Aquela dança era demais para que seu coração aguentasse. Já tinha visto Fili despido, isso era verdade, porém o que estava presenciando ali, com aqueles movimentos, ritmo musical quase que hipnotizante, suor, sentimento. Aquilo era uma nova faceta de Fili que não imaginara ver. Ali, diante da plateia que assistia o espetáculo, Fili não parecia só um príncipe e sim um belo Rei anão. Pelo menos, era o que Legolas pensava. Fili novamente o havia conquistado. O príncipe elfo sentia totalmente a mercê do seu amado anão. Seu corpo parecia vibrar, em ressonância com a música, gestos e olhares de Fili. O anão loiro o mirava com tamanha intensidade que...

— Excitado? — A voz de Elladan em seu ouvido fez com que o príncipe elfo quase saltasse de sua cadeira.

— O que disse? — Sussurrou Legolas para o elfo moreno que, por sua vez, o observava com uma sobrancelha levantada.

— Você estava com essa cara que os cachorrinhos fazem quando veem um grande filé suculento, sabe? Algo muito nojento, já que como sabe, nós elfos somos vegetarianos... Mas, não consegui imaginar uma boa comparação com algum animal herbívoro. Você estava com essa cara que as vacas fazem quando vêem uma grama fresquinha? Tipo, que cara? As vacas parecem ter a mesma cara de tédio...Sempre! Cachorros são tão expressivos, logo, vamos ficar com os eles!

— Elladan... Você está me comparando a um cachorro?

— Uma analogia, meu querido irmão, não precisa ficar todo irritadinho por isso! Você não seria um cachorro pulguento, mas um com pedigree, sabe? Afinal, você é um elfo! Temos classe!

— Por favor, não me chame de irmão. — Praticamente rosnou, mas como sempre, Elladan o ignorou e continuou a tagarelar.

— Enfim, só queria saber se você estava bem...Pois, seria muito estranho ficar ao seu lado enquanto você tinha uma ereção ou algo do tipo. Podemos ser agora família, mas existe limites de familiaridade, entende?

Legolas corou, sentia uma imensa vontade de socar Elladan, esse tipo de familiaridade deveria ser permitido em ser compartilhada entre irmãos, não é mesmo?

— Além disso... — O elfo de Valfenda ainda não tinha terminado — Se seu pai te ver todo vermelho e ofegante deste jeito, imagino qual desculpa você iria inventar. Provável, que o rei de Mirkwood se tornasse um obstáculo para o que você e o príncipe anão pretendem fazer após a dança...

— Como? Digo...Eu e ele não pretendemos... — Gaguejou, seu olhar, automaticamente, voltou-se para a dança. Encontrou Fili com facilidade. Observou seus movimentos, sentiu o olhar do anão sobre si. Só aquele cruzar de miradas foi o suficiente para reviver uma chama em seu peito. Um verdadeiro incêndio parecia se alastrar por seu corpo.

— Não pretendem, é? — Elladan disse em um tom jocoso — Posso encobrir o seu repentino sumiço, sabe?

Isso fez com que Legolas voltasse seu olhar para o outro elfo, claramente surpreso com a oferta.

— Você faria isso? Mas...Por que?

O outro apenas sorriu.

— Somos irmãos. E se te ajudo agora, quiçá no futuro, você também me ajude. — Falou isso arqueando as sobrancelhas de forma sugestiva.

— Claro. — Legolas deixou escapar uma risada. Elladan podia ser inconveniente e intrometido, mas...Talvez... Não fosse tão ruim tê-lo como irmão.

— Então, vá! Será mais fácil inventar uma desculpa sem a sua presença excitada aqui. Indicarei ao seu bobo príncipe anão aonde te encontrar. — Enxotou, literalmente, Elladan, com direito a um gesto de xô-xô com as mãos.

— Mas como você saberia aonde...

