Notas iniciais
Ola, kkkk Eu realmente estava sem inspiração para escrever essas ultimas semanas! Sabe o tal do bloqueio criativo? Pois bem foi o que aconteceu! Eu devo agradecer muito aos comentários, eu adoro ler histórias do Bilbo e do Thorin , infelizmente só encontro histórias boas em ingles ( por que eu quero yaoi e romance fofo gente kkkk ) Enfim, fico feliz em encontrar pessoas com os mesmos gostos que eu!! Agora aproveitem o capítulo!

– Shh! Kili, fique quieto! – Mandou o jovem príncipe anão, olhando de forma reprovativa ao seu irmão que continha a risada – Se ele acordar agora...

– Eu sei! Eu sei! – Sussurrou de volta o moreno, enquanto espremia o caule verde de uma planta rasteira. Um líquido amarelado e meio transparente começou a escorrer da erva para a mão de Dwalin; o anão dormia tranquilamente, totalmente alheio ao que os irmãos faziam.

– Achas que é o suficiente? – Perguntou Kili, ao ver o monte de gosma por sobre a mão.

– Temos que ser rápidos, senão vai endurecer antes mesmo da brincadeira começar! – Alertou o loiro, pegando um ramo de uma planta. Kili cobria a boca tentando suprimir os risos. Fili, com cuidado, fez com que um das folhas roçassem no grande nariz do anão guerreiro. Esse começou a resmungar em seu sono.

– É agora... – Anunciou o príncipe mais velho, olhando para irmão, que fez uma confirmação com a cabeça, tentando abafar os risos com as duas mãos por sobre a boca.

Mais alguns roçares das folhas foi o suficiente para Dwalin levantar a mão e coçar o seu avantajado nariz. Contudo, um líquido viscoso logo se propagou por seu rosto e barba. Abriu os olhos, assustado; a mão ainda sobre o seu nariz e barba.

– Mas o que... – Nem precisou perguntar, pois a risada dos dois jovens anões já os denunciava; bem como fez o anão guerreiro concluir que aquilo não passava de outra travessura infantil dos príncipes – Malditos! Quando é que vão crescer?!

Iria dar uma lição de moral aos dois anões que rolavam no chão rindo. Entretanto, notou algo estranho... Não conseguia tirar a mão de sua cara. O líquido amarelado, antes viscoso, agora tinha endurecido e colado a sua mão no rosto e na barba; tentava forçar a sua libertação, inutilmente. Isso só fez que os jovens rissem ainda mais.

– KILI, FILI! – Urrou Dwalin.

– Agora nós temos que ir! – Anunciou o loiro, puxando o irmão mais novo que praticamente chorava de tanto rir. O anão mais velho os perseguia ainda com a mão grudada no rosto.

– Eu vou pegar vocês... E quando pegar... VÃO SE ARREPENDER DE TER NASCIDO! – Gritava — Eu não me importo se são príncipes ou não! Eu vou dar uma surra tão grande, que nem o tio de vocês será capaz de reconhecê-los!

Bilbo estava se preparando para dormir quando viu os dois príncipes correndo no meio do acampamento, perseguidos por um furioso Dwalin. Esse já estava ofegante, e era difícil correr com uma das mãos grudadas em seu nariz e barba, atrapalhando a visão.

– Oh, céus... O que aqueles dois aprontaram desta vez? – Se perguntou, levantando se sua “cama”; que nada mais era que simples cobertas postas sob a grama. Se aproximou de Dwalin, que estava sendo aparado por Balin.

– Acho que... Teremos que cortar... Para te libertar! – Analisou o anão de barbas brancas, tentando puxar a mão grudada do irmão – Os príncipes desta vez foram longe demais!

– Cortar? Você quer dizer... A minha barba?! – O anão guerreiro parecia horrorizado com tal opção. Bilbo estranhava a devoção que os anões tinham por seus cabelos. Tal povo era contra o corte de cabelo; algo que era bastante normal por entre os Hobbits. Além disso, as barbas eram algo quase sagrado, cortá-la realmente seria uma total desonra.

“Não acho que aqueles dois iriam levar uma brincadeira a tamanho extremo!” Pensou Bilbo, se aproximando mais e observando o liquido amarelo endurecido.

