Os Visitantes

6 Capítulo 6 Uma noite nada agradável (Parte II)


Notas iniciais
U.u Ta ai mais um Cap...Confesso que a vida anda corrida mas não esqueci das minhas fics, agradeço a todos que estão lendo.
Boa leitura.

—Ele quem?—Perguntamos automaticamente, menos Lucy que ainda estava tentando entender o que se passava ali.

—Quem vocês acham? O Vinci—Respondeu com a maior naturalidade do mundo.

Mais que raios! Eu queria logo ver a cara desse tal Vinci, não agüentava mais aquele suspense todo e não podia negar que estava com medo total daquela situação. O velho se se desencostou da porta dando passava para que o ‘’tal’’ Vinci entrasse.

Na hora em que ele entrou levei um baita susto quase pulei da cadeira em que estava presa, Acho que eu devia ter tomado café demais, só podia ser. Era o homem mais estranho e feio que eu já havia visto. Um porte grande um pouco corcunda, Olhos fundos que demonstrava total frieza, a boca era torta e desfigurada.

Quando ele lançou um sorrisinho para gente então, ai que eu percebi o estrago de seus Dentes, eles estavam em péssimas condições, Tinha grande parte da cabeça careca a não ser por algumas mechas de cabelos do lado das orelhas, resumindo era um ser nojento e assustador, tipo aqueles psicopatas de filmes de terror, sentir minha espinha arrepiar, não podia negar, eu estava apavorada.

—Vinci esses são seus ‘’amigos’’—Apresentou o velho dando ênfase na uma palavra.

O grandão apenas sorriu ainda mantendo seus olhos horrendos em cima de nós quatro. Virei o rosto na tentativa de encontrar os olhos de James, mas estes estavam fixos em Vinci, assim como Bob e Lucy.

—Aquela moreninha ali—Jack apontou para Lucy—Se chama Lucy, Aquele ali James, o outro Bob—Ele parou seus olhos em cima de mim o que me fez ficar enojada naquele velho—Essa gostosinha ai se chama Jessica—Vinci me mordendo aqueles lábios nojentos como se me desejasse.

—Hey!—James chamou atenção dos dois—O que vai fazer com a gente?

—Um tipo de jogo, chamado sobrevivência, conhece?—Jake o perguntou.

—É algum tipo de piada isso?—Rebateu James—Não pode nos forçar a entrar no seu jogo Jack.

—E porque não posso heim? Você vai me impedir? Pois venha estou esperando... Ah você não pode—Sorriu—Está amarrado.

Vencido James apenas abaixou a cabeça e me olhou desapontado. Um grande silêncio tomou conta do lugar, eu não me sentia bem para falar nada, Lucy desde que acordara não disse uma palavra, seus olhos demonstravam pavor, os meninos também calados ficaram. Podia sentir a respiração pesada de Vinci ele arfava rapidamente e o ambiente estava começando a feder, talvez fosse ele, bem, talvez não, era ele.

Depois de um breve momento tendo o silêncio como companhia escutamos uma voz diferente se pronunciar, não era de nenhum dos meus amigos nem da minha irmã, muito menos de Black, era diferente, Era de Vinci.

—Quando vamos começar Pai?—PAI? COMO ASSIM PAI? Perguntava-me por dentro, aquele ser terrível era filho de Black?

—Agora mesmo filho—Black lhe respondeu passando a mão carinhosamente atrás da nuca do ‘’Filho’’. Mas que droga era aquela, eu devia está sonhando, e não tinha acordado ainda.

—Vocês prestem atenção!—Depois de tirar a mão da nuca de Vinci, Black nos olhou de uma forma bem estranha—Vou falar uma única vez, prestem atenção, afinal é a vida de vocês que está em jogo agora—Escutar aquilo fez meus olhos marejarem—Vocês serão soltos e mandados para a floresta, no caminho encontrarão coisas que poderão ajudá-los, e outras que poderão ferrar com a vida de vocês. Sejam espertos e lutem para saírem vivos daqui, o último sobrevivente—ÚLTIMO SOBREVIVENTE? Juro que quase tive um troço escutando isso—Terá sua liberdade concedida e poderá sair daqui livre.

