Os descendentes e o segredo
26 E as aulas voltaram...
Notas iniciais
Olá, pessoal.
Tudo bem? Espero que sim.
Bom, isso mesmo, vocês não estão sonhando, eu estou de volta com um capítulo narrado por outro personagem.
Espero que gostem...
P.O.V. Nathan Mason
Depois do caos do Natal, os dias passaram rápido e sem mais brigas envolvendo a família toda. Nesses dias, passou também o Ano Novo e começamos de forma muito... igual a qualquer outro dia. O importante, de fato, é que Cecília e eu ficamos um tempo sem nos falar após a burrice dela escrever uma carta para a Potter, isso era inaceitável; mas já nos resolvemos. Percebendo bem, foi tudo bem agitado, de forma bem interessante, a imagem do espelho não refletia em nada os ocorridos. Ali, tinha um rapaz muito bonito, vestindo uma camiseta verde musgo levemente justa, mostrando que me encontrava em forma e com o colar dos Masons sobre ela, jaqueta preta dando um ar sexy, calça bege para contrastar e um tênis preto, esse menino estava com o cabelo arrumado, mas não no estilo “gel cola”, o cabelo liso caia de forma natural, bom, o meu não era exatamente liso – diferente do de Dylan –, mas não podia considerá-lo cacheado. De qualquer forma, a figura ali estava arrumada e transmitia respeito no olhar.Joguei “Winguardium Leviosa” no malão e desci as escadas com o objeto seguindo-me. Hoje, era o dia que voltaríamos para Hogwarts e minha irmã saía do quarto nesse momento, como o frio ainda predominava, mesmo não tanto quanto os últimos dias, Jenny usava uma saia preta com meia por baixo, uma camiseta de gola alta, manga comprida e grossa, usava também uma bota para completar o look.Na mesa da cozinha tinha chocolate quente, suco de abóbora e panquecas para o café. Sentei, pegando três panquecas e um copo de chocolate quente.—Nathan, come mais devagar.—Mãe, eu estou com fome.—Tudo bem, mas parece que está há um mês sem comer, desacelera.—É a hora.—Temos tempo, Nathan.Acho que ela deve ter desistido, quando peguei a quarta panqueca. Pouco depois, eu parei por causa do horário e corri até o banheiro para escovar os dentes, em cinco minutos, temos que encontrar meus tios e primos na praça central.Em pouco minutos, já estávamos do lado bruxo da King’s Cross. Dezenas de estudantes caminhavam com seus pais, minha irmã encontrava-se do meu lado e meus primos, um pouco mais para trás. Tudo parecia certo até meu olhar cruzar com uma família bem indesejada por mim, minha felicidade veio quando meu inimigo resolveu olhar ao redor e fez uma careta ao nos ver. Reparei ele olhando para o meu lado e parando por pouco segundos, foi tão rápido que me pergunto se isso não foi apenas uma impressão.—Nathan. — Dylan chamava-me para perto.Ele usava uma camiseta preta, calça igualmente escura, tênis branco e uma blusa verde aberta, a qual não era tão grossa, ele estava com um estilo casual arrumado. Ao seu lado, encontrava-se Cecília que trajava uma calça do mesmo tom do irmão, uma camiseta vermelha, a qual conhecia o bastante para ser que a manga era ¾, justa, um casaco azul escuro um pouco mais comprido do que a camiseta e uma bota para completar. Era verdade que a combinação ficava bonita, afinal, a coloração vermelha harmonizava tanto com o preto quanto com o azul e, bom, a última cor sempre ficou bem na minha prima por contrastar com a pele e valorizar a cor única de seus olhos.O trem apitou, anunciando, assim, a sua partida próxima. Isso fez com que os parentes ao redor abraçassem e beijassem aqueles que iriam, casais de adolescentes despedindo-se com beijos, alguns até mais ardentes do que o necessário, na minha opinião. Mesmo ao longe, pude ver os dois filhos do nosso “querido” professor de herbologia correndo na direção dos mesticinhos Weasleys e Potters. —Nathan. — Minha mãe caminhou na minha direção, aparentemente, havia se despedido dos demais. — Tenta não ter muitas detenções.