Notas iniciais
Lady: gente, tÁ MUITO FOFO mds, desculpem-me pelo atraso, mas é que estou com uns probleminhas pessoais e demorou pra eu pegar nos textos e começar a editá-los. o capítulo de lover game está por vir, viu? beijinhos, chimichangas, namárië! ♥

– Aqui é lindo! – Exclamou Bilbo, ao lado de um carrancudo Dwalin. Estavam em uma movimentada rua de Dale, cidade localizada entre a Montanha Solitária e Long Lake. Infelizmente, durante a jornada do pequeno hobbit a Erebor, não cruzaram pela a cidade, tomaram um desvio de modo que mirara a recém-construída cidade por cima de montes rochosos. Aquela era a primeira vez que a visitava... Estava realmente ansioso para conhecê-la.

– É só uma cidade dos homens... Não tem nada de especial se comparada a Erebor. – Resmungou o anão, ganhando um olhar desaprovador do segundo rei – E cubra o seu rosto com o capuz! Eu não entendo... Como Thorin permitiu que participasse desta visita a cidade de Dale? Ainda mais sem uma comitiva de segurança e com esses disfarces... Isso é muito estranho por parte dele.

Fili lançou um olhar nervoso para o seu tio, que apenas deu um sorriso enigmático.

– Por Mahal! Ele não sabe, não é? Você... Vocês dois... Oh! Eu estou morto! –Dwalin começou a hiperventilar.

Fili entendia completamente o que o guarda anão estava sentindo. O plano que Lord Elrond lhes explicou dias atrás parecia ser bom; lógico que o príncipe anão, de imediato, queria pô-lo em prática. Todavia, Thorin achou muito arriscado e queria pensar melhor no assunto, mas esse ato de pensar já durou mais de três dias. Enquanto isso, Legolas estava trancafiado em Mirkwood... Não podia permanecer apenas observando, tinha que agir. Pelo visto, não era o único que tinha a mesma opinião. Bilbo também estava impaciente e extremamente irritado com a relutância do marido e logo resolveu pôr em prática o plano de uma forma... Digamos... Um pouco secreta demais. Fili temia imensamente por sua vida caso fossem descobertos por seu tio. A fúria do primeiro rei de Erebor seria bem maior que a de mil Smaugs!

– Ora, se acalme. Ele nem irá perceber que saímos, seremos rápidos e logo retornaremos a casa.

– M-mas e a sua segurança?! V-você é o segundo re... – Dwalin foi calado pela a mão do hobbit.

– Não, meu caro, sou apenas um hobbit. Entende por que não queria uma comitiva e por que queria esconder minha identidade? Isso é a maior segurança: o anonimato.

– M-mas...Mas... – O anão mais velho ainda não estava totalmente convencido – Se algo acontecer...

– Ora, não se preocupe. – Bilbo levantou um pouco a capa de sua vestimenta para mostrar o cabo da sua espada – Eu sei me proteger.

– Por Valar! Isso é uma loucura!

– Se acalme, Dwalin. Tio Bilbo está certo; iremos ser rápidos, falaremos com Bard e regressaremos a Erebor antes que tio Thorin termine com sua reunião do conselho. – Tentou tranquilizar, Fili.

– E Frerin? Esqueceu dele? – Rosnou o anão para o seu rei, num último apelo.

– Drogo e Kili estão cuidando dele. Pensas que sou um pai relapso?

– Bem, deixar seu filho recém-nascido com Kili seria sinal de descaso... — Resmungou o anão, bufando.

– O que disse, mestre Fundin?!

“Uh-oh! Tio Bilbo está começando assumir a postura está na hora da bronca!” Pensou o príncipe anão em desespero, conhecia muito bem aquela dita postura, mãos na cintura e o pé grande de hobbit batendo no chão. Se não interrompesse agora chamariam muita atenção... Bilbo não se continha quando era para dar uma lição de moral.

– Pessoal... Não podemos parar para ficar discutindo. Quanto mais tempo perdemos nisso, maior será a possibilidade de tio Thorin descobrir o que realmente está acontecendo.

Dwalin bufou, contrariado. Bilbo apenas cruzou os braços diante do peito.

– Eu só não entendo uma coisa: por que Bilbo teve de vir conosco? Podíamos falar com Bard sem a presença dele!

– Pelo contrário, meu caro mestre anão, vocês precisam de mim, sim. Sou amigo de Bard e tenho certeza que ele estará mais aberto a falar comigo que com anões cabeças-duras. Lembre-se que o que iremos pedir a ele não é só informação – é também ajuda; lógico que tenho de ser o intermediário.

