Notas iniciais
Lady: AAAAAAAaaaaaaaaaaAAAAAAAAAAAaAaAaAaaaaA sim, isso representa as minhas emoções, apesar de eu não estar gritando de verdade. vamos aos fatos: nathy me entregou dois capítulos lindos - um de Gamer Love e outro de TKATC. depois de conseguir ter um acesso mais legal ao notebook - quando recebi as belezinhas estava pelo chat do facebook no celular da minha meia-irmã. é. -, comecei a betar os bonitinhos, sendo que, na semana passada, eu fiquei simplesmente passeando pela minha cidade, indo de uma casa a outra, tirando toda a minha paz, a paz de uma pessoa que é acomodada e gosta de sua rotininha, e não consegui fazer nada. mas essa não é a pior parte! com praticamente metade do capítulo de gamer love betado, meu Word simplesmente fica vadio e fecha, não salvando o meu maravilhoso progresso. nem queria comentar também que eu tinha aberto outro documento em branco e estava começando a digitar umas coisinhas tão fofas; fechou também, acabou com a minha alegria e vontade de viver. um tempo depois, acho que no outro dia, betei o capítulo de TKATC. pois é. mas, como vocês devem ter percebido, o Nyah! entrou em manutenção no dia 16 e todas as minhas esperanças de conseguir postar os capítulos na semana passada foram por água a baixo. podem chorar, eu sei, é emocionante. não mais do que na hora de ainda pisar nas esperanças molhadas - as que foram por água a baixo - uma viagem pro interior do interior de um mundo perdido e distante, foi para onde eu fui esse fim de semana. acabei de voltar (6 pm, dia 20/09) e agora estou postando o capítulo de The King and the Consort, e espero, com todo o meu coração, que dê pra eu terminar de betar e postar o de Gamer Love amanhã - levem em consideração que eu tenho 15 gatos e eles tem um sistema excretor em funcionamento. boa leitura. :D

A sala do trono, agora totalmente reconstruída, exibia toda o esplendor da cultura dos anões, com sua arquitetura elaborada talhada na própria pedra da montanha, conseguindo moldar escadarias, pilares e estátuas com perfeição. Bilbo sentia um calafrio na espinha toda vez que visitava aquele local. Sabia que Thorin estava orgulhoso pelo resultado final das renovações; os estragos causados por Smaug só permaneceriam gravadas na memória. Erebor ressurgia dos escombros e das cinzas do passado mostrando todo o seu esplendor novamente.

– Tsc. — Resmungou o primeiro rei, sentado em seu trono – Toda essa formalidade só para receber um elfo...

Bilbo rolou os olhos com aquela atitude.

– Balin, será que poderia explicar ao meu marido as obrigações dele como o rei? – Pediu Bilbo, que estava sentado muito confortável ao lado direito do primeiro rei.

O anão ancião deu um meio sorriso e abriu a boca para falar, como lhe foi ordenado por seu segundo rei, mas foi prontamente interrompido pelo o rei anão.

– Eu sei quais são minhas obrigações! – Praticamente rosnou.

– Então, pare de ficar resmungando. Além disso, "toda essa formalidade" tem suas vantagens. — Bilbo falou lançando um olhar de desculpas a Balin pelos hábitos grosseiros de seu marido, que deveria agir como um monarca e não como um garoto mimado — mas o hobbit tinha seus meios de fazer com que seu adorado companheiro cooperasse com a cerimônia.

– Vantagens? Como o quê? – Thorin arqueou uma sobrancelha, claramente descrente daquela afirmação. Até ajeitou-se mais na grande cadeira. Bilbo deu um sorrisinho discreto.

– Faz tempo que não te vejo vestido desta forma, com coroa e tudo... Me faz lembrar do dia do nosso casamento. – O hobbit sorriu ainda mais e, como magia, a expressão mal-humorada de Thorin foi substituída por um sorriso de alegria.

– Você também está belo deste jeito, meu esposo. Isso realmente me traz boas lembranças, principalmente da nossa noite de núpcias. – Piscou divertido ao ver que Bilbo começava a corar.

– Talvez, depois desta formalidade idiota possamos reviver algumas dessas lembranças em nosso quarto, não é mesmo? – Continuou o flerte extremamente indecente para aquela situação, aproveitando que seu querido hobbit estava embaraçado demais para falar.

– Tio, por Mahal! Vocês estão em público! – Choramingou Kili, que agora tapava os ouvidos, dramático que só ele.

– Frerin vai ficar traumatizado! – Reclamou Fili que ainda detinha o bebê quase adormecido em seu colo.