— O quarto do príncipe Fili? Sei que é ali que você “reside” quando visita Erebor. — Sugeriu, solicita, Tauriel que tinha sentando ao lado de Elladan, segurando um grande prato de legumes cozidos.

— Tauriel?! — Exclamou Legolas horrizado e se sentindo meio traído.

— O que? — Perguntou a elfa com as sobrancelhas erguidas — Por acaso era um segredo? Sei que muitos anões te viram indo para as acomodações do príncipe herdeiro... Vocês dois não são muito discretos.

O príncipe elfo estava prestes a morrer de vergonha, talvez...Só talvez, não estivesse mesmo dosando em demonstrar seu amor. Afinal, agora que eram oficialmente noivos, não tinha para quê esconder.

— Pois saibam que... Nós nunca... Eu e ele...

Elladan rolou os olhos.

— Se você tivesse a marca tenho certeza que o rei de Mirkwood perceberia. — Disse o elfo.

Marcas que entrelaçam almas são meio difíceis de não serem notadas. — Concordou Tauriel — Ainda mais, sei que você irá manter sua palavra sobre a castidade. Pois a questão não é nem mesmo o fato de você desenvolver a marca ou não e sim...Bem...

— Filhos. — Elladan foi enfático — O problema é só a linha de sucessão de Mirkwood e Erebor. Então, o fato de vocês transarei não é o problema e sim as consequências do ato.

Legolas, com relutância, assentiu em concordância com o duro fato.

— Não pense nisso essa noite. — Aconselhou Tauriel acariciando o braço do seu amigo — Se divirta, Legolas. Vocês dois merecem isso.

— Obrigado. — Disse isso se levantando da mesa e já começando a correr pelo corredor rumo ao quarto de Fili.

Elladan observou o seu “irmão” ir com uma expressão de tédio.

— Romance. Deixa as pessoas tão tolas. — Falou o elfo, apoiando o queixo em sua mão.

— Fala isso por que nunca se apaixonou. — Comentou Tauriel enquanto se dedicava a devorar seus legumes cozidos.

— E nem pretendo, querida. Não quero ficar com esse jeito de bobo alegre. — Disse em um tom decidido.

— Aham, sei. — Ela rolou os olhos com aquela afirmação, era bem provável que Elladan iria se arrepender de tal fala em um futuro próximo.

— Vocês falam de romance? Quero participar da discussão! — Bard os interrompeu, sentando a cadeira vaga aonde Legolas estava sentando antes, em seu colo estava o já adormecido Frerin II.

— Não tem discussão nenhuma! — Elladan praticamente rosnou.

— Oh! Já vi que você não tem amor na sua vida, companheiro elfo.

— Tenho muito amor...Eu diria, amor-próprio. Isso já me é suficiente.

— Que vida triste... — Choramingou o rei humano — Mas se eu contar algumas histórias românticas, aposto que te convenço a mudar de ideia!

— Tauriel, expulse esse humano daqui! — Comandou Elladan, irritado, mas então percebe que a elfa estava observando o referido humano com interesse, suas bochechas coravam e a comida foi até esquecida.

— Ótimo, mas uma tola apaixonada! O que fiz para merecer esse martírio de segurar vela?

— Hã? O-o-o que você está dizendo? E eu não posso expulsar alguém só por que você mandou! Eu sirvo o rei de Mirkwood e não ao agregado! — Gaguejou Tauriel evitando fitar Bard que agora detinha a sua atenção na elfa guerreira.

— Bem... — Bard sorriu de forma galante e piscando para a embaraçada elfa — Por onde devo começar? Já ouviram a linda história de como jovem barqueiro encontrou o amor da sua vida em meio a floresta ancestral? Não? Pois irei contar...Era uma vez...

