— Acha mesmo que foi correto o que fizemos? Digo, era a nossa festa. Não precisamos sair de forma sorrateira de algo que foi feito para nós... Será que fomos mal-educados? – Inqueria apreensivo, Drogo. Agora que era príncipe, isso era destacado na delicada coroa que agora tinha colocada sobre a sua cabeça, imaginava que devia se portar de forma adequada ao título. Mas sua primeira ação foi fugir da festa de comemoração de seu casamento! Sem informar a guarda ou ninguém. Que estreia "adorável" como príncipe de Erebor, não é mesmo?

— Num se Humprebufe... – Falou o seu amável marido, bem que da fala proferida Drogo nada entendeu, pois Kili estava com a boca cheia de scones, de tal modo que quando falava, farelos saltavam para os lados, sujando sua barba e roupa de gala.

— Kili, falar de boca cheia não é algo muito respeitável de se fazer. Além disso, não consigo entender nada! – Respondeu tentando limpar o rosto do príncipe.

Com esforço, já que era muitos scones que tinha na boca, Kili engoliu. Drogo fez uma cara de desgosto, afinal pode ouvir, literalmente, a deglutição.

"Talvez, eu não devesse me preocupar muito com os bons modos, já que Kili, príncipe de nascimento e criado sobre os preceitos da cultura anã, parece não saber coisa alguma sobre etiqueta" pensou de forma analítica. Mas, não podia esquecer que era um Hobbit e também um Bolseiro, bons modos (principalmente a mesa) faziam parte do seu ser, tal como a agricultura e o amor pela arte culinária.

— Eu disse não se preocupe. Digo, eles nem irão notar nossa ausência!

— Mas...Como eles não vão notar? É festa do nosso casamento. – Frisou.

— Ainda mais, por ser a nossa festa, cabe a nós dizer se queremos sair mais cedo ou não! Ora, temos direito de comemorar ao nosso modo! – Nisso tirou mais um sconne do bolso e comeu, todo sorridente.

— Bem...Acho que você pode estar certo. – Drogo ainda estava relutante.

— Não seja tão medroso. – Provocou Kili dando um leve cotovelada no esposo – Cadê o Hobbit guerreiro que conheço? A coroa fez com que perdesse a bravura?

— Lógico que não! – respondeu o hobbit fazendo biquinho.

— Então... – Kili ofereceu a mão – Me permita mostrar a surpresa que tenho reservado para nós.

Drogo lutou contra a vontade de sorrir com o jeito galante de brincalhão de seu marido, ao final aceitou a mão sem hesitação.

— Kili, o que você aprontou?

— Se eu contar, deixará de ser surpresa. – Falou em um tom misterioso, puxando o seu hobbit consigo. Deste jeito, subiram mais degraus até alcançarem o topo. Drogo não tardou em reconhecer o local, era o seu jardim. Agora que o inverno tinha terminado, suas queridas flores exibiam seu esplendor e perfume, mesmo a noite.

— Esses últimos dias nem tive tempo de vir aqui... – Admitiu se sentindo culpado. Durante o inverno nada pode fazer para o jardim. Com a preparação do casamento conseguinte ao início da primavera, também não tivera tempo para a jardinagem. Estava admirado em ver o seu jardim vivo e belo.

— Como é possível? – Inqueriu.

— Pedi ajuda de alguns jardineiros elfos e humanos. – Confessou Kili com certo nervosismo – Sei que você quer cuidar dos eu jardim sozinho... Mas, queria lhe oferecer um presente de casamento. Encomendei flores especiais para ocasião.

— Flores que florescem a noite? – Concluiu Drogo tocando em uma pálida rosa que parecia emitir luz própria.

— Exato. – Assentiu Kili – Desculpe ter tomado essa iniciativa.

— Confesso que tenho um certo ciúmes do meu jardim, mas não irei ser cego e não admitir o quão lindo ele está! Esses jardineiros são mesmo profissionais. Isso só mostra que tenho que me esforçar para desenvolver minhas próprias habilidades... – Falava isso enquanto andava por entre os arbustos faiscantes. As frutas vermelhas também emanavam um brilho tão tênue que a primeira vista, Drogo imaginou que se tratavam de vagalumes.

— Fico feliz que tenha gostado. – falou o príncipe, mais aliviado.

