— Acthim! — Espirrou Bilbo enquanto tentava se desfazer de sua roupa, agora ensopada pela a neve derretida. Fora divertido brincar na neve, ainda sendo caçado por um certo rei anão furioso. Ter sido capturado por ele e...Bem... Thorin tinha que aprender se controlar! Estavam em público e ainda mais, em meio a uma guerra de bolas de neve! Que, alías, se tornara ainda mais acirrada com a chegada dos humanos liderado por Bard.

— Se eu ficar gripado no resto do festival Yule, juro que irei forçar Thorin dormir no salão do trono! — Resmungava.

— Ora, primo...Não vai negar que foi divertido. — Drogo estava ali para ajuda-lo, além de também cuidar de Frerin que, para a alegria do infante, também tinha ganhado algumas bolas de neve no seu rostinho. Lógico que foram pequenas e leves bolinhas, mas o bebê estava tão feliz por participar da brincadeira que simplesmente não conseguia ficar parado no colo do outro hobbit.

— Acho que Frerin quer brincar mais na neve... — Sugeriu o Bolseiro mais novo, era difícil segurar o seu priminho quando este insistia em escorrer de seus braços.

— Ele pode querer, mas não vai acontecer tão cedo! Pior do que eu pegar uma gripe é esse danadinho ficar doente! — Bilbo pegou o ansioso bebê em seus braços — Ele precisa é de um banho quente!

Ou ouvir a menção da palavra banho, Frerin II abriu a boca e começou a chorar.

— Por Yavanna! Você puxou mesmo aos anões! Um hobbit nunca reagiria assim, afinal um bom banho é extremamente necessário a um Hobbit respeitável.

Drogo apenas riu.

— Alias, você ouviu sobre a programação do fim da tarde? — Questionou o segundo rei enquanto levava o seu rebelde bebê para a banheira. Drogo o acampanhou, solicito.

— Bem... Kili me falou que haverá um grande banquete. Competições.

— Hum... Anões são muito competivivos.

— Ora, nos hobbits também! — Enfatizou o jovem Bolseiro — Ou esqueceu das competições de culinária?

Bilbo sentiu um sorriso nostálgico se formando em seus lábios. As competições de culinária, que normalmente ocorriam na primavera, eram um dos poucos eventos comemorativos que ocorriam em Hobbiton. Bilbo sempre partipara, lutando (as vezes, literalmente, usando utensílios de cozinha e mesmo as próprias comidas feitas) pelos primeiros lugares.

— Também havia as competições de melhor jardim...E da melhor horta. — Recordou.

— Sim! — Assentiu, animado, Drogo — Aposto que agora, com os Orcs afastados, as competições devem ter se tornando ainda mais acirradas!

— Verdade. — Assentiu meio tristonho, não veria, tão cedo, tais competições. Drogo deve ter percebido a mudança no semblante do primo, pois logo mudou de assunto.

— Haverá uma competição de dança. — Soltou sorridente.

— Thorin mencionou algo...

— Kili falou que será algo bem diferente! Ele insistiu para que eu assistisse! Parece que a dança tem algum significado...

Bilbo sorriu.

— Para os anões, tudo parece ter um simbolismo. Veja a importância que eles dão aos pelos capilares, ao tipo de broche utilizado, quem deve trançar suas barbas e cabelos, a cor das roupas... Não me surpreenderia que a dança também teria algum significado oculto por trás! — O segundo rei falava isso enquanto lavava os cabelos do filho, agora mais crescidos, mas não o suficiente para colocar os dois broches confeccionados por Thorin, com auxílio de Bilbo, que representam a sua herança... A linhagem Durin e dos Bolseiros.

— Bem, então devemos nos apressar, se queremos ver as habilidades dançarinas de nossos formosos anões. — Piscou Bilbo retirando o seu bêbe que no momento, parecia chateado por se ver longe da água quentinha.

— Agora você quer ficar na água? Frerin II, você está sendo contraditório! — Reclamou, mas o seu filho estava mais preocupado em chutar, fazendo a água da banheira que Drogo tinha enchido previamente se lançar para todos os lados.