~**~

Fili varreu o seu olhar pelo grande salão. Seu tio e irmão já tinham se esgueirado da cerimônia, indo atrás de seus respectivos amantes, algo que o príncipe herdeiro também planejava fazer, contudo ao focar sua atenção na parte da mesa central aonde comitiva élfica se encontrava, não conseguiu identificar Legolas. Isso o deixou nervoso e sua mente se encheu de insegurança. Será que Legolas não gostara da dança? Talvez os elfos não entendessem a importância daquele ritual ou o que ele significava. Entretanto, enquanto estava dançando, pode capturar vislumbres do olhar apaixonado do príncipe elfo...Não parecia enojado ou confuso. Pelo contrário, parecia excitado. Quem sabe ainda mais excitado que o próprio Fili. Então...Como explicar o seu sumiço?

Conforme se aproximava, Fili começou a notar que a parte elfa da mesa, pois nesta mesa também havia anões e alguns hobbits, todos os familiares próximos das famílias reais de Mirkwwod e Erebor, estava alvoraçada. Pode identificar Thranduil, o rei elfo, gritando com seu companheiro, Elrond. Na verdade, o elfo parecia estar brigando com todos.

— Onde está o meu vinho? Eu falo vinho de verdade e não suco de uva! Acha que eu, Thranduil, filho de Oropher,rei de Mirkwood, senhor da Floresta, não consigo aguentar um pouco de álcool? Ainda mais esse vinho de baixa qualidade? — Falava, ou melhor, gritava.

— Duil...Acalme-se. — Elrond tentava tomar o controle da situação — Lembre-se do...

— Eu não quero ouvir o que você tem a dizer! Traidor! — Apontou o seu longo dedo para o rosto nervoso do lord de Valfenda — Você é a mente por trás de todo esse plano de não me deixar beber esse horrível vinho!

Duil falava isso se apoiando na cadeira, já que parecia não conseguir ficar em pé por conta própria.

— Você já bebeu o suficiente, Duil. Não tem que provar nada a ninguém...Ainda mais, lembre-se da sua condição atual. O b...

— Shh! — Mandou o outro elfo — Quando eu estava gravido do Legol...

— Quem disse que nosso vinho é horrível? — Questionou um dragão de barba bicolor. Ou seja, a metade esquerda de sua barba era grisalha como a prata e metade direita era negra como ébano. Fili logo reconheceu o mestre enólogo Caduir, um dos maiores artesões na produção de vinho de Erebor.

— Eu disse! — Duil ergueu o queixo em sinal de arrogância — Já provou o vinho de Mirkwood?

— Fala dessa água que mais parece mijo de fada?

— O que disse? Como ousa dizer isso? Pois saiba que nossas uvas passaram por uma seleção cuidadosa e são tratadas como princesas! — Agora era a vez do enólogo elfo argumentar em favor de sua criação.

— Que frescura, agora entendo o motivo de ser tão sem gosto. — Caduir disse dando um meio sorriso, exibindo seus dentes desiguais, sendo que alguns deles eram de ouro.

E a confusão teve início. Fili iria intervir, já que, pelo visto, era o único membro da família real de Erebor que tinha sobrado (não devia contar com Frerin, já que este era só um bebê). Contudo, antes que pudesse fazer algo se sentiu sendo puxado para o lado. Um elfo de cabelos escuros o interceptou.

— Elladan?

— Aproveita e vai atrás do Legolas. — Sussurrou o nobre elfo — Sei que prometi ao meu “irmão” uma desculpa plausível para a sua ausência, mas achei mais adequado uma pequena confusão, entretanto essa confusão parece estar saindo um pouco do controle.

— Como assim?

Elladan rolou os olhos.

— Nossa, anões são mesmo lentos. Deve ser a quantidade de cascalho que ocupa o cérebro de vocês! Seu Legolas já deve estar frustrado te esperando. Afinal, vocês queriam um tempo sozinhos, não é mesmo?

Fili assentiu com rapidez, ignorando o insulto do elfo de Valfenda.

— Obrigado. — Disse fazendo uma pequena reverência enquanto já se esgueirava para uma saída próxima.

