Notas iniciais
Olá! Aqui é a Misaki ^^ O capítulo de hoje possui algumas explicações, mas não espere que tudo seja revelado, pois perderia a graça ;p Boa leitura.

“Dormir tranquila”. Foi o que ele disse. Como posso fazer isso se estou sendo assediada toda semana por um colega de trabalho diferente. E pior. Eu nem se quer faço esforço pra impedir isso.

Não consigo. Parece que na hora em que eles me tocam eu perco o controlo de meu corpo, por mais que eu tente com todas as forças, meus músculos não me obedecem. Não posso trabalhar assim, isso vai me deixar louca.

Uma semana se passou depois do incidente com Lysandre, e apesar do modo como Castiel me encarou quando pegou ele saindo do meu apartamento, não me importunou. Todos estão mais relaxados hoje, o trabalho está adiantado e o dia de pagamento está próximo, mas eu já nem sei se vou ficar tempo o suficiente para recebê-lo.

— Diana! – Castiel grita comigo.

— S-sim! – Acordo de meu devaneio.

— Hoje à tarde Dajan vai visitar uma das lojas que estará vendendo os lançamentos deste mês, incluindo aquele no qual trabalhamos com a equipe da Rosalya – Castiel me entrega uma lista dos livros. – Quero que vá com ele para aprender mais sobre o seu trabalho.

Olho para Dajan. Ele balança a cabeça num sinal afirmativo.

— Será uma ótima experiência – diz o moreno com um fino sorriso, estreitando os olhos que mais parecem pepitas de ouro.

— Claro, mas... Eu sou uma editora, o que isso tem haver exatamente com o meu trabalho?

Castiel me olha como se eu tivesse acabado de dizer um absurdo. Ele se levanta, espalma a mão sobre a mesa e começa a me metralhar com suas palavras.

— Se você quer ser uma amadora, empacada na vida, sem nenhuma habilidade que te destaque dos outros e que te torne bem sucedida, posso te entregar agora a carta de demissão. Há muita gente por ai determinada a pegar o seu lugar.

Arregalo os olhos. A saliva trava no meio da minha garganta. Os outros continuam trabalhando, mas percebo que me analisam pelo canto dos olhos.

— Desculpe minha ignorância – minha voz falhando. – Isso não voltará a se repetir.

— Tudo bem... – Castiel retira os óculos e aperta os olhos. – Termine o que tem pra fazer até o meio dia.

A manhã parece uma eternidade. Cada vez que olho para o relógio seus ponteiros parecem ter andado para trás. Termino o meu serviço e o reviso pelo menos umas três vezes. Quando finalmente ouço o sinal para o almoço, desabo na cadeira.

— Relaxa – Nathaniel me surpreende massageando meus ombros duros – uma hora você se acostuma. Se quer saber, ele é bem mais estúpido comigo.

— Obrigada – digo com um sorriso amarelo. Saber que aquilo não foi o pior do meu chefe é para ser algo bom ou ruim? Não faço ideia.

Pego minha carteira e vou para o refeitório. Mal consigo engolir a comida, empurro o máximo que posso e deixo o restante de lado.

— Sem fome? – a mulher indiana da folha de turismo, Priya, se senta ao meu lado.

— Um pouco... – remexo o meu purê com o garfo, criando listras.

— Problema com os sete pecados? – ela abre uma latinha de chá gelado. Eu a olho de maneira interrogativa. – É como a maioria chama aqueles seus colegas de trabalho. – Ela ri -- o setor do pecado.

— Deram um apelido para o setor?

— Também. Mas você não respondeu minha pergunta.

— Eu dei uma mancada com o editor chefe – digo envergonhada.

— Castiel? – ela fala desdenhando – aquele cara é muito explosivo.

— Já trabalhou com ele? – fico curiosa.

— Não. Mas dá pra ouvir seus gritos de longe. Um rapaz que trabalha no andar de baixo foi reclamar uma vez, Castiel disse ao pobre coitado que se ele estivesse realmente focado em seu trabalho, não teria ouvido a discussão. O cara tentou revidar, mas acabou sendo expulsou da sala, ouvindo que se tinha tempo pra perder ali é porque era um incompetente.