— Bem, você tinha que tomar banho mesmo... — Disse, solicito, o seu primo que pegou o rebelde bebê do outro Bolseiro.

— Pois é... — Riu Bilbo olhando a sua camisa e calças de linho molhadas, que usava por debaixo do casaco azulado de pele que descartara momentos atrás — Meio que já tomei banho.

Drogo não estava muito diferente, afinal, também “lutara” bastante na neve e dar banho em seu priminho sempre resultava em danos aquáticos acidentais.

— Desculpe, Drogo...Você também... — Bilbo percebeu o estado do seu próprio primo — Eu não devia ter pedido para que...

Drogo negou com a cabeça, ao fazer isso seus cachos úmidos, respigaram gotículas para os lados.

— Besteira! Sabe que adoro te ajudar com Frerin! Além disso, você irá me compensar mais tarde...

— Irei? — O outro hobbit ergueu as sobrancelhas, interessado.

— Sim, quando... Eu tiver meus próprios filhos. — Revelou meio embaraçado — Você irá me ajudar, não é?

Um grande sorriso se fez nos lábios do Bolseiro mais velho.

— Lógico. Quero estar presente na formação de sua família como você está presente na minha.

Drogo assentiu, com um sorriso curto, tímido, porém exibindo verdadeira felicidade, estampado em seus lábios.

~**~

“Onde está Thorin Escudo-de-carvalho Bolseiro-Durin?” Pensava, desconfiado, quando descia as escadas, rumo a sala do trono, não estava sozinho, Drogo o acompanhava com Frerin, agora sonolento, em seus braços. Os hobbits tinham se banhando e vestido. Logo depois, a dupla se encontrou com os humanos e elfos, para uma formidável hora do chá. Contudo, não avistaram nenhum dos seus companheiros anões.

— Eu não acredito que Thorin me deixou sozinho para lidar com as visitas! — Dizia, com fúria — Posso ser o segundo rei, mas ele é o primeiro, isso significa mais responsabilidades!

— Primo, você fala como não tivesse gostado da hora do chá. Que aliás, foi muito divertido... Você, o rei elfo e Bard fofocaram muito! Não imagino Thorin compartilhando desse tipo de ...Digamos... Entretenimento.

— Por Yavanna, Drogo! Nós não fofocamos! Só foi uma conversa amigável!

— Aham. — O jovem hobbit riu, pois uma coisa os hobbits sabiam fazer e eram fofocar. Bilbo podia negar, mas era exatamente isso que eles estavam fazendo. O pai de Legolas parecia saber todas as desventuras de Thorin, durante a sua infância, e fez questão de lista-las. Bard, por sua vez, parecia saber todas as aventuras românticas dos jovens do seu reino (apesar de nunca utilizar seus nomes verdadeiros, contudo Bard sempre enfatizava que se tratava de histórias reais). Romances proibidos. Traições. Namoros as escondidas. Drogo não sabia muito bem como ele sabia de tudo isso, mas pelo que indicou, fazia parte do seu passatempo coletar tais boatos, além de que gostava também de escrever romances melosos e dramáticos, algo que interessou (e muito) Bilbo e o elfo.

A comitiva elfa não era composta unicamente por Thranduil, obviamente, Elrold, o lord de Valfenda, também tinha vindo participar do festival, além dele temos o seu filho Elladan, Tauriel e Legolas. Elrold e Tauriel pareciam entretidos se dedicando a serem babás temporárias de Frerin II, enquanto Elladan e Legolas pareciam brigar entre si. Drogo concluiu que os dois jovens elfos estavam começando a se comportar como irmãos...

Drogo concluiu que o fim de tarde foi proveitoso, mas não podia negar que também desconfiava da ausência de seus companheiros anões.

“Será que isso tem algo relacionado com a dança?”.

Enquanto conjeturava uma explicação, os dois hobbits (mais o bebê) chegaram ao fim da grande escadaria foram recebidos por Balin, o primeiro anão de seu grupo de amigos que viam depois de horas...