—Isso não importa, Em, desde que ele vença o jogo contra a Grifinória. — Meu pai discordou com um sorriso Mason no rosto. —Pode deixar, pai, aquele imbecil não terá chances. — Sorri confiante, tinha todos os objetos e conhecimentos para vencê-lo; ainda com essa certeza em mente, caminhei na direção dos meus tios.—Tome cuidado, eu confio em você, mas precisa se controlar um pouco, Ceci. Não deixe seu lado mais autoritário comandar, ok?—Vou tentar, mãe. — Minha tia sorriu e deu um beijo rápido na testa da filha que caminhou para o vagão.—Nathan, um ótimo retorno, se cuida e cuidado, não sabemos como as coisas ficarão. — Meu tio deu um sorriso bem leve e preocupado para mim.—Ele sabe se cuidar, Érick, mas a situação pode ser bem preocupante mesmo. — Tia Jade pousou a mão esquerda no meu ombro direito. — Estude muito, Nathan, aproveite os momentos que tiver e se dedique ao jogo, sei o quanto importa. — Essa fala seria típica dela.Depois dessa despedida tão emocionada, subimos na locomotiva vermelha, procurando um lugar para se sentar e qual foi nossa surpresa ao ver o Zabini em uma cabine no centro da locomotiva, chamando-nos. Olhei para a Ceci.—Podem ir, eu procuro outra. — Ela passou por nós e Dylan a seguiu.—Vamos entrar? — O sonserino nos perguntou. Eu o encarei por alguns minutos. —Jenny, você escolhe. — Minha irmã observou-me por um tempo e o Zabine a olhou. — Pensando melhor, vá com eles, eu te encontro. — Ela concordou e seguiu atrás dos primos.—Está tudo bem? — Ele olhou-me com cuidado.—Posso? — Perguntei indicando a entrada obstruída por ele.
—Claro. — Ele saiu. Caminhei calmamente pelo recinto. Observando ao redor, mesmo esse sendo idêntico em todas cabines. —O que está acontecendo, Mason? —Como foram suas férias? —Normais. — Ele se jogou em um banco e me indicou o local na sua frente.—Soube alguma novidade?—Nenhuma.—Vocês têm maiores chances, sabe disso.—Eu sei, mas não conseguimos. — Suspirei.—Tudo bem. —Vocês não vão ficar aqui?—Zabine, você conhece a Ceci.—Sua prima é bonita, você sabe. Impossível resistir, corajosa, forte, poderosa e é uma Mason.—Você também acha minha irmã tudo isso? —Oi? — Ele me olhou espantado.—Eu vi você olhando para a Jennyfer, não se meta com ela, ok? Jenny é forte, mas você sabe que a Ceci sabe ser mais autoritária. Então vou ser claro, não tente nem pense em ficar com a minha irmã, ok?Ele ergueu os braços em sinal de rendição. Espero que seja um sinal de que entendeu. Passei por ele, abrindo a porta da cabine que estávamos, uma menina apareceu na minha frente, não prestei muita atenção nela, exceto, talvez, o casaco cor gelo que ela usava. O corredor estava relativamente vazio, os pouco estudantes ali não atrapalhavam minha caminhada.A cabine na qual o resto de nós estava era localizada no fim daquele vagão, a cabine era boa e pude ver a Cecília sentada apoiada contra a parede com um enorme livro em suas mãos, Dylan fazia alguns objetos, enquanto Jenny encontrava-se em uma posição bem parecida com a da prima, porém tal mudou no momento em que