– Você é amigo dele? Desde quando? – Dwalin parecia decrescente daquela afirmação.

– Bard sempre visita Erebor para tratar de negócios — você sabe muito bem que entre Dale e Erebor existem diversos tratados comerciais -, mas as reuniões entre os dois líderes nem sempre são tranquilas. Bem, digamos que Thorin pode ser bastante muquirana em relação a aspectos, logo, ambos não querem ceder a nenhuma proposta que lhes pareça desvantajosa para o seu reino. Já deve imaginar como esses dois reis extremamente responsáveis e mil vezes mais cabeças-duras discutem... Logo, para evitar que uma guerra entre homens e anões se inicie, Balin sugeriu a minha presença. De certa forma, eu já estou acostumado em ser o pacificador de ânimos, já que estou sempre presente na reunião com os elfos de Mirkwood — e só Yavanna sabe o quanto esses encontros são tensos -, assim, ampliar a minha presença nos negócios de Erebor além de me alegrar, pois me sinto útil exercendo minha função de segundo rei, me traz a oportunidade de conhecer indivíduos fantásticos. Eu e Bard, por exemplo, compartilhamos gostos em comum: culinária e agricultura. Por ter perdido a esposa muito cedo, ele teve de aprender as habilidades ditas femininas para cuidar de seus três filhos e acabou por apreciar cozinhar; sempre trocamos receitas ao fim das reuniões e eu lhe dou amostras de minha comida para levar as suas crianças. Já a agricultura lhe interessa para fins mais profissionais, pois Dale ainda está se reerguendo das ruínas deixadas pelo dragão e as planícies estão começando a ser cultivadas para suprir as necessidades da população humana crescente, desta forma, ele sempre me pede conselhos sobre que grãos seria melhor plantar tendo em vista estação...

Fili deu um meio sorriso — aqueles argumentos não deixavam margens de dúvida. Bilbo era necessário, e Bard iria ouvi-lo.

– Que seja... — Resmungou Dwalin, aceitando de contragosto a situação – Vamos logo falar com esse tal rei Bard. Não sei quanto a vocês, mas não pretendo encarar a ira de Thorin sozinho!

– Como és dramático, ninguém irá sofrer com a ira de ninguém. Vamos parar de ficar choramingando, temos que encontrar a sede do governo de Valle. Vamos, vamos! Menos conversa e mais ação! – Disse o segundo rei já começando a andar, sendo seguido pelos dois anões.

TKATC

– Aqui está! Biscoitos com gotas de chocolate recém-saídos do forno! – Anunciou Drogo, colocando a travessa de metal com os ditos biscoitos sobre a mesa.

– Eba! – Gimli logo os atacou, mas foi surpreendido com uma colherada em sua mão – Ai! – Choramingou massageando a área machucada.

– Estão quentes. Espere pelo menos que esfriem para poder comer.

– Mas... Estou com fome! – O suposto guarda real de Frerin fez um grande biquinho. Drogo rolou os olhos, não iria cair no truque do “eu sou fofo, por favor, me alimente”.

– Eu também estou com fome! – O hobbit não se surpreendeu ao ver Kili aplicando o mesmo método que Gimli. O príncipe anão estava embalando Frerin em seus braços, e o bebê chupava o dedão de sua mãozinha avidamente, talvez indicando que também estivesse com fome.

– Pois nenhum dos dois irá comer; não enquanto estiver quente! Sejam um pouco mais pacientes... Os biscoitos não irão fugir. – Lançou um olhar severo a Kili, que ao menos deveria se portar como um adulto e não como mais uma criança. O príncipe anão, por sua vez, piscou malandro — parecia se divertir com a irritação do hobbit.

Drogo soltou um grande suspiro. Estavam no quarto dos reis de Erebor exercendo sua função no plano “secreto” de Bilbo — ou seja, sendo babás de Frerin II. Não era uma tarefa tão difícil, já que nos últimos dias era isso que Drogo e Kili estavam fazendo, logo, estavam habituados com o príncipe bebê, contudo havia um adicional... Teriam que distrair Thorin caso este acabasse a reunião mais cedo que o previsto. E era isso que deixava o pequeno hobbit nervoso. Não que temesse o rei anão, a verdade era que não sabia como agir diante do marido de Bilbo... Desde que chegara a Erebor não trocava mais que algumas palavras (na maioria monossílabas) com o primeiro rei. Certo, talvez sentisse um pouco de medo; mas como não o sentir quando Thorin lançava o seu olhar mortal?

O hobbit tentou não pensar sobre o assunto — aliás, parecia ser o único preocupado, já que Kili detinha um sorriso bobo e constante nos lábios.