— Majestade, mestre Drogo e vossa alteza Frerin! Fico feliz com a presença de vocês aqui, pois eu já iria subir para chama-los. — Disse todo animado o velho anão.

— Nos chamar é? E quanto ao meu marido? E meus sobrinhos? Ou mesmo Dwalin que deveria ser meu guarda-costas? Eles não podiam vir me chamar? — Inqueriu Bilbo cruzando os braços diante do peito. Drogo deu um sorriso nervoso para Balin que não parecia se sentir ofendido com o modo com que o segundo rei falava.

— Bem, existe um porquê disso... — Respondeu de forma misteriosa, enquanto falava guiou os curiosos hobbits para o salão de festas, que se localizava ao lado do salão do trono. O referido salão estava todo decorado, ainda mais do que tinha visto naquela mesma manhã. Longas mesas foram dispostas nas extremidades do imenso salão, deixando um grande espaço vazio no centro.

— Isso tudo é para a dança? — Questionou Drogo, assombrando.

— Não é uma dança qualquer. — Enfatizou Balin que os direcionava para uma das longas mesas, sendo esta dispostas na extremidade norte do salão, mesa essa onde os representantes da comitiva elfa e humana já se encontravam sentados.

— Nossa...Quanto mistério! — Resmungou Bilbo.

— E bote mistério nisso! — Concordou Legolas, que sua prodigiosa audição élfica — Fili me evitou o restante do dia.

— Talvez ele já tenha cansado de você... — Sugeriu Elladan que bebericava a sua taça de vinho — Falo por experiência própria, afinal, eu mesmo estou cansado de seu mal-humor...Ahhh cadê o Fili? Onde ele está? Ohh! Meu coração vai se despedaçar! Meu amor me evita! Irei ficar resmungando e lançando olhares furiosos para todos! Buaaa! Sou um príncipe melodramático.

Tauriel que também bebia, se engasgou com a sua bebida, ao ouvir a imitação de Elladan, que era por demais exagerada e chamara atenção de todos os membros da mesa para si.

— Você ficou me seguindo por que quis! — Ralhou Legolas, com as bochechas coradas — E eu não falo deste jeito! Tauriel...Você está rindo?

— Eu? N-não! — Tauriel forçou uma tosse para ocultar o seu evidente riso.

— Eu tenho que te seguir, sou seu irmão. É meu dever fraterno te importunar. — Falou isso com um tom solene.

— Você não é meu irmão de sangue!

— Nossos pais dividem a mesma cama, acho que isso me faz ser seu irmão em termos legais. Não compartilhamos o sangue, mas existe um laço nos unindo, mesmo que seja resultado das relações carnais de nossos pais...

— Elladan! Por favor! — Elrond falou em um tom de advertência — E pare de importunar o seu irm...Digo...Legolas! É por isso que seus outros irmãos, Elrohir e Arwen, exigiram que você permanecesse em Mirkwood!

— Eles que estão perdendo a diversão...Mirkwood é mais divertido do que Valfenda!

Legolas rolou os olhos. Desta vez foi Drogo que teve que segurar o riso.

— Bilbo! Nos reencontramos de novo! — Saudou o rei elfo, levantando a sua taça de vinho para o segundo rei que respondeu com um aceno, podia ver que as bochechas de seu amigo estavam coradas, provavelmente indicando o quanto Duil já tinha bebido.

— Os vinhos que estão sendo servidos são de várias vinícolas de diferentes reinos, temos vinhos do condado, de Dale, obviamente o perfeito vinho de Mirkwood e essa porcaria de Erebor... — Falou isso olhando com desgosto para a própria taça e bebendo logo em seguida.

— Porcaria, é? Eu vi que você bebeu umas cinco taças desse referido vinho. — Comentou Bard, que estava próximo comendo um prato de carne assada.

— Eu só estou degustando! — Se defendeu o rei elfo.

— 5 taças?

— Talvez devesse degustar outra coisa, como água... — Sugeriu Elrond.