sentei, pois ela deitou-se em minhas pernas.A viagem se seguiu de forma rápida, cheia de doces do carrinho já conhecido e muita agitação no desembarque. A escola continuava a mesma coisa de antes, afinal era apenas uma pausa para o Natal e Ano Novo. Tão rápido quanto a viagem foram os dias que passaram. As aulas retornaram de onde pararam, a preguiça voltou a tomar conta de todos os estudantes, as lições retornaram e as provas estavam cada vez mais próximas. —Nathan. — Uma voz muito conhecida me chamou. Cecília carregava livros nas mãos contra seu uniforme.— Ceci. O que aconteceu? – Ela caminhou firmemente até a minha frente.— Eu e Dylan teremos uma reunião hoje na Sala Precisa.— E precisam de mim? Vocês não sabem de tudo? — Disse com um leve sarcasmo.— Não precisamos da sua informação, maninho. – Usou o tom irônico e o parentesco do começo. – Mas achamos que você e Jenny iam gostar de participar, como sabem, fazemos isso com frequência, não precisamos de nada, porém o convite é para vocês tentarem ficar por dentro. – Ela foi embora batendo no meu ombro.Ok, então, Jenny e eu tínhamos compromisso hoje. E, pelo visto, a noite ia ser longa.Caminhei até o salão principal, só queria algumas torradas e um suco de abóbora bem gelado para aguentar a aula de herbologia com a maravilhosa turma da Grifinória, o lado bom é que teria o Dylan, o lado ruim, bom, o Potter também ia estar lá.O meu destino encontrava-se mais vazio que o normal para o horário, talvez, os demais alunos quisessem continuar as férias. Pelo que a Jennyfer tinha comentado, ela e Cecília teriam trabalhos para entregar, então isso explicava a falta desse efeito em minha irmã.Assim que me sentei na mesa da Sonserina, o Malfoy quis conversar, mas simplesmente o ignorei, pelo bem dele. Peguei o que queria e me alimentei em silêncio, estava totalmente sem vontade de mexer com plantas hoje, ainda mais com a companhia agradável.Tão logo acabei, levantei-me, desejei uma boa aula para minha irmã e comecei o trajeto até as estufas. Em pleno Janeiro, o tempo estava frio o bastante para precisar do suéter do uniforme, e uma parte da neve ainda era visível por toda parte—Nathan. — O grito também me era conhecido. Ao me virar, vi Dylan correndo, dentro do possível, para me alcançar, o tênis escuro ficava escondido sob a neve, a barra de sua calça preta encostava no branco. —Oi. — Parei por tempo o suficiente para ele me alcançar.—Obrigado. — Ele me agradeceu por ter esperado. Acenei com a cabeça. — Acredito que a Ceci tenha falado com você. — A cena voltou na minha cabeça e fiz uma careta. Ele sorriu levemente. — Ela não foi exatamente meiga, né? Apesar de que Ceci nunca é.—Isso é verdade. — Vocês vão? Eu sei que fazemos essas reuniões direto, mas seria legal ter companhia. Ia ficar um pouco mais leve.— Não falei com Jenny ainda, mas vou tentar convencê-la.— Você tem mais chances do que se fosse eu no seu lugar. – Retornamos a caminhada até a estufa da aula de hoje que, para nossa surpresa, já estava aberta. O local vazio no momento, logo se encheria, mas permitiu que sentássemos lado a lado. — Como estão os preparativos para o jogo?O jogo de Quadribol era no último final de semana escolar e sempre me esqueço que Dylan e Cecília quase não assistem jogos de Quadribol, isso se alguma vez eles assistiram. Pelo que sei, o contato deles são os jogos em família e participam mais pela habilidade em uma vassoura adquirida pelos anos de lutas contra comensais