Os Tigres de Westeros
13 Avahan III
Avahan
Tentava descansar de qualquer jeito. Mas outro brusco solavanco da carroça-de-apoio fez com que suas manoplas caíssem sob seu rosto, fazendo-lhe desistir de vez de relaxar seu olho pregado. Sentia-se um pouco menos pesado, seus ferimentos haviam sido tratados, mas o Lorde exigiu sua presença e a comitiva de resgate não podia parar. Por isso, não pôde esticar a coluna por algumas horas embaixo de uma tenda. Quanto tempo se passou? Avahan observou pela abertura traseira em busca da altura do Sol, mas ainda estava completamente nublado lá fora. Abriu a portinhola do guia, um rosto conhecido segurava as rédeas. Sor Harwyn Hetherspoon, um cavaleiro de meia-idade, trajando cota sob couro e um enorme chapéu de palha, para evitar a chuva. O Castanho, como era conhecido, deve ter ouvido a madeira ranger atrás de si, pois disse sem virar os olhos:
— Descanse mais, bebum. Em breve estaremos em Den Profundo.
Avahan ignorou aquele conselho e indagou para situar-se:
— Quanto tempo dormi? Em que hora estamos?
O cavaleiro levantou um pedaço de pão com carne seca mastigado e respondeu:
— Hora do Sol, apesar do rabo da Velha estar tapando-o completamente.
Aquela informação era boa e ruim ao mesmo tempo, Avahan desabafou:
— Dormi por quatros horas!
O barbudo virou-se para ele, tirando os olhos da estrada, e disse:
— Quatro horas não são nada. Você está todo fodido, precisa descansar mais. – Seu tom de advertência era alto, mas não posso obedecê-lo.
— As peles estão confortáveis, mas pretendo alcançar meu irmão na vanguarda.
No banco ao lado do Castanho estava um vultoso odre de pele-de-lebre. Parecia estar tão cheio que Avahan sequer perguntou, apenas meteu a mão e com um puxão rápido, trouxe a bebida à garganta, afogando-se num forte vinho carregado de especiarias. Não é cerveja de barril, mas está deliciosamente seco. Avaliou em pensamentos.
— Aprovou? – Perguntou Sor Harwyn mantendo a atenção na condução. – Droga! Isto me pertence, passe pra cá. – Pegou o odre das mãos de Avahan antes pudesse dar um segundo gole. – Aceita um pão salgado? – Ofereceu-lhe suas provisões.
— O vinho me basta. É de onde? – Tomou a bebida das mãos do Castanho novamente e serviu-se de mais um gole. Não precisava pedir, o barbudo rancoroso estava presente quando Avahan fora sagrado cavaleiro por sor Tygget Lannister. Onde estará o Machado de Ouro? Portanto, sor Harwyn era um antigo conhecido da família e amistoso colega de cavalaria. Apesar do meu longo exílio.
— Por incrível que pareça, esta merda é do Norte. Parece que os Tallhart descobriram como plantar uvas nas montanhas frias.
Incrível, eu gostaria de uma boa safra dessa comigo. Mais um gole e Avahan sentia-se novo em folha, fervendo por dentro até a ponta de seus dedos. – Muito bom, Harwyn. Importa-se se eu ficar com o vinho Tallhart?
O castanho retornou-lhe um velho sorriso habitual, deixando a pose de cavaleiro antigo de lado, assumindo a faceta de um mercador esperto, que por sinal, combinava mais com seu chapéu de palha e seu palavreado.
— Importo-me, pois custou-me uma caralhada de prata. Caso, meu amigo, deixe uns dez gamos, estamos certos. Já imaginava que você iria querê-lo mesmo, bebum.
— Que seja! – Dentro da carroça, encontrou sua bolsa de moedas. Me faltam três dragões de ouro, Romney. Constatou e pegou dez pratas, trocando-as pelo vinho nortenho. A carroça não parava de balançar. Preciso de um cavalo. Lembrou-se com pesar da morte de Mancha-Negra, seu fiel alazão por não mais que um ano. Irei vingá-lo. Avahan prometeu a si mesmo.