— Por acaso você está sugerindo que eu, Thranduil, não sou capaz de aguentar o efeito alcoólico desse vinho de péssima qualidade! — Para sustentar seu argumento, Duil se levantou, subitamente, de sua cadeira. Entretanto, o elfo sentiu-se meio tonto e quase caiu, sendo amparado por Elrond.

— Eu tropecei somente! Não estou bêbado! — Ralhou.

— Aham. Claro. Claro. — O elfo deu uma piscadela para Bard que, por sua vez, trocou a taça de Duil por uma contendo suco de uva.

— Que mesa animada, não é mesmo? — Bilbo disse se sentando, Drogo o acompanhou. Frerin agora já estava bem acordado, já levantando os bracinhos para ser carregado por alguém da mesa.

— Agora que vocês estão acomodados, podemos começar com o evento principal. — Anunciou Balin — Para isso, devo pedir licença para me retirar, tem alguns detalhes finais a qual tenho que verificar.

E com isso ele se distanciou, não dando tempo para Bilbo o questionar.

— Por tudo que é verde! O que essa dança tem de tão especial, afinal! — Disse rangendo os dentes.

— Oh! Você não sabe? — Duil ergueu as sobrancelhas — Aquele idiota que você chama de marido não te contou?

— Duil... — Elrond interviu — Não acho que seja diplomaticamente correto chamar o rei de uma nação de idiota.

— Principalmente quando somos os visitantes dessa referida nação! — Acrescentou Legolas.

— Não, está tudo bem. Thorin é de fato um tolo! — Falou Bilbo, enfático — Mas você sabe mais sobre essa dança?

— Sim, é algo quase que sagrado para os anões. — Informou o rei elfo — Parece que essa dança também é uma forma de se conectar com Mahal...

Também, você diz? — O hobbit ergueu as sobrancelhas.

— Sim. — Piscou Duil — A dança também é uma forma que os anões se utilizam para expressar seus sentimentos. Bem, você deve ter notado que os anões se expressam mais com ações do que com palavras, não é mesmo?

— Você não me falou nada a respeito disso! — Acusou Legolas.

— Ora, querido filho, você não me perguntou. — Nisso Duil bebericou a sua bebida e fez uma careta, provavelmente notando que o conteúdo da taça fora trocado por suco.

O som grave de cornetas moldadas de ferro e cobre, se propagou pelo ambiente, fazendo vibrar as pilastras de pedra. Isso devia ser o sinal para indicar o inicio da tão esperada dança.

— P-por Y-Yavanna... — Balbuciou Drogo ao ver o grupo de anões adentrar. Não demorou para identificar Kili e de imediato corou das cabeças aos pés.

— Eles estão se camisa? — Elladan notou — Meus olhos irão derreter!

Ignorando o drama do elfo, Bilbo também compartilhava do fascínio de seu primo Drogo. Thorin estava liderando os anões seminus. Sim, eles tinham seus peitorais descobertos e vestiam calças negras e apertadas. Naquela distância, o segundo rei, pode vislumbrar os músculos do seu esposo, também podia ver algumas das tatuagens de Thorin, contudo uma delas era nova...Uma situada logo na virilha, oculta, parcialmente, pela barra da calça de couro.

Legolas soltou alguns palavrões em élfico, algo que foi logo repreendido por seu pai. O rei elfo não parecia muito impressionado.

O som forte e ritmo dos tambores de Erebor foi ouvido. O som da percussão ressoava pelo salão e os anões do centro começaram a dançar. De fato, Bilbo tinha que concordar que aquela dança diferia da forma como os hobbits dançam... Os filhos de Durin, faziam movimentos bruscos, porém, em sincronia com as batidas dos grandes tambores. Além disso, batiam os pés no chão, somando o som desse ato ao som dos tambores. Batiam com suas mãos no peitoral e nos braços e gritavam. Eram gritos roucos e fortes, como um urro feroz antes de se lançarem rumo ao combate.

Bilbo estava hipnotizado com os movimentos. Na verdade, sua atenção era depositada em Thorin. Aliás, o próprio rei anão também detinha seus olhos azulados cravados firmemente em seu hobbit. Logo, o segundo rei entendeu...Aquela dança, Thorin estava dedicando a ele. Era a forma de expressar sua paixão ao hobbit que lhe roubou o coração.