— Nossa – fico boquiaberta. – Isso é muito estranho, pois ele é calmo fora do trabalho.

— Ah é? Eu não sabia. – Ela estreita os olhos e me encurrala. – Como você sabe disso?

Ai merda! Falei o que não devia.

— Bem... – Pensa! Pensa!— Nós fomos terminar um trabalho na Rosalya, a designer, e durante todo o trajeto ele estava bem calmo, falava tranquilamente enquanto dirigia.

— Você foi no carro dele? – ela me deixa ainda mais sem saída. – Eu queria dar uma voltinha naquela máquina.

— É. Também teve aquela vez na cafeteria... – me interrompo. Sou uma burra mesmo.

Priya ergue as sobrancelhas. Eu deixo os ombros caírem, derrotada por minha própria imbecilidade.

— Então acho que devo te deixar respirar um pouco – ela recolhe sua bandeja e vai embora, depois de me dar tapinhas consoladores nas costas.

Essa história de sete pecados me deixa curiosa, não que eu realmente acredite, apenas acho o tema interessante. Me pergunto o porque desse título. Talvez algum deles tenha sido pego atacando a geladeira, outro tirando uma soneca durante o expediente. Quem nunca fez isso, não é?

Porém, não tenho tempo pra devagar com minhas dúvidas, jogo o lixo fora e volto ao trabalho. No entanto, minha cabeça logo se enche de novas perguntas. O que será que me aguarda com Dajan? Pelo menos vamos a um lugar público. Seria muita ousadia tentar algo.

Sinto um arrepio estranho.

Talvez seja exatamente isso que eu espero... Doida! Doida de pedra!

— Está pronta Diana? – Dajan me pergunta vestindo um casado.

— Sim. – Pego o material necessário para fazer possíveis anotações.

O ponto de venda fica a três quadras da editora, então vamos a pé. É uma livraria consideravelmente grande, há vários títulos nacionais e internacionais dos mais variados gêneros. Possui até um lugarzinho para leitura, com uma mesa de centro feita de madeira polida e algumas poltronas reclináveis de tecido escuro.

Andamos em meio as estantes enquanto Dajan faz anotações em sua prancheta. Quando termina seguimos para o balcão de atendimento e ele pede para falar com a gerente. Poucos minutos depois uma mulher jovem e bonita nos recebe e nos acomoda nas poltronas desocupadas.

— Olá Dajan, bom te ver – ela o cumprimenta. – Veio saber sobre as vendas?

— Exatamente. Esta é Diana, nossa nova colega de equipe – Dajan me apresenta.

— Que ótimo! Muito prazer – ela me cumprimenta. – Me chamo Letícia.

Conversamos por cerca de uma hora, a gerente nos mostra a mesa onde ficam os lançamentos e apresenta orgulhosa uma pequena estrutura feita especialmente para um dos novos livros. Admito ser um belo trabalho, certamente não passará despercebido por quem entrar ali.

— Acabei meu questionário, nosso trabalho está feito por hoje – Dajan se prepara para partir.

— Ah não, esperem. – Letícia pede. – Deem uma olhadinha na nova ala enquanto eu busco um café para todos nós.

— Não vimos nada de novo quando chegamos – Dajan diz.

— É porque fica numa área mais reservada – ela explica nos olhando de um jeito comprometedor. – Por causa do gênero literário, vocês vão ver.

Seguimos para o lugar indicado, parece uma pequena sala feita por divisórias brancas e há uma cortina fina cobrindo a entrada. Se não fossem os avisos chamativos colados na parede com o símbolo “+18”, eu diria que estava prestes a ter meu futuro revelado por uma cartomante. Entramos na saleta e eu fico pasma com o que vejo.

— Uau! Eles se superaram – Dajan observa, fascinado, os diversos títulos.