Avahan estava acelerado com o calor da bebida e alguns momentos depois, já tinha comprado um novo cavalo também. A pressa é inimiga da perfeição. Se puniu mentalmente ao notar o trote manso do garrano vendido a ele pelo Castanho. – Seu nome será Abismo. – Falou com o animal negro, que não reagia nem a sua voz, nem as suas botas.
Conforme avançou pelas colunas de arqueiros, infantes e cavaleiros, reparou a imensa quantidade de lanças, espadas, mantos azuis e flâmulas brancas, o tigre de sua casa parecia rugir ao lutar com o vento violento que o içava. Na vanguarda, os cavaleiros reuniam-se, mas mesmo com um único olho, Avahan pôde perceber que Lorde Belick não cavalgava entre eles.
— Saudações, cavaleiros! – O Tigre-do-Leste fora bem recebido pelos primos Moreland, sor Gerold e sor Leobald; Pelos irmãos Ferren, sor Ormund e sor Narbert; Pelo Gatuno do Montês, sor Breno Myatt e pelos escudeiros. Todavia, seu primo que parecia liderar o grupo, o alfinetou com sua língua:
— Não esperava vê-lo tão cedo, sua ressaca é mais curta do que imaginei, Tigre-do-Leste.
Avahan fechou a cara para aquele tipo de comentário e apenas disse: – Não tenho ressaca nunca. Eu bebo bastante.
Sor Elmmer já parecia esperar tal comentário e esquentou ainda mais o diálogo: – Passou o exílio inteiro bebendo?
— Imaginei que meu retorno fosse incomodar alguns... Mas não tenho tempo para isso agora. Onde está meu irmão? – Sor Avahan fora firme e todos os cavaleiros pareciam apoiar-lhe com seus olhares calados. Meu primo é o mestre-de-armas, eles o respeitam, mas o reprovam. Han pensou.
— Não estou incomodado, apenas falei p... – Avahan interrompeu bruscamente:
— Onde está seu Lorde, sor?! – Sor Elmmer pareceu diminuir em sua cela, mas respondeu calmamente:
— Mais a frente com sor Axell Lorch e sor Frank.
Então Avahan trotou, obrigando Abismo a deixar aquela trupe para trás. Se depender da nossa cavalaria, não há guerra que meu irmão vença. Ele concluiu ao perceber que, após sua retirada, seu primo fizera alguma zombaria dele e os outros que o cumprimentaram outrora, morreram de rir nas suas costas. Acham que sou cego, mas vejo por dentro de todos eles.
Galopou o mais rapido que conseguiu, mas seu irmão não surgia a sua frente, até que o chão acabou no grande penhasco que cercava Den Profundo. A estrada era de terra batida e a queda resultaria em morte certa, mas era larga e feita para carruagens de bois, dava para continuar, mas Avahan estava indeciso. Não há sinal de Belick por aqui. Foi quando avistou ao longe, além da Baixada Den, na ponte que dava acesso ao castelo, o estandarte do tigre sendo escoltado muralha a dentro. Ele está entrando sozinho? O que houve? Então a dúvida o cegou, o Tigre-do-Leste avançou rapidamente por dentro do povoado, sem dar satisfação alguma aos guardas locais ou ter qualquer cautela com o povo do caminho. Preciso alcançá-lo. Pensou ao ver a ponte-levadiça de Den Profundo ser lentamente erguida. Avahan começou a gritar:
— Parem esta ponte! AGORA!
Um guarda insano, vestido em cota de malha, ainda tentou acertar as patas de seu novo garrano com aço, mas Abismo surpreendeu até seu cavaleiro ao saltar habilmente e instantes depois, alcançar seu objetivo: Avahan estava dentro do castelo, cercado por não menos do que trinta lanças e sessenta olhares arregalados. Abismo freiou bruscamente e levantou-se em duas patas para evitar a primeira pontada.