— Que seja. Vá logo, antes que me arrependa da minha boa ação.

A fala de Elladan se abafou com os gritos e palavrões em múltiplas línguas lançadas pelo o inflamado grupo de amantes de vinhos. Fili já estava distante daquela cacofonia. Corria com rapidez, rumo aos braços de seu amor...

Afinal, ainda não tinha ganhado o seu presente especial de Yule.

~**~

Fili parou diante da porta do seu quarto. Se estava suado devido a dança agora estava ainda mais devido o espaço que percorreu do salão aonde estava ocorrendo as festividades de Yule até a andar aonde residia a família real, em tão pouco tempo. Agora que finalmente estava ali, hesitou em abrir e até mesmo tocar na porta anunciando a sua presença.

— Estou sendo um tolo! — Resmungou consigo mesmo, levando as mãos a testa, retirando as mechas loiras que persistiam em cair na sua fronte.

— Sem dúvida, um grande tolo! — A porta se abriu de forma brusca, antes que o príncipe anão pudesse identificar o seu “inimigo”, se viu puxado para o interior do quarto.

— Quanto tempo iria me fazer esperar? Queria me matar devido ao suspense? — Dizia um muito irritado Legolas, mas Fili estava ocupado demais para formular uma boa desculpa, afinal seus olhos estavam concentrados em sua tarefa de analisar o lindo elfo que tinha diante de si. Legolas estava nu, ou melhor, usava uma robe de seda que pouco ocultava o corpo esguio de musculatura firme do príncipe de Mirkwood.

— E eu que pensava que elfos fossem criaturas pacientes e meigas.

A resposta que teve de Legolas foi o um forte puxão na aba de suas calçãs de couro.

— Não venha com esse papo de estereótipos de raça. — Ele praticamente rosnou — Eu quero te ver nu, agora!

— Tão autoritário... — Comentou Fili em um tom provocador, adorava ver Legolas perder sua compostura e abandonar o jeitão altivo que os elfos costumam ter. Contudo, ele não era o único a perder o autocontrole — E apressado...

Legolas já iria soltar mais um comentário furioso, mas logo se viu agarrado por um forte anão. Apesar do tamanho, Fili era excepcionalmente forte, mesmo sendo duro de admitir, sendo até mais forte do que um elfo. Logo, Legolas não tinha como impor muita resistência, ainda mais quando foi erguido do chão e segurado no colo do príncipe anão. Sim, havia uma clara diferença de tamanho entre eles...Esse era um estereótipo de suas raças que não podiam ignorar. Mesmo que Legolas fosse ligeiramente mais baixo dentre os membros de sua raça, ainda era mais alto que Fili... Mas, isso nunca representou um problema de fato.

— Você está protelando! — Reclamou Legolas — Já não bastou aquela dança sensual que você fez diante de todos!

Fili riu, carregando o seu formoso elfo para a sua cama de casal. As visitas de Legolas tinham se tornado tão constantes ao longo daquelas semanas que o jovem príncipe decidiu fazer algumas mudanças em seu quarto, isso incluiu uma grande cama.

— Não era uma dança sensual. Trata-se de uma dança sagrada de Mahal...

— Se era tão sagrada assim, por que todo aquele movimento com os quadris? E essa calça de couro? Peitoral nu? Mahal, por acaso, é um pervertido?

Agora sim Fili gargalhou, jogando o seu elfo sobre a cama. Sendo que ele caiu com leveza, afinal, elfos pareciam como uma espécie de gatos com sua destreza e personalidade.

— A dança, como disse antes, trata-se de algo sagrado. Com ela expressamos nossos sentimentos mais profundos, medos, ambições...Desejos. — Dizia isso enquanto, com lentidão, se desfazia de suas calças. Podia sentir os olhos de Legolas acompanhando os seus movimentos.