Eu esperava que ali estivessem mantidos conteúdos de violência e terror. Bem... Na verdade tem sim isso, mas a maioria das prateleiras é de livros e quadrinhos eróticos. Imagens sensuais e explícitas decoram as capas das revistas, sem contar os pôsteres colados na parede.

— O que achou Diana? – Dajan me pergunta, babando sobre as obras.

— Eu... Eu não sei o que dizer – Não sei mesmo.

De repente precinto algo. Preciso sair dali imediatamente. Porém, Dajan se aproxima furtivamente, impedindo minha fuga mal planejada.

— Olhe este – ele estica o braço e pega uma HQ que está na prateleira atrás de minha cabeça, me entrega e aponta para a ilustração da capa – soube que é a posição mais prazerosa para uma mulher.

Tranco a respiração e fraquejo. Fico nervosa e mais uma vez não consigo reagir. Dajan corre os dedos pelo meu braço esquerdo até alcançar minha nuca e segura-la com força. Seu olhar de dezoito quilates me penetra com ousadia, olho para seus lábios carnudos e me permito desejá-los.

— Você certamente é a mulher mais apetitosa que já conheci.

Apeti... O quê?

Não tenho tempo para entender. Dajan me engole a boca, mal consigo acompanhar seus lábios. Ele procura por minha língua, com fome de prazer. Derrubo algumas revistas com os cotovelos, meu corpo é pressionado contra as prateleiras e ouço uma delas estralar.

— Hm-hm... – Letícia aparece com os cafés. – Sei que o conteúdo da sala é muito sugestivo, mas... – ela está envergonhada, no entanto não parece realmente incomodada com a situação.

— Nos perdoe. – Dajan me solta, mas mantém a proximidade. – É muita inspiração num lugar só.

Finalmente recobrando os sentidos, pego meu café e o adoço com quase todos os pacotinhos de açúcar. O excesso de sacarose vai me acalmar ou me pilhar de vez.

Os dois conversam na maior tranquilidade, como se nada fora do comum tivesse acabado de acontecer. Não consigo prestar muita atenção no que falam, mas juro que ouço Letícia dizer algo sobre nós três juntos e em seguida anotar algo num pedaço de papel que entrega para meu colega de trabalho. Nos despedimos e voltamos para a empresa. Dajan entrega um relatório a Castiel enquanto eu termino de rabiscar algumas anotações.

— Tudo bem Diana? – Kentin me pergunta.

— Sim, obrigada – minto.

Sinto-me meio tonta. Peço licença e vou até o banheiro lavar o rosto com água fria. Flashes dos momentos que passei com aqueles homens começam a encher minha mente. Sinto o coração acelerar como um motor de mil e duzentos cavalos. Preciso de uma explicação.

Vejo uma mulher de cabelo azul claro passar pelo corredor. Sem pensar duas vezes eu a puxa para dentro.

— Socorro! Estou sendo sequestrado!

Então percebo que não se trata de uma mulher.

— Armin?! – sou pega de surpresa ao olhar para o rosto do homem.

— Quase, sua louca. Sou o irmão gêmeo dele, Alexy.

— Me desculpe... Eu achei que fosse uma mulher...

— Cruz credo! – ele faz uns sinais com as mãos. – O que te desespera tanto ao ponto de capturar a primeira pessoa que cruza a porta do toalete?

— São os meus colegas de trabalho, estão me deixando louca! – agarro meus cabelos.

Alexy olha para o meu crachá – Ah... Entendi. Você é a novata de quem meu irmão falou. – Ele me olha de cima a baixo e suspira. – Quem não ficaria louca no meio daquele monte de bofe gostoso. Eu daria tudo pra traçar um deles.

— Oi? – essa bicha “tá” me tirando – Não, escuta. Eles estão realmente me deixando louca.

— Relaxa fofa, pressão do trabalho – ele faz pouco caso.

— Trabalho uma ova! Eu já não sei se fui mesmo contratada para ser editora ou bonequinha sexual deles! – exalto-me.