– Muita hipocrisia da parte de vocês... – Resmungou o primeiro rei de Erebor – Como se não agissem de forma semelhante em relação a seus amantes.

Kili e Fili nada falaram, quase certamente emudecidos pela verdade gritante daquela afirmação proferida por seu tio.

– Acho que não é o momento ideal para termos esse tipo de conversa... –Interpôs Balin pigarreando. Sem dúvida, não era o momento ideal, pois logo as cornetas forjadas de metal anunciaram a chegada dos convidados. As grandes portas do salão foram abertas e um elfo de longos cabelos escuros adentrou, andando até o trono elegantemente. Bilbo pôde notar que o mal-humor de seu marido estava retornando.

“Que Yavanna nos ajude...” Pensou, já pressentindo um desastre diplomático.

– Thorin Escudo-de-Carvalho Durin II, filho de Thráin, primeiro rei de Erebor, eu vos saúdo. – O elfo fez uma pequena reverência – Também saúdo vossa majestade Bilbo Bolseiro-Durin, segundo rei de Erebor, herdeiro da dinastia do Condado.

Thorin soltou um resmungo que podia ser interpretado como gases ou mesmo como aceitado os cumprimentos formais do elfo. Apesar do tempo em que viviam juntos, o hobbit ainda não tinha traduzido todas essas expressões carrancudas de seu amado anão. Talvez um dia até publicasse algum livro a respeito; sem dúvida seria de muita ajuda para a posteridade. Bilbo cotovelou, de forma discreta, o seu marido. Se comunicar através de rosnados e grunhidos não era uma forma inteligível de iniciar uma conversa!

– Bem... Também estamos honrados com a sua visita, Lord Elrond, apesar de não saber ao certo qual é o seu real motivo aqui.

–... Thorin! – Ralhou o segundo rei.

– O quê? Faz décadas — se não centenas de anos — desde que algum elfo de Valfenda veio a Erebor! Tenho total direito de ser desconfiado. – Falou, dotado de rabujos, cruzando os braços diante do peito. Bilbo rolou os olhos com aquela atitude.

– Eu concordo. Vossa Majestade tem total direito de apresentar suas desconfianças; aliás, admiro sua sinceridade. – Sorriu Elrond, de forma contida. Pelo menos o senhor elfo não parecia ofendido pelas boas-vindas nada amistosas feitas por Thorin.

– Viu? Ele concordou comigo! – Disse isso com um ar vitorioso.

– Por favor, Lord Elrond, não incentive as atitudes nada educadas de meu marido.

– Eu estou sendo educado! Nem o chamei de comedor de pasto ainda. -Antes que o elfo pudesse responder, Thorin tentou se defender.

– Thorin! – Repreendeu Bilbo, já ficando totalmente embaraçado e igualmente irritado – Comporte-se, senão... Pode esquecer os sconnes que fiz. Vou dar todos para os nossos sobrinhos!

– Por Mahal! Isso seria maravi... — De súbito, Kili começou a falar alegremente, mas logo o olhar “fatal” que Thorin o lançou o fez gaguejar — Q-quero dizer... Que m-maldade, tio Bilbo! Tio Thorin necessita de seus sconnes diários! E nós odiamos esses sconnes... Eu não ligo se eles são cheirosos, fofinhos e quando os comemos derretem na boca... — Nesse momento o jovem príncipe anão já estava babando e exibia uma expressão sonhadora, totalmente alheio a carranca ainda presente — e talvez pior — de seu tio.

– Sem falar do gosto. – Adicionou Fili – Comer com geleia de amora ou mesmo com simples manteiga os torna ainda mais saborosos!

– Vocês estão descrevendo muito bem sobre os meus sconnes; até parece que comem vários. O que seria impossível, tendo em vista que eu proibi. São os meus sconnes afinal de contas. – A voz de Thorin podia parecer calma, mas Kili e Fili entendiam muito bem que estavam em perigo. Olharam de forma desesperada para Bilbo, que massageava a testa, obviamente achando que aquela discussão era ridiculamente desnecessária. Em pensar que ele mesmo havia começado a balburdia.

– Anões e sua necessidade de possessividade – Resmungou o segundo rei – Yavanna, dê-me paciência.

Drogo parecia o único a notar que eles não estavam sozinhos. Aquela briga doméstica não era algo apropriado para o ambiente em que se encontravam. O pequeno Bolseiro deixou que seus olhos vagassem pelo o grande salão do trono — guardas, servos e membros do conselho se encontravam também ali fazendo parte do cortejo de recepção. Para seu alívio, grande parte dos anões parecia não dar a mínima para as ações informais da família real; na verdade, alguns deles sorriam e riam. Entretanto, uma parcela dava a entender que... Bem, alguns membros do conselho cochichavam entre si e exibiam feições irritadas e desaprovativas. Um deles em particular parecia estar prestando ainda mais atenção que os outros — este seria o lorde Glorin. Drogo sentiu calafrios ao ver que o tal lorde anão o observava com uma estranha fixação.