— Sim, eu pude sentir... — Assentiu Legolas abrindo o seu robe, deixando o que tecido delicado escorregasse por seu corpo, revelando sua pele alva — Sua ambição de se tornar rei. De ser competente assim como o seu tio...Seu medo de falhar. Seu pesar pelas as mortes do seu povo e família... Seu desejo de...

Legolas engoliu em seco, Fili já tinha descartado a sua calça e agora exibia um delicioso membro. Ereto. Longo. Grosso. Pelo visto, os anões compensavam a sua falta de altura em determinada parte do seu corpo, não que Legolas estivesse reclamando.

— Meu desejo de ter você ao meu lado, hoje e sempre, Givashel — Completou o príncipe subindo, por fim, na cama.

— Por Eru Ilúvatar... — Sussurrou o elfo lambendo os lábios. Não demorou para Fili alcança-lo e beija-lo.

Algo que Legolas tinha certeza que nunca iria enjoar era os lábios do anão. Suas mãos ásperas tocando e navegando por sua pele, também era uma sensação que dificilmente acharia desconfortável. Contudo, não era beijos que queria no momento. Em hábil movimento, algo que Fili quase não conseguiu acompanhar, o elfo inverteu suas posições ficando por cima do príncipe de Erebor.

— Legolas... — Suspirou Fili ao sentir as nádegas do elfo esfregarem em seu pulsante membro — Cuidado.

— Não seja tolo, Fili. Sei que o que não devemos fazer. — Disse Legolas com um sorriso triste nos lábios — Mas isso não significa que não possamos nos divertir de outras maneiras.

— Bem, pensei que estávamos já nos divertido.

— Pode até ser. — O arqueiro deu os ombros — Mas eu tenho uma ideia mais interessante de diversão.

— Como o que? — Fili ergueu as sobrancelhas, desconfiado. Legolas tinha se revelado bastante criativo, principalmente em seus momentos íntimos. Talvez, o príncipe anão esteja sendo uma má influência...

— Você vai ver... — Falou isso enquanto se virava. Fili engoliu em seco em ver diante de sua face uma suculenta bunda — E vai sentir...

De fato, sentiu. A boca úmida e quente de Legolas envolvendo o seu membro. Fili rosnou excitado. Não podia ver o que Legolas fazia, mas as sensações eram divinas. O elfo lambia, sugava, movimentava a cabeça para cima e para baixo de forma lenta e provocadora. Fili tinha perdido até a capacidade de falar algo coerente, gemidos e rosnados era emitido enquanto o seu amante o deixava louco de prazer.

— Humm... — Legolas interrompeu temporariamente a sua atividade — Por mais que esteja gostando, ficaria mais feliz que você também usasse a sua boca para algo útil, sabe?

Falou isso enquanto abria as pernas, exibindo mais a sua bunda e sexo para o rosto corado e ofegante de Fili.

— Seu desejo é uma ordem, alteza. — Disse Fili segurando com firmeza as nádegas do seu elfo, arranco deste gemidos de deleite. E com uma gula carnal, abocanhou o pênis de Legolas. Adorando o gosto do pre-gozo que escorria do membro. O que tornava ainda mais saboroso o ato.

Os dois continuaram, tal como amantes esfomeados almejando provar e sentir mais do seu companheiro. O prazer não era só que sentiam em seus corpos, mas o que podiam fazer para aumentar ainda mais essa sensação em seu companheiro.

Não demorou para Legolas perder o controle. Não conseguia mais se concentrar. Era difícil quando não só seu membro recebia tamanha atenção da habilidosa boca de seu anão, mas também o espaço entre suas nádegas. A sua entrada virgem era constantemente massageada pelos grossos dedos de Fili. Aquilo era injusto...

— Fili...Pare! Senão... — Tentou alerta-lo, mas suas palavras pareciam incitar o príncipe anão ao invés de dete-lo. Um dos dedos conseguiu penetra-lo e isso foi o suficiente para que Legolas alcançacesse o seu ápice.