— Essa era a sua surpresa? – apesar de achar o gesto muito fofo de seu marido lhe entregar um jardim que brilhava como as estrelas, sentia que não devia ser só isso.

— Parte dela. – Nisso ele apontou para um local no jardim. Ali se encontrava algo destoante com a paisagem, ao ponto de deixar Drogo boquiaberto.

— Uma cama?

— Correção: nossa cama. Pelo menos, por essa noite.

Kili!? – Drogo corou, o seu marido segurou pela mão e o guio para perto da referida cama. Os lençóis eram de coloração esverdeada, combinando com as árvores que a flanqueavam. Na verdade, essas ditas árvores pareciam se curva diante da cama, oferecendo uma espécie de proteção contra as intempéries do clima.

— M-mas...Iremos fazer aqui? Digo, em um lugar tão exposto? Outros podem nos encontrar aqui e...

Kili sorriu.

— Não lembro de você reclamar sobre isso quando nos divertimos na festa do senhor Thranduil. Recordas? Ficamos bem à vontade nos jardins do rei elfo.

Se Drogo estava corado antes, agora acabara de adquirir um tom diferenciado de vermelho. Cor essa que se alastrou por todo o corpo do hobbit.

— E-eu...Eu... – Não sabia como responder, afinal, Kili estava certo.

— Não seremos incomodados. Dei ordens expressas que ninguém, além de nós, poderia adentrar nesse terraço. Viu? Pensei em tudo!

Drogo apenas assentiu. O gesto era muito bonito, tinha que admitir, mas o que sua mente realmente prestou atenção foi no fato que estavam, por fim, sozinhos. O momento havia chegado. E o que Drogo iria fazer? Entrar em pânico.

— Nervoso? – questionou Kili ao ver que Drogo parecia estar paralisado.

— N-não. Quero dizer... Sim...Eu... – Começou a remexer a aba de sua camisa, focando seus olhos no chão, mais precisamente na grama verde e fresca do maravilhoso jardim.

— Drogo. – Chamou o príncipe, mas o seu amado não o respondeu. Kili tocou com delicadeza o queixo do seu Hobbit o fazendo levantar o rosto.

— Aí está...Meu belo esposo. – Sorriu com ternura, Drogo não pode se abster de corresponder ao gesto.

— Não é só você que estar nervoso. Eu também compartilho o mesmo sentimento. – Confessou.

— Você não precisa mentir para mim... – Sussurrou.

— Não. É a mais pura verdade. – Nisso Kili pegou a mão de Drogo e a levou ao seu peito, mais precisamente sob o seu coração. Lá o Hobbit pode sentir as fortes batidas do coração do príncipe anão. E não eram só fortes, também eram rápidas. Muito semelhantes ao que seu coração sentia no momento.

— Ohh...

— Viu? Somos iguais. – Falando isso levou o jovem esposo para a cama. Havia uma certa hesitação, como se ambos tivessem embaraçados com o que iria vir a seguir. Sim, já tinham se beijado e se tocado, mas agora era diferente. Sua primeira noite que compartilhavam o leito como um casal. O evento que levaria o entrelaçamento de suas almas, ao surgimento da marca.

Drogo estava sentando a frente de Kili, não sabia aonde colocar as suas mãos. De forma nervosa, enrolava com o dedo um dos seus cachos.

— Então, qual o passo seguinte que devemos seguir no protocolo nupcial?

Com essa pergunta, Drogo deixou escapar uma risada. O nó que tinha no estomago se dissolveu um pouco.

— E desde quando você se preocupa em seguir protocolos?

Kili deu um meio sorriso.

— Quero fazer tudo certo... Para que essa noite seja a mais memorável de sua vida.

Droga sorriu. Sacudiu a cabeça, se livrando de todas aquelas preocupações tolas. Levou a mão a sua roupa e começou a se despir, sob o olhar abobado de Kili Durin.

— Essa noite já é memorável para mim, simplesmente por estar compartilhando com você. – Suas mãos tremeram ao retirar a túnica azulada. Apesar de ainda estar de calças, se sentia por demais exposto agora com o peitoral nu.

— Acho que não quero fazer isso sozinho. – Insistiu para o anão que ainda o observava, meio que boquiaberto.

— Eu te ajudo! – Falou todo animado, começando a puxar as calças de Drogo.