– O que foi? – Perguntou, levemente irritado – Por que tanto sorri?

– Ora, estou feliz... Não deixo de imaginar umas coisas.

– Que coisas? – Agora Drogo estava desconfiado.

– Nós e nosso futuro. – Falou firmemente e resoluto.

O jovem Bolseiro pôde sentir suas bochechas esquentarem, sinal que ruborizava fortemente.

– Não seja tolo... — Resmungou, mas sua voz estava fraca, o que demonstrava que não estava, de fato, bravo e sim meio embaraçado.

– Fico imaginando como seremos daqui a alguns anos. Casados e você fazendo scones para mim — e quem sabe um filho. – Disse isso embalando Frerin em seus braços, quase alheio ao olhar que o hobbit lançava para si.

O coração de Drogo parecia querer explodir, de tão rápido que batia em seu peito. Não podia negar que a situação doméstica em que se encontravam deixava espaço para aquele tipo de fantasia... Será que eles seriam tal como Bilbo e Thorin? Talvez não tão iguais, tendo em vista que Kili nunca seria parecido com o tio, pelo menos em termos de personalidade, contudo fisicamente eram semelhantes... Algo que até apreciava, já que não podia negar que Thorin, apesar da pose mal-humorada, era bastante bonito. E um filho? De fato, às vezes se esquecia que também era um Breeder... Poderia gerar um filho!

– A-acho que falei demais, não é? – Disse, meio envergonhado, o príncipe anão.

– N-não... A verdade é que você sempre fala demais...

– Ei! – Quis se defender, mas Drogo o ignorou e continuou a falar.

–... Já estou acostumado com isso. Às vezes, acho que não pensas antes de se expressar, por exemplo... Com essas fantasias sobre o futuro, você tem noção de que meio que me pediu em casamento, não é?

– Hã? T-te pedi? Digo... Er... Lógico que planejo me casar com você... Mas, não agora... Em breve... Todavia, não tão breve assim...Quero dizer...

Drogo não pode resistir e caminhou até o já totalmente atrapalhado Kili, dando-lhe um beijo nos lábios, calando o seu tagarelar que há muito não tinha nenhum sentido.

– Eca! – Reclamou Gimli – Beijo é nojento!

O casal ignorou as lamúrias da criança.

– Também planejo me casar com você... Não agora, óbvio. – Murmurou Drogo, ainda com os lábios próximos do seu amado anão – Eu te amo, Kili... E desejo, sim, construir um futuro com você nele.

– Oh. — O anão mais velho parecia em estado de choque, como se ainda estivesse digerindo as palavras que lhe foram ditas, apesar de já saber que, em tese, elas já existiam.

– Mas, vou desconsiderar esse “pedido de casamento”, tendo em vista que não iremos nos casar agora e, além do mais, foi um pedido sem nenhum pingo de romance! – Continuou, se afastando um pouco para observar o rosto rubro e ainda surpreso de seu príncipe.

– Oh! Tem razão... O pedido deve ser feito de uma forma perfeita! – Falou animado, claramente estava já planejando como seria o pedido, de modo que Drogo teve que sorrir com o seu entusiasmo. Ora, a relação que tinha com Kili não era superficial... Confiava no anão e ele foi um dos motivos para que escolhesse abandonar o Condado e seguir para Erebor, logo, sabia que eventualmente se casariam. Talvez, não tivesse pensado profundamente nessa questão em particular, mas a verdade era que não temia esse futuro.

– E para completar esse momento perfeito, vamos comer os biscoitos! – Disse isso enquanto esticava a mão livre para capturar o seu alvo. Drogo já iria interrompê-lo, mas então notou algo... Onde estava a bandeja dos biscoitos de chocolate?

– Gimli! – Exclamou e ainda pode avistar o garoto anão correndo com a bandeja e com um biscoito meio comido em sua boca – Eu disse que ainda estão quentes!

Kili deu uma gargalhada gostosa que não foi devidamente apreciada por Drogo. Ele berrou:

– Não ria, seu bobo! Eu não posso fazer outra fornada de biscoitos, estamos sem ingredientes — a não ser que queira que eu faça salada para a hora do chá acho melhor pensar em uma maneira de conseguir os nossos biscoitos de volta!

Isso foi o suficiente para que o príncipe anão se calasse, assumisse uma postura séria e, assim, subitamente se levantasse.

– Tome conta dele, sim? – Entregou Frerin para o seu companheiro – Eu tenho um ladrão para capturar. – Falou como se estivesse preste a seguir para o campo de batalha. O hobbit conteve uma risada; anões realmente levavam o assunto comida muito a sério.