O azulado parece em fim perceber a seriedade do caso. – Eu vou te dar um resumo do que sei. Seus colegas de trabalho são conhecidos como os sete pecados. No começo não passava de uma brincadeira, mas ai a Melody apareceu com uma pequena lista com os nomes completos dos funcionários. E adivinha?

Eu ergo as sobrancelhas, o incentivando a continuar.

— Cada um daqueles sete tem como sobrenome um pecado capital – ele conclui.

— Como assim? Você quer dizer que eles são personificações dos pecados? – estou incrédula, é algo impensável.

— Não faço ideia, mas sei que eles agem como tais. Pelo menos de acordo com a personalidade explosiva do seu chefe, eu diria que o pecado da ira se encaixa perfeitamente nele – Alexy pondera.

— Hey! Encontrei vocês – Iris nos surpreende. – Tudo bem?

— Nada de mais, apenas um sequestro relâmpago – Alexy da de ombros, a ruiva parece ficar sem entender.

— Certo... – ela muda rapidamente de expressão. -- Convidei as meninas para sair e tomar algo, vocês vêm?

— O expediente já acabou? – olho o relógio de pulso, não vi a hora passar. – Ai droga! – volto apressada para o escritório.

— Tudo bem Diana? – Castiel ainda está trabalhando.

— Só uma dor de estômago – invento na hora. – Você precisa de ajuda?

— Não. Já vou terminar – ele estrala os dedos. – Vá para casa e descanse.

Despeço-me e vou embora. Encontro um grupo de mulheres na saída.

— Estávamos te esperando – Melody me dirige um sorriso.

— Eu acho que não vou poder ir – faço uma careta, fingindo dor.

— Que isso garota, hoje é sexta feira – Alexy se engancha no meu braço. – Prometo que se você passar da conta, a gente de deixa em casa.

— Mas eu não...

Alexy ignora meu apelo, me levando embora com a patota. Iris chama um táxi, pois ninguém poderá voltar para casa dirigindo. Melody vai na frente com o motorista e eu vou atrás socada com mais quatro pessoas. Alexy está sentado no colo de Iris, eles cochicham em meio a risadinhas.

— Diana, esta é a Kim – Priya me apresenta a outra moça – página de esportes.

— Bem vinda ao clube – diz a morena de olhos verdes.

— Obrigada.

Chegamos à choperia. Iris pede um lugar para seis e o garçom nos leva até uma mesa estilo americana, com um banco vermelho em L no canto do estabelecimento. Três torres de Chopp são entregues acompanhadas de uma gigantesca porção de batata frita com bacon. Melody é a única que pede um suco para beber, aparentemente ela tem algum receio com o álcool.

— Olha só quantas carinhas lindas – Rosalya aparece acompanhada de Violette. – Podemos nos juntar a vocês?

— Fique a vontade gatona – Alexy dá um beijinho na bochecha da platinada, parecem ser amigos próximos – e o Leigh?

— Ainda está na loja, teve que ficar pra receber uma encomenda de tecidos – Rosalya pede mais dois copos ao garçom. – Já que meu namorado não pode, eu bebo com as amigas mesmo.

Secamos duas torres e então as garotas começam a insistir que Melody beba só um pouquinho, ela se rende e experimenta a bebida amarga. Em menos de 10 minutos ela acaba sozinha com a terceira torre. Mais da bebida amarela e espumosa é pedido, a conversa começa a tomar um rumo mais íntimo, mas a essa altura isso já não parece ser problema.

Olho para o relógio, já são dez horas da noite. Um cantorzinho de meia tigela toca uma música ruim, mas ninguém parece se incomodar, até porque há um bando de mulheres bêbadas gritando como loucas, que por acaso são minhas colegas de trabalho. Melody é a mais desorientada, já bebeu tanto que aposto não lembrar sequer de onde mora. Agora entendo porque insistiu tanto em não beber, talvez tivesse sido melhor ficar no suquinho natural.

Depois de uma sessão de risadas sem motivo, elas começam a falar sobre homens e eu já sei no que isso vai dar. Melody vira o conteúdo de seu copo em um único gole e faz a revelação mais chocante da noite.