Aquilo não fazia nenhum sentido até onde eu entendia, Porque eles deixariam alguém sair vivo? Sendo que eles poderiam está correndo o risco de serem denunciados depois. Era um blefe tudo aquilo, uma enganação.

—Mentira—Gritei.

—Por que diz isso Jessica?—Olhei para Jack, como ele tinha coragem de pronunciar meu nome, aquele velho safado.

—Não vai ter nenhum sobrevivente, o que você está pensando? Que somos algum idiota, e que vamos acreditar nisso? O que ganhariam deixando um sobrevivente escapar?

—Menos remoço—Ele devia está brincando com a minha cara—Um sobrevivente é muito coisa, e depois a gente acabaria se mudando, caso o mesmo tentasse algo contra a gente, como por exemplo, trazer a policia aqui. Acha que somos bobos? Não minha Jessica, somos nômades vivemos de um lugar para o outro, Jogando com jovens assim como vocês.

—Não acredito em você seu porco mentiroso—Ofendi.

—Não adianta me xingar, eu não vou libertá-los enquanto não sobrar apenas um.

—Vamos logo com isso pai—Vinci disse, deixava uma baba gosmenta correr pela lateral da boca.

—Tudo bem Vinci vamos começar, sei que você está ansioso, mais falta pouco para você se divertir—Olhou para ele enquanto falava com o maior contentamento na voz, logo depois ele voltou a nos olhar—Vou soltá-los, não tentem nenhuma Gracinha, Nenhuma—Advertiu.

Foi então que um a um fomos sendo libertados, Bob foi o último, depois de solto correu e se juntou a mim, James e Lucy que estávamos no canto daquele estábulos assustados.

—Vou da 1hora para que todos se embrenhem na mata, Depois desse tempo o jogo vai começar, e vale deixar a dica—Ele aproximou-se de Vinci colocando a mão em seu ombro largo—O meu filho aqui não tem muita paciência quando está caçando, então, muito cuidado e boa sorte—Sorriu e Vinci o imitou, duas risadas medonhas que ecoaram pelo estábulo.

[...]

—ESTAMOS FERRADOS—Berrou Lucy em prantos—VAMOS MORRER, TODOS, VAMOS MORRER.

—Já chega Lucy!—Segurei em seus ombros fazendo ela me olhar—Não vamos morrer, daremos um jeito tudo bem?

—Não mente Jessica, escutou o que aquele doido nos disse lá no estábulo? Escutou bem? Pois então, acontece que somos as ‘’Presinhas’’ daquele Vinci, daquela abominação.

—Escutei Lucy, todos escutaram, mas ficar nesse desespero não vai ajudar—Algumas lágrimas rolaram pelo rosto dela me partindo o coração, Lucy era minha irmã mais nova, faria tudo por ela, e tudo que queria naquele momento era tranquiliza-la.

—M-mais, M-mana eu to com medo, muito.

—Eu sei, eu sei, daremos um jeito ok? Estamos juntos e vamos continuar assim.

—Vamos meninas, devemos ter pouco menos de meia hora—James nos chamou—Além do mais não temos nada ainda que posamos usar contra aquele Vinci, o cara é grande, e qualquer coisa já ajuda a nos defender de um possível ataque dele.

Concordei com a cabeça e abracei Lucy, voltamos os quatro a caminhar, já devíamos está bem longe do estábulo. A mata era fechada e tudo estava muito escuro o que dificultava a caminhada, ainda tinha os ramos e galhos que batiam em nossos rostos aranhando-os.

—Promete que não vamos nos separar Jesisca?—Lucy me olhava enquanto caminhávamos seguindo os meninos.

—Jamais, eu dou minha vida pela sua Lucy, a minha vida pela sua—Repiti, e ela encostou a cabeça no meu ombro ainda chorando.

Notas finais
Poutz e agora?
É lutar pela vida, e o pior é que eles nem sabe o que esperar pelo caminho.
Comentem, critiquem, enfim a opinião aqui é importante.