Drogo segurou o bebê e observou quando o seu futuro marido corria pelo quarto tentando capturar o fugitivo.

– Seu primo é tolo, não é? – Perguntou para Frerin, que como resposta choramingou, talvez discordando do fato ou apenas anunciando que estava com fome.

“Hum...” Agora aquela conversa toda de Kili estava o fazendo refletir. Como seria sua vida de casado com o príncipe?

– Te peguei!! – Exclamou alegre o anão com um emburrado Gimli nos braços.

– Não! Me solta! Eu vou contar ao meu pai! – Esperneou o menor.

– Vai contar o que? Que roubou os biscoitos? Aposto que Glóin irá ficar orgulhoso!

Gimli apenas fez biquinho e cruzou os braços diante do peito. Fungava pelo nariz... Iria chorar? Kili olhou alarmado para o hobbit, clamando por ajuda — nunca soube como agir quando as crianças começavam a chorar.

– Na hora chá, pode comer quantos biscoitos que você quiser... – Disse Drogo dando um cafuné na criança – Ainda mais, posso fazer um bolo de cenoura só para você.

– Cenoura? O que é cenoura? – Perguntou o menor, claramente interessado.

– Vai saber se me ajudar a alimentar Frerin, afinal você é o “guarda” dele, não é?

– Sim! Sou um guarda! – Estufou o peito enquanto falava.

– Ótimo. Então, senhor guarda, vá pegar a mamadeira na bancada da cozinha, por favor?

– Sim! – Rapidamente o anão saiu correndo para cumprir a sua missão.

Kili aproveitou o momento e deu um sonoro beijo na bochecha do seu amado.

– Também te amo e muito... — Sussurrou e pegou um dos biscoitos da bandeja e comeu. Drogo apenas sacudiu a cabeça com aquele ato, ostentava um sorriso nos lábios.

Quem sabe o que acabara de presenciar fosse uma prévia de seu futuro?

TKATC

Altos.

Foi algo que Bilbo notou de imediato enquanto vagava pelas as ruas de Valle: todos os humanos eram por demais altos. E seus cavalos então? Quase fora pisoteado por um deles! Um perigo! Mas o mesmo tempo era fascinante... Nunca estivera em uma cidade humana e estava adorando aquela experiência. Pelo visto somente ele estava se divertindo, pois Dwalin parecia estar prestes a ter um ataque de nervos e quanto Fili estava tão ansioso que parecia que iria explodir.

“Eles não sabem aproveitar o momento...” Analisou, soltando um suspiro. Olhou em sua volta, e uma construção se destacou entre as demais. Guardas humanos se encontravam ao redor. Deveria ser esse o local em que Bard ficava? Bem, seria, pelo menos, um local propício para perguntar.

– O que pensa que está fazendo? – Inquiriu Dwalin segurando fortemente o braço do segundo rei, o impedido de seguir o caminho pretendido.

– Vou perguntar a aqueles amáveis guardas sobre a localização de seu rei. Está tudo bem, Dwalin! Não deve ser algo perigoso.

– Acho melhor eu fazer as perguntas...

Bilbo rolou os olhos com aquela superproteção.

–Não seja tolo! – Ralhou, se desvencilhando da mão de seu “guarda-costas” – E você pretende fazer perguntas? Eles irão pensar que és algum tipo de inimigo, com essa cara enraivecida que tens!

– Se estou assim, adivinha de quem é a culpa? — Rangeu os dentes.

– E eu que pensei que você tinha nascido assim... — Soltou Bilbo, claramente provocando o anão. Fili soltou um suspiro. Nos últimos meses, desde que Thorin colocou Dwalin ao encargo da segurança do segundo rei, viu que a relação entre o hobbit e o anão se desenvolveu em uma estranha e profunda amizade que envolvia provocações e até brigas, além disso, sabia que dentre os anões de Erebor — fora o próprio primeiro rei — Dwalin quem era mais leal a Bilbo e sem dúvida o amava, de modo que faria de tudo para protegê-lo.

– Pessoal... Quanto mais tempo ficamos nessa indecisão, maior será a possibilidade do plano dar errado. – Falou Fili, interrompendo o provável início de uma briga.

Bilbo sorriu e deu um tapa de leve no ombro de Dwalin.

– Estava brincando. Sua cara é atraente, tendo em vista que Ori parece ser bastante obcecado por ela. – Piscou, novamente provocando – todavia, essa fala surtiu um efeito diferente, pois o guerreiro anão agora corava. — Agora me deixe falar com os homens, certo? – Não esperou resposta e seguiu rumo as guardas.