— NÃO ATAQUEM! – A voz de seu irmão era firme como a de um verdadeiro senhor, os lanceiros recuaram de imediato. – Este é meu irmão, sor Avahan Belvedere, o Tigre-do-Leste.
Conseguimos, Abismo. Avahan começava a gostar de seu novo animal. Obrigado, Castanho.
Enquanto desarmava-se, em uma sala reservada das ameias, amaldiçoava internamente a imprudência de seu irmão por ter se enfiado ali. – Belle está morta... Minha filha... – O homem estava em cacos, lágrimas silenciosas escorriam por sua face. Sor Frank, que tinha uma filha da idade de Isabelle, permanecia ao lado dele dando apoio.
— Acalme-se, senhor. Não deves cair em tristeza agora, não estamos em Monte Tigre. – Sor Axell alertou com cautela para não ser ouvido pelos guardas que os escoltavam.
— Tens razão, vamos logo com isso. – O Senhor-do-Ferro levantou e depois de um forte abraço em sor Frank, retirou-se da sala. Avahan o seguiu.
— Leve-me até o corpo dela. – Belick solicitou ao seu genro, o jovem e grotesco sor Gregor Clegane, que encabeçava a escolta deles, juntamente com seu irmão mais velho, e tão forte quanto, sor Victor Clegane.
— Sim, senhor.
Assim, eles seguiram em um grupo de vinte homens pelos corredores de Den Profundo. Um esquadrão maior logo os enquadrou.
Estão armados, diferente de nós. Avahan fez notar. Eram liderados por ninguém menos que sor Leonard Lydden, o Texugo-Marrom, que o Tigre-do-Leste havia derrotado em um duelo a menos de um dia.
— Minhas condolências ao Senhor-do-Ferro Ocidental. – Falou de prima numa falsa educação que não combinava com ele.
— Condolências aceitas, cavaleiro. – Belick agradeceu.
— Meu pai espera poder fazer o mesmo e por isso o aguarda em uma audiência em nosso salão. – O texugo contou, tendo a ousadia de apoiar a mão no cabo de sua espada. Sabia que estava sendo falso.
— Certamente terei com Lorde Lyonel, até para agradecê-lo pelo pão e sal que nos fora dado.
Fez bem em lembrá-lo, irmão. Avahan queria elogiar, mas permaneceu quieto, sem tirar seu olho do cavaleiro derrotado. – Como convidados, devo lhes acompanhar até meu pai. – Sor Leonard tinha a arrogância de um adolescente. Ou o orgulho ferido de um velhote.
— Antes irei ver o corpo de minha filha, sor. – Belick cerrou os olhos para o texugo, que logo argumentou:
— Não impedirei o Lorde, mas seu irmão Avahan e seu escudeiro terão de vir comigo. Ambos são acusados de aleijar meu irmão sor Lotho Lydden.
Houve um silêncio que pareceu tão infinito a Avahan, que ele teve de interceder.
— Não aleijei ninguém. Tudo que fiz foi humilhar você diante de seus homens, mas não toquei no seu irmão.
— COMO OUSA?! – Ele gritou e brandiu sua espada ao mesmo tempo. Entretanto, a voz de seu irmão fora mais forte que a do cavaleiro derrotado:
— Não desrespeite meu luto com seu próprio sangue, sor! – Todos congelaram, e ele continuou: – Vamos até seu salão então.
Não houveram mais alterações depois da palavra do Senhor-do-Ferro, mas Avahan não podia acreditar na tocaia em que se metera. Onde estão nossos homens?
Subiram vários lances de escadas, alguns largos, outros estreitos e íngremes, tudo em pedra negra, assim como as paredes. Apenas o teto das salas e ante-salas era trabalhado em tábua corrida, todavia, também em um marrom escuro, mantendo o tom sombrio do castelo. Poucas janelas ajudavam a manter tal penumbra e o dia nublado fazia com que o vento invadisse alguns sacadas, em socos de neblina. Este lugar é tenebroso. Até as flâmulas penduradas em locais estratégicos estavam desbotadas num verde e marrom fantasmagórico.