— Kili! Eu estava falando para você se despir também! – Choramingou, sentido suas calças serem retiradas sem muito protesto de sua parte.

— Por Mahal... – Kili admirou o hobbit que tinha diante de si. Todo aquele olhar, ainda mais quando este descia e inspecionava o corpo de Drogo com tamanho deslumbramento, fazia com que o jovem hobbit se encolhesse com timidez.

— Você já me viu nu antes. – Lembrou o menor.

— Pode até ser... – Sussurrou Kili deixando a sua mão acariciar o rosto do hobbit e começando a descer com lentidão. Agora passava pelo pescoço. Peitoral. Abdômen. Continuava a descer.

— ... Mas essa vez é especial. Desta vez posso tê-lo totalmente para mim. Sem nenhum impedimento ou retaliação.

Kili alcançou o seu alvo, arrancando um gemido abafado de Drogo. O seu membro já estava por demais excitado, algo que foi percebido de bom grado pelo príncipe anão. O hobbit tinha colocado as mãos sobre a boca, tentando conter os sons que porventura iria produzir.

Meu tesouro. — falou Kili na língua anã, dando um beijo amoroso nas mãos trêmulas do seu esposo – Não contenha a sua voz. Esse momento é só nosso. Ninguém irá nos interromper ou nos ouvir...

Drogo, com relutância, libertou a sua boca só para começar a gemer ao sentir as mãos de Kili massageando o seu membro.

O estímulo era demais. Na verdade, o jardim, a cama ao céu aberto, o casamento. Tudo isso parecia causar um efeito em si mesmo, como estivesse mais sensível que o habitual. Cada toque, cada beijo efetuado por Kili o levaram ao limiar da êxtase. Por causa disso, não demorou muito para alcançar o ápice de prazer. Gozou, melando não só as mãos hábeis do anão, mas também seu abdômen.

— Isso foi rápido... – Comentou Kili com um sorriso soberbo nos lábios.

— Cala a boca... – Resmungou, Drogo, envergonhado. Como explicar as reações de seu próprio corpo? Estava mais sensível e ainda mais excitado. Sim, mesmo gozando, sentia que seu membro ainda estava ereto e requisitando atenção.

"Por yavanna...Me tornei um pervertido!" Pensou, tentando ocultar o referido membro com as mãos.

— Humm? – Agora sim Drogo iria falecer devido ao embaraço, pois naquele momento Kili lambia os dedos, dedos esses sujos do gozo do Hobbit. Kili lambia com lentidão seus dígitos, saboreando o sabor de Drogo...E todo aquele movimento e degustação era observada pelo Hobbit com fascinação.

— K-Kili...

O anão não o respondeu, ao invés disso ele se posicionou entre as pernas do Hobbit. Aproveitando a nova localização, Kili começou a deixar uma trilha de beijos pelo abdômen do seu esposo, descendo, desviando de forma proposital da área mais excitada do menor. Continuou beijando e mordicando a pele alva (agora avermelhada) do Hobbit. A coxa era seu alvo no momento, mordiscando a parte interna da mesma arrancando gemidos de prazer de Drogo.

— Kili... – Suplicou, mas pelo o que? Para que parasse? Para que continuasse? Sentir a boca quente de Kili roçando a parte interna de sua coxa, tão perto de seu sexo era uma tortura. Calafrios percorriam seu corpo.

— Já chega... – Disse em um tom mais severo, mesmo que ocultado pelo ofegar de sua voz.

— Quer mesmo que eu pare? – Kili perguntou dando uma lambida por demais perto do membro agora pulsante de Drogo.

— Já chega de procrastinar...Faça logo...O que deve fazer... – Exigiu, Drogo.

— E o que seria, meu querido esposo?

Desta vez Drogo fez cara feia quanto as atitudes de seu querido marido.

— Se não dizer, como irei saber o que fazer? – Kili fez sua melhor expressão de inocência. Drogo tinha que admitir que ele realmente um ótimo ator.

Drogo mordeu o lábio inferior. Como iria dizer aquilo em voz alta? Sim, sabia que estavam sozinhos, mas isso não diminuía o peso das palavras a serem preferidas.

— Se não quer fazer eu faço sozinho! – Resmungou tentando empurrar o anão, mas esse sorriu de forma travessa.