do que pela tão conhecida competição. Diga-se de passagem, apesar da maioria dos jogos ter ocorrido antes deles chegarem, eles não assistiram aos marcados pelo período, então o fato de terem dito que estariam lá para a maior competição era algo que me deixava feliz.De qualquer forma, nosso capitão, Kent Flint, estava incrivelmente empenhado em vencer, esse campeonato seria o seu último e, antes de terminar o ano, ele queria escolher o substituto. Devido a isso, tínhamos treinos quase que diários, dedicação total e o treinador tinha uma correria maior para agendar os testes no período curto entre fim da competição e fim das aulas. Cochichos surgiram e não tive nenhuma surpresa ao encontrar o Potter com seu grupinho, fazendo brincadeiras típicas deles. Eram gargalhadas e piadas, era possível ver algumas garotas o olhando, mas pareciam decepcionadas, não entendendo o motivo, reparei melhor e, pela primeira vez, parecia se importar apenas com os integrantes do seu trio. Suspirei, a fala da minha prima voltou em minha cabeça, estava tão preocupado com o jogo que me esqueci completamente dos comensais e da eminente guerra. Meus pensamentos foram interrompidos pelo professor dando início à aula, devido ao tempo de férias, ele resolveu voltar com algumas informações novas, porém leve; mas a aula de hoje foi um pouco diferente, com várias plantas bruxas espalhadas pelo local. O objetivo era formar duplas e caminhar pela estufa, as identificando e fazendo o máximo de anotações possível, tais como, origem, para que serve e exemplos utilizações, além das características que permitiam a identificação, não era nada complexo em si, exceto, talvez, o número enorme de informações a serem colocadas para as muitas plantas dali, mas o fato de ser dupla ajudava muito. De qualquer forma, quem terminasse, estava livre e isso era ótimo.Dylan passou um pedaço de pergaminho para que eu adicionasse o meu nome, não podia ficar mais aliviado do que ter meu primo como dupla. Os Masons começam a estudar antes de Hogwarts, mas ele e a irmã iniciaram ainda antes disso e precisavam ser muito bons. O mais engraçado é que ambos eram excelentes em todas as matérias, entretanto, conhecendo-os desde jovens posso dizer que Dylan era um pouquinho melhor nisso do que a Ceci, nada tão extremo. Dando início ao trabalho, algumas estavam fechadas em vidros provavelmente, por serem venenosas, se for considerar o fato de que o acônito era uma delas. Meu primo soprava algumas respostas para acabarmos mais rapidamente, ele nem parecia preocupado com os NOM’s que faria ainda nesse ano, por outro lado, eu precisava correr. Encontramos espécies como mandrágoras, asfódelo, guelricho, bubotúbera, botão-de-prata, eletra carnivoris, dentre outras. Acabamos bem rápido, pois muitas permitiam preparo de poções de cura ou de ataque e isso deu um tempo para que pudesse mudar um pouco meu foco dos últimos dias.—Dylan, você sabe sobre os NOM’s, né? — Ele me olhou quase que divertido.—Sim.—E você está estudando?—Não mais que o normal. — Ele parou um pouco. — Você tinha se esquecido, né?—Talvez.—E planeja usar o intervalo que conseguimos para estudar?—Pensei nisso. —Vem. — Meu primo começou a andar na direção do castelo. — Qual é a sua próxima aula? —Transfiguração. —Ótimo. — Ele seguiu até uma sala vazia. — Acomode-se.Coloquei a mochila em uma das mesas e sentei-me ao lado. Dylan lançou-me um olhar estranho.—Preciso pedir para você pegar o seu material?