Antes de pisarem no 'grande salão', outra revista fora feita e uma adaga afiada fora retirada das botas de sor Frank que acabou sendo impedido de participar da cerimônia. Lorde Belick não contestou a decisão dos guardas, claramente estava tão impaciente e nervoso quanto Avahan. – Encontre nossos homens, traga-os aqui. – Ainda ouviu seu irmão sussurrar a ordem, assim como um guarda Lydden próximo. Havia uma ordem para ele também: – Enquanto estivermos lá em cima, só fale quando for ordenado à isto. – Avahan acenou em compreensão. Não sou um lorde, não devo falar até que mandem.
Quando as portas se abriram, o silêncio atormentou-lhe. O salão principal do castelo era tão medonho quanto seus corredores e salas menores. Com três andares superiores e um sinistro palanque, o ambiente mais parecia uma arena apertada do que uma sala de trono. No cadeirão de Den Profundo, destacava-se a figura sinistra que mandava em todos ali. Com uma corcunda disfarçada em peles-de-texugo, Lorde Lydden ostentava uma enorme barba grisalha e um aspecto terrível. Haviam tantas flâmulas de outras casas penduradas sob as sacadas dos andares superiores, que Avahan não pôde distinguir todas elas. Reconheceu apenas os três cães negros sob dourado dos Clegane, o texugo que estava por toda parte e as ameias verdes sob fundo branco da família Bushy da Campina. O que fazem aqui? Avahan se perguntava.
— Bem-vindo à Den Profundo Lorde Belick Bell.. coff, coff.. Belvedere. Sente-se. E que seu irmão exilado sente-se ao seu lado. Já teve seu pão e sal? – Suas palavras eram quase doentias.
— Brevemente alimentado e saudado por sor Smitt Serret, Lyonel. Talvez você ainda não saiba, meu irmão é um cavaleiro e fora perdoado de seus atos por minha autoridade. Devido a este prestígio, sor Avahan Belvedere, sente-se ao meu lado. – Rogou Belick nove degraus acima. Enquanto subia, sussurros e fofocas eram emanados e misturados com seu nome nos buracos dessa maldita torre. Assim que o Tigre-do-Leste acomodou-se, Lorde Lyonel continuou:
— Meus pêsames... H-Hmm, por sua filha. Mas tenho que lhe perguntar: O que o traz aqui? Coff, coff... H-Hm, Meus batedores afirmam que há um exército azul e branco a caminho de meu castelo. – O bafo fétido do Lorde Texugo alcançou as narinas de Avahan, mesmo metros acima.
— Condolências aceitas. – Avahan notou que após agradecer o Lorde, seu irmão virou-se para os andares superiores, erguendo a visão até a sacada dos Cleganes.
Como o silêncio se seguiu, Lorde Belick respondeu: – Estou perseguindo sor Abelar Greenfield e seu irmão sor Gullian, ambos furtaram algo de valor que possuo e pretendo reconquistar. – A dúvida na hora de escolher as palavras ficou um pouco clara demais para Avahan, mas o cavaleiro permaneceu quieto no flanco de seu irmão. – Creio que eles passaram por aqui, ou ainda estão aqui. – Belick deixou no ar.
— Hmm... Coff, coff... — O lorde não tossia de nervoso, mas mexia seu fucinho de texugo sem parar enquanto tossia e elaborava uma resposta. – Eles não estão mais aqui. Coff... Eu os deixei passar. Posso saber o que roubaram?
Aquela pergunta franca incomodou seu irmão, que surpreendeu Avahan na resposta: – Levaram meu sobrinho, Romney Brax. – O murmúrio caiu sob eles como seu martelo. Preciso de minha arma. O cheiro dos archotes queimando substituía de vez em quando o bafo do senhor texugo.
— Um exército para tal empreitada? Coff... Deves temer que o garoto caia nas mãos erradas, hm? Coff, coff... – Aquilo soou nitidamente como uma ameaça para Avahan, mas apenas uma frase vinha-lhe à cabeça: “Só fale quando for ordenado à isto.” E assim, permaneceu quieto, aguardando sua vez. Por que mentir, meu irmão?
