Notas iniciais
Lady: quase alcancei um recorde que nunca mais havia chegado perto: postar um capítulo apenas um dia depois que me foi entregue. Estou ainda mais orgulhosa de mim por ter feito tudo com dor de cabeça D: Espero que gostem! Boa leitura, chimichanguinhas ♥

–... O mel realmente dá um gosto especial ao chá. – Analisou Bilbo bebericando o líquido adocicado de sua xícara.

– Eu te disse. Ainda mais, viu a cor dourada? Isso é que por que coloco as folhas para ferver em uma certa temperatura, não quando a água começa a borbulhar, e os pigmentos se desprendem e colorem o líquido. – Explicou, entusiasmado, Bard.

– Impressionante!

Fili realmente não via nada de especial no chá, a não ser que era demasiado doce. Não entendia o porquê daqueles dois estarem tão fascinados. Dwalin, por sua vez, segurava tão forte a sua xícara que uma hora ou outra o frágil utensílio iria se quebrar em mil pedaços.

– Não viemos aqui para discutirmos sobre chá – Disse, rangendo os dentes –Bilbo, temos um tempo muito limitado, não esqueça disso!

O segundo rei soltou um suspiro resignado. O seu guarda-costas – babá — estava certo; apesar de finalmente ter um tempo para conversar com o seu amigo humano sem os olhares fulminantes do seu marido, não podia se dar ao luxo de perpetuar ali.

– Presumo que vieram aqui por um motivo. Algo muito importante e que o primeiro rei não deveria saber a respeito? – Questionou sabiamente Bard.

– Thorin, de certa forma, sabe o que irei pedir. Na verdade, era para ele tomar a iniciativa desta visita, mas você sabe como é o primeiro rei. Cabeça mais dura que o mais bruto diamante. Simplesmente cansei de esperar e resolvi, eu mesmo, tomar conta do problema. – O hobbit sorriu ao amigo, mas depois tomou uma postura séria – Eu vim aqui pedir um grande favor, algo que não envolve política ou tratados comercias. Te peço esse favor como Bilbo Baggins do Bolsão e não como o segundo rei de Erebor, entende?

Bard assentiu.

– Dependendo da natureza do favor tentarei lhe ser útil; sabe que aprecio e muito a nossa amizade.

Bilbo novamente sorriu com aquela resposta e depois lançou um olhar a Dwalin — era claro que queria evidenciar que estava certo sobre participar pessoalmente daquela missão. O guarda anão rolou os olhos e resmungou algum palavrão em sua língua.

– Pois bem, primeiro vou resumir a situação meio que critica que estamos vivendo em Erebor...

– Seria referente ao anão que está apaixonado por um elfo? – Inqueriu o humano com um certo interesse.

Fili cuspiu o chá que acabara de beber. Todos o miraram surpresos.

– C-como você sabe disso? – Gaguejou o jovem príncipe, sentindo-se subitamente envergonhado por sua postura.

– É uma fofoca que ouvi pela rua. Parecia mais uma história inventada em uma taberna para entreter os tolos, ou mesmo contos fantásticos que as mães contam as suas crianças. Vocês sabem? Como a história que os Hobbits surgem da terra, como plantas. – Explicou Bard dando um meio sorriso.

– Como é que é? Eu posso gostar de jardinagem e agricultura mas isso não me faz de mim uma planta! – Bilbo reclamou, abismado com a falta de informação do povo. Daqui a pouco vão pensar que Frerin nasceu como? De um vaso de sua estufa?

– Bilbo, se acalme. – Pediu Dwalin, vendo como o pequeno rei reagiu. Bem possível que lhe viesse outra ideia insana de sair pelas ruas da cidade explicando para cada humano sobre o que era um hobbit, detalhadamente.

– Foi apenas um exemplo. O mestre anão está certo, não precisa levar tão a sério. – Bard bebericou o chá, tentando ocultar o sorriso nos lábios. O guarda anão também escondeu o seu próprio sorriso. Era difícil não se divertir com os ataques de fúria do segundo rei — principalmente quando não se era o alvo deste dito ataque.