—Mas não tenho outros livros além do dois.—Começar com os dois já seria ótimo, não? Além de que eu tenho livros que você pode precisar. — Senti-me idiota de repente, era óbvio que ele teria, afinal a irmã também carregava diversos conteúdos na mochila.Peguei vários pedaços de pergaminho, a pena e a tinta na minha mochila. O escolhido para iniciar foi o de herbologia, apesar de termos tido revisão, seria bom rever tudo. Meu primo fez uma cara engraçada e se dirigiu para a mesa de professor. Não acho que a minha estratégia seria a deles. Eu estava mais tranquilo do que a maioria dos estudantes daqui, na verdade, acho que apenas o garoto a minha frente estaria mais tranquilo; mas não revisei nada de Hogwarts há um bom tempo e a pressão começava a ter seus efeitos. Fiz anotação de alguns capítulos até Dylan me interromper, percebi que ele demorou um tempo razoável.—Tenta responder isso. — Olhei para o pergaminho repleto de questões com o título “Transfiguração” nele. — Vai ajudar para sua próxima aula.—Mas...—Eu precisava de tempo para fazer essa lista. — Ele deu de ombros.Decidindo ceder, guardei o livro utilizado até então, juntamente com minhas anotações e peguei o objeto entregue pelo grifinório. Meus olhos percorreram o conteúdo e eu suspirei, o resto do intervalo seria longo. Usava o máximo da minha velocidade para não chegar atrasado na sala, as questões que Dylan fizera eram bem complexas, só não sei se é pelo meu tempo longe ou pelo conhecimento de quem as desenvolvera. Não podia dizer que não sabia respondê-las, mas as respostas eram bem longas e exigiam detalhes, para mim, exagerados. De qualquer forma, foi um belo treino para a aula que teria.Como imaginava, a aula passou de forma densa, mas, graças a ajuda do meu primo, consegui me lembrar de detalhes que não teria antes de esforçar a minha mente ao máximo. Mesmo assim, sabia que as questões eram mais sobre matérias atuais do que antigas e não podia me esquecer que fora totalmente teórico. Perguntas como: “Redija sobre os feitiços a seguir, dissertando sobre suas funções, utilidades, movimento da varinha e as partes envolvidas, ressaltando os possíveis efeitos colaterais, cuidados a serem tomados e preparativos, caso tenha” e, então tinha uma lista de, pelo menos, dez feitiços foram bem comuns.Ele daria um ótimo professor no futuro, teria um pouco de pena dos alunos, mas seria excepcional; mesmo considerando a forma como ele e a irmã aprenderam, lembro-me de comentários que, uma vez, a minha tia colocou eles em uma sala com todos materiais de poções e pediu para prepararem determinada poção sem ajuda, acredito que com apenas uma aula sobre ela; Cecília não causou desastres, mas esses acontecimentos serviram para torná-los mais atentos e ainda melhores.Toda a vida deles, basicamente, foi de estudos e lutas, então eu não os julgava por certas atitudes. Dylan e Cecília estudavam há 8 anos todas as matérias com provas finais bem mais complicadas do que as de Hogwarts no ano equivalente, tinham que ter informações na cabeça de forma rápida e certeira, com sutil variância entre os determinados assuntos e sua importância para o contexto de vida deles. Não sei todos os detalhes, pois, por um bom tempo, nosso contato era apenas nos bailes e, talvez, nas férias de fim de ano.Meu pensamento continuou ali por todo tempo durante o percurso até a sala comunal da Sonserina, onde, discretamente, Edward Nott me seguiu até o quarto. —Fale. — Pedi no momento em que jogava meu material na cama. —Você tinha pedido atualizações, não temos nenhuma. Todos estão incrivelmente quietos. Algo estranho, mas não necessariamente uma novidade. É isso. —Obrigado. — Ele acenou, enquanto saia do quarto. Deitei na cama por uns minutos, minha mente estava a mil com tanta coisa, o jogo de Quadribol, os NOM’s, a reunião de hoje à noite... a reunião! Eu nem falei do a Jennyfer sobre ela. Provavelmente estaria em seu quarto e eu não conseguiria entrar. Tentarei no