– Oh... Por Yavanna. — Disse admirado e contendo o riso.

– Majestade! Isso é muito sério! – Disse reprovativo Balin — Uma barba para um anão significa...

– Não, Balin, não precisa me dar outra aula sobre barbas. Eu entendo o quão esses pelos faciais são importantes para vocês. – Ainda soltava pequenas risadas – Mas essa brincadeira não é algo que precisas se preocupar...

– Hã? Como assim? Minha mão está presa! – Agora era a vez de Dwalin questionar.

– Bem... Eu não pensei que aqueles dois estavam mesmo prestando atenção no que eu estava falando... — Começou a falar o Hobbit – Eles realmente me surpreendem.

–Bilbo... Será que poderia nos explicar do que está falando?

– Ah, sim! Alguns dias atrás os príncipes estavam reclamando das plantas, dizendo quanto elas são inúteis e como os elfos pareciam vacas ou bois por as comerem... Então, para provar que eles estavam errados, mostrei que muitas plantas eram importantes para cura, comida e mesmo... Algumas delas podiam ser usadas para outros fins... – Nisso, Bilbo se abaixou, pegou uma pequena erva do solo e amassou seu caule; imediatamente, um líquido amarelado e gosmento foi produzido – Essa planta, por exemplo, faz uma espécie de cola, que no início até foi usada para construção. Contudo, ela tinha uma desvantagem: quando chovia, as propriedades delas se perdiam com a água e a cola perdia o seu efeito. Mas ainda usamos hoje para selar cartas... – Disse por fim rindo – Eu nunca pensei que eles iriam usar tal informação para isso. Que criativos!

– Oh... — Bilbo se calou ao ver a expressão de Balin e também de Dwalin. Engoliu em seco. Era a mesma expressão que seus pais faziam quando tinha feito alguma travessura e estava para receber punição.

– Então você, de certa forma, ajudou os príncipes com essa travessura... — Disse Balin, com os braços cruzados e olhar reprovativo.

– A-ajudar? Eu não sabia que eles iriam fazer isso! – Tentou se defender, alarmado.

– Mas não parece nem um pouco arrependido por seu ensinamento ter sido usado de forma indevida...

– B-bem... Vocês devem concordar... Que foi... Algo engraçado. — Resmungou.

– Engraçado? – Rosnou Dwalin.

Bilbo suspirou. Agora sabia que Kili e Fili não seriam os únicos a serem punidos devido por aquela travessura.

~THEKINGANDTHECONSORT~

– Fili! Fique quieto em um canto! – Ralhava Bilbo, tentando manter o príncipe parado. Era bem difícil fazer tranças; pior ainda quando os cabelos que deveriam desempenhar tal ação permaneciam se movendo, devido à hiperatividade do anão a quem pertencia. Esse era o castigo: tentar fazer tranças e ajeitar o cabelos daqueles dois irmãos. De início Bilbo até pensou que não era tão ruim assim, mas agora sua visão da situação mudou drasticamente. Aqueles dois, apesar de estarem em uma idade de transição, segundo os padrões dos anões, entre adolescência e fase adulta, mais pareciam crianças travessas!

– Mas tia... Isso dói! Você não sabe ser delicada? – Choramingou Fili.

– É, tia... A barba dos anões é sensível! – Falou Kili, que estava sentado próximo a dupla.

– Primeiro: eu não sou tia de vocês! No máximo tio. Só porque sou um Breeder não me faz ser menos homem que vocês! – Ralhou, puxando de leve uma mecha de cabelo do loiro, que gemeu de dor – E segundo: se não tivessem feito aquela travessura não estaríamos aqui. Eu ainda estou aprendendo a fazer tranças; lógico que irá doer! Aguentem como adultos. Bem que vocês nem são isso...

– Ei! Nós somos adultos! – Encheu o peito de orgulho o mais novo dos príncipes.

– Aham, sei... — Continuou a trançar as mechas loiras de Fili, tentando não causar tanta dor e desconforto – Eu não vou ensinar nada para vocês de novo. Quem sabe o que vocês irão fazer com o conhecimento que lhes darei?!

– Mas você deve admitir que foi engraçado! – Riu Kili.