— Você iria colocar o seu pênis em sua boca e se satisfazer? É isso? Drogo...Você não é tão flexível assim...

Drogo corou em um tom ainda mais incandescente de vermelho.

— Falar essas coisas...Em voz alta...Não é apropriado! – Choramingou.

— Mas era isso que você queria, não é? – Insistiu Kili, se aproximando mais do envergonhado hobbit.

— Sentir minha boca quente em seu membro... Te saboreando aos poucos.– Sussurrou fazendo Drogo tremer de prazer. Será que podia gozar apenas ouvindo as palavras de Kili? Não poderia permitir isso, ainda mais quando Kili ainda estava vestido e nem ao menos tinha sido tocado nem nada!

Lógico que Drogo não pensava naquilo como uma competição, mas não podia negar a diferença quanto a situação em que ambos estavam vivenciando.

Drogo era um guerreiro... Não iria sucumbir os encantos de Kili. Certo, talvez Drogo fosse sim meio competitivo.

— Kili. – Drogo segurou o queixo do anão – Use sua boca para algo mais útil do que ficar tagarelando.

Pronto, disse. O embaraço ainda estava lá, mas fora substituído por uma certa satisfação ao ver a expressão surpresa no príncipe anão. Pena que tal expressão só durou poucos segundos.

— Como queira, meu esposo. – Falou lançando um sorriso provocador.

Kili Durin cumpriu o comando com perfeição. O membro de Drogo foi abocanhado. Subitamente houve uma mudança nas sensações, já que segudos atrás estava exposto ao ar frio primaveril, mas agora o sensível órgão estava envolto por uma deliciosa sensação morna e úmida. Drogo praticamente gozara novamente, mas tinha que se controlar...

Kili começou a movimentar a sua boca. Sugando o membro com certa voracidade. Sugava. Lambia a base do pênis seguindo até o seu ápice. Fazendo questão de saborear as góticas de pré-gozo que escorriam. Suas mãos ainda brincavam com o saco escrotal de Drogo, massageando suas bolas com afeição.

— Yavanna... – Não sabia se seria uma ofensa a deusa falar o seu nome em momentos tão carnais. Entretanto a sua mente pouco se preocupava com heresia e sim com os movimentos da língua do príncipe anão sobre a cabeça de seu pênis. Percorrendo seu prepúcio e mordiscando a pele sensível.

— N-não... Se fizer isso...Eu irei gozar... – Choramingou, contradizendo sua própria fala com as ações de seu corpo, afinal, suas mãos estavam afundadas nos cabelos escuros de Kili, o pressionando de encontro a seu sexo. Queria sentir mais daquela habilidosa boca e língua. Contudo...Algo o impedia de se entregar aos prazeres do momento.

— Esse é meu objetivo...

Drogo negou com a cabeça. Kili achou belo observar como os cachos castanhos de seu amado agora grudavam em sua pele suada, de modo que pouco se moveram com o movimento do Hobbit.

— Quero gozar com você dentro de mim. – Declarou o menor, fazendo o coração do Durin quase parar devido a emoção.

— E-eu também desejo isso! Digo...Não com você dentro de mim...Mas eu dentro de você...Não que eu não acho interessante a opção de você dentro de mim. Er... – Kili engoliu em seco, talvez estivesse falando um pouco demais.

Drogo sorriu e deixou que suas mãos acariciarem o rosto do seu marido.

— Podemos testar a outra opção mais tarde. – Prometeu.

Kili assentiu com muita animação. Na verdade, a empolgação também foi observada no modo como ele se despia. O manto que usava foi descartado para o lado. A túnica quase foi rasgada e as calças... Quando chegou nessa peça de roupa, Kili fez questão de desacelerar.

— Quer mesmo me torturar? – Resmungou o Hobbit.

— Drogo, querido...Não sabia que estava tão ávido assim para ver meu corpo nu?

Drogo corou, mas não iria deixar o príncipe anão afetá-lo tanto assim. Estendeu a sua mão e segurou a aba da calça de Kili. Seus dedos roçaram os pelugem que emergia da virilha. Anões eram tão peludos...Hobbits só detinham pelos sobre seus grandes pés. Aquilo era de certa forma fascinante.

Kili sentiu sua excitação aumentar ainda mais ao sentir os dedos de Drogo acariciarem o seu baixo ventre. Esquecendo da provocação, acabou por abaixar as calças libertando o seu massivo membro.