— Quando vejo Nathaniel esparramado naquela cadeira tenho vontade de me enfiar entre suas pernas e chupá-lo todinho – ao dizer isso ela morde os lábios como se imaginasse a cena.

Eu cuspo a cerveja que havia acabado de colocar na boca, pego um guardanapo e me enxugo. As outras me olham em silêncio por alguns segundos e então explodem em uma risada conjunta. Apenas Violette parece se sentir tão constrangida quanto eu. Duas mulheres entram no bar e nos olham com repulsa.

— “Tá” olhando o que, loira azeda? – Melody balbucia.

— Que estado deplorável para uma analista de RH – a loira diz.

— Sim, deplorável! – repete a outra mulher de traços orientais.

— Cala a boca Li – a Barbie ordena. Elas se sentam numa mesa bem longe de nós, vez por outra nos lançando um olhar de superioridade.

— Quem são elas? – pergunto à Priya – já tinha visto a loira no arquivo antes, mas não a outra.

— É Ambre e seu bichinho de estimação. Trabalham na administração. – Priya sorri maliciosa – arquivo? Soube que é o lugar preferido do Dakota.

Oi? Coro instantaneamente. Será que ela sabe?

A indiana dá uma piscadinha cúmplice. Ela sabe.

— Pena que minha futura cunhada é uma patricinha nojenta, caso contrário, poderíamos ser boas amigas – Melody se queixa.

— Tira logo o cavalinho da chuva fofa, nem se você fosse a última mulher da face da terra Nathaniel te daria bola – Alexy diz balançando a mão no ar.

— Eu acho que ele é gay – Rosalya se manifesta. Olhos arregalados se voltam para ela. – A gente, falem sério. Toda vez que vou àquela editora eu só vejo ele e Castiel discutindo feito um casalzinho. Aquilo pra mim é disfarce.

— Talvez tenha sido esse o verdadeiro motivo da briga deles no ano passado – Iris comenta. – Inveja da Debrah?

— Não pronuncie mais esse nome. Me dá náuseas – Rosalya coloca o dedo dentro da boca.

Eu não estou entendendo nada. Mas apesar de estranha, a conversa desperta minha curiosidade. Talvez eu consiga descobrir alguma coisa sobre meus colegas de trabalho.

— Então Ambre é irmã de Nathaniel?

— Nossa como você é esperta – Alexy tira com a minha cara, logo me dando uma cotovelada de brincadeira.

— Alexy. Esqueci de perguntar antes, mas qual é o seu sobrenome? – arrisco.

Ele me encara sério e solta um longo suspiro -- Pride. Quer dizer “orgulho”, mas isso não tem nada haver com o pecado, é um sobrenome totalmente normal.

— Para né. Você é o gay mais orgulhoso da editora – Kim o dedura.

— Claro. Eu sou o único – ele mostra a língua. – Mas infelizmente não posso dizer o mesmo sobre o meu irmão. Armin é tão orgulhoso que chega a fazer mal.

— Eu não acho... – Violette murmura, quase inaudível – E-ele é muito legal e... – ela cora com os próprios pensamentos.

— Realmente. Dá para entender porque Alexy é gay – Kim mordisca uma batata. – Até eu seria se tivesse um irmão daquele.

— E você já não é? – Alexy dá uma desafinada.

— Eu não -- Kim nega abruptamente.

— Essa história de sete pecados... – começo a falar, mas paro ao perceber o desconforto que o tema trás.

Melody rabisca algo em um guardanapo e me entrega. – Pesquise e tire suas próprias conclusões.

Há sete nomes completos escritos no guardanapo.

Armin Pride.

Castiel Wrath.

Dajan Gluttony.

Dakota Lust.

Kentin Greed.

Lysandre Sloth.

Nathaniel Envy.

Olho para ela e dou uma risada nervosa.

Só pode ser brincadeira.

Notas finais
Se quiser você pode traduzir os nomes, mas eu vou falar sobre eles no próximo capítulo. Até o/ Beijos :*