jantar. Com um pouco de preguiça, voltei a colocar-me de pé e, com roupas em mãos, segui para o banheiro para um banho quente, a noite prometia ser bem fria. A água afastou meus pensamentos por um tempo e, enquanto jogava aestus na roupa, realmente agradecia ao fato dos meus primos me ensinarem esse feitiço, olhei-me pelo espelho, podia ver meu cabelo negro colado contra minha testa, água escorria por todo meu rosto. Fiz um feitiço para secar os fios molhados e vesti a calça preta, uma camiseta cinza de gola alta e um sapato também escuro.De volta para minha cama, guardei meus materiais e segui para a sala comunal com objetivo de esperar minha irmã, mas, assim que cheguei, pude vê-la um pouco afastada, conversando com duas sonserinas, ela estava de costas para mim, então não me viu, ela vestia uma calça jeans, bota e uma blusa verde de lã de manga longa. Aproximei-me lentamente e toquei seu ombro, senti Jenny se assustar levemente, virando-se de forma a, se eu não fosse alguém conhecido, ela podia se defender.—Nathan. — Senti um leve alívio em sua voz.—Desculpe o susto.—Não tem problema. —Vamos? — Ela concordou e se despediu das meninas.—Sabe, temos um compromisso hoje. — Comecei a falar assim que saímos do local.—Compromisso? — Seus olhos se arregalaram. Como seus cabelos estavam semi-presos, seu rosto ficava bem visível.—Reunião dos nossos... de Dylan e Cecília. — Ela abriu um leve sorriso, sermos convidados era algo diferente.Ouvi Jenny falar sobre suas expectativas o resto do percurso até o jantar e durante ele. Os únicos momentos em que parava eram os que envolviam comer purê de abóbora, frango recheado e alguns legumes ou beber suco. A comida estava muito boa mesmo, os elfos eram exímios cozinheiros; na nossa família, infelizmente, nenhuma das noras puxou o talento de sua “professora”, minha avó, Gianne, porém minha tia sabia um pouco menos do que minha mãe, afinal, muitas vezes, ela teve que cozinhar na floresta. Mal acabamos e minha irmã disparou para a Sala Precisa, mesmo rápida, procurou ser cuidadosa. Alguém parecia realmente ansiosa. —Jenny, calma. — Pedi.—Por que? —Para não chamar a atenção — Cecília explicou, de repente do nosso lado. — Vamos, Dylan já está lá.Ela foi na frente, nos guiando — mesmo sabendo que era desnecessário, afinal estudávamos lá antes – com o objetivo de evitar problemas, sua blusa verde-água era, aparentemente, quente, usava calça preta, usando uma sapatilha igualmente escura, o fato mais engraçado era que, quando a Ceci vestia uma roupa um pouco mais quente para seus padrões, ela equilibrava com um lugar mais frio; nesse caso, o equilíbrio estava na sapatilha.Não tive nenhuma surpresa ao ver a Sala Precisa transformada em um cômodo amplo com quatro camas, todas encostadas na parede de frente para a entrada. No lado direito, tinha uma lareira centralizada entre o fim da cama naquele local e a parede da porta; de frente para ela, tinha um tapete felpudo e quatro puffs. Do lado esquerdo, perto da porta, tinha uma mesa, provavelmente, para estudo e estantes de livros cobriam o espaço que ia dessa superfície até uma porta próxima aos pés da cama mais à esquerda, provavelmente era do banheiro.Dylan estava agachado, mexendo no fogo, mesmo assim, era possível ver sua blusa preta, a calça jeans e seu tênis escuro, ele ergueu a cabeça, quando entramos. —Oi. — Cumprimentou e levantou-se. — Sentem.Ele ficou esperando todos nós nos ajeitarmos para ele nos seguir, Jenny e Dylan ficaram nos puffs mais próximos do fogo, ou seja, os das extremidades, Ceci estava ao lado direito do irmão e eu, entre as duas garotas Masons.—Por onde começamos? — Minha irmã questionou.—Quais são as novidades? — Ergui a sobrancelha com a fala do meu primo.—Nenhuma, todos parados. —Na França, está tendo algumas agitações estranhas, não podemos ligá-las aos comensais por enquanto. —Como...? — Perguntei, teria uma conversa com o Nott depois.