— Por Yavanna e Mahal... – Sussurrou Drogo. Sim, já tinha visto o membro de Kili, mas sempre era uma surpresa. O fato de os anões serem bem-dotados não era uma mentira divulgado por aquela raça para se vangloriar.

"E isso deve entrar dentro de mim?" Era um questionamento que já tinha feito antes, mas graças as suas conversas com Bilbo sabia que era capaz de aguentar.

E não podia negar que desejava sentir aquilo em si. Os dedos de Drogo agora navegavam sobre o falo. Kili conteve um gemido mordendo o sue lábio inferior.

— Querido... Quero ouvir a sua voz. Afinal, ninguém aqui irá nos interromper ou ouvir. – Provocou o Hobbit deixando sua mão explorar o membro do marido, masturbando com lentidão. Seu embaraço estava praticamente esquecido...

— Drogo...Você pode ser bem provocador, sabia?

— Você é meu professor...Apenas estou seguindo seus ensinamentos. – Piscou travesso o Hobbit.

Kili riu. Com delicadeza retirou a mão curiosa de seu amado, pois se continuassem com aqueles toques não seria capaz de manter o controle. Ainda mais, tal como Drogo, desejava gozar quando por fim estivessem unidos. Mas antes precisava preparar o seu esposo para recebê-lo. Óin o havia entregado um frasco contendo um lubrificante, mas Kili tinha planejado outra forma para resolver essa questão.

O príncipe anão segurou a cintura do seu Hobbit e o virou de forma brusca. Drogo soltou um gritinho assustado.

— O que você pensa que está fazendo? – Exigiu saber, mas como resposta teve mais uma ação surpresa de Kili. O anão agora tinha levantando a bunda de Drogo, fazendo que o mesmo ficasse de quatro sobre a cama.

— Kili, o que ... – Iria fazer a pergunta novamente, mas a mesma acabou morrendo em sua garganta ao sentir suas nádegas serem separadas expondo a sua entrada.

— AH! – Exclamou o Hobbit com mais surpresa algo úmido tocando aquele local tão íntimo.

Drogo não conteve o grito de prazer, não imaginava que sentiria tamanho deleite com aquilo. Kili, por sua vez, se viu incentivado a continuar com suas ações ao ouvir as respostas bastante eloquentes de seu amado. Continuou lambendo a entrada de Drogo com fervor, não só atendo a tarefa de lubrifica-lo como também saborear o seu sabor.

O Hobbit cerrou seus punhos sobre os lençóis da cama. Seu corpo tremia com os estímulos. Novamente estava chegando em seu ápice, mas desta vez não iria interromper Kili ou tentar impedi-lo. Como iria dizer não quando sentia tão bem? Mas, pelo visto, Kili tinha outros planos, pois logo interrompeu...

— Kili...Eu não acredito! – Drogo estava prestar a listar uma lista de palavrões élficos e anões que tinha aprendido, afinal Kili podia ser deveras irritante, iniciando uma de suas traquinagens e as vezes não as terminando, ou pior iniciando outra totalmente distinta. Kili tinha que aprender em permanecer no curso de uma ação até o seu fim...

Kili apenas gargalhou, podia ver o quão irritado estava o seu Hobbit, mas logo iria distraí-lo com outra coisa.

— Devemos gozar quando eu te penetrar, não foi esse o combinando? – Falou isso já se enquanto se posicionava na entrada agora mais do que lubrificada.

Desta vez Drogo não emitiu qualquer manifestação de irritação ou de reclamação. Pelo contrário, o jovem Bolseiro parecia antecipando o que iria acontecer. Kili não iria deixá-lo esperando.

Com cuidado o príncipe anão o penetrou. De iniciou temeu que o estivesse machucando. Sabia da diferença em relação o seu tamanho...Sabia que a primeira vez poderia ser dolorosa. Apesar de sentir tamanho prazer, nada valeria se Drogo não compartilhasse do sentimento.

— Por tudo que é verde... – Resmungou Drogo.

— Desculpe...

— Não se atreva a parar! – Decretou.

Kili sorriu, quem era ele para negar um pedido de seu esposo?