– Não levar a sério? Vejo o dia em que vão jogar fertilizante e água em mim pensando que isso, de algum modo, irá me fazer feliz!

– Bilbo! – Agora era a vez de Fili interromper, pois novamente estavam se desviando do assunto – Sobre o favor... Lembra-se?

– Oh! Sim... — Bilbo retrucou, apesar de estar ainda incomodado com o boato. Iria pensar em uma forma de instruir a população do reino humano e, quem sabe o anão também, sobre a formosa e pacifica raça Hobbit – O boato em relação ao anão, pelo menos, não está tão longe da verdade.

– Existe mesmo um anão apaixonado por um elfo? Nossa! Isso seria como um amor proibido, não é mesmo? – Quase se podia ver nos olhos do rei humano faíscas, talvez Bard gostasse deste tipo de intriga – E quem seria esse anão? Thorin não o expulsou de Erebor? Levando-se em conta a sua grande antipatia contra- como era mesmo que ele se referia aos elfos...?

– Comedores de pastos? – Ajudou Dwalin.

– Não, acho que eles também os chamou de ruminantes uma vez.

– Também ouvi a palavra afeminados.

– Companheiros — Fili se levantou, colocando a xícara fortemente sobre o pires de porcelana – Devemos levar esse assunto a sério! Meu tio pode ter um desgosto pelos elfos, mas isso não o faz ser tão intolerante. Ele põe a necessidade do seu povo e família além de sua própria.

Bilbo assentiu, orgulhoso pela fala do seu sobrinho.

– Oh. Perdão, príncipe. – Bard piscou, parecia estar se divertido com a reação do mais jovem anão – Eu entendo o seu tio, apesar de nossas diferenças. Compartilhamos muitas semelhanças em relação a nossa responsabilidade para com o nosso reino. Ambos fomos despojados de nossos títulos. Eu vivi sob a sombra do fracasso de meu antepassado; no final das contas, como o próprio Thorin me contou, existia sim um ponto fraco no dragão e essa fraqueza foi essencial para que os anões o matassem e reconquistassem Erebor. Precisamente, essa fraqueza foi provocada pela flecha de meu ancestral, e isso me deu forças para assumir o legado de minha linhagem e liderar o povo humano para essa cidade abandonada e reconstruí-la. Como podem ver, meus atos não são tão discrepantes em relação a Thorin, que também viveu sendo julgado pelos atos de seus antecessores.

– Se vocês são tão semelhantes assim, por que vivem brigando nas reuniões? –Resmungou Bilbo, cruzando os braços diante do peito, afinal, era cansativa sua função como “aquele que garante que os dois reis estúpidos não se matem”.

– Por essa semelhança, precisamente. – Disse isso bebendo novamente do seu chá, não dando mais explicações sobre o assunto – O que quero dizer, ao final de todo esse discurso, que entendo o que um pai faz por seu filho, pois eu mesmo sou pai de família.

– Hã? – Fili o fitou, totalmente perdido com aquela conclusão final.

– Thorin, ele é mais que um mero tio para você e seu irmão, príncipe Kili, não é?

– Bem... Nosso pai verdadeiro faleceu quando ainda éramos crianças, mas... Sim... — Confessou meio encabulado – Tio Thorin nos criou e protegeu. Acho que ele é como uma figura paterna.

– Um pai que ama verdadeiramente o seu filho busca todos os meios para fazer feliz a sua prole, mesmo que seja algo que ele mesmo não aceite ou goste. –Piscou Bard servindo mais chá para o jovem anão que agora estava corado –Por isso, Thorin não expulsou o anão apaixonado de Erebor... Afinal, não faria isso com a própria família.

Fili mirou Bilbo, aflito. Bard era mais inteligente do que imaginara.