—Como eu te disse, “maninho”, não precisamos de você. E também não precisa brigar com ninguém, não acho que sejam eles.—Mas você...—Disse que as agitações são estranhas e não podemos ligá-las ainda. Acredito que sejam feitas por não-comensais, porém, de alguma forma, incentivadas por eles. —Explique melhor. — Cecília me fuzilou com o olhar. —Ainda não consigo. —Achei que soubesse de tudo. — Ela virou o corpo de forma a ficar de frente para mim.—Não me provoca. — Ela marcou cada palavra de forma bem intensa e, então, respirou fundo. — Além do mais, tenho minhas fontes também.—Ceci. — A voz de meu primo soou firme.—Só estou sendo sincera, Dylan. — Ele suspirou.—Nathan. Jenny. Estamos monitorando tudo, algo está acontecendo, não sabemos tudo ainda, mas não sei se vai demorar muito para descobrirmos.—Ainda esse ano? — Perguntei receoso.—Sim, mas relaxem, temos tempo, é apenas Janeiro ainda e conseguiremos previr tudo. Eu sei que é assustador, eu estou um pouco assustado também. — Ok, Dylan não parece nenhum pouco assustado. — Eu tenho pessoas que amo e que correm perigo. — Ele olhou de canto de olho para a irmã. — Mas estamos nos preparando e temos como recebê-los de surpresa, ok? — Eu o encarei, não parecia que fizera 16 anos há tão poucos dias, nós já tínhamos retornado para Hogwarts, quando isso aconteceu.Jennyfer estava olhando para ele, ninguém aqui era de demonstrar medo, mas, para quem conhecia, os Masons sonserinos daqui demonstravam mais e ela estava assustada. Dylan também percebeu, pois se levantou e colocou a mão no ombro esquerdo da prima, olhando-a nos olhos.—Tudo vai ficar bem, temos tempo, Jenny. — Ela concordou.—Já falamos sobre os primeiros passos e, quando eles acontecerem, a reta final começa. Espero que todos estejamos prontos, pois, independentemente de como estaremos, a preparação será cobrada. — A grifinória jogou peso para todos. Um silêncio se fez presente, percebi que minha irmã abraçou aquele que a animava, deixando-o surpreso, enquanto isso, Ceci deixava seus olhos azuis fixos no vermelho de fogo. Azul e vermelho. As cores de possíveis casas para a mais jovem de todos. Fixei meu olhar nas chamas de forma tão intensa que nem percebi a grifinória indo se deitar na cama da esquerda. A única coisa que me despertou foi uma pancada leve nos meus braços, ocorrida quando os pés de Jennyfer bateram nele.—Desculpe. — Dylan pediu, ele estava se ajeitando para levantar a morena adormecida e levá-la até a cama.Percebendo isso, eu o ajudei a arrumar a sonserina na segunda cama da direita, tiramos a bota dela e a cobrimos. Ela tinha se tranquilizado, isso era bom. Pensando bem, seria bom dormir um pouco, virei-me para deitar-me na cama entre as garotas, quando meu primo me segurou; fazendo um gesto, alguns pedaços de pergaminho voaram até sua mão e ele me entregou. —Isso é para você, espero que ajude. — Apesar do leve desespero por perceber que eram listas de exercícios semelhantes a que fizera mais cedo, senti-me realmente grato pela ajuda.—Obrigado.—Disponha. — Ele se dirigiu para uma das estantes. — Ah, antes que eu me esqueça, você foi bem na atividade de Transfiguração.
Notas finais
1. O que acharam do Nathan se descrevendo?
2. Gostaram dos looks?
3. O Nathan com fome foi engraçado.
4. Para quem será de James estava olhando?
5. Gostaram das falas de despedidas?
6. E a cena com o Zabine? A reação da Ceci? A fala de Nathan para Jenny?
7. O que acharam da Ceci convidando os primos para a reunião?
8. O Dylan sabe ser mais gentil, né?
9. Por que será que James não prestou atenção nas garotas?
10. Concordam com Nathan? Dylan seria um ótimo professor, mesmo exigindo muito dos alunos?
11. Deve ter sido interessante ver Ceci e Dylan preparando a poção sozinhos...
12. O que acharam da reunião? Eu sei que não teve quase nada, mas intenção era mais juntar alguns fatos.
13. O que acharam da ajuda de Dylan?
14. Gostaram do capítulo ser narrado pelo Nathan?
É isso... Até a próxima...
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