A imagem de Dwalin correndo com a mão sobre o seu rosto, não conseguindo ver o que estava a sua frente e quase tropeçando nas coisas veio à mente do jovem hobbit e este teve que conter uma gargalhada.

– Sim... Talvez. – Disse. Seu lado Tûk estava aflorando...

– Bem... Acho que devemos te compensar, então. Afinal, acabamos por atrapalhar a sua rotina de estudo com o Balin... – Falou Fili, se sentindo meio ressentido.

– Sim! Devemos compensar. Vamos te ensinar coisas importantes também! –Completou Kili.

– Er... Não sei o que vocês poderiam me ensinar... – Confessou, incerto.

– Ora, tia. Digo, Tio. Deveria confiar mais em nós! Balin pode estar lhe ensinando várias coisas interessantes, contudo... Ele não ensinou coisas que realmente vão te ajudar em Erebor!

– Que tipo de “coisas”? – Perguntou Bilbo desconfiado encarando Fili. Este sorriu travesso e olhou para o irmão como uma indicação que este continuasse a sua linha de raciocínio.

– Ah, sim! Você deve saber mais sobre o tio Thorin. Afinal, você vai se casar com ele! –Concluiu Kili.

–Oh... — De fato, aquilo era verdade; o que Bilbo sabia sobre o seu “marido”? Que era um anão, um rei, que tinha reconquistado Erebor... E somente isso. Balin estava mais preocupado em ensiná-lo sobre a cultura e etiqueta, que descrever sobre a personalidade e hábitos de seu rei – Bem... Nisso vocês tem razão. Eu realmente não sei muita coisa sobre o tio de vocês...

– Pois nós iremos te ensinar! O tio Thorin adora azul. Mas não é qualquer azul... É um azul escuro, quase beirando ao negro. Em Erebor, esse azul até foi dado o nome de Azul-do-Rei. Mas, de certa forma, ele gosta de todos os tons de azul! – Informou Kili. Bilbo apenas assentiu. Aquela informação era mesmo importante?

– Er... Eu gosto de verde... Laranja... Cores alegres, acho. – Falou, como para completar a informação.

– Essas cores não são muito comuns em Erebor. — Notou Fili – Tio Thorin vai adorar te vestir de azul. Será como dizer que você pertence a ele!

– Eu não sou um objeto, Fili! – Rosnou para o jovem anão – Certamente, eu vestirei azul quando me convir. E não para denotar que pertenço a alguém! Além disso, azul nem é minha cor preferida; logo, não irei vesti-la com frequência e o tio de vocês terá que conviver com esse fato!

Os irmãos se entreolharam. Já imaginavam futuras brigas entre os tios, devido às cores das roupas.

– Bem... Nosso tio também gosta muito de forjar coisas. Quando fomos expulsos de Erebor pelo o dragão, ficamos sem dinheiro e muitos dos nossos antigos aliados nós deram as costas.

– Como os elfos. Aqueles malditos! – Interrompeu Kili.

– Exato... Como os elfos! – Sorriu o loiro ao irmão – Desta forma, tivemos que sobreviver do modo que podíamos. Mesmo sendo um príncipe, tio Thorin trabalhava como ferreiro em vilas e cidades humanas para poder nos alimentar... Ele realmente é um bom ferreiro!

Essa era uma informação realmente útil. Não sabia muito sobre o passado de Thorin; saber que ele trabalhou em algo comum, lutou para a sua sobrevivência e do seu povo... O fez até admirá-lo um pouco.

– Ah! Tio Thorin é muito possessivo! – Começou a falar Kili.

– E rabugento.

– Fanático por trabalho! Às vezes ele até esquece-se de comer e dormir para trabalhar.

– Ele odeia os elfos mais do que qualquer um...

– Ele é meio cabeça dura também.

– Teimoso!

– Certo! Eu entendi! – Falou Bilbo, fazendo com que os irmãos parassem de falar. Na verdade, era muita informação de uma vez; ele precisava de tempo para absorvê-las. Primeiramente, pareciam mais características negativas do que positivas! Não que Bilbo não compartilhasse de alguns destes defeitos — principalmente a teimosia – contudo, isso só indicava que a vida deles como casal poderia ser bastante conturbada.

