas se ficar encarando ou fizer assim.(Elena)
Ela mexeu o pescoço.
–Ou assim.(Elena)
Mexeu de outro jeito.
–É falta de respeito.(Elena)
–E ai te pegam.(Elena)
–Entendeu chico?(Katerina)
–Sim senhorita.(Elijah)
–Ótimo.(Katerina)
–Desculpe pela minha irmã. Ela é esquentada.
–Não sou esquentada nada!
–Viu?
–Tudo bem senhorita.
–Elena. Eu sou Elena Gilbert Petrova e ela é a Katerina Gilbert Petrova.
–É um prazer. Eu sou Elijah Mikaelson.
–Prazer. Vamos Kate, ou a mamãe vai ficar brava.
–Tchau. Foi mal ai, por implicar com você.
–Sem problemas.
–Prazer conhecê-lo.
–Igualmente.
As duas tinham o mesmo rosto, mas eram totalmente diferentes.
Elena estava usando uma roupa totalmente fofa e Katerina usava uma calça e top de couro tratado, mascava chicletes, os sapatos de salto preto, maquiagem carregada e cabelos cacheados de uma maneira bem diferente.
Além dos badulaques pendurados no cinto dela e as mechas roxas no cabelo.
–Katerina! O que eu falei sobre mascar chicletes antes do jantar? Faz mal ao estômago!
–Ai mãe! Como você é chata!
–Cuspa!
Comecei a rir. Algumas coisas nunca mudam.
Quando cheguei em casa todos estavam lá.
–O que aconteceu irmão?(Klaus)
–Nada.(Elijah)
–Isso não é um nada. Está todo sorridente.(Rebekah)
–Assim como vocês.(Elijah)
–Quem começa?(Rebekah)
–Primeiro as damas.
–Eu conheci um cara. O nome dele é Matt Donovan, ele me levou pra um lago e nós vimos a sereia que mora lá.(Rebekah)
–Sereia? Então a lenda é verdadeira?(Klaus)
–Sim. O nome dela é Artemísia.(Rebekah)
–Sua vez Niklaus.(Elijah)
–Também conheci uma pessoa. O nome dela é Caroline Anne Forbes, ela é tão doce, tão linda parece até uma fada.
–Minha vez. O nome dela é Katerina Gilbert Petrova, ela tem um gênio difícil e tentou bater em mim, me chamou de engomadinho.
–Isso deve ter sido engraçado.
–Ela é uma duplicata?
–Sim, Niklaus ela e a irmã. Mas, as duas não sabem disso.
–Ótimo. Assim vou ter sangue o suficiente para criar muitos híbridos.
–Mais? Eu já acho muito esses que rondam a casa noite e dia.
–Não seja chata Rebekah.
–Eu que sou chata? Eles não deixam a gente em paz, sabe como é difícil conseguir dormir com esses híbridos andando de um lado pro outro?
–Sei de uma coisa que fará você dormir como um bebê.
–Você não faria isso comigo. Faria? Claro que faria.
–A promessa que fizemos não significa nada pra você! Nós juramos lealdade a você, mas você também jurou ser leal a nós!
–Calma Rebekah.
–Eu não quero me acalmar Elijah! Ele acaba de dizer que usaria a adaga em mim! De novo!
–Deixa ela extravasar.
Depois de uma hora a raiva de minha irmã finalmente se foi.
–Melhorou?
–Sim.
Nunca tinha visto Rebekah tão irritada.

Fale com o autor