Bilbo sentiu o seu corpo tremer em resposta a cada gesto feito por Thorin. Quando este batia em seu peito com suas mãos fechadas, quando batia com seus pés no chão. Quando gritava. Isso tudo ocasionava um efeito avassalador no pequeno hobbit. Seu coração parecia bater em sincronia com os tambores, que alías, naquele momento estavam aumentando o seu ritmo.

Era o ápice da dança. Os tambores batiam com tamanha rapidez, que era difícil acompanhar a melodia que emitiam. As cornetas forjadas no metal começaram a tocar, se somando ao festival de sons. Os anões dançavam, desta vez saltando no ar, fazendo piruetas, utilizando como apoio outros companheiros anões para o feito.

E então, subitamente os tambores pararam. Os anões também o fizeram, mas antes lançaram um grito. Desta vez eram palavras, Bilbo pode traduzi-las, ainda maravilhado com a estupenda apresentação...

“Longa vida aos Filhos de Durin! Que Mahal nos proteja sempre!”

Um turbilhão de palmas, assobios, gritos de felicidade foram ouvidos dos anões. Bilbo estava meio anestesiado, sem saber como responder ao que tinha acabado de presenciar.

— Oh! Bilbo...Você está chorando. — Duil notou, entregando um lenço de seda ao segundo rei de Erebor.

— E-eu... — O hobbit nem tinha notado tal fato, realmente, suas bochechas estavam úmidas devido as lágrimas que vertiam de seus olhos — Essa dança...

— Ela, sem dúvida, causa um grande efeito. — Concordou o elfo, em um sussurro — Fico feliz que Thorin tenha revivido essa tradição, afinal, desde a queda de Erebor, soube que os anões tinham interrompido a dança para Mahal...

— Ohh... — Sem dúvida, a dança tinha um imenso poder. Podia sentir a energia das emoções de todos os anões. Era como se pudesse praticamente tocar os seus sentimentos... Rancor pela perda do reino para o dragão. Dor pelas mortes dos entes queridos. A alegria do triunfo de reconquistar o reino. O orgulho de reconstruir Erebor.O amor e paixão... Para com a família, para os novos laços formados e que se perpetuaram para a eternidade. Sim, todos esses sentimentos estavam bem expressos naquela feroz dança.

— Bilbo... — O hobbit se sobressaltou ao ouvir seu nome ser chamado. Perdido em suas divagações sobre o evento o impediu de ver a aproximação de Thorin. O seu anão estava ao seu lado, suado, com um sorriso orgulhoso estampado nos lábios, olhos azuis pareciam irradiar felicidade e excitação...Ele tinha a mão estendida. Bilbo não tardou nem um segundo em aceita-la. Segurando a calosa mão do seu esposo, sem questionar qual eram as intensões do anão.

— Pode ir se divertir! Cuidarei de Frerin! — Anunciou Bard, mas a voz do amigo humano parecia tão distante aos seus ouvidos...

— Bilbo... — Sussurrou Thorin.

— Por Yavanna! — Bilbo puxou o anão para si e o beijou. Podia sentir seu corpo queimando de excitação. O beijo foi longo, repleto de desejo.

— Isso significa que você gostou? — Thorin inqueriu, erguendo elegantemente uma das sobrancelhas.

— Você sabe muito bem a resposta! Agora se você não me levar agora para o nosso quarto, juro que irei arrancar essas suas calças de couro aqui mesmo diante de todo os nossos amigos e súditos! — O hobbit praticamente rosnou.

— Oh! — Em um rápido movimento, Thorin carregou o excitado e irritado hobbit nos braços — Então, não devemos perder tempo ... Devemos salvar o pouco de decoro que nos resta, não é mesmo?

— Por Mahal e Yavanna! Pare de falar! — Bilbo o beijou novamente. Que se dane o decoro! Queria ter Thorin para si!

Notas finais
Próximo capítulo provável lemon! Espero que tenham gostado!! Yeah!!