– Não precisa ficar tão nervoso. Não estou aqui para julgá-lo! – Riu Bard, dando tapinhas no ombro tenso do príncipe anão – Na verdade, até te entendo. Por algum tempo, antes de ser rei, fui apenas um barqueiro da Cidade do Lago. Meus serviços eram transportar produtos entre os elfos e os humanos. Por isso sei como aquela raça pode ser atrativa. Tantos os homens quanto as mulheres... — Já iria tomar mais um gole da xícara se chá, contudo interrompeu o processo e voltou-se para Bilbo – Já prevejo que favor você quer de mim, Bilbo... E digo de antemão que isso pode ser perigoso.

– Por isso somos amigos, Bard. – Sorriu o hobbit – Você é bastante esperto para concluir as coisas.

– Elogios não vão amenizar o perigo da situação. – Resmungou o humano.

– Ora, vamos! Só irei pedir algumas informações e que não irão comprometer a sua relação com Mirkwood, te garanto.

– Para você ter que vir recorrer a minha ajuda, como amigo e não como rei, isso só indica que as coisas não andam bem entre Mirkwood e Erebor. Não quero que meu reino entre nessa confusão.

Bilbo fez um sinal com a mão, mais parecia que estava expulsando moscas ou mesmo as preocupações de Bard.

– Nossos reinos estão bem. Em contra partida, as famílias reais é que estão vivendo um certo drama amoroso. Legolas, príncipe de Mirkwood, está em cárcere privado, pelas ordens de seu próprio pai. Tudo isso por que seu filho escolheu um anão como amante.

– Oh... — Bard deixou seu olhar agora focar em Fili – Eu sabia que o lorde elfo era meio... Digamos... Difícil de se lidar. Mas a rivalidade entre ele e Thorin até que era divertida de se ver. Além disso, após a reconquista de Erebor e a sua presença, Bilbo, as relações diplomáticas entre anões e elfos melhoraram e muito. Confesso que não pensei que o rei elfo iria fazer algo assim com o próprio filho.

– Bem, Thranduil está doente. Mas não se trata de uma doença física; é mais profundo que isso. – Falando isso, o hobbit levou a sua mão até o próprio peito. Fili sabia que o seu tio estava tocando a marca – Eu também o considero um amigo, logo, quero ajudá-lo. Esse plano irá beneficiar tanto o rei de Mirkwood quanto a Legolas e Fili.

O rei humano parecia deter sua atenção no líquido em sua xícara. Todos esperavam apreensivos. Será que ele iria ajuda-los ou não? Bilbo temia que se a reposta fosse negativa, Fili fizesse alguma besteira. Como invadir Mirkwood sozinho e salvar o seu amado, tendo em vista que o jovem anão quase fizera isso antes.

– Amor é algo lindo e também doloroso, principalmente quando se perde alguém que lhe era muito próximo. Sua vida parece estar incompleta, como a peça final de um quebra-cabeça que fosse perdida para sempre, o impedindo de completar a obra. Eu não quero que outra pessoa, ainda mais alguém ainda jovem, sofra desta maneira. Deve-se aproveitar o amor, ainda mais quando aquele ama está vivo. – Bard bebeu de uma vez o líquido e limpou a boca com as costas das mãos. Bilbo conteve a vontade de oferecer-lhe um guardanapo, afinal, pelo visto, tanto anões e humanos não tinham modos – Irei ajudá-los.

Fili soltou um suspiro aliviado. Dwalin lhe deu uns tapinhas como que dizendo “Tudo está dando certo!”.

– Pois muito bem! – Falou Bilbo – Pode nos contar sobre o seu comércio com os elfos? Queremos saber mais precisamente uma forma de sair e entrar em Mirkwood sem sermos notados.

– Bem... — Bard deu um sorriso – Acho que já sei uma forma perfeita para isso. Mas, só espero que não tenham medo de locais fechados ou algo do tipo.

– Locais fechados? Do que você está falando? – Inquiriu Dwalin, já não gostando nem um pouco sobre o que aquele humano tinha em mente.