– Será que poderiam me fornecer características boas do tio de vocês? – Perguntou.

– Ele é corajoso! – Sorriu Kili.

– Ele prefere se sacrificar que deixar que os outros sofram... – Falou Fili com um sorriso meio triste.

– Ele é responsável!

Bilbo sorriu. Podia ver como os olhos da dupla se iluminavam ao falar do tio; eles realmente o admiravam e se orgulhavam dele.

– Ah! E o tio Thorin tem um grande... — Fili rapidamente tapou a boca do irmão. Um rubor transpareceu nas bochechas do príncipe de cabelos dourados.

– Um grande o que? – Questionou Bilbo, meio preocupado com a informação que estava lhe sendo escondida.

– Que é isso, Fili! O tio Bilbo, cedo ou tarde, irá saber sobre isso... — Resmungou o anão mais novo, retirando a mão da boca – Principalmente na noite de núpcias! Acho bom avisar. Além disso, tal tamanho é uma qualidade nos anões!

– Kili, seu idiota! Não precisava falar sobre isso agora e... — Fili observou Bilbo que estava estranhamente quieto – Er... Tio Bilbo... Está tudo bem?

– ...S-sim... – O pequeno Hobbit tinha o rosto totalmente rubro. Nunca imaginaria que a conversa iria se encaminhar para tal assunto, algo que desde o início da viagem estava tentando evitar de pensar. Eventualmente teria que se deitar com Thorin, além disso, no contrato por ele assinado enfatizava que deveria conferir ao rei herdeiros. Agora, saber que os anões, principalmente o rei, apresentava... Algo grande. Aquele pensamento o fazia desestimular em ir a Erebor!

– Tio Bilbo... Acho que tem mais uma coisa que precisa saber sobre o nosso Tio. – Falou Fili, tocando a mão do hobbit – Ele já sofreu muito... Optou por carregar um fardo muito grande em suas costas — acho que grande demais para ele suportar sozinho. Ele sofre ainda mais pela a imagem reprovativa dos nossos antepassados; o avô dele ficou louco pelo o ouro da Montanha e nosso povo acredita que a sua cobiça e necessidade de ter mais tesouros fez com que o dragão invadisse nosso reino. O pai de Thorin, nosso avô, também enlouqueceu e desapareceu, deixando Thorin sozinho para liderar nosso povo... Ele se cobra muito. Sei que ele teme falhar como seus predecessores... Por isso, eu te peço que ajude-o!

Aquela súplica surpreendeu Bilbo. Não esperava que os dois garotos lhe confessassem aquilo. Não iria trair a confiança deles.

– Eu não posso prometer muita coisa... Mas já digo que meio que entendo o tio de vocês. Também sinto o fardo do meu próprio reino nas minhas costas; a morte dos meus pais, o fato de eu ser um Breeder... Posso entender como todos formam expectativas... – Sorriu com ternura o jovem hobbit – Entretanto, irei me esforçar para tentar entender o seu tio e tentar conviver em paz. E quem sabe, ajudá-lo a melhorar e servir de apoio. Pelo que sei, é isso que deveria ser a função de um casal... Um completaria o outro!

Os jovens príncipes pareciam aliviados com aquela resposta e sorriram felizes.

– Agora chega de conversa! Eu tenho que acabar a trança em você, Fili, para depois passar para o Kili! – Mandou. Devido à pequena “aula”, tinha interrompido o “castigo”.

– Não! Para isso terá que nós pegar primeiro! – Disseram os dois em uníssono se levantado e fugindo dali.

– HÃ?! Esperem! – Bilbo logo os acompanhou, correndo pelo acampamento e arrancando resmungos de desaprovação de Balin e Dwalin.

Notas finais
Sei que vocês estão ansiosos tal como eu para chegarmos logo a Erebor, mas tem alguns fatos que acho que seriam interessantes ser contados. E eu adoro falar um pouco da cultura dos anões. Além disso, espero que tenham notado que Kili e Fili, apesar de serem travessos, diferem um pouco em personalidade Fili é mais maduro (um pouco) e Kili mais infantil! Além disso ( novamente) espero que tenham gostado das informações sobre Thorin, principalmente saber que ele tem um grande... vocês sabem o que... Coitado do Bilbo!