Fili marchava ao seu lado e Dwalin logo atrás, tentando se recuperar o do rubor em seu rosto.

– Saudações! – Disse Bilbo acenando ao guarda humano que de início mirou para os lados, buscando o seu interlocutor, depois baixou a vista para o chão.

– Uma criança? – Inquiriu, confuso.

– Sou um Hobbit! – Disse o Bolseiro, já perdendo toda a amabilidade em sua voz.

– Oh! Sim... A raça dos pequeninos... Eu nunca tinha visto um. Pelo menos são mais graciosos que os anões. – Disse, dando uma cotovelada em seu companheiro de guarda, que soltou uma gargalhada.

– O que disse? – Rosnou Dwalin, já se preparando para brandir o seu machado.

– Que seja, não me importa muito a opinião de vocês a cerca da diversidade de raças da Terra Média. – Comentou Bilbo lançando um olhar para o guarda anão, claramente implorando para que se controlasse – Serei breve. Quero falar com Bard -Digo, vossa majestade Bard.

Os guardas se entreolharam, desconfiados.

– E o que um pequenino e seus amigos anões querem com o nosso rei? Ele está ocupado demais para discutir assuntos mundanos com forasteiros.

– O seu rei me conhece. – Respondeu Bilbo, com um sorriso.

– Mentira. – Um dos guardas já estava prestes a retirar a sua espada.

– Sim, eu o conheço. Basta dizer que um hobbit o busca que irá me receber de imediato. Se eu fosse você, e se realmente pretende continuar neste posto de trabalho, te recomendaria que informasse ao seu rei de imediato. – Havia tanta segurança em sua voz que os humanos se mostravam totalmente confusos – O que estão esperando? Se eu estiver errado, aceitarei as consequências.

– C-certo... — Resmungou um dos guardas adentrando na edificação.

– Temos jaulas bem pequenas, deve caber em uma delas. – Disse o guarda remanescente. Desta vez, Fili e Dwalin retiram suas armas, e o humano logo fez o mesmo. Bilbo viu a tensão que estava no ar, outros guardas já estavam se acercando do local... E eles deveriam ser discretos! Isso é o oposto de discrição!

– Você irá se arrepender do que disse. – Falou Dwalin.

– Que medo! Alguém que mal tem metade do meu tamanho não devia querer me ameaçar!

Sem dúvida, aquele guarda humano era estúpido. Mal havia terminado a frase e Dwalin o atacou, derrubando fortemente no chão com um único golpe. Bilbo agora temia o pior. Os outros guardas iriam atacar, obviamente.

– Sim, anões podem ser pequenos, mas são 10 vezes mais fortes que um homem. Por ser um guarda de Valle, vivendo sob a sombra da Montanha Solitária, deveria saber disso. – O segundo rei sorriu de imediato, reconhecendo aquela voz – Ainda mais, devia saber a tratar bem nossos aliados e realeza. – Bard tinha um olhar grave para os guardas, que voltaram aos seus postos, e o único que Dwalin havia derrubado parecia extremamente encabulado. Foram esquecidos quando Bilbo disse:

– Bard... – E suspirou aliviado.

– Bilbo. Há algum tempo tentei convencer seu marido que poderia me visitar, mas não esperava que fosse... Desta maneira. – Bard, governante da cidade do Dale, apresentava roupas simples apesar de seu título, afinal, antes da reconquista de Erebor, trabalhava como um simples barqueiro na Cidade do Lago; agora tinha restituído o seu título há muito perdido com a queda de sua cidade devido ao ataque do dragão.

– Bem, por que não nos convida para um chá...? Gostaria de provar a sua receita de chá com folhas silvestres e mel que tanto te orgulhas de fazer.

Bard sorriu e fez um gesto para que adentrassem, ignorando os olhares dos guardas, que logo perceberam que julgaram mal aqueles três desconhecidos.

– Presumo que... — Começou a falar quando já estavam seguros dentro do seu escritório particular – Thorin não saiba desta visita, não é?

– Digamos que... Posso ter me esquecido de mencionar esse fato.

– Oh. Só espero que o primeiro rei de Erebor não me mate. – Disse o humano massageando o pescoço, evidentemente temoroso.

– Vocês todos são tão dramáticos, Thorin não irá matar ninguém.

“Assim espero”, acrescentou em pensamento.

Notas finais
Lady: e aí, e aí? não foi a coisa mais fofa a gente ver que o dwalin ama o bilbo e que ele irá protegê-lo em qualquer situação? ISSO NAO É A FUCKING COISAMIS FOFA QUE VCS JA VIRO OGE