– Meu caro mestre anão, já viajou dentro de um barril? – Disse Bard com um estranho sorriso divertido nos lábios.

Bilbo tentou não imaginar seus amigos anões dentro de barris, mas bem que a visão parecia-lhe muito interessante.

– Em um barril? Lógico que nunca viajei de forma tão desonrosa!

– Os elfos gostam muito do vinho produzido pela a Cidade do Vale, eu me lembro de levar e trazer barris todas as semanas. Acho que seus hábitos não mudaram nestes últimos anos desde que abandonei minha antiga profissão para ser rei.

– Entraremos e sairemos de Mirkwood em barris? É isso? – Perguntou Fili que ao contrário do anão guerreiro, estava totalmente entusiasmado com a ideia.

– Essa é uma opção. – Assentiu o humano – Mas o plano de vocês é esse? Entrar e Mirkwood? E depois? Como encontrarão o príncipe elfo? Pretendem escapar sem serem notados? Sem querer ofendê-los, mas vocês estarão dentro do território de uma raça silenciosa e sutil. Anões podem ser valorosos guerreiros, mas não sabem ser nem um pouco discretos.

– Está insinuando que somos incapazes de fazer ataques surpresa? Sabemos ficar quieto quando queremos! – Dwalin praticamente urrou.

O segundo rei rolou os olhos com aquela ação.

– Nem quando dormem os anões são silenciosos. – Interrompeu Bilbo – Seus roncos fazem a própria montanha tremer! Eu sei muito bem, afinal, meu marido é um destes prodigiosos roncadores.

– Bilbo! – O guarda anão rangeu os dentes para o seu suposto rei — de que lado o pequeno hobbit estava afinal? Devia defender o seu povo! Independente se fosse ou não verdade as críticas as suas características meio que barulhentas.

– O plano também envolve Elrond. — Informou Bilbo, ignorando o olhar irritado do seu guarda-costas anão – Ele será nossa distração. Ainda mais, temos um aliado elfo dentro de Mirkwood que nos guiará até onde Legolas está trancafiado.

– Hum... – Bard coçou a barba em seu queixo – Mas resgatar o príncipe elfo pode piorar a situação, não? Digo, Thranduil, vai ficar furioso!

– Elrond disse que iria se encarregar desta parte. – Piscou o hobbit ao humano – Existe mais um casal que pode ser beneficiado com essa missão, sabes?

Bard parecia meio confuso, mas depois deu uma baixa risada.

– Bem, terei que falar com meu conselheiro para que fique em meu lugar na administração do reino em minha ausência.

– Hm... Bard? Por que você pediria isso? – Agora era a vez de Bilbo ficar confuso.

– Acha mesmo que perderei a oportunidade de uma aventura? Ainda mais relacionada a um romance! Isso tem todos os elementos de um bom poema épico. Estou ávido por um pouco de emoção, sabe?

– Espera! Você irá mesmo nos acompanhar?

– Melhor! Serei o seu barqueiro. – Disse jovial.

– Oh, por Yavanna... – Resmungou. Não tinha previsto isso — Thorin não iria gostar de Bard se intrometendo tanto em seus assuntos. Na verdade isso pode até impulsionar o primeiro rei a fazer parte da missão, fisicamente. Dois reis participando de uma missão como aquela? E depois dizem que Bilbo é que gosta de se meter em perigo!

“Admito que queria ver Thorin dentro de um barril de vinho...” Pensou, deixando escapar um tímido sorriso em seus lábios.

TKATC

Bilbo sentiu-se extremamente cansado ao chegar a Erebor. Suas pernas doíam e ainda estava ofegante. Tiveram que voltar correndo à montanha, pois segundo Dwalin, era bem provável que a reunião do conselho já tivesse terminado, logo Thorin deveria estar retornando a alojamento real e iria, obviamente, desconfiar de algo. O Bolseiro acreditava que Dwalin estava se preocupando demais. Se o seu marido tivesse, realmente, notado algo, patrulhas de busca já estariam sendo lançadas e a montanha estaria em um verdadeiro caos. Porém, nada disso estava acontecendo, tudo estrava tranquilo. Estava prestes a tocar a maçaneta de seu quarto quando um calafrio frio percorreu a sua espinha.