— Ele é um Belvedere e um Brax, sabe se cuidar. Não corre grande risco por essas terras. Você viu o garoto entre os Greenfield? – Belick insistiu na mentira.
— Não, eles realmente estavam com pressa. H-Hmm, também estavam com bastante ouro e prata, compraram armas e contraram mercenários. Coff... Coff... Pretendem cercar o próprio castelo contra o sobrinho.
— Não pretendo permitir que ele consiga. – Lorde Belick anunciou. – É um desertor e deve ir para a Muralha. – Condenou.
— Concordo. Se eu soubesse disso antes... Coff... Coff... A Muralha é um bom lugar para criminosos. H-Hmm, falando nisso, há um criminoso sentado ao seu lado. – O murmúrio caiu novamente sobre eles, mas seu irmão não permitiu que se estendesse por muito tempo.
— Só pode haver algum engano. Do que o acusa, Lorde Lyonel? – Perguntou com firmeza.
— Mandei meus homens comprarem quilos de especiarias de seu... Coff... Hm... Povo Estrangeiro, mas sor Avahan intercedeu meu comboio e o levou de volta as suas terras, matando meus homens. – O Tigre-do-Leste queria gritar para ser ouvido, já estava enfurecido, todavia, seu irmão o entre-olhou com obstinação e ele entendeu que era sua vez de falar e precisava escolher as palavras certas para não ofender o lorde doentio.
— Não nego a morte de seus homens pelo meu machado, senhor. – O cochicho quebrou o silêncio mais uma vez, porém Avahan impediu levantando sua voz grave e rouca:
— Por que roubaram de nossas terras e revelaram-se bandidos quando os interroguei. – Viu Lyonel encher o peito de ar para contestar, mas continuou com segurança: – Nenhum deles carregava seu brasão, Lorde. O único Texugo que derrotei foi seu filho mais velho, que está presente e pode comprovar parte da estória. – Com aquela conclusão, sor Avahan teve o ruído dos fofoqueiros ao seu favor, que impediram que o Lorde retrucasse de imediato e o obrigaram a beber para desentalar-se com seu próprio catarro.
Quando os ânimos acalmaram-se, foi a vez do cavaleiro derrotado falar: – Quando chegamos, a carroça de açafrão estava sob controle do escudeiro dele, o tal Romney Brax. O garoto cercado, atropelou meu irmão Lotho. É um criminoso e deve pagar por isso! – O Texugo-Marrom inflamou ao sentenciar.
— Foi isso que aconteceu, sor Avahan? – Seu irmão lhe perguntou.
— Eu não estava presente no momento. – O Tigre-do-Leste confessou.
— Um escudeiro deve estar sempre ao lado de seu cavaleiro. E vice-versa. – O Texugo-Marrom provocou do lado de seu pai.
— Suponho que... Coff.. Coff... Estava matando meus mercadores neste momento, sor? – Lorde Lyonel perguntou diretamente a ele. – Sim, H-hm, – fora sua vez de gaguejar – quer dizer, não. Apenas os perseguindo para levá-los a justiça em Monte Tigre. – Finalizou desajeitadamente. – H-hmm... Eu digo que: Sor Avahan fica sob minha custódia enquanto Lorde Belick busca o rapaz atrás dos Greenfield. Coff... Coff... – Tossiu e finalmente cuspiu um jato de catarro no catarreiro ao lado. – Depois, traga-os todos até aqui e a justiça será feita no meu salão em Den Profundo. Caso queira, Lorde Belick pode ser um juiz deste julgamento.
— Não vou ficar preso em lugar algum, senhor. – O Tigre-do-Leste defendeu-se. – Não tenho culpa dos atos de meu escudeiro. – Lyonel arregalou os olhos protuberantes enfurecido.
— Tem sim, irmão. Você fica até que possamos voltar com Rom. – Belick disse.
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