– Pessoal... Acho que discutir sobre comida não seria apropriado... Ainda mais na presença do nosso convidado. – Disse, por fim, o jovem Bolseiro. Tentava, em vão, controlar a situação e também se distrair da sensação incômoda que lorde Glorin lhe causava.

– Oh, céus! Isso é verdade! – Concordou Bilbo totalmente corado. Que belo espetáculo estavam dando, apostava que o elfo deveria estar muito irritado...

Mas, para a surpresa de todos, Elrond não parecia ofendido — pelo o contrário. Sua face quase etérea trazia um sorriso e uma risada foi ouvida com clareza.

– Vocês são um interessante casal. – Admitiu, ainda sorrindo – E parecem ser uma maravilhosa família. Não se preocupem quanto as formalidades... Eu vim aqui para oferecer a minha amizade, e não tratados efêmeros ou falsidades.

– Hum? E por que estaríamos interessados na sua amiz... — Elegantemente, Bilbo chutou o seu amado marido, impedindo que proferisse mais uma frase rude.

– Não esqueça, Thorin, que foi o Lorde Elrond quem salvou os nossos sobrinhos. Estamos em dívida com ele.

O anão soltou um resmungo baixo em sua língua, algo que o segundo rei facilmente traduziu para a língua comum: “Em dívida com um comedor de folhas? Meus antepassados estariam comendo as próprias barbas se soubessem disso...”.

– Agradeço a sua ajuda. – Falou, por fim, o primeiro rei – Meu esposo está correto, estou em dívida com você.

Elrond negou com a cabeça.

– Não precisa se preocupar com isso. Digamos que foi uma obrigação para com a minha família. – Disse isso lançando um olhar cordial para Drogo que sorriu.

– Hã? Família? – Thorin questionou com evidente confusão.

– Ora, veja a hora, querido. – Interveio Bilbo, que logo percebeu que a conversa não deveria continuar em ambiente tão formal e com tantos ouvidos quanto o sala do trono naquele momento – Deveríamos convidar o Lorde Elrond para o chá das quatro, não é mesmo?

O rei soltou um grunhido, algo que o segundo rei logo interpretou como uma aceitação da proposta.

– Será um imenso prazer acompanhá-los. Gandalf me falou de suas habilidades culinárias; realmente estou ansioso para experimentar a culinária dos hobbits.

– Ora, Gandalf está fofocando absurdos? Nossa culinária não tem nada de especial! – Falou com modéstia, contudo, um coro de protestos por parte dos anões foi logo ouvido pelo o salão, o que fez o segundo rei ruborizar totalmente.

– Acho que o nosso povo discorda disso. – Sussurrou Thorin ao esposo –Bem, elfo, nos acompanhe.

Elrond assentiu com a cabeça e acompanhou a família. Realmente teriam muito o que conversar.

***

– Parentes? Vocês e ele? – Thorin praticamente rugiu os questionamentos. As xicaras que estavam sobre a mesa na sacada do ala da família real tremeram com a explosão desnecessária do rei anão.

– Querido, modos, por favor! – Ralhou Bilbo – E não sei por que a surpresa. Sabes que tenho sangue elfo em minha linhagem, e foi graças a esse sangue, devo enfatizar, que pude engravidar e dar a luz ao nosso filho. Então, pare de melodrama, certo?

Thorin pegou uma xícara de chá e de uma vez sorveu o líquido, contendo os resmungos que por ventura poderiam escapar de sua boca.

– Está tudo bem, eu entendo como isso pode ser uma grande surpresa. –Falou Elrond, com polidez.

– Mas creio, senhor Elrond, que não foi para discutirmos nossa relação de parentesco que veio a Erebor.

– Impressionante. Gandalf também me falou de sua esperteza, Bilbo.

– Por Yavanna! O que aquele mago está falando sobre mim por aí a fora?! –Resmungou.

– Não se preocupe, ele só fala coisas boas.

– Sei. Quando vier me visitar terei uma longa conversa com o senhor Mago Cinzento.

Elrond riu, mas logo tomou uma postura mais séria.

– Eu vim aqui, a princípio, para dar minhas congratulações ao casal real pelo nascimento do novo herdeiro. Como tinha falado anteriormente a Drogo, desejo me aproximar mais dessa parte da minha família, já que vocês são descendentes de um tio muito querido — e que temo não ter dado muito apoio na época em que decidiu sair de Valfenda, em busca de encontrar um verdadeiro lar. Estou querendo compensar meus erros...