Estava tranquilo até demais...

Não ouvia o choro de Frerin, tampouco o tagarelar de Kili.

Algo tinha acontecido.

Abriu a porta lentamente. Pôde ver que, com exceção da lareira, tudo estava escuro. Alguém estava sentando em frente ao fogo, na poltrona azul. Não precisava ser um gênio para saber quem era.

– Estou encrencado, não é? – Murmurou. De repente, sentiu que talvez Dwalin e Fili não tivessem exagerado quanto o quão tola fora aquela pequena missão secreta.

Thorin não falou nada e isso deixou Bilbo muito receoso com o grau de fúria de seu marido.

– Achou mesmo que Kili e Drogo podiam me enganar? – Resmungou o primeiro rei — Acredita que sou tão idiota assim?

– Na verdade... Eu planejava chegar antes do término de sua reunião.

Agora Thorin se levantou e Bilbo pode ver os olhos azuis de seu anão, havia dor mesclado com decepção, além disso, havia um outro sentimento...Medo. O hobbit mordeu o lábio inferior. Nunca tinha visto o Durin com aquela expressão.

– Eu terminei a reunião mais cedo pois queria mostrar os desenhos que fiz do broche que iriamos forjar juntos para o nosso filho. Mas pelo visto, se aventurar no desconhecido é muito mais importante, não é?

– Thorin! Não diga isso! – Culpa e indignação dominaram seu peito e pôde sentir lágrimas no canto dos olhos – Sabe que o que diz não é verdade. Você e Frerin são muito importantes para mim.

– Se somos tão importantes, como ousou sair de Erebor sem uma escolta?

– Dwalin e Fili...

– Apenas dois anões? Sendo um deles meu herdeiro? O que estava pensando? E se uma horda de orcs te atacasse? Com apenas dois guerreiros...

– Correção, três guerreiros! Esqueceu que sei lutar?! – Cruzou os braços diante do peito.

– Você não tem nenhuma experiência em batalha. – Resmungou o rei anão – Nunca matou um outro ser. Teria coragem de fincar a sua lâmina na cabeça de um orc?

Tentou não imaginar tal ação, sem dúvida hobbits são gentis e não-violentos por natureza, mas isso não significa que seriam covardes e tampouco que não lutariam por sua vida e para proteger seus companheiros se fosse preciso.

– Sim.- Respondeu Bilbo, convicto – Eu teria coragem, pois assim retornaria são e salvo para você e para nossa família.

Thorin fez um sinal negativo com a cabeça.

– Depois diz que sou eu o cabeça-dura. – Resmungou, voltando a sentar na poltrona, evitando olhar para o hobbit.

– Thorin... — Bilbo se aproximou, com relutância tocou a mão do anão, esse não se afastou, aquilo era um bom sinal, por isso continuou falando –Eu entendo que esteja chateado por eu ter saído sem sua permissão...

O primeiro rei segurou a mão do hobbit com força o puxando para frente da poltrona de modo que agora Bilbo via o anão de frente. Então ele o surpreendeu:

– Eu pouco me importo se você fez algo sem a minha permissão! Não entende? Você poderia ter se machucado ou até morrido. E o que seria de mim? Partilhamos a mesma alma! Independente disso, se você fosse um breeder ou não...Eu não suportaria te perder. E-eu morreria.

Bilbo pôde ver uma única lágrima escorrendo pela a face do seu amado marido. Com sua outra mão, tocou a face de Thorin com carinho, limpando-a. Thorin respirou fundo.

– Me desculpe... Eu... Não pensei que seria perigoso.

– Você se acha muito inteligente, mas pode ser bastante tolo em alguns aspectos.

Bilbo puxou de leve uma das tranças do rei, arrancando um gemido de dor do anão.