— FILI! — Gritou gozando, arqueando o seu tronco e arranhando as coxas do anão.

Fili bebeu, com avidez, todo o gozo de Legolas. Este, por sua vez, choramingou em êxtase.

— I-injusto...Era para você gozar também... — Reclamou ofegante.

— Então, me faça gozar. — Era um pedido, mas tinha um tom autoritário, algo que fez o corpo de Legolas se preenchido por um gostoso calafrio.

Legolas começou a masturba-lo, suas mãos subiam em desciam sobre aquele enorme pênis. Sentia suas veias, o calor que emitia, a úmida. Como aquilo iria caber dentro de si? Ao invés de temer pelo o ato da cópula futuro, o príncipe elfo se sentia ansioso. Queria que, por fim, tivessem aquele derradeiro momento. Que por fim fossem um.

— Legolas! — Urrou Fili que logo tinha ejaculado. Não tinha como resistir muito tempo sobre os toques das mãos longas e delicadas do seu elfo. Contudo, seu momento de alegria foi logo interrompido ao ver os ombros de Legolas tremerem.

— Legolas? — Assustado se virou, fazendo com que o corpo do elfo fosse lançando na cama. Buscou o seu amado. Seu rosto estava melado com o seu gozo e lágrimas rolavam de seus olhos azuis.

— Querido, o que houve? Me desculpe...Eu devia ter avisado sobre...

— Não, idiota! Não estou chorando por causa disso... — Reclamou Legolas — Eu só... Fili, quando iremos nos casar de fato?

Fili foi tomado pela a surpresa, sim, eles já eram noivos, mas a possibilidade de casamento era remota e Legolas sabia disso...

— Drogo e Kili irão se casar na primavera e poderão entrelaçar suas almas... Quando nos será permitido fazer isso? — Sussurrou Legolas com evidente pesar.

— Ei... — Fili não sabia o que dizer para reconforta-lo, a questão não era só sexo, sabia disso... Queria que pudessem estar no mesmo patamar que os outros casais com a qual conviviam. Queriam iniciar uma família, mas a burocracia e as leis os impediam de alcançar seus sonhos. Podiam ser príncipes, mas estavam presos a seus deveres para com o seu povo e reino.

— Desculpe. Eu estou sendo um tolo. Esse momento devia ser de felicidade e não de lamúrias. — Fili o abraçou, acariciando os cabeços loiros do seu amante. Não sabiam o que deveriam fazer, desejavam um futuro, mas ele estava difícil de ser alcançado...

Batidas na porta despertam o casal de seus próprios pensamentos.

— Quem será? — Sussurrou contrariado, Fili. Não estava com humor de ser interrompido, ainda mais quando Legolas parecia tão triste.

Sem se preocupar em vestir calças, foi em direção a porta, para enxotar qualquer servo que tivera a infelicidade de bater em sua porta.

— AH! — O grito longo e fino de Thranduil.

Fili paralisou, sem saber como agir. Era um guerreiro, já enfrentara batalhas e inimigos horrendos, mas estar ali, com a porta aberta, pelado, diante de seu sogro elfo... Não era uma situação que fora treinado para enfrentar. Por isso, ficou parado, sem ação, enquanto o rei de Mirkwood continuava a gritar.

— Papai? — Legolas foi rápido, saltou da cama com as cobertas para preservar um pouco da modéstia.

— Duil, pare de gritar! Irão pensar que estão te torturando ou algo do tipo! — Elrond também tinha vindo, mas parecia ocultar muito bem a surpresa de ser recebido por um príncipe anão nu.

— E meus olhos serem maculados com a visão desta...Cobra gigante...Não é uma tortura? — Dizia Duil entregando os olhos, como se isso fizesse se livrar da lembrança de Fili e seu amado filho, sem suas vestimentas e com obvias indicações de seus atos nada castos.

— Não seja dramático. Ele não era tão grande assim. — Resmungou Elrond.