– Quanto a isso, não se preocupe. – Interrompeu o segundo rei – Seu tio não deve ter nenhum rancor em relação a você, lorde Elrond. Não carregue essa culpa em seus ombros.

O elfo sorriu com aquelas palavras e continuou sua fala.

– Bem, agradeço... Mas minha visita realmente é além disso. Trago notícias de Mirkwood. — Seu tom foi um pouco frio demais.

– Legolas? – Agora era a vez de Fili interromper – Ele está bem?

– Ele está bem — digamos. Depende do que você define como bem. Ele não está machucado e está sendo bem alimentado. Contudo, está trancafiando. Preso em um quarto, isolado do mundo.

– O quê?! – O príncipe anão praticamente estava gritando, e novamente as xícaras sobre a delicada mesa tremeram. Só que, desta vez, o grito não era de birra. Bilbo estava começando a se arrepender de ter sugerido tomarem chá. Temia pela segurança de sua coleção de porcelana.

– E por qual motivo o príncipe elfo estaria preso? – Thorin perguntou, com interesse.

– Pelo visto, o rei de Mirkwood não aprova a relação entre seu filho e o príncipe herdeiro de Erebor.

– Eu sabia- eu sabia. Devia ter ido com ele! Não devia tê-lo deixado só! – Fili estava desolado, irritado e descrente ainda um pouco. Logo se levantou da mesa e, apressadamente, se dirigiu a porta, mas foi impedido por sua mãe, Dís.

– Aonde pensa que vai, mocinho? Por favor, filho de Mahal, não me diga que irá a Mirkwood libertar o seu amado...

– É isso que irei fazer! Já devia ter feito antes!

– Não seja tolo...

– Mãe... Eu não posso abandoná-lo quando ele mais precisa de mim!

– Mas também não pode adentrar em Mirkwood! Thorin, — a mulher chamou a anteção do rei, que até então só olhava — fale algo.

– Eu sabia que Thranduil era meio louco. – Disse o anão com um sorriso no rosto, como se tivesse vencido uma competição imaginária entre ele e o outro rei. Bilbo rolou os olhos com aquele comentário.

– Ele não é louco – Repreendeu, Elrond – Só está cego por suas próprias frustrações amorosas. Mas a princesa Dís está correta: ir a Mirkwood tentando fazer um ato heróico seria algo infantil e não próprio do príncipe pelo qual Legolas se apaixonou.

Isso, sem dúvida, surtiu um efeito imediato em Fili que logo retornou a mesa.

– Mas o que devo fazer? Se não posso ir lá libertá-lo... – A frustração era bastante evidente em sua voz.

– Deve haver uma maneira de fazer Thranduil aceitar esse romance –Bilbo começou a falar bem devagar.

– Já estamos tendo problemas aqui em Erebor devido aos boatos referentes a Fili e o elfo... Sabes o quão é difícil para o meu povo aceitar isso. Imagino que em Mirkwood não será diferente. – Interpôs Thorin – Não é algo que será resolvido tão rápido.

– Talvez, mudar a mentalidade de toda uma raça seja difícil. – Admitiu o lorde elfo – Mas podemos focar somente num indivíduo. Contudo, o problema de Thranduil não é o preconceito... Seu temor é um pouco mais profundo. Bilbo, creio que você, como Breeder, entende esse medo mais do que qualquer um.

O hobbit levou a sua mão ao seu peito, onde residia a marca. Seus olhos se voltaram para Drogo, que parecia não entender o foco da conversa.

– Sim, entendo. – Lógico que entendia, pois tinha o mesmo medo em relação ao futuro de seu primo. A marca significava que as almas de ambos estariam interligadas, bastava que o breeder e seu amante fizessem amor uma única vez. Para um breeder e para um elfo... Era um ato que mudaria toda a vida do casal. Para a sua admiração, Thorin tinha colocado sua mão sobre a do seu amado hobbit.

– Eu também entendo. — Sussurrou o rei anão ao esposo.

– O que devemos fazer, então? – Inquiriu, impaciente, Fili.

– Eu tenho um plano. – Elrond disse – E espero que vocês me ajudem... Pois, creio que sou o principal culpado... Preciso revogar mais um erro do passado.

O coração de Thranduil desde muito antes da morte de seu marido... E o lorde elfo sabia que era sua responsabilidade consertar mais um dos deslizes de sua juventude.

Notas finais
Lady: quem quer fili e legolas de volta da um grito e uma volta ao mundo em 48 hrs