– Já pedi desculpas! Pare de me criticar. Isso tudo só ocorreu por que você não tomou nenhuma iniciativa em relação ao plano!

– Eu estava pensando... — Disse ranzinza.

– Ora, por favor! Agora sou eu que digo que tu não me enganas, Thorin Escudo-de-Carvaho Durin! Sei muito bem quando não quer fazer algo. Ages da mesma forma quando peço que me ajude a arrumar o nosso quarto!

– É para isso que existem os servos, Bilbo.

– Não quero que os servos toquem nas minhas coisas, principalmente na minha cozinha!

Thorin emitiu grunhido, estava sem argumentos em relação aquela verdade.

– Mas ter que pedir ajuda ao Bard? E o pior... Você ficou sozinho com ele. -Resmungou o rei anão.

– Hã? Eu não fiquei sozinho com ele, esqueceu que Fili e Dwalin estavam comigo?

Thorin virou o rosto para o lado, Bilbo identificou com facilidade a expressão amolada do marido.

– Por Yavanna e Mahal juntos! Você está com ciúmes? – O hobbit teve que soltar uma risada com aquela descoberta.

– Lógico que estou! Aquele humano... Sempre perguntando sobre comidas e agricultura e chás. Obviamente estava tentando cortejá-lo!

– Oh, céus! – Bilbo rolou os olhos – Bard não está me cortejando! Só partilhamos gostos em comum! Somos amigos!

– Sei.

– Thorin... — O menor segurou o queixo do anão o forçando a mover a cabeça, para por fim, estarem cara a cara – Bard é viúvo e nunca deixou de amar a sua mulher. Ainda mais, não creio que um humano tão alto se interesse por alguém tão pequeno como eu. O que há entre nós é só amizade. Além do mais, se ele tivesse mesmo me cortejando, azar o dele. Pois meu coração já pertence a um anão tolo e ciumento. Eu o amo... Tanto que... – Ele sentiu um nó se formando em sua garganta a cada palavre dizia – Que é difícil até pôr em palavras.

– E você gosta de palavras complicadas e longas. – Disse Thorin sorrindo, sua mão agora estava sob a mão trêmula do menor que ainda lhe segurava o queixo – E até mesmo sabe aquelas palavras elfas.

– Sim... – Riu, mas logo depois ficou sério – Thorin, me perdoe. O que fiz foi impulsivo e... Eu não pensei nas consequências e...

O anão o puxou, subitamente, para perto e o beijou.

– Só não saia mais do meu lado — você é meu tesouro... Minha vida e meu coração.

Bilbo sorriu e voltou a beijar o seu anão. A culpa aos poucos foi evaporando de seu peito.

– Quero ver os seus desenhos sobre o broche... — Pediu em um sussurro.

–Hum...Podíamos vê-los em nossa cama, o que acha?

– Thorin... E quanto ao Frerin? – Perguntou, corando, já prevendo que não iriam olhar nenhum desenho aquela noite.

– Foi sua ideia deixa-lo com Kili e Drogo, não é? Eles parecem ser boas babás...

Thorin rapidamente carregou o seu hobbit no colo.

– Vamos aproveitar que assustei a todos — não teremos outra oportunidade para ficarmos sozinhos.

Bilbo nada disse; seu marido estava de bom humor. Talvez devesse falar sobre a fato de Bard ter oferecido seus serviços para ajudá-los na missão em outra hora.

Notas finais
Lady: a gente tá cada vez mais perto de ver Fili e Legolas juntos de novo??!!?! isso se não der tudo errado ... shhhh falei nada bjs Obs: (nathy-sama falando aqui) Desculpe pessoal pela a demora, sorry mesmo! Me empoguei com as outras fics! Mas essa história nunca será abandonada , então podem ficar tranquilos, viu? Se quiserem adentrem no meu grupo do face (https://www.facebook.com/groups/758613497539269/) Lá vcs podem particar coisas que vcs gostam além de poderem me cobrar sempre kkk Bem é isso, novamente desculpe!