Continuou a penetrá-lo, lentamente até o fim. Agora era a vez de Kili tremer devido a excitação. Finalmente podia sentir o que tanto almejava. A pressão. O calor. O pulsar. Tudo era ainda mais perfeito do que tinha imaginado.

— D-Drogo... – Arfou, sua voz estava falhando.

— C-continue... – Pelo visto, não era o único que tinha a vez folha.

Kili começou a retirar o seu membro, apenas para penetrá-lo novamente. O anão emitiu um grunhido de prazer, quase animalesco.

— AH! – Gemeu Drogo, arqueando as costas. Apesar da pressão que sentia dentro de si, a dor era praticamente nula. O prazer era demasiado, além disso havia uma estranha sensação de ligação que se tornava cada vez mais forte a cada estocada.

Os movimentos de vai e vem se perpetuam. Cada vez mais fortes, mais erráticas. A cama movimentava em sincronia aos amantes. As folhas das árvores, também chocalhadas, caiam sobre o casal que estavam totalmente alheios ao que ocorria em sua volta.

— K-Kili... – Lágrimas rolavam da face, prazer a cada estocada – Estou perto...

Kili não conseguiu nem formular palavras, suor escorria por seu corpo e músculos. Suas mãos seguravam a cintura de Drogo, com um movimento brusco acompanhado de um gemido de puro prazer. Tinha alcançado o seu limite e pelo espasmos que observava em Drogo, o seu amado também não mais conseguia aguentar.

— KILI! – Gritou Drogo enquanto ejaculava, não demorou para sentir o líquido quente o preenchendo, acompanhado por um resmungo grutal por parte de Kili.

O prazer sentido era indescritível. Ainda mais, havia a sensação de completitude, como se duas peças de um quebra-cabeça tinham, por fim, se encaixado. Seria esse o sentimento que indicava o entrelaçamento de suas almas? Buscando a resposta para essa pergunta, Drogo levou a mão ao peito.

— Oh... – Sussurrou admirando por sentir os delineamentos da escrita élfica. Sim, ali estava a marca...Tivera tanto medo daquilo. Saber que um dia, como prova de ser Breeder, iria entrelaçar sua vida a outra pessoa. Tivera medo, mas agora se sentia realizado. Ficara junto de Kili até o fim de seus dias. Como aquilo poderia ser ruim?

Dedos quentes sobrepurgeram aos seus. Kili colocara a sua mão sobre a sua e também analisava as escritas que se formaram no peitoral de Drogo.

— Lindo... – Murmurou com carinho.

Os dois ainda estavam conectados, mas tal conexão era bem mais profunda que a união dos corpos.

— Eu te amo, Kili Durin. – Declarou o menor em um suspiro.

Kili abraçou Drogo por trás, afundando seu rosto na junção do pescoço e ombro do Hobbit.

— Eu também te amo, meu tesouro.

Folhas e flores continuavam caindo sobre a cama, os cobrindo como uma coberta aconchegante e perfumada. Aquele era apenas o começo de sua vida de casado, mas já sentia que seria uma bela e excitante aventura...

— Você está pronto para continuarmos? A lua de mel apenas começou... – Falou isso mordiscando o pescoço do Hobbit.

— Eu preciso repor minhas forças!

— Bem...Eu tenho um sconne bem aqui...Em algum lugar... – Falou isso tateando na cama, revirando suas roupas descartadas.

— Mais scones!? Onde você conseguiu guardar tantos? Sei que os scones do primo Bilbo estavam sendo distribuídos hoje sem o perigo de Rei Thorin nos trancar nas masmorras...Mesmo assim, não devia ter trazido tantos!

— Você não está com ciúmes dos scones, está?

— Posso fazer scones melhores. – Prometeu Drogo com teimosia.

— Hum... Será que consegue? – Provocou, sabendo que estava atiçando o espírito competitivo do Hobbit.

Drogo respondeu soltando um resmungo, voltando o seu rosto para lado e roubando um beijo do seu amado.

— Falemos de scones depois, sim? Agora gostaria de...Continuar aproveitando a nossa noite. – O hobbit falou isso em um tom bastante sedutor. Como Kili iria negar tal pedido? Pelo visto, iria sempre seguir as ordens de seu esposo...

Notas finais
Desculpe pela demora pessoal! Espero que tenham gostando desse evento especial... O proximo será com Legolas e Fili!