— Era sim! Esses anões com seus vinhos podres e seus gigantes falos...

— Papai! — Interpôs Legolas — O que veio fazer aqui? Se a sua intensão era me vigiar...Ou garantir que eu e Fili...

— Eu consigo ver que a marca ainda não está no seu peito, filho. — O rei elfo focou seus olhos no peitoral nu do seu filho, afinal, ele só cobrira com as cobertas a sua cintura — E confio em sua palavra, não vim aqui para verificar nada!

— Então? — Insistiu o elfo.

Elrond pigarreou, chamando atenção para si.

— Só queríamos lhe informar algo importante. Bem, pretendíamos te contar mais tarde em Mirkwood, mas seu pai insistiu...

— Cansei de te ver triste. — Cortou Duil sem paciência — Sei que temos nossas desavenças, mas...Eu te amo, Legolas. E o que mais quero é que sejas feliz... E esse Festival Yule simboliza muitas coisas, uma delas é a família...Outra é a esperança de um futuro melhor para o ano vindouro. Por isso, acho que o correto em te fizer algo importante.

— O que foi? — Agora Legolas estava preocupado, seu pai normalmente era muito direto, se estava enrolando com todo aquele discurso, significava que o assunto era sério — Você está bem? A sua marca foi estabilizada com o senhor Elrond, não é?

Duil sorriu.

— Sim, eu estou bem. Não tenho perigo de vida ou algo do tipo, mas em prol de estabilizar a marca significou que eu e Elrond, bem...Fizemos aquilo.

— Pai. Eu sei que vocês fizeram aquilo, acho que toda Mirkwood sabe. — Riu Legolas — Vocês não são nada discretos.

—E nem vocês foram muito discretos. — Sussurrou Elrond.

— O que disse? — Legolas inqueriu com feições irritadas que muito pareciam com Duil. Fili ainda não emitiu uma palavra sequer, esperando o desenrolar da situação.

— Nada! — Pigarreou novamente, Elrold.

— Enfim, a questão é que... Isso pode ter trazidos consequências. — Continuou Duil.

— Que consequências?

Thraduil levou a mão ao seu ventre e sorriu.

— O que acha de ter um irmão ou irmã mais novo?

Legolas ficou boquiaberto, literalmente tinha perdido a fala. Fili ergueu as sobrancelhas, aquilo sim era uma surpresa.

— E-eu...Eu... — Gaguejou Legolas — Adoraria um irmão ou irmã...Eu...Pai... Isso é maravilhoso!

— Isso também significa que... — Agora era a vez de Elrond se pronunciar — Você não se tornará o único herdeiro de Mirkwood, Legolas.

O príncipe elfo sentiu suas pernas vacilarem, foi aparado por Fili.

— Em outras palavras... —Duil se aproximou de seu filho, tocou-lhe a face e acariciou. Legolas, naquele momento, já tinha começado a chorar (novamente) — Você e Kili poderão sim entrelaçar suas almas. Você poderá ter a marca. Esse é meu presente de Yule para você, meu filho...A liberdade de se entregar a quem você ama sem ressentimento e sem o peso do dever com Mirkwood.

Legolas abraçou o seu pai, os dois riam e choravam ao mesmo tempo. Fili observou a cena com imensa alegria. Desejava um presente especial do festival Yule, mas não imaginava que tal presente seria algo tão maravilhoso como esse.

O futuro que antes parecia tão distante de ser alcançado, agora podia ser agarrado.

“Pelo visto, não será só Kili e Drogo que terão o seu momento, também teremos o nosso!” Concluiu, feliz, em pensamento.

Notas finais
Desculpe a demora!!! Sorry mesmo! Mas, enfim, temos mais um bebê a caminho!! O que acham? Deveríamos ter um principezinho (a) elfo ou elfa? (ainda não sei, confesso)! Frerin logo terá um amiguinho com quem brincar!!