Os Tigres de Westeros
18 Daronn IV
Daronn
Quantas vezes eu sai de Monte Tigre na minha vida? O herdeiro daquelas terras recordava-se com exatidão: Apenas uma vez, quando toda a sua família viajou até Forte Mastim para o casamento de sua irmã Belle. E agora ela está morta. Nunca mais verei minha irmã de novo. Tal pesar consumia o jovem por dentro, entristecendo-lhe em um dia tão especial como aquele. O dia em que tornara-se cavaleiro. Um ano após ganhar Dente-de-Sabre de presente, dois dias após banhá-la em sangue para salvar Lyz. Agora sou sor Daronn Belvedere. Ele repetia a si mesmo, tentando alegrar-se com a conquista. Mas uma parte dele, a maior delas, queria ir até os Clegane vingar sua irmã, e a outra, queria estar em Harrenhall perante os maiores cavaleiros de sua época no épico torneio tão aguardado. Entretanto meu destino é Campina, Forte Felino. Pensou ao olhar para o mapa a sua frente, com seu trajeto marcado. Vale Negro, Vila Mel, Ponte Dourada, Forteanel, e enfim, Forte Felino. Os pontos de parada estavam marcados com pequenos tigres de cerâmica que tremiam com o trepidar do carroção onde alojara-se. Daronn acabara de entrar no seu miúdo quarto, após ver pela última vez Monte Tigre desaparecer no horizonte atrás deles.
O herdeiro contemplava o esquema montado sob sua escrivaninha, que mal cabia no cômodo, buscando uma maneira de diminuir a quantidade de dias de viagem para que pudesse deixar sua mãe e irmã em segurança no Forte Felino e participar dos últimos dias do torneio. Posso ser um cavaleiro misterioso, ainda mais agora que sou um verdadeiro sor. Imaginava ansioso. Talvez se não pararmos em Vila Mel... Em Ponte Dourada... Notou que pela janelinha do aposento, a luz pouco entrava. Então gritou: – Aeron! – Alguns segundos e nada, – Aeron! – continuou sem resposta, – Aeron! – ele estava na portinhola agora mesmo, Daronn pensou e tentou uma última vez, – Aeron! – mas quem apareceu foi seu outro escudeiro, o escudeiro pedinte. Seu primo Ellyot, filho do tedioso tio Elmmer.
O primo um ano mais velho que ele, lembrara-o de uma promessa de infância que havia esquecido há tempos. Quem tornar-se cavaleiro primeiro, fará o outro escudeiro. E o herdeiro de Monte Tigre era incapaz de descumprir uma promessa, principalmente uma dada a um de seus familiares. Por isso, adotou um segundo escudeiro. E seu pai não estava lá para proibi-lo. Daronn pensou, pois acreditava que o mestre-de-armas da Fortaleza não fosse permitir, pelo velho orgulho idiota. De qualquer forma, ele sabia que podia contar com aquela despesa adicional, pois Belick lhe dera um baú com duzentos dragões de ouro, portanto há moedas suficientes para pagar meu batalhão por dois anos, Daronn calculou. – Onde está Aeron? – Perguntou ao primo que esbanjava um sorriso otimista. – Ele está a cavalgar com Lady Julliet e sor Eddison Turnberry a frente da coluna, sor. – Seu primo era um clássico escudeiro de primeiro dia ao falar, totalmente empolgado, quando devia lembrar-se do pesar que recaíra sobre a família com a morte de Belle. Tal atitude incomodava Daronn, que falou: – Serve você mesmo, escudeiro. Traga-me velas, elas ficaram no... – Ele o interrompeu ousadamente: – No quarto de Correntes-de-Vento! Pode deixar comigo, sor! – Ele ia dando as costas, quando o herdeiro o puxou pelo pulso, apertando fortemente.
– Nunca mais me interrompa. – Ele ia desculpar-se, mas Daronn pressionou: – Nunca mais chame Ibbe por este apelido tolo. – Mais uma vez, o herdeiro não permitiu que seu primo acuado falasse e finalizou: – E nunca mais me chame de sor quando estivermos a sós, Elly.
Perante aquela invectiva, seu primo apenas retirou-se dali com o rabo enfiado no mesmo lugar que sua idade elevada. Aprenda a respeitar-me como cavaleiro, Ellyot, ou do meu lado, não estarás. Bem no fundo, ele gostava do primo, só não suportava a forma mimada como tinha sido criado por seu tio Elmmer. Ellyot mal sabe lutar, sempre foi o mais fraco dos quatro primos. Com a minúscula demora do primo para executar a simples tarefa de ir no cubículo ao lado e trazer algumas velas-de-cera, o herdeiro antecipou-se e foi ele mesmo ver o que impedia seu primo de retornar a tempo. Meistre Ibbe acendera alguns incensos calmantes e estava tentando escrever algo com dificuldade pela vibração do carroção, enquanto Elly fazia uma zona ao revirar caixotes de madeira que continham os velhos livros de Daronn e outros documentos. – O que vocês estão fazendo? Cadê as velas?! Por que não podem se ajudar?
– Pequeno Senhor, estou aqui a te ajudar sim! Escrevo neste momento uma carta para Lorde Ferdinand Ferren, Senhor de Vale Negro, tio desse aí. – Apontou para Elly que também declarara: – Encontrei, sor. Aqui estão as velas.
– Eu estou vendo que você encontrou, primo. – E pegou-as das mãos dele, apenas três. Virou-se para o meistre e perguntou: – Não vi você trazendo corvos, como pretende enviar essa mensagem? – Ibbe respondeu na mesma hora: – Um mensageiro. Simples. – Boa ideia. Daronn pensou em dizer, mas continuou interrogando: – O que escreveu aí? – Seu amigo erudito da Cidadela leu: “Lorde Peter, Passarei por suas terras em breve. Espero que tal passagem não seja inoportuna. Sor Daronn Belvedere, Herdeiro de Monte-Tigre.” Ele não queria ser tão do contra, mas as palavras humildes de Ibbe não eram as que ele escolheria. Então ordenou: – Mude essa escrita. Primeiro de tudo, pegue um pergaminho maior. Pra quê um papiro de corvo se vai enviar um mensageiro? E lembre-se, Lorde Peter é tio de Ellyot, logo, é como um segundo tio para mim. – Seu amigo pareceu um pouco constrangido e corou-se quando Elly engasgou para não rir. Daronn mirou um olhar severo para o primo que cessou de imediato e pôs-se ao lado de Ibbe, colocando a mão no seu ombro e ditando-lhe uma nova carta, pois o mesmo já pegara um papiro maior. – Tio Peter, Sagrei-me cavaleiro ao matar dezenas de criminosos! Agora acompanho minha mãe grávida em uma viagem para suas terras. Passaremos por Vale-Negro e faremos um brinde juntos a boa aliança entre furões e tigres. Assinado Sor Daronn Belvedere, a Muralha do Monte. – O meistre ainda terminava a escrita quando seu primo empolgado ofereceu-se: – Eu posso entregar essa mensagem.
Daronn sabia que não teria muito ânimo para ensinar o primo o linguajar de um cavaleiro, mas pela primeira vez tentou: – Escudeiro, você devia escolher melhor suas palavras, o correto seria dizer: “Seria uma honra servi-lo nesta missão, cavaleiro.” E não da forma comum como disse. – Elly encheu o pulmão de ar, provavelmente iria desculpar-se e até agradecer, mas Daronn atropelou: – De qualquer modo, não. Preciso de alguém que cavalgue mais rápido que você... Talvez Aeron, onde está Aeron? AERON?! – Gritou com força, não é possível que não me escute. Pensou, entretanto, outra vez, não fora seu escudeiro quem aparecera na porta, mas sua irmãzinha Lyz. – Pare de gritar, Ronn, mamãe quer descansar.
– Perdoe-me, irmãzinha. Eu estou a mil. – Daronn percebeu que algo a mais rolou entre a troca de olhares de sua irmã e seu primo. Não gostou nada daquilo, já basta a tola pretensão de Elder, e disse: – Pensando bem... – Virou-se para Ellyot. Ibbe acabava de selar o pergaminho com a sinaleta dos tigres, Daronn pegou e entregou a Ellyot. – A missão é sua.
Ellyot abriu um largo sorriso, seus olhos pareceram brilhar e disse de maneira infantil: – Será uma honra servi-lo nesta missão, cavaleiro. – Daronn não aguentava mais tanta alegria e lembrou-lhe: – Escudeiro, não se esqueça que sua prima mais velha faleceu. Guarde seus sorrisos para as próximas semanas. – Tais palavras pareceram atingir Elly da maneira que o herdeiro desejava. Seu primo fechou o semblante e retirou-se do aposento, quase derrubando sua irmã na passagem. – Maninha, tente descansar com a mamãe, em breve estaremos em Vale Negro e dizem que antigos fantasmas atormentam o sono de quem lá adormece.
– Para, Ronn! Não há fantasmas! – Sua boca murchou como se fosse chorar e Daronn interveio de imediato. – Claro que não há fantasmas! Oras, você já é uma mocinha, não vai ter medo dessas coisas. – O herdeiro quase dissera: “Oras, você foi sequestrada, sabe o que temer de verdade.” por impulso. Não estou nos meus melhores dias. – Vá descansar e prometo parar de gritar. – Sua ingênua, bela e agora única irmã retirou-se e ele fazia o mesmo quando o meistre observou de maneira inconveniente:
– Fez bem, Pequeno Senhor. Olho nesses dois. – Fez um gesto de investigação com os dedos e os olhos, logo em seguida tossiu. – Vá se curar, meistre. Afinal, ninguém quer alguém que está sempre doente por perto. – Novamente, ele pareceu atingir o ouvinte como queria e retirou-se sem ouvir o que Ibbe tinha a dizer, ele entende o que digo. O herdeiro passou pelo afunilado corredor do carroção e chegou até a sacada-de-comando, uma fronte em madeira com dois bancos, um para os carroceiros-guias, outro para passageiros. Mewlys, o condutor, levava um ritmo lento, respeitando os quarenta homens que vinham a pé atrás deles. Muito bem. Pensou, mas não elogiou, pois sua atenção fora direcionada a noroeste, onde o cavaleiro das amoras, Lady Julliet e Aeron, cavalgavam lado a lado. Inconformado com a proximidade dos três, o herdeiro gritou pela última vez: – Aeron! – O escudeiro depravado virou-se para ele. – Venha até aqui! – Exigiu e ele atendeu. – Sor, o que desejas? – A crina branca e escovada do alasão de Aeron desviou-lhe a atenção por um segundo, mas em seguida perguntou: – Não me ouviu chamar-te? Estou a gritar-te por horas!
Seu escudeiro fez um carão de desentendido e sor Daronn preferiu não implicar mais. – Mande que Lady Julliet venha a ter comigo no carroção. – Ele ordenou ao garoto, dois anos mais novo que ele. Um servo fiel, uma nova promessa. Aeron na verdade era Arthur Chyttering, herdeiro das Terras Cróceas, mas só seu pai Lorde, ele e o próprio garoto sabiam disso. Vamos recuperar suas terras. Um dia será meu aliado e casaremos nossos filhos. Daronn gostava de pensar naquilo, era bom ter planos futuros. Todavia, Aeron mostrava-se um pouco petulante ao dizer: – Sor, no seu quarto? O que pretendes? – Daronn cerrou os olhos para o escudeiro, que argumentou: – A Lady irá me perguntar...
– Caso ela realmente lhe pergunte, – Daronn disse contemplando a beleza esvoaçante da Lady cavalgando em sua égua a alguns metros deles, – diga que tenho um conselho importante para dar. – Concluiu de maneira suscinta. Aeron insistiu: – Um conselho, anh? Dos grandes? Haha. – Todo mundo parecia estar feliz, menos ele. Não riu, reafirmou sua ordem com vigor: – Aeron, para de papear e siga suas ordens. Parece que tenho dois escudeiros, mas não tenho nenhum. Que inferno! – Reclamou. Aeron não persistiu, abaixou a cabeça num sorriso compelido e dirigiu seu belo alasão até a Lady. O sor não ficou para observar a cena, voltou ao seu aposento com as velas-de-cera e posicionou-se na cadeira. Ali esperou muito mais do que desejava, mas enfim, a delicada Lady Julliet Peckledon chegou.
– Lady, temo que não haja onde sentar se não na minha cama. – Ele desculpou-se pelo incômodo. – Não tem problema algum, sor. Pensei que nunca falaria comigo. – Eles se cumprimentaram, Daronn beijou a mão da donzela de roxo e sentiu seu doce perfume.
– Vejo como olha para Aeron... Não pense que ele é um jovem inocente. – Ela riu e ele não soube como continuar, então ela o fez por ele. – Eu sei que seu escudeiro não é inocente, sor. Assim como eu também não sou. Você é? – Sua face aqueceu diante da pergunta. Ela pensou em deixá-lo sem resposta, mas ele resmungou: – Não fique olhando meus rapazes. Eles precisam de concentração nos treinos. – Foi tudo que conseguiu dizer. – Nós mulheres não podemos sequer olhar para os homens? Ah, veja bem, sor Daronn... Quando você estava lá, com o peitoral musculoso desnudo repleto de óleo, eu vi todas aquelas ladys olhando para você, e não me diga que você não viu. – Ela parecia ler seus pensamentos e continuou com sua premissa: – Lady Amanda, Lady Patricia, Lady Danyelle Allaryon, todas babando pelo herdeiro de Monte Tigre... – Algo em seu tom, dizia que ela também babava. Oferecida ou esclarecida demais para meu gosto. Daronn repudiou e disse: – São damas de honra oferecidas a mim para o casamento, diferente de ti que, pelo que bem me lembro, está prometida ao herdeiro de Den Profundo, certo? – Já parecia ser a milésima vez que alguém fechava a cara para ele naquele começo de viagem, mas o cavaleiro não se importava, as coisas serão feitas do meu jeito, pois esta é a minha comitiva.
Foi quando um de seus capitães, o da artilharia, Sebastian, conhecido como Sepulcro, surgiu no vão da portinhola. – Sor, trago notícias. – Rapidamente Daronn livrou-se da devassa lady e ouviu o que seu homem tinha a dizer. – Eu e meus batedores encontramos uma carruagem mais a frente. Eles carregam o ferro Belvedere, o líder da caravana alega ser Mestre Abirrian, da Guilda Picareta de Prata, conduzindo seu próprio negócio. – Daronn estava impaciente e com um gesto, solicitou que Sepulcro resumisse. – Acontece que o Abirrian usa escolta armada dos tigres, oito lanceiros fazem o serviço. – O herdeiro não entendeu o que havia de problema naquilo e perguntou: – E daí, Sepulcro? Me parece que estamos lucrando com nosso ferro... – Sugeriu, mas o arqueiro esclareceu: – Não, sor. Os guardas estão tirando por fora, como mercenários. – Então Daronn entendeu a questão. Precisava de uma resposta rápida para aquilo e como se seu avô Lorde Egon sussurrasse ao seu ouvido, disse:
– Descubra quanto eles estão recebendo, cobre tal quantia de Mestre Abirrian e diga-lhe que pagou diretamente aos tigres, para ficar despreocupado. Enquanto a esses oito salafrões, deixe que só descubram isso ao chegar em Monte Tigre ou em Vale Negro. Caso tenham algo a dizer, nós nos encontraremos lá. – Daronn ordenou. O capitão pestanejou: – E se os guardas perceberem o que está acontecendo?
– Leve o Capitão Torgon com você. Ele deve garantir sua segurança. – Seu novo amigo, um experiente arqueiro que servira seu primo Lucky, abanou com a cabeça positivamente e retirou-se para cumprir sua ordem. Sebastian Crogan é o seu nome, seu pai ensinara-lhe a decorar a alcunha dos homens que precisava confiar. Daronn ficou sozinho novamente. Procurou o que fazer, recontou todas as moedas do baú; Confirmou os resultados das contas feitas para os pagamentos dos soldados; Observou mais uma vez a página do índice na qual a família dos furões, Ferren, eram descritos; Chegou a desembainhar Dente-de-Sabre e afiá-la por um tempo; Escolheu seu melhor traje para vestir para jantar em Vale Negro; E procurou distrair-se de memórias funebres com a escrita de seu diário, mas os solavancos não deixaram.
Por fim, o herdeiro calculou a maneira exata de chegar a Forte Felino a tempo de participar das últimas competições no Grande Torneio de Harrenhall. Com as velas, enxergou o melhor caminho. Pararia apenas em Vale-Negro e na Ponte Dourada da Casa Mallister. Só preciso encontrar um bom barco que percorra o Água-Negra em um dia. Raciocinou diante do mapa.
Deitou em sua cama e ficou devagando pelos momentos seguintes. Tinha tudo planejado. Despediriam-se do Cavaleiro das Amoras e da Lady Julliet após Vale Negro, navegariam até Ponte Dourada. Depois seguiriam de carroção, pegando parte da Estrada do Ouro. Uma volta entre quatro reinos e em cinco dias, estaremos na casa de minha mãe. Onde encontraria quem pintasse ameias azuis em seu escudo, e como sor Muralha, ele participaria de gloriosas justas perante o Rei. Empunhando Dente-de-Sabre, estava preparado para derrotar até o Príncipe Rhaegar. Pois Daronn treinara a vida inteira com uma espada longa muito mais pesada, e a prova de que o aço valyriano era leve e fatal em suas mãos, foram as mortes que causara nos último dias. Não sei quantas vidas tirei. Minha arma tem um fio tão letal que pele, carne e osso parecem feitos de bosta. Recordava-se com algum nojo.
O entardecer do Dia da Mãe caíra sob ele no pequeno aposento. Já entediado com os próprios planos, Daronn resolveu testar seu escudeiro. Derrubou um dos cotocos de vela da escrivaninha e gritaria Aeron, se o mesmo não tivesse aparecido no exato momento em que enchera os pulmões de ar. – Sor, acabamos de entrar no Vale Negro e a Fortaleza Ferren já pode ser vista. – Disse o atento rapaz.
– Obrigado por informar. Acabaram minhas velas, preciso de mais. – Com um aceno afirmativo, Aeron retirou-se. Daronn não esperava que ele fosse tão rápido em trazer-lhe novas velas. – Como fez isso? Guarda velas-de-cera no bolso, escudeiro? – Perguntou, mas ele sorriu de lado e disse: – Eu ouvi o esporro que dera em Ellyot mais cedo, não estava desatento e as separei, tornando fácil a tarefa de repor-las. – Concluiu acendendos novos lumes. Parabéns, escudeiro. Estava quase para dizer, quando a figura de Sepulcro apareceu uma segunda vez na portinhola aberta. – Sor, missão cumprida.
– E quanto lucramos? – Perguntou de imediato, confiando na presença de seu escudeiro.
– Vinte gamos de prata. – O arqueiro informou. Mesquinharia perto do que temos. Estimou o herdeiro. O arqueiro completou: – Porém, acho que os lanceiros entederam bem a lição.
– Como assim? Eles descobriram a tramoia? – Indagou curioso.
– Sim. Torgon quebrou uns dentes e eles nunca mais farão serviços paralelos, sor. – O capitão da artilharia revelou para a surpresa de Daronn, que decidiu escondê-la, mas congratulou: – Muito bem, capitão. Uma vez que sua jure sua espada, toda a glória que conquistar deve ser de teu senhor e não tua. – Assim Daronn aprendeu com Egon, seu avô. Assim ele seria, quando sua vez como Senhor